Charlie Brown Jr. em reunião em 2011
Foto: Reprodução / Facebook
 

As constantes idas e vindas do grupos, entre brigas e abraços, formaram um dos fatores que marcaram o grupo Charlie Brown Jr..

Em 2005, Marcão (guitarra), Champignon (baixo) e Renato Pelado (bateria) saíram do grupo por conta de desentendimentos com o vocalista Chorão. O grupo foi então renovado para o lançamento do novo álbum Imunidade Musical, lançado no mesmo ano. Os novos integrantes eram Heitor Gomes (baixo), Pinguim (bateria) e Thiago Castanho (guitarra).

Após dois álbuns com essa formação, Pinguim saiu, e quem assumiu a bateria foi Bruno Graveto. Após o lançamento do décimo álbum do grupo, mais uma mudança aconteceu, mas dessa vez contando com retornos: era a saída de Heitor e de Pinguim, e a volta de Champignon e de Marcão ao grupo. Nesse momento, o Charlie Brown Jr. voltou a ser um quinteto e não mais um quarteto.

E foi com esse quinteto que a banda realizou seus últimos shows.

 

“Eu jamais teria chegado aqui sem vocês”

Essa repaginada foi um momento decisivo e muito importante para o Charlie Brown. A primeira reunião da última formação da banda foi gravada em vídeo e ele foi disponibilizado essa semana por Graveto em sua página no Facebook.

No reencontro, Chorão apresenta os novos membros a Champignon e a Marcão e conta o que foi feito desde que saíram. Menciona a sua sorte em sempre esbarrar com músicos talentosos ao longo de sua vida. Champignon fala de ter conversado com Graveto e Thiago, e sobre ter ouvido as músicas lançadas nos três álbuns em que esteve fora.

O vocalista mencionou todos os músicos com os quais já gravou no Charlie Brown Jr. na conversa: “Eu jamais teria chegado aqui sem vocês”, disse. Além disso, colocou fé na formação que seguiria dali em diante. Afirmou assertivamente: “Essa união que eu estou vendo aqui é bonita.”

Ele apoiou parte de seu discurso na ideia de união e de família, como no fragmento abaixo:

O que eu identifico como segredo de uma longevidade, de um lugar legar para se viver, de uma coisa que talvez seja o melhor e pior emprego do mundo, (…) é o conceito de família. Família briga, família tem defeitos. Cada um tem suas individualidades. Porém, família é um grupo!

Há 5 anos, a morte de Chorão foi uma notícia que abalou o país, uma das tragédias mais emblemáticas do rock nacional. O tema também foi discutido no último Podcast TMDQA!, que você pode ouvir logo abaixo.

Confira o vídeo na íntegra, sem cortes, no player abaixo:

Vídeo sem cortes da primeira reunião que fizemos na volta do Champignon e Marcão pra banda, boas lembranças, LUZ ! #eterno013 #semprenaluta

Posted by Bruno Graveto on Monday, March 12, 2018