Groezrock 2016
Ouça nova versão do disco ao vivo do Pink Floyd!  

Três dias de festa para cerca de 33 mil pessoas em um pequeno vilarejo. A história do Groezrock começou há 25 anos, recebendo 400 pessoas e atualmente é três vezes do tamanho da população de Meerhout, na Bélgica, onde tudo acontece.

Além de contar sobre alguns dos shows, o Diário de Palco separa esta publicação em duas partes: uma sobre as bandas e outra sobre a experiência de acampar em um festival que abraça todas as variações da música punk. A segunda parte, sobre o acampamento e histórias malucas de quem foi ao festival, você pode ler aqui.

Rock And Roll, punk, hardcore, emo e pop

Em muitos lugares do mundo os festivais de música punk misturam muitos sub-gêneros diferentes. Desta vez, o Groezrock trouxe para o mesmo local fãs de bandas como Rancid, Saosin, Less Than Jake, Sick of it All, Modern Baseball, Face to Face, Sum 41 e outras 50. Além dos palcos, haviam DJs tocando clássicos do rock, de Iron Maiden a Guns n’ Roses.

 

Shows

Um dos pontos interessantes de um festival é a chance de assistir e descobrir muitas bandas novas. O Groezrock oferece um mapa, programação, uma revista em inglês sobre as bandas e protetores de ouvido gratuitos. Existem festivais que vendem essa programação impressa dentro do evento.

O motivo principal pelo qual eu fui ao festival foi assistir ao Frank Turner and The Sleeping Souls e algumas músicas do incrível Positive Songs for Negative People, lançado em 2015. “Um show deve ser uma conversa”, disse o vocalista ao iniciar as interações com o público. Um ótimo frontman, Frank recrutou um amigo que assistia ao show do palco para ser carregado pelos fãs por grande parte da tenda, oferecendo um vinil de presente para o lado que melhor o carregasse.

O projeto especial do No Use For a Name & Friends com convidados nos vocais também foi bem interessante e nostálgico. Estiveram no palco com eles músicos de outras bandas que tocaram no festival, incluindo Sima (Not On Tour), Scott Shiflett (Face to Face) e Joey Cape (Me First & The Gimme Gimmes).

O Rancid fechou a primeira noite tocando …And Out Come the Wolves do começo ao fim e ainda que tivessem mais tempo que todos os artistas do dia (1h15), tocaram outras 5 extras, fazendo um show de 1 hora e meia.

Entre as minhas novas bandas favoritas estão outras quatro: a primeira que descobri foi o Muncie Girls, um trio inglês que faz um punk rock com pitadas pop; em seguida, fiquei sem entender quando o vocalista do Flatcat conversava em holandês com o publico, até descobrir que era uma banda local e que já foi ao Brasil algumas vezes. Uma banda com 23 anos de história, porém que só descobri agora.

Entretanto quem mais me empolgou foi o Modern Baseball. As músicas são bem “catchy”, emo e adolescentes e o show é bem dinâmico. Stage divings a cada 30 segundos e o baixista, de muito bom humor, não ligou para as muitas vezes em que perdeu seu microfone para alguém da plateia no palco.

A última surpresa foi o emo com pegada hardcore do Moose Blood. Vi a banda em uma vazia sessão de autógrafos (mais abaixo no texto), mas se houvesse tocado antes de distribuir assinaturas, eu talvez também fosse lá pegar um poster, ao menos para dar uma força.

 

Sem celulares e stage divings a vontade


Em um momento onde celulares gravam todos os tipos de eventos, corriqueiros ou importantes, fiquei sem graça em levantar meu telefone para filmar algumas músicas. Em uma estimativa “a olho”, não havia mais de 1% do público filmando shows ao mesmo tempo ou posando para selfies. Sem julgamento de valor, é um comportamento pouco habitual hoje em dia.

Também foi bacana o acesso aos palcos durante os shows: com exceção do principal, que era bem alto, tinha um vão entre palco e público e alto demais para subir, os outros três davam acesso livre aos fãs. Cheguei a ver até 5 pessoas correndo por cima e dando stage divings.

Signing Sessions

Uma das surpresas mais bacanas do Groezrock foram as sessões de autógrafos com diversas bandas do festival. Um pouco desorganizado, é verdade: muitas bandas trocaram de horário ou cancelaram a sessão no dia. Os horários eram diferentes no site e no guia impresso do festival, por vezes deixando fãs esperando por algo que já havia rolado. Não é preciso comprar nada e os autógrafos são dados em pôsteres oferecidos pelos artistas. Também não dá para fazer fotos (ou ao menos é complicado) porque a banda fica dentro de uma estrutura e os fãs por fora.

Quem estava (ou deveria) por lá: Frank Turner, Less Than Jake, Saosin, No Fun At All, Face To Face, Bad Cop / Bad Cop, entre outros.

Signing Sessions -Groezrock-2016

Shows acústicos

Na programação havia cinco palcos que pareciam ter quase o mesmo valor. Porém um deles era quase secreto, pequenininho. Se tratava da loja da American Socks, que recebeu pocket shows acústicos durante os dois dias. Cabiam poucas pessoas dentro da loja, então era preciso batalhar por um pequeno espaço com os pés erguidos para assistir aos shows de fora.

O espaço ficava ao lado do palco Watch Out, então os shows acústicos rolavam entre os intervalos da montagem de palco. Ali rolaram apresentações de Frank Turner, Tom Thacker (GOB), Not On Tour, Much The Same, Four Year Strong, Daylight e outras bandas, durante a tarde e noite dos dois dias.

Quer saber mais sobre o Groezrock 2016? Aqui contamos sobre o camping, as experiências malucas e um guia que vale para qualquer festival de longa duração.