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Descrença no presente e esperança no futuro guiam as oito faixas do disco Sombras, de Marinho.

As canções refletem os pensamentos e vivências de Rodrigo Marinho, cantor, baterista e compositor que assina a produção do álbum junto de Victor de Almeida e Joaquim Prado (também responsável pela mixagem e captação). O trabalho já está disponível para audição no Soundcloud e chega às plataformas de música digital na próxima semana.

O trabalho atual demonstra um amadurecimento em relação ao anterior, o homônimo EP de estreia, lançado em 2015, que o levou a participar do Festival DoSol (edição Maceió), e a abrir apresentações de Wado e Maglore.

O Sombras surgiu de uma necessidade de me colocar de fato como artista. O trabalho anterior não refletiu o que eu queria e eu precisava mudar, pra poder mostrar alguma coisa, de fato, minha. Ainda no processo de finalização do EP, eu comecei a compor novas músicas, que foram entrando naturalmente num novo repertório e fazendo a ponte para a conclusão do novo trabalho. Algumas delas entraram no disco.

Foi a partir da vontade de escrever um novo capítulo de sua história que o músico passou a criar músicas e apresentá-las aos amigos Victor de Almeida (guitarra) e Joaquim Prado (guitarra). Com estas trocas, os três passaram a arranjar e produzir, e assim foi praticamente o disco inteiro: Marinho gravou voz e bateria; Joaquim tocou guitarra, baixo e synth; enquanto Victor ficou com a guitarra, com participações de Bruno Rodrigues no baixo, Pablo Gustavo no teclado e Daniel Nunes no vibrafone.

“A idealização do projeto foi de nós três. Eu apresentei as músicas e fomos trabalhando nelas. Na maioria das vezes, os caminhos eram escolhidos como unanimidade. Houve um cuidado maior e um envolvimento que só poderia ter acontecido com pessoas que tinham a mesma linha de pensamento, em razão da presença muito forte deles e de nossos gostos reunidos”, reflete Marinho.

O projeto solo de Marinho traz uma sonoridade que se inspira no new wave e no indie experimental, com uma melodia soturna, que contrasta com a atmosfera agridoce das letras.

A identidade se refez e desde que iniciamos a nova experiência de produção, enxerguei um caminho muito maior a ser traçado sem a necessidade de lapidação de uma pessoa de fora, como foi o caso do primeiro. O disco tem um sentimento forte, embasado na amizade e com intenção muito fiel e verdadeira de passar algo, de fato, real. O disco sou eu.