Muse na turnê de Drones pela Europa
 

Matt, Christopher and Dominic tocaram no Brasil durante a turnê do mais recente disco do MUSE, Drones, em outubro de 2015. Infelizmente, os shows que passaram pelo Brasil não eram parte da The Drones World Tour, com palco 360º e uma coleção de efeitos visuais que mais lembram um filme sci-fi do que um show de rock convencional.

Oficialmente, a nova turnê começou no mês seguinte à visita da banda ao Brasil – cheia de problemas, como o boicote de um fã clube ao show, por conta do preço dos ingressos e muitas promoções incluindo ingressos e CDs grátis para encher os shows. Para se ter uma ideia, o preço médio dos shows na Europa está em 60 Euros, cerca de R$70 a menos do que no Brasil.

Os shows no Brasil não foram nada ruins, porém o novo espetáculo que passou no começo de março na Alemanha deu (com o perdão do clichê) outro 7 a 1 no que tivemos. E assim deverá ser toda a turnê.

Desde o ano passado, a turnê do MUSE tem shows sold out com meses de antecedência e continua assim até o fim de maio. Em Amsterdã, por exemplo, três shows tiveram ingressos esgotados em menos de 24 horas. Em Paris, foram seis shows seguidos. Também com ingressos esgotados com meses de antecedência foi o show na Lanxess Arena em abril, na cidade de Cologne, em uma arena para 20 mil pessoas.

Um ponto não foi diferente do que estamos acostumados ou até bem pior: a fila para entrar na arena levava mais de uma hora, mesmo para quem chegou mais de 2 horas antes do show principal. Próximo do inicío do show, centenas de pessoas saíram do fundo da extensa fila e formaram uma nova próxima a entrada, ignorando a preferência de quem já esperava há muito mais tempo.

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Pouco antes do início, uma voz anunciou no estádio que fotos e vídeos eram bem vindos, porém sem uso de flash. O curioso é que, usando diferentes frases, o pedido foi reiterado três vezes, em alemão e inglês. Após o show de abertura do Nothing but Thieves, se via a equipe checando todas as luzes e caminhando pela estrutura presa ao teto da arena.

Por volta das 21h15, o MUSE chegou ao palco com impressionantes efeitos visuais. As bolas gigantes desceram do teto e se alinharam como planetas, combinadas com a épica “Dance of Knights