Não é nenhuma novidade que Roger Waters não gosta muito de Donald Trump.

Depois de fazer um grande protesto durante o seu show no Desert Trip, o cantor comparou o político ao ditador Adolf Hitler.

A frase foi disparada durante uma entrevista com Marc Maron para o podcast WTF. “É um pequeno passo para o fascismo total, um completo estado de policiamento”, afirmou Waters. “É sempre insidioso quando ele reaparece. Foi insidioso para a Alemanha nos anos 30. O ‘Trumpismo’ nacional parece um pouco menos insidioso, mas é tão perigoso quanto.”

O método de tomar o Estado e transformá-lo num estado de policiamento autoritário é sempre o mesmo, é sempre a identificação do ‘outro’ como um inimigo. No caso de Trump, são os chineses, os mexicanos e o islamismo. Com Hitler, eram os judeus, os comunistas, os ciganos, os homossexuais ou qualquer um que tivesse uma deformidade física.

Waters afirmou que o atual sentimento do povo americano facilitou para que uma figura totalitária como Trump pudesse fazer sucesso.

Você tem uma população que se sente derrotada, assim como os alemães se sentiram depois do Tratado de Versalhes. O que você tem nos Estados Unidos é que a qualidade de vida está decaindo… a liberdade que está prometida na constituição, os direitos pessoais estão sendo vagarosamente tomados de você.

Roger ainda elogiou Obama, por governar sob condições fora do ideal, e também Edward Snowden por dar “a todos nós uma pequena chance de examinar o que está por trás das portas fechadas.”

De longe, o legado [do Obama] será visto com orgulho. Ele fez o seu melhor, as suas mãos estão atadas e nós não temos certeza por quem. Alguém está amarrando as mãos de homens bons. E é por isso que é importante aplaudir Edward Snowden que é um grande herói do público.”

Você pode ouvir Roger Waters falando também sobre compor músicas, sua vida adolescente e seu relacionamento com outras lendas da música (como John Lennon e Neil Young) clicando aqui.