BENEE
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Se você usa o aplicativo TikTok, é bem provável que já tenha se deparado com a cantora  BENEE mesmo sem saber.

A neozelandesa virou uma sensação por lá, e mais recentemente o hit “Supalonely” gerou uma dança que viralizou de forma impressionante. A canção é uma parceria com Gus Dapperton, e faz parte do mais recente EP da jovem de 20 anos, STELLA & STEVE.

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Apesar de acumular mais de 80 milhões de streams só com “Supalonely”, a carreira de BENEE vai além. Mesmo com apenas dois EPs no currículo, ela também já conseguiu dar status de hit às faixas “Glitter” e “Soaked”, ambas do primeiro EP FIRE ON MARZZ. Antes disso, ela ainda lançou o single “Tough Guy”, em 2017.

Por telefone, a cantora nos atendeu para um papo super simpático e que exala a empolgação de quem dá seus primeiros passos na indústria musical. Confira logo abaixo!

Entrevista com BENEE

TMDQA!: Oi, BENEE! É um prazer falar com você. Como estão as coisas por aí? Como está a sua quarentena?

BENEE: Olá! Eu acho que tem sido… boa! Eu meio que estou aproveitando o tempo para ficar com a família e tudo mais.

TMDQA!: Legal! Bom, queria começar te perguntando sobre o STELLA & STEVE, seu trabalho mais recente. Eu percebi que ele soa um pouco diferente do EP anterior, com mais influências novas e principalmente explorando um pouco mais a sonoridade do eletrônico e do R&B. Você veio com todas essas inspirações na cabeça quando foi compor as canções ou foi tudo fluindo naturalmente?

BENEE: Sim, sim. Olha, uma coisa que eu tento fazer quando estou escrevendo essas músicas é fazer com que elas soem diferentes da última música que eu fiz. Mas quando eu estou escrevendo um EP eu não estou escrevendo canções para um EP, sabe? Eu meio que só estou fazendo música mesmo, para expressar o que eu sinto. Tem música que eu escrevi há eras, e estava deixando guardada há muito tempo, e música que eu escrevi tipo, quatro meses atrás. Então eu acho que quando se trata de fazer um EP, eu meio que só pego músicas de todos os lugares e tento juntá-las de uma forma que vai funcionar bem, mas ao mesmo tempo ser diferente uma da outra, sabe?

TMDQA!: Sei. E não parece que você esteja pronta para simplesmente “abraçar” uma sonoridade e ficar confortável por ali. Podemos esperar mais coisas diferentes daqui pra frente?

BENEE: Sim, definitivamente! Eu estou fazendo músicas novas no momento. Recentemente eu tenho curtido muita coisa do dance, e eu estou sempre aberta para novas coisas; eu já tentei fazer rap, mas não deu muito certo… [risos]

TMDQA!: [risos] Bom, pelo menos você tentou!

BENEE: [risos] Sim, eu tentei! Eu posso dizer que tentei! Algumas coisas funcionam e outras não.

“Supalonely”

TMDQA!: Bom, se teve uma coisa que funcionou bem foi o hit “Supalonely”. Algo que me chamou atenção foi ver a letra com diversos trechos sobre estar triste e sozinha no mundo; ao mesmo tempo, a faixa viralizou no TikTok com todo mundo fazendo danças. O que você sente com isso?

BENEE: Eu fico feliz que as pessoas estejam transformando isso em algo bom, com certeza! Ver essa música decolando no seu próprio mundo com todo mundo fazendo danças e coisas do tipo é incrível e ao mesmo tempo impressionante. Mas sim, definitivamente quando eu estava escrevendo essa música eu não estava exatamente feliz, mas eu meio que queria virar a mesa e ao invés de fazer uma música propriamente triste, fazer uma que eu saberia que me deixaria feliz se eu estivesse na posição de ouvinte, sabe? Então, é, a letra é meio bad vibes mas eu definitivamente queria mantê-la um pouco divertida.

TMDQA!: Isso é muito legal, né? Conseguir transformar esses sentimentos em coisas positivas, ainda mais nos tempos atuais onde tanta gente busca um refúgio, uma distração. Aliás, podemos dizer que as danças do TikTok representam grande parte do sucesso dessa música e de tantas outras — até o próprio Drake lançou seu desafio nos últimos dias. Como você enxerga essa plataforma e tudo isso que a envolve?

