Festival Bocadim
Foto: Divulgação

Surgindo como um movimento de contraponto que se alinha ao modo contemporâneo de ativismo, o festival Bocadim, figurinha carimbada em Brasília, chega à sexta edição.

Com o intuito de, através da arte promover ações que despertem a empatia e o amor para a desconstrução de informações equivocadas que se desdobram em violações dos direitos LGBTQ+, o evento conta com 12 atrações, que acontece nos dias 18 e 19 de Outubro.

Abrindo os caminhos de sua edição 2019 com uma festa no Outro Calaf, no dia 18, o trio de DJs REBU – D-Day, Loly e Rafa Ferrugem dá início à agitação, que fecha com a apresentação de Karla Testa.

O ponto alto da balada será a apresentação do NoPorn, que desembarca em Brasília pela primeira vez. Auto-descrito como “um projeto de poesia eletrônica para dançar”, a performance do trio, Liana Padilha, Lucas Lauri e Lucas Freire, é palavra dita com tom político-romântico pra sussurrar na pista.

No dia 19, o Bocadim acontece no gramado da Funarte Brasília onde será cenário para shows de artistas locais e nacionais. Na programação, os nomes são diversos. Natural de Ribeirão Preto (SP), a cantora e instrumentista GALI traz ao festival sua música acompanhada por Theo Charbel, na guitarra, e Érica Silva, no baixo.

A paulistana Danna Lisboa também foi uma das escaladas. Politizada, a artista traz versos e rimas cheios de verdade sobre a dura realidade vivida pela mulher trans periférica, somada a uma voz poderosa, que perpassa do R&B ao Ragga.

A banda mineira Dolores 602 aporta no festival para apresentar sua pegada indie pop de sonoridade intensa, guitarras brilhantes, um baixo vintage, bateria setentista e uma voz aveludada.

Fechando a programação da sexta edição do festival, as grandes artistas da noite são  Duda Beat e Potyguara Bardo. Além disso somado às atrações locais Natália CarreiraHaynna e Os VerdesBiduH e Batalha de Vogue (Mini Ball).

Reverenciar nomes de ativistas que lutam e lutaram pelas causas LGBTQ+ é também um dos propósitos. Com isso, seu palco principal ganhou o nome de Vange Leonel, cantora, escritora e ativista lésbica falecida em 2014, vítima de câncer. Na edição passada, o palco se chamou Cassia Eller e ficou posicionado ao lado da sala que leva o nome da cantora no Complexo Cultural da Funarte.

À vanguarda dos eventos culturais que se firmam na programação anual brasiliense, o Bocadim desfila um line-up composto 70% de atrações femininas, feministas e ativistas. E mais, 50% das profissionais que irão trabalhar nesta edição são mulheres, assumindo os cargos de brigadistas a seguranças bem como de produtoras e assistentes.

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