O mestre da guitarra Eric Clapton está de volta com um novo álbum de estúdio, chamado I Still Do, com lançamento marcado para o dia 20 de Maio.

A Rolling Stone aproveitou a oportunidade e bateu um papo com ele sobre diversos aspectos da sua carreira. Veja alguns depoimentos do guitarrista:

 

 

Sobre sua relação com a música:

Sou bem consciente do fato de que se há alguma música tocando num lugar em que estou conversando com alguém ou se estou em casa com minha família jantando e tenho um IPod no dock, metade de mim está escutando a música. Estou no ar metade no tempo (risos). É um vício.

Sobre como constrói seus solos:

Eu deixo minhas mãos ditarem o caminho. Aí meu cérebro pega tudo depois.

Eu escuto tudo depois que a coisa acontece (risos). Aí eu fico tipo: ‘Oh, esse não foi muito bom, Tente fazer assim.’ Isso acontece – eu volto e escuto os solos. Mas a melhor parte ainda é aquela que eu pensei antes de ter feito. Minhas mãos estão à minha frente na maior parte do tempo.


Sobre quem é Angelo Misterioso (um dos músicos creditados na banda que o acompanhou no registro do novo álbum):

Eu não vou te contar (risos). Seria um choque. O motivo pelo qual fizemos isso foi por razões corporativas, para manter os chefes felizes. Essa é a maneira na qual eu e Geroge (Harrison) costumávamos fazer isso. E esse cara gosta de fazer isso também. Acho que ele se sentiu honrado em ser permitido a usar esse pseudônimo.

 

Sobre o clima de resiliência e reflexão ao longo de todo o álbum I Still Do:

É bacana, não é? É sempre melhor quando é acidental. Você sabe que algo está acontecendo quando tem substância. Estou feliz com ele, realmente.

 

Sobre seu legado e a influência dele nos novos materiais:

Nesse ponto da minha vida, com o corpo de trabalho que vejo quando olho para trás, eu tenho que encontrar uma maneira de me livrar disso, se eu vou gravar um disco.

Eu não posso deixar trabalhos antigos – o que quer que tenha vindo antes – me afetar ou inibir.

De toda forma, o que acontece é que enquanto escuto as coisas antigas, eu começo a fazer conexões – ‘OK, isso é parecido com algo que já fiz’ – e o passado vai se desdobrar. E eu vou decidir se quero ou não prosseguir com isso ou simplesmente ignorar.

Uma das minhas filhas colocou para tocar algo há cerca de uma semana atrás e disse ‘Essa é minha música preferida no momento’. Eu pensei ‘Isso é bem cativante e agradável.’ Aí eu a reconheci. Era eu. Era uma faixa de um álbum que tinha gravado (Back Home, de 2005). Estive com Robert Randolph tocando nela. E isso foi fantástico, apenas poder ouvir aquilo de um ponto de vista completamente diferente – de gostar da música sem saber quem era (risos).

 

Sobre sair em turnê:

Estou com alguns problemas de saúde com a minha coluna e um problema neurológico que é complicado, afeta minhas mãos. Se não houver nenhuma recaída séria, vou começar a olhar algo assim. Mas se houver, vou ter que descobrir o que fazer em seguida – talvez ficar mais tranquilo por um tempo.

Um novo single já foi liberado, chamado “Can’t Let You Do It”. Veja aqui.

 
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