Chris Taylor Brown (Trapt)
Reprodução/YouTube (via Loudwire)
 

Se você é fã de metal, certamente já ouviu falar do Trapt. Não? Pois é, muita gente nem lembra dos autores do sucesso “Headstrong”, que explodiu junto com a onda do nu metal nos anos 2000.

Ainda assim, o vocalista Chris Taylor Brown insiste em defender sua relevância no Twitter após uma treta homérica. Tudo começou quando ele atacou o Pastor Talbert Swan, conhecido por defender direitos dos negros nos EUA e criticar o presidente Donald Trump. Brown chamou o religioso de “a MAIOR autoridade em mentalidade de vítima”, diminuindo as dificuldades vividas pela população negra do país.

Além disso, ele defendeu o fato do mandatário americano ter classificado o coronavírus como “vírus chinês” e negou a existência de “privilégio branco”. O resultado foi uma união da cena do Rock/Metal atual para criticar e zoar o vocalista, que em 90% das vezes contra-argumentava com algo relacionado a dinheiro e sucesso.

Trapt, racismo, xenofobia e respostas de músicos

O primeiro artista a chamar atenção de Chris Taylor Brown foi Riley Gale, vocalista do Power Trip. Ele sugeriu um “desafio” ao colega de profissão: as duas bandas tocariam na cidade natal do Trapt (Los Gatos, na Califórnia) em dois shows diferentes, em casas diferentes, na mesma noite. Quem levasse menos gente, teria que doar todo o cachê para uma caridade escolhida pelo vencedor.

O músico então respondeu pedindo para que ele postasse uma foto das plateias de seus shows e nem precisariam chegar às vias de fato. Riley retrucou com uma foto do festival Download lotado em show da sua banda, ao lado de uma apresentação aparentemente vazia do Trapt na mesma época do ano.

Abaixo, você pode ver algumas das principais discussões (via Loudwire) com tradução. Além dos que foram colados a seguir, outros como integrantes de Sleeping with SirensEvery Time I Die Falling in Reverse estiveram no meio da treta.

Músicos tretando com Chris Taylor Brown (Trapt)

Paolo Gregoletto (Trivium)

Noah Sebastian (Bad Omens)

Noah: “Cara, a conta do Twitter do Trapt é tão vergonha alheia agora. Deixando de lado a visão de mundo ignorante e individualista — apenas um comportamento patético e inseguro fazendo zero bem para qualquer um”.

Trapt: “Cala a porra da boca seu babaca vegano bebedor de latte… Pare de fazer música agora! Você está sendo a vergonha da profissão”.

Chris Fronzak (Attila)

Pablo Viveros (Chelsea Grin)

Usuário do Twitter: “O Trapt está esgotando lugares com capacidade para 1000-2500 pessoas?”.

Pablo: “[A casa de shows] The Royal em Salt Lake City [em Utah] tem capacidade para cerca de 200… é um verdadeiro bar e restaurante!”.

Tyler “Telle” Smith (The Word Alive)

Trapt: “O Trapt te destrói no Spotify e nem vamos entrar na sua presença patética no pandora!!! Cala a porra da boca!”

Telle: “Se pelo menos isso tivesse te dado o luxo de ser dono de uma escova de dente e um lenço”.

Anthony Fantano

“A banda Trapt é horrível”.

Jared Dines

“A quarentena está difícil para o Trapt, hein?”.

Tillian Pearson (Dance Gavin Dance) e Dylan Bowman (I Prevail)

Trapt, em resposta a um fã que defendeu o Bad Omens: “Desculpa mas não faz tanto sucesso quanto o Trapt”.

Tillian: “Deve ser muito bom ser tão relevante na indústria da música depois de todos esses anos, lançando hit após hit. Eu espero que o sucesso consistente e esmagador do Trapt possa um dia contribuir para que você finalmente perca sua virgindade”.

Trapt: “Ah vá se fuder você e a sua banda totalmente gay (no sentido de alegria!) [a palavra ‘gay’ em inglês também pode significar ‘alegre’]! Vocês não tiveram NENHUM hit…. ah e o TRAPT chuta suas bundas nas plataformas de streaming sua puta. Vem falar isso na minha cara….”.

Tillian: “Não que faça diferença, mas anualmente nós absolutamente te destruímos em número total de streams, venda de álbuns e venda de ingressos. Você tem número inflacionados em ouvintes únicos porque as pessoas ouvem a sua única música e depois mudam imediatamente”.

Trapt: “Cara! Seus números de streaming não são NADA comparado ao TRAPT sua putinha!”

Tillian: “Parece que você precisa de ajuda para entender os números. Um maior número de streams totais significa mais sucesso — ou no seu caso, insegurança transparecendo por machismo no Twitter na falta de verdadeiros argumentos. Então para jogar seu jogo, nós tivemos 132 milhões de streams no Spotify em 2019. Ainda que eu não consiga ver os números do Trapt, baseado em dados contextuais dos streams de cada música, eu poderia apostar que você teve cerca de 10 a 15 por cento desse número”.

Trapt: “Esses estão longes de ser os nossos números. Você é um cantor absolutamente horrível. Você entende quantas pessoas ouvem sua voz e a igualam a um quadro sendo arranhado? Você é horrível pra caralho. Nunca te vi ao vivo mas você deve fazer algo a mais para compensar sua voz absolutamente horrível”.

Dylan: “A voz do Tillian é incrível. Por outro lado, o Trapt vai seguir ativo durante a pandemia de COVID-19 já que seus shows nunca têm mais de 10 pessoas”.