Pessoas na Balada
Ilustração Stock via Shutterstock

Na Coreia do Sul, a situação do Coronavírus parecia estar sob controle já que o país adotou medidas duras de lockdown e testes em massa. No entanto, após controlar a taxa de infecção e relaxar as medidas, um homem de 29 anos pode ter dado início à segunda onda do vírus por lá.

De acordo com a VICE, uma noitada no dia 01 de Maio pode ter feito o rapaz expor mais de 11 mil pessoas ao vírus, com o qual ele foi diagnosticado na última quarta-feira (6). Até o momento, já são mais de 100 casos confirmados que tem ligação com o homem que passou por cinco bares e boates de Seul.

Felizmente, mais de 7 mil dessas pessoas já foram encontradas pelos serviços do governo (que usam dados como geolocalização de celulares e listas obtidas através dos bares e boates para isso) e testadas; sendo assim, a taxa de infecção é relativamente pequena comparada ao que poderia ter sido.

Acontece que, por outro lado, está difícil encontrar uma parte dos possíveis infectados por um motivo bem complicado: pelo menos uma das boates visitadas pelo homem era LGBT, o que ainda é um tabu bem grande no país apesar das melhoras nos últimos anos.

Por isso, muitas dessas pessoas usaram nomes falsos em suas comandas nos locais que visitaram. Prova da necessidade disso é que, nas redes sociais, já chovem comentários homofóbicos e culpando a comunidade LGBT por “colocar o país em perigo” no meio da pandemia.

Como solução, o governo coreano está oferecendo a possibilidade de testes anônimos já que a grande prioridade, neste momento, é conter a possível segunda onda do vírus. Esperamos que dê tudo certo por lá.

Coronavírus no Brasil

No Brasil, onde informações recentes mostram que cerca de 86 milhões de pessoas fazem parte de algum grupo de risco da doença, já são mais de 180 mil casos e 12,5 mil mortes. Enquanto boa parte dos países está relaxando as medidas de quarentena, os números seguem crescendo e batendo recordes por aqui — ou seja, enquanto alguns como a Coreia do Sul estão tomando precauções para evitar a segunda onda, ainda estamos na primeira.

Por isso, se puder, fique em casa e não saia a não ser que precise realizar alguma tarefa essencial. Afinal, como vimos acima, uma única pessoa pode expor milhares e infectar centenas!