Derek Chauvin, acusado pelo homicídio de George Floyd
Foto via Mirror
 

Como a gente falou por aqui, a cidade de Minneapolis, nos EUA, entrou em combustão depois que a polícia norte-americana cometeu mais uma barbárie motivada pelo racismo ao matar George Floyd.

Algemado e com vídeos que mostram que ele não resistiu à prisão em nenhum momento, o homem, negro, foi jogado ao chão por um policial branco e com o joelho em seu pescoço, o oficial colocou todo peso do corpo no rapaz.

Suas diversas súplicas dizendo que não conseguia respirar não foram suficientes para que o “homem da lei” parasse, o que ocasionou a morte de Floyd ali mesmo, durante o dia e no meio da rua.

Não à toa, diversos artistas se manifestaram contra o enésimo abuso de autoridade da polícia contra a população negra norte-americana nos últimos anos e muita gente foi às ruas mesmo em tempos de pandemia e quarentena.

Lá, diferente de cá, as pessoas não optaram por “notas de repúdio”, mas sim por protestos violentos onde prédios foram completamente queimados e/ou depredados. E parece que as ações tiveram resultados quase que imediatos.

Protestos em Minneapolis e prisão de Derek Chauvin

Nesta sexta-feira, o policial filmado cometendo o crime, Derek Chauvin, foi finalmente detido e acusado de homícidio culposo e assassinato em terceiro grau, ou seja, quando há atuação “de forma irresponsável ou imprudente”, o que não agradou muito aos familiares de Floyd.

Para o irmão de George, Philonise Floyd, a única solução é a pena de morte (via Mirror):

Esses caras precisam ser presos, condenados por assassinato, e devem receber a pena de morte. Eles precisam. Eles tiraram a vida do meu irmão.

De acordo com informações publicadas pelo G1, o inquérito não é o primeiro de Chauvin, que estava na polícia de Minneapolis há 19 anos e foi demitido logo após o incidente. Ele já lidava com outras 18 denúncias acumuladas durante sua carreira.

Os outros três policiais que podem ser vistos nos vídeos estão sob investigação, e a família pede para que eles sejam formalmente acusados, além de desejar que o homicídio de Chauvin seja mudado para primeiro grau, ou seja, quando há intenção de matar e a pessoa agiu em plena consciência.

Vamos aguardar o desenrolar do caso nos próximos dias.