Charming Liars
 

O Charming Liars é uma banda de rock alternativo baseada em Los Angeles, EUA, mas que nasceu em Londres, no Reino Unido. Apesar de ter gravado apenas três EPs, lançados desde 2013, a banda já existe em alguma forma há dez anos e vem ganhando terreno recentemente, tanto que o trio acaba de passar pelo Brasil.

Antecipando a ocasião e o lançamento de um novo single e EP, falamos com o guitarrista Karnig Manoukian sobre a experiência de viajar o planeta, o motivo de ainda não ter um álbum de estúdio gravado, a química com o novo vocalista, e muito mais.

Leia abaixo!

charming liars karnig manoukianTMDQA!: Vocês acabaram de tocar no Brasil e, em seguida, passam por Colômbia, México e Estados Unidos. Como tem sido essa experiência de tocar para públicos diferentes ao redor do planeta?
Karnig: Tem sido incrível. Os fãs no Brasil são muito apaixonados. Nós já havíamos tocado no México e nos Estados Unidos em outros lugares, mas a América do Sul configura uma experiência totalmente nova para nós.

TMDQA!: A banda acabou de disponibilizar um novo single, “Spirit”, que estará em um EP a ser lançado em breve. O que pode falar sobre esse novo lançamento?
Karnig: O EP sai no final de maio e acredito que seja o nosso trabalho mais ambicioso e diferente. Diria que demonstramos nele uma sonoridade mais alternativa do que nos trabalhos passados, e ao mesmo tempo são nossas músicas mais emocionais.

TMDQA!: Nos outros trabalhos, percebe-se influência do rock britânico oitentista e do hard rock clássico. O que influenciou a criação desse EP para que ele se tornasse seu trabalho mais alternativo?
Karnig: Nós crescemos com o rock n’ roll, mas gostamos de tudo. Trouxemos para o estúdio vários elementos do hip hop e do pop, e isso nos ajudou a ver que podemos expandir nosso som sem perder a essência que nos trouxe até aqui ao longo desse tempo todo.

TMDQA!: Para esse próximo EP, que você mesmo produziu, vocês estão com um novo vocalista. Como tem sido trabalhar com ele e como foi a experiência de produzir a própria música?
Karnig: Percebemos que existia uma química ótima com o Kiliyan (Maguire) desde o início. Nos tornamos amigos rapidamente, e ele é um compositor incrível com uma voz ainda melhor. Quanto a produzir o próprio trabalho, é um desafio: o compositor faz sua música ter uma característica específica, e o produtor precisa perceber essa característica para entender como potencializar a música no estúdio. É difícil separar seu lado compositor do lado produtor, estando em ambas as funções, mas desse jeito eu tenho uma visão única da música e entendo ela de uma forma que um produtor dificilmente entenderia. Foi uma experiência interessante.

TMDQA!: Este será o quarto EP de vocês, que não lançaram nenhum disco de estúdio. Essa é uma opção da banda? A decadência do álbum tradicional é um fator decisivo para isso?
Karnig: Essa é uma questão recorrente para nós. Todos dizem “quando vão lançar um álbum de estúdio?”, mas não vemos necessidade nisso. As pessoas estão ouvindo menos músicas de uma vez, optando muito pelos singles, então preferimos lançar EPs com menos músicas, mas com frequência maior do que seria com LPs. O formato físico não traz dinheiro aos artistas como fazia antes, então nos concentramos em fazer shows para compensar, e lançar EPs com frequência faz com que sempre tenhamos músicas novas para tocar nos shows.

TMDQA!: Você tem mais discos que amigos?
Karnig: Eu não tenho muitos amigos e, pra ser sincero, nem ouço muita música. Gosto mais de comer.