Documentarios Mafia dos Tigres
Foto: Netflix
 

Já que está todo mundo dentro de casa – ou deveria, pelo menos – o consumo das plataformas de streaming está aumentando consideravelmente. Bom para todos, já que as empresas ganham pela grande audiência e o público tem acesso às mais diversas formas de se entreter durante o período de isolamento social.

Na Netflix, a bola da vez é a série documental Máfia dos Tigres, cujo foco está no excêntrico Joe Exotic, definido por um dos entrevistados como um “gay completamente insano, fanático por armas e viciado em drogas”.

O documentário é tão surreal que, se a história fosse apenas contada por alguém em uma mesa de bar, pareceria mentira. Joe criava mais de 1.200 animais selvagens em uma fazenda nos Estados Unidos e foi acusado de mandar matar uma ativista, Carole Baskin.

A trama envolve um ricaço que lidera um culto sexual, produtores de TV, trapaceiros que aplicam golpes. É tanta bizarrice que acaba se aproximando de uma esquete de Monty Python.

Mas, ao terminar os sete episódios de Máfia dos Tigres, fica aquele gostinho de acompanhar mais casos reais, não é mesmo? Para ajudar nesse processo, escolhemos dez obras disponíveis na Netflix sobre histórias de crimes da vida real que mais parecem roteiros de Hollywood. Confira!

Wild Wild Country

Bhagwan Shree Rajneesh, ou apenas Osho, segue protagonizando legendas de fotos e stories em redes sociais por todo o planeta, mas já faz tempo que o culto criado por ele foi exposto. A série documental sobre o guru indiano radicado nos EUA foi lançada em 2018 e mostra, em seis episódios, exatamente esse lado obscuro da idolatria ao polêmico líder.

Don’t F**k With Cats

Esse é um dos casos mais loucos que se tem registro no Canadá. A série acompanha as investigações lideradas por um grupo de ciberativistas tentando descobrir a identidade de um homem que matou dois gatinhos em um vídeo.

Só que as coisas escalonam muito rápido para um caso muito mais grave e, se você é sensível para imagens fortes, é melhor passar para o próximo item da lista (não há cenas de bichos sendo, de fato, assassinados. Mas a montagem deixa para cortar sempre no último segundo e a simples sugestão pode ser ruim para algumas pessoas).

Gênio Diabólico

O nome original é gigante: Evil Genius: The True Story of America’s Most Diabolical Bank Heist, ou Gênio do Mal: A Verdadeira História do Assalto a Banco Mais Diabólico da América, em tradução livre. E, por mais pretensioso que o título seja, o pior é que é verdade.

O caso é protagonizado por um entregador de pizza, Brian Wells, que roubou um banco e foi a única vítima fatal após a explosão de um bomba presa a seu pescoço. Por incrível que pareça, esse é apenas o início da história, que desencadeia uma série de conspirações e mentiras, desvendadas em quatro episódios.

A Mente do Assassino: Aaron Hernandéz

O astro do futebol americano Aaron Hernandez viva tempos de glória, com direito a título de Super Bowl e parceria com Tom Brady e companhia no New England Patriots. Mas a trajetória, que tinha tudo para ser gloriosa, foi interrompida quando ele foi preso e condenado por assassinato. O documentário, dividido em três episódios, tenta desvendar o que aconteceu com o atleta por meio de entrevistas com amigos e pessoas próximas a ele.

Wormwood

Misturando um pouco de ficção com documentário, Wormwood conta o misterioso caso da morte de um cientista americano nos anos 50. O roteiro analisa, em seis episódios, as possíveis conexões com uma conspiração conhecida como MK Ultra. A direção é de Errol Morris, um dos maiores especialistas em documentários de crimes reais, então vale dar uma conferida.

The Keepers

O foco de The Keepers é no assassinato da Irmã Catherine Cesnik, em 1969, e como o caso influenciou a comunidade do subúrbio de Baltimore, nos EUA, naquela época. Uma das provocações feitas pelo roteiro é sobre como a Igreja se posicionou no caso, levantando questionamentos se os abusos cometidos por suas autoridades são relativizados por causa das relações de poder. A série documental tem sete episódios.

O Caso Gabriel Fernandez

Mais um caso de documentário que pode ser chocante demais, uma vez que trata do abuso e assassinato cometidos contra um menino de apenas oito anos. São muitos questionamentos sobre como uma criança pode chegar a sofrer tanto por causa de maus tratos e relacionamentos abusivos com figuras paternais.

São seis episódios para ficar bem irritado com o sistema de proteção de menores vulneráveis, abuso de autoridades e esse tipo de coisa que todos sabemos que existe por aí.

Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy

Ted Bundy é um dos serial killers mais populares de todos os tempos e, por mais questionável que seja “dar palco” para esse tipo de gente, é muito interessante ver como funciona a mente de um criminoso.

O documentário é dividido em quatro episódios muito ricos para entender de onde surgiu tanto fascínio por ele – e é bem melhor que o filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal.

O Assassino Confesso

A história de Henry Lee Lucas abalou a cultura dos EUA nos anos 80. Ele confessou ter matado mais de 300 pessoas, em diferentes estados, o que motivou investigadores de todo o país a visitá-lo para descobrir se ele também estava conectado a outros casos não resolvidos.

Acontece que ao longo do caminho descobre-se que essas confissões não eram lá muito verdadeiras e o holofote cai em cima da polícia.

Mais do que apenas um relato, o documentário mostra em cinco episódios um intenso trabalho jornalístico para entender o discurso de Lucas e como a sociedade está (ou não) preparada para lidar com as consequências de um caso tão traumático.

Making a Murderer

Talvez a série documental responsável pela popularização desse gênero tenha sido Making a Murderer, de 2015. A investigação que condenou Steven Avery por assassinato foi transformada em uma série pela Netflix e, por mais que ele já esteja há mais de 20 anos na cadeia com provas e circunstâncias bastante questionáveis, parece que as pessoas têm se preocupado mais com o impacto da produção no caso do que com o crime propriamente dito.