A-ha no Brasil
 

O A-ha é um marco para o modo como imaginamos o som dos anos 80. Formada em Oslo, na Noruega, em 1982, a banda de synthpop colocou seu nome na história da música devido às canções guiadas pelo vocal melódico de Morten Harket, pela guitarra de Paul Waaktaar-Savoy e pelos teclados de Magne Furuholmen. Foram muitos clássicos como “Take On Me”, “Hunting High and Low” e “The Sun Always Shine on TV”.

Agora, com 35 anos de estrada, o A-ha recria a obra em um disco duplo ao vivo para a série MTV Unplugged. O registro da banda norueguesa traz os músicos em uma nova roupagem, despindo muitos elementos e mostrando o lirismo e melancolia tipicamente nórdicos presentes em muitas canções.

Durante a divulgação desse projeto, trocamos uma ideia rápida por telefone com o simpático Magne, que contou um pouco sobre esse processo de redescoberta do repertório da banda para o acústico e sobre a longa relação de amor deles com o Brasil.

TMDQA!: Olá, Magne! Obrigado pelo seu tempo! E parabéns pelo novo álbum! Como fã, fiquei bem surpreso com o modo como essas músicas soaram. Como vocês chegaram nessas músicas de um catálogo de 10 discos?

Magne Furuholmen: Que bom que te surpreendeu! Foi algo que surpreendeu a nós mesmos quando recriamos as músicas. Foi bem complicado escolher as músicas, pensando nas que a gente gosta que não tínhamos trabalhado, nas que os fãs gostam e sem deixar de lado alguns hits para o pessoal da gravadora não brigar com a gente (risos)! Acho que o resultado resume bem esses anos todos.

TMDQA!: Uma das coisas que eu mais gostei foi a versão de “The Killing Moon”! Por que vocês decidiram recriar essa música do Echo & the Bunnymen com McCulloch?

Magne Furuholmen: Nós adoramos essa música, a banda e o Ian. Lembro de ouvir Echo & the Bunnymen em uma das nossas primeiras idas a Londres e pensar: “ok, é isso… Esse é o som que buscamos”. Sei que o som é diferente, mas existe um A-ha antes e outros depois do Ian.

TMDQA!: Vocês foram uma das bandas que definiram o som dos anos 80. Você acha que esse novo projeto pode apresentar uma nova banda para os fãs?

Magne Furuholmen: Obrigado pelo elogio! Várias pessoas têm falado isso sobre ser uma nova banda mas, pra gente, sempre foi assim (risos)!

TMDQA!: E como vocês veem essa nova geração recriando esse som oitentista? Artistas como Taylor Swift e Lorde…

Magne Furuholmen: Eu adoro! Gosto muito do trabalho delas. E pra mim, essa é a função da música, buscar algo novo com base em tudo que já foi criado. Acho que essa percepção de um novo A-ha vem desse nosso entendimento…

TMDQA!: Estou falando do Rio de Janeiro. Sei que essa é uma cidade muito importante para vocês!

Magne Furuholmen: Muito!

TMDQA!: O Morten escreveu no livro dele sobre a importância para o Brasil para a banda. Você tem memórias daqui também?

Magne Furuholmen: Muitas! Só pra ter uma ideia, o Brasil é tão importante pra gente que quando pensamos esse projeto cogitamos gravar aí!

TMDQA!: Sério?

Magne Furuholmen: Sim, acho que se não fosse por questões logísticas teríamos feito. É um projeto com muita gente envolvida e acabou funcionando bem por aqui. Mas só para ter uma ideia, o nosso primeiro show em estádio foi no Brasil. Se não me engano no Rock in Rio, no começo dos anos 90. O rumo que a nossa sonoridade tomou depois, já pensando em um novo patamar de show, foi por causa do Brasil.

TMDQA!: E podemos esperar shows dessa tour por aqui, pelo menos?

Magne Furuholmen: Infelizmente, não. É uma tour bem curtinha. Mas vamos pegar estrada em breve e – como adoramos esse formato do MTV Unplugged – deve ter algo parecido. Queremos muito voltar pro Brasil.

TMDQA!: Você tem mais discos que amigos? Tem algum disco em especial que sempre foi um amigo do peito?

Magne Furuholmen: Sim, definitivamente sim. Se tivesse que escolher, seria um artista e não um disco… The Doors. Ouvi muito eles.