Foto: Gabriel Oliveira

Texto concedido pela banda Ellefante

A experiência de tocar fora da cidade é sempre incrível, no Brasil especialmente sempre uma grande surpresa. A ansiedade bate forte, principalmente quanto ao público que vai te receber. “É sempre muito diferente por aqui,” diz o baterista João Dito, “não importa a quantidade de pessoas, o que vale mesmo é a energia especial que aquele grupo oferece, quase como uma identidade pra aquele momento que a gente está ali apresentando as nossas músicas.”

A Tour da Alemanha não foi diferente. A saga iniciou-se com o convite inesperado de um dos organizadores do Lott Festival na caixa de entrada do nosso e-mail, iniciado por um amistoso “hey guys, we love your music, we need to talk”. O Lott é um festival colaborativo sem fins lucrativos que reúne todos os anos mais de 30 mil pessoas ao longo de 3 dias de evento em prol de entidades carentes. Tradicional, o evento completou 40 anos de muita música no ano de 2017 e os organizadores buscavam atrações especiais para essa edição. Acertamos os detalhes com a organização do evento e, com o apoio da Secretaria de Cultura, iniciamos a nossa tour europeia.

Para a nossa surpresa, três semanas antes de viajar fomos convidados para mais um festival na cidade de Koblenz, o Confluentes Festival, pelo Facebook mesmo, em forma de texto simples. Aceitamos o convite na mesma hora e agora tínhamos dois festivais incríveis para tocar fora da terrinha.

“Não sabíamos o que esperar do público alemão,” diz o baixista Adriano Pasqua. “Eu acreditei muito na mistura alternativa brasileira que a gente tinha pra oferecer, em meio a essa ansiedade, Caetano e Gil passaram pela minha cabeça e já fiquei tranquilo quanto a receptividade, que foi incrível em todos os shows.”

A experiência foi excitante logo na nossa chegada no aeroporto de Frankfurt: o manager e a boss da tour receberam a gente com um super carinho, encaminhando a nossa pilha de bagagem e equipamento para os dois carros na garagem. Na primeira noite, conhecemos o René, produtor e idealizador do Confluentes, um cara tímido muito gente fina que em poucos minutos se acostumou com o nosso jeito e convidou pra uma rodada de Weiss Bier. Depois de alguns canecos, ele convidou a gente pra tocar também no Mephisto, um pub tradicional da cidade de Koblenz fechando a nossa tour alemã.

“Andar pelas ruas e vivenciar o dia a dia do povo ao longo dos 13 dias de tour observando as nossas diferenças foi simplesmente incrível,” diz o vocalista Fernando Vaz. “O mais incrível foi observar a dedicação pela organização e pela construção de um ótimo trabalho, o zelo no tratamento com as pessoas e o carinho na hora de construir laços profissionais ou laços de amizade, o que me fez pensar bastante no Brasil, na questão de mercado da música que vivemos todos os dias. Os alemães deram uma aula de como se relacionar profissionalmente enxergando o ser humano por trás de todos os trabalhos, do assistente de palco até os artistas e equipe como um todo.”

Ellefante

A Ellefante se prepara para lançar um álbum de 12 faixas, previsto ainda para esse ano. A banda fará também uma tour por algumas cidades do Brasil, portanto fique ligado na agenda!

E pra matar a curiosidade, o grupo produziu dois vídeos que saem dentro dos próximos meses produzidos nesse incrível tour alemã.

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