Matt Helders com o Arctic Monkeys em 2018
Foto de Matt Helders via Shutterstock

O tempo passa, bandas envelhecem, amadurecem, mudam de sonoridade, e chegam ao ponto que o Arctic Monkeys chegou agora, segundo conta o baterista Matt Helders.

Em uma entrevista com o comediante James Veitch (via NME), ele comparou a execução de músicas do já clássico disco Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006) e outras do passado com um “karaokê” e uma “caricatura”:

Algumas coisas são de boa para tocar, outras parecem que estamos fazendo karaokê de nossas próprias músicas. Parece uma caricatura. Não parece tão genuíno tocá-las mais, eu preferiria que eles [os fãs] só tivessem a memória de uma versão onde realmente tocávamos de verdade, ao invés de ‘faremos isso por vocês’.

A solução para algumas músicas tem sido fazer releituras deles mesmos, como é o caso de “Mardy Bum”. Desde a época do AM (2013), a banda tem tocado a faixa de uma forma bem diferente, geralmente acústica, como você pode relembrar no vídeo abaixo.

Arctic Monkeys

O último disco dos britânicos é Tranquility Base Hotel & Casino (2018), que não rendeu o mesmo impacto que o gigantesco AM.

Desde então, eles têm ficado bem quietos, mas o próprio Helders já disse que os fãs “não terão que esperar cinco anos” por um novo álbum, como foi entre os dois últimos lançamentos.

LEIA TAMBÉM: Kevin Parker (Tame Impala) diz que Alex Turner (Arctic Monkeys) está em “outro nível” como compositor

 
Compartilhar