The Cure: Show de São Paulo é transferido para a Arena Anhembi

Muito se discute sobre a importância do The Smiths, a figura de Morrissey e Johnny Marr no cenário pós-punk inglês (e consequentemente no resto do mundo). Talvez o fato da banda ter se dissolvido há muitos anos, assim como todas as especulações sobre o seu improvável retorno, ajudem na construção da mitologia que cerca o quarteto.

Esse definitivamente não é o cenário atual para o The Cure, que apareceu no cenário musical na mesma época do Smiths, por volta do final dos anos 70/início dos anos 80 e se mantém na ativa até hoje, sustentado pela aura mística do icônico vocalista Robert Smith (único membro original remanescente). Mas em contraste aos seus conterrâneos, o The Cure cada vez mais trilha o caminho da nostalgia e da lembrança de dias mais ativos.

Apesar das turnês constantes e com um setlist geralmente extenso (o último show do The Cure em São Paulo em 2013 teve mais de 3h de duração e 40 músicas), seu último disco de estúdio lançado, 4:13 Dream, está prestes a completar 10 anos, ainda sem um sucessor à vista.

E não é só o disco que chega a uma data comemorativa especial em 2018: o próprio The Cure está chegando à impressionante marca de quatro décadas em atividade como banda, e para celebrar a ocasião anunciou um festival próprio que acontecerá no Hyde Park em Londres no dia 7 de Julho do ano que vem. A banda também anunciou um line-up composto por Interpol, Goldfrapp, Editors, Ride, SlowdiveThe Twilight Sad, entre outros nomes a serem anunciados.

Essa será a única apresentação da banda na Europa em 2018, e torcemos para que passem pela América do Sul mais uma vez nesse ano comemorativo.

Pôster oficial do festival
 
Compartilhar