BENEE: Eu acho que, pra mim, o TikTok ajudou muito. E no começo, pra falar a verdade, eu não entendia muito bem como funciona o aplicativo. [risos] Eu via muita gente jovem fazendo danças e tudo mais e ficava tipo, “O que está acontecendo?”. Mas agora, depois de entender melhor como tudo funciona e do que se trata, eu acho que é bem louco. Sabe? Essa ideia de que você encontra uma música que você gosta, faz uma dança e aí todo mundo começa a imitar sua dança… Sei lá, eu acho bem incrível.

E eu não sabia disso antes, mas agora que eu sei eu acho que é uma plataforma que ajuda demais, demais mesmo a lançar novos artistas. “Supalonely” e todas as outras músicas minhas que estão lá, sabe, tanta gente que não as conhecia e agora conhece… Acho legal demais.

TikTok, virais e próximos passos na música

TMDQA!: Pois é! E além de tudo, a descoberta de músicas novas passa a ser bem mais orgânica do que estamos acostumados atualmente. Aliás, você provavelmente já viu que até a Jennifer Lopez participou de um TikTok com a sua música, né? E ouvi dizer que o Elton John também te elogiou

BENEE: [risos] Cara! O meu empresário me mostrou praticamente todos os famosos que estão fazendo isso. Parece tudo tão surreal pra mim! Eu estou assistindo a YouTubers que eu assistia quando tinha 14 anos de idade fazendo a dança da minha música… é bem surreal, bem estranho. [risos]

TMDQA!: Por outro lado, como você enxerga a pressão de ser responsável por um hit viral? Acha que isso alivia ou piora as coisas? [risos]

BENEE: [risos] Pra ser sincera, eu acho que tenho a sorte de estar trabalhando com música e com pessoas que acreditam em mim por tempo suficiente. Então eu acho que agora é uma questão de me abrir para uma plateia maior, sabe? Tem mais gente me ouvindo agora. Mas acho que isso é o que é bem legal sobre esse processo, ver as reações das pessoas. Tento não pensar muito sobre o que fazer ou não fazer, porque sinto que se eu ficar pensando demais as coisas não fluem. Vou só fazendo e, no fim, espero que as pessoas gostem. [risos]

TMDQA!: Então você segue fazendo novas músicas! O que vem por aí? É um álbum, um EP…?

BENEE: Eu estou pensando em fazer um álbum, é o meu objetivo. Acho que chegou a hora de fazer o álbum, porque já lancei os meus EPs e acho que é hora de expandir essa zona de trabalho. A ideia é lançar até o final do ano; até pensei em me programar para lançar antes, mas a situação do COVID definitivamente está atrasando tudo um pouco, mas tudo bem também, é algo necessário agora. Mas espero que lá pelo final do ano — e espero também que as pessoas gostem, porque quero fazer algo bem diferente!

BENEE

TMDQA!: Estaremos aguardando! Bom, queria também que você deixasse algumas dicas para a quarentena dos leitores. O que você tem ouvido ou assistido para passar o tempo?

BENEE: Eu tenho ouvido muito The Japanese House. Pra falar a verdade, quando eu estou em casa eu ouço muita música, o tempo todo — então nem sei o que mais recomendar. Ah! E eu estou reassistindo Crepúsculo com os meus melhores amigos! [risos] É uma das melhores coisas do mundo, sério. Deixar rolando no fundo enquanto a gente conversa [pela internet].

TMDQA!: Para finalizar, o nome do nosso site significa, em português, Tenho Mais Discos Que Amigos. Qual disco é seu melhor amigo?

BENEE: Ah, que pergunta boa! Olha, eu acabei de comprar um toca-discos novo, que é bem mais prático. Antes eu me atrapalhava toda na hora de instalar tudo, então agora tenho ouvido muito mais. E recentemente eu tenho ouvido muito o Connan Mockasin, que também é daqui [Nova Zelândia]. Então eu diria que algo dele!

TMDQA!: BENEE, muito obrigado pelo seu tempo! Espero que essa situação do coronavírus se resolva logo e possamos nos encontrar aqui pelo Brasil. Até a próxima!

BENEE: Eu que agradeço e também espero visitá-los logo!