Greta Van Fleet e Adele
Fotos: Aline Krupkoski / TMDQA! e Wikimedia Commons
   

Não é segredo nenhum que a plataforma de streaming Spotify tem uma infinidade de serviços interessantes, como as Daily Mixes, as rádios de artistas específicos e as próprias paradas musicais. Mas você já ouviu falar no Spotify Singles?

Em atividade desde 2016, o projeto convida diferentes artistas para gravações em algum de seus vários estúdios. O combinado é que o artista (ou banda) selecionado grave uma canção autoral e uma cover, totalizando duas músicas. O mais interessante nessa “brincadeira” toda está justamente na escolha da música a ser regravada, já que, não raramente, o projeto dá vida a ótimas reinterpretações das mais diversas faixas.

Até hoje, mais de 280 artistas já passaram pelos estúdios, incluindo as brasileiras Anitta e Ludmilla. As escolhas contemplam os mais diversos estilos musicais, indo desde o rock ao pop, passando por nomes do hip hop, indie, country, soul e mais.

Fizemos abaixo uma seleção das 15 melhores covers já gravadas pelo projeto até então. Confira as releituras, compare com as versões originais e aproveite também a oportunidade de conhecer novos artistas!

 

15 – Def Leppard reinterpretando “Personal Jesus” (Depeche Mode)

Para começar a lista, temos gigantes fazendo cover de gigantes. O Def Leppard, em seu Spotify Singles, regravou Depeche Mode. O hit “Personal Jesus“, originalmente lançado em 1989, ganhou uma versão menos sintética e mais orgânica.

Mas podem ficar tranquilos! A releitura mantém o consagrado riff que acompanha a famosa passagem “reach out and touch faith”. De quebra, ainda temos um inédito solo de guitarra.

 

14 – Portugal, The Man reinterpretando “Don’t Look Back In Anger” (Oasis)

Se é possível traçar algum paralelo entre a cena indie rock/indie pop da década passada com o britpop dos anos 90, aqui temos uma síntese. O grupo Portugal, The Man resolveu homenagear o Oasis com uma releitura de “Don’t Look Back In Anger“.

O grupo nunca escondeu o prazer em tocar músicas de outros artistas, já que existem registros seus tocando desde Metallica até Gnarls Barkley. Nesta releitura em específico, no entanto, a banda se manteve agarrada aos arranjos e riffs originais. Mas é claro que também vemos a personalidade do grupo impressa na versão.

 

13 – LANY reinterpretando “Sign Of The Times” (Harry Styles)

De forma inusitada, o grupo de indie pop norte-americano LANY resolveu prestar homenagem a Harry Styles. Mas estamos falando da época “roqueira” do ex-One Direction, o que torna a proposta ainda mais interessante.

Se a versão original de “Sign Of The Times” remete ao soft rock dos anos 70, a cover do LANY avança um pouco no tempo e encontra território inspirado na sonoridade dos anos 80. A ambientação mais dançante, ao mesmo tempo melancólica, fica potencializada pelo uso nada moderado de sintetizadores.

 

12 – Alicia Keys reinterpretando “ocean eyes” (Billie Eilish)

Alicia Keys ficou realmente encantada com o talento e a singularidade musical de Billie Eilish. No entanto, ela aparentemente tem uma favorita no repertório da jovem popstar: “ocean eyes“.

Além de já ter feito a cover ao vivo, Alicia também usou seu espaço no Spotify Singles para gravar a nova versão da música. Trocando o synth-pop original por uma intimista balada no piano, a releitura da cantora conseguiu potencializar ainda mais a emocionante letra.

 

11 – Carly Rae Jepsen reinterpretando “Don’t Speak” (No Doubt)

Talvez Carly Rae Jepsen seja reconhecida para sempre como a voz por trás de “Call Me Maybe“, mas chega a ser injusto resumir todo o talento pop da cantora a uma única música.

Tome como exemplo esta bela cover que a cantora fez de “Don’t Speak“, clássico do No Doubt. Fiel à versão original, a releitura nos apresenta a uma faceta musical de Carly que talvez a maioria não conheça. A nova interpretação recebeu elogios da própria Gwen Stefani, vocalista do grupo.

 

10 – Lily Allen reinterpretando “Mad World” (Tears For Fears)

Como se a bela cover de “Somewhere Only We Know” lançada em 2014 não fosse o suficiente para provar o talento da britânica Lily Allen ao reinterpretar canções, temos aqui mais uma bela prova.

Em 2018, a cantora usou seu espaço no Spotify Singles para regravar “Mad World“, originalmente lançada pelo grupo Tears For Fears em 1982. No entanto, a versão é essencialmente focada na bela linha de piano que ficou famosa na releitura feita por Michael Andrews e Gary Jules para a trilha sonora de “Donnie Darko” (2003).

Mas não tem como negar que unir a voz de Lily a qualquer performance voz-e-piano é algo incriticável!

 

9 – CHVRCHES reinterpretando “Stay” (Rihanna)

Em 2012, Rihanna lançou o seu hit mais profundo e com menos recursos instrumentais. Estamos falando de “Stay“, parceria com Mikky Ekko que prova a força e a sensibilidade da interpretação vocal desta diva pop.

Em seu Spotify Singles, a banda escocesa de indie pop CHRVCHES fez uma nova versão da música. Talvez não por mera coincidência, a cover também releva o lado mais sensível de um grupo conhecido por várias camadas instrumentais. Nunca tínhamos reparado tanto na bela voz da vocalista Lauren Mayberry.

 

8 – Greta Van Fleet reinterpretando “Rolling In The Deep” (Adele)

Só por conta das constantes comparações ao Led Zeppelin, o Greta Van Fleet já prova ser uma grupo de qualidade, especialmente no que diz respeito aos vocais de Josh Kiszka. Mas será que o talento da banda fica limitado apenas ao hard rock?

O Spotify Singles gravado pela banda mostra que não. Isso porque a canção escolhida para ser regravada foi “Rolling In The Deep“, da Adele. Mesmo que cantada originalmente na voz de uma das cantoras mais respeitadas do mundo, a música ganhou uma releitura tão admirável quanto. De quebra, Josh ainda provou a versatilidade de seu talento.

 

7 – CNCO reinterpretando “bad guy” (Billie Eilish)

Sim, mais uma cover de Billie Eilish! Mas desta vez trata-se da visão do grupo pop latino CNCO.

Se o estilo de Billie chamou a atenção do mundo pop em “bad guy“, os rapazes do CNCO levaram esse estranhamento a um novo nível ao adicionar elementos rítmicos do reggaeton em sua releitura. Vale citar também que foi tomada a liberdade para adicionar versos em espanhol. O resultado é como se fosse um novo hit radiofônico feito para “bailar”.

 

6 – Lauren Daigle reinterpretando “Don’t Dream It’s Over” (Crowded House)

A cantora norte-americana Lauren Daigle é conhecida internacionalmente por ser um dos maiores nomes da música cristã contemporânea. Talvez você não esteja familiarizado com o trabalho dela, mas sua cover de “Don’t Dream It’s Over” merece a sua atenção.

Na cover, o clássico do Crowded House foi reimaginado com a partir de um espírito pop, marcado por uma levada jazz e uma impositiva presença do vocal soul de Lauren.

 

5 – The Lumineers reinterpretando “Have You Ever Seen The Rain” (Creedence Clearwater Revival)

Um clássico é um clássico, né? Cientes disso, os integrantes do The Lumineers aproveitaram a oportunidade de gravar um Spotify Singles para homenagear a consagrada Creedence Clearwater Revival.

A escolha foi a mais óbvia possível: “Have You Ever Seen The Rain“. A versão, em contrapartida, surpreendeu ao se mostrar mais simples que a original, ao mesmo tempo mantendo a ambientação nostálgica que os versos possuem. E, para dar vida a esse turbilhão de sentimentos, foram necessários apenas um violão e a voz de Wesley Schultz.

 

4 – Cold War Kids reinterpretando “No One” (Alicia Keys)

Se te disséssemos que o Cold War Kids foi aos estúdios do Spotify para regravar Alicia Keys, o que você pensaria? Uma versão minimamente mais animada para algum hit originalmente mergulhado no soul, certo?

Pois prepare-se para ser surpreendido! Isso porque a banda californiana conseguiu tornar “No One” uma canção ainda mais introspectiva e emocionante. A utilização de sintetizadores, a instrumentação contida e a adição de vozes ao longo da música ajudou a aprofundar ainda mais a atmosfera à qual Alicia nos apresentou em 2008.

 

3 – Hozier reinterpretando “Say My Name” (Destiny’s Child)

É inegável que Hozier tem um estilo próprio. Seu vocal rígido, tal como as melodias que flertam com o blues e com o indie, traduzem uma sensualidade musical singular. Se a ideia é regravar um artista, certamente o que ele tem em mente é trazer a música para a sua zona de conforto. Isso deu certo das mais diversas maneiras ao longo de sua carreira.

Em seu Spotify Singles, o cantor irlandês reinterpretou “Say My Name“, um dos maiores hits do Destiny’s Child. O resultado está além do esperado para uma mera cover. A levada mais calma leva o ouvinte a pensar de outra maneira a mensagem contida na letra.

 

2 – Panic! At The Disco reinterpretando “Hey Ya!” (Outkast)

Quem viveu os anos 2000 certamente lembra de “Hey Ya!” (ou pelo menos de seu intuitivo refrão). A canção marcou toda uma geração, que inclui Brendon Urie, que era apenas um adolescente quando a música foi originalmente lançada pelo Outkast em 2003. Quinze anos após o impacto radiofônico da canção, eis que o Panic! At The Disco vai aos estúdios do Spotify e grava esta inusitada cover.

Assim como na já consagrada cover de “Bohemian Rhapsody“, a versão de “Hey Ya!” interpretada pela banda não apresentou mudanças significantes em termos instrumentais. No entanto, a cover ganha muitos pontos, sobretudo, na performance vocal de Brendon, que lê a canção com a mesma felicidade de André 3000.

 

1 – Superorganism reinterpretando “Havana” (Camila Cabello)

O que aconteceu aqui é um exemplo da criatividade do virtuoso grupo Superorganism. Em 2018, a banda mergulhou no sucesso de “Havana“, grande hit de Camila Cabello, para apresentar a seus fãs uma releitura inusitada da faixa.

Com vocais charmosamente mais arrastados graças à vocalista Orono Noguchi, a música também recebeu um baita tratamento indie pop. Caso alguém não conheça a faixa original (se é que isto é possível), pode achar tranquilamente que é algum novo single desta multifacetada banda.