Jay-Z
Foto de Jay-Z via Shutterstock

Desde que a cantora Beyoncé lançou o aclamado disco Lemonade em 2016, muito se falou sobre como o disco abordava o fato de seu marido, o rapper Jay-Z, tê-la traído.

Em 2017 foi a vez do músico lançar um álbum com 4:44, e em entrevista para o New York Times, ele admitiu que foi infiel.

Ao conversar com o repórter Dean Baquet, Jay-Z disse que o fato de ter “se fechado para as suas emoções” o levou à infidelidade:

Você desliga todas as emoções. Então mesmo com as mulheres, você irá se desligar emocionalmente e não consegue se conectar. No meu caso, é algo profundo. E tudo acontece a partir daí: infidelidade.

O rapper falou sobre a terapia pela qual passou e disse:

Eu acho que a coisa mais importante que eu percebi é que tudo está conectado. Todas as emoções estão conectadas e isso vem de algum lugar. É importante estar consciente disso. Estar consciente disso no cotidiano te coloca em uma posição vantajosa.

Você percebe que se alguém é racista com você, não é exatamente com você. Tem a ver com a criação dessa pessoa e o que aconteceu com ela, e o que a levou até ali. Sabe, a maioria dos bullies irão cometer bullying. Acontece. ‘Ah, você, sofreu bullying quando era criança então está tentando fazer o mesmo comigo. Eu entendo.’

 

Jay-Z ainda falou sobre o fato do casal ter decidido seguir em frente e não se separar, mesmo com a sua traição:

Sabe, a maioria das pessoas acaba se afastando, e a taxa de divórcios é tipo 50 por cento ou algo do tipo porque a maioria das pessoas não consegue se enxergar. A coisa mais difícil é ver a dor no rosto de alguém que está sentindo dor por sua causa, e aí lidar com você mesmo. Então, sabe, a maioria das pessoas não quer fazer isso. Você não quer olhar dentro de si mesmo. Então você vai embora.

Por fim, veio a revelação de que Jay-Z e Beyoncé chegaram a planejar um álbum conjunto, mas decidiram lançar trabalhos separados que foram como verdadeiras “sessões de terapia”:

Estávamos no olho do furacão, mas o melhor lugar é justamente no ponto central da dor. E é ali que estávamos. Era desconfortável. E conversamos muito. Eu fiquei muito orgulhoso do som que ela fez e ela tinha orgulho da arte que eu lancei. E, sabe, ao final das contas nós temos um respeito saudável pelo trabalho um do outro. Eu acho que ela é maravilhosa.

 

 
 
FonteNME
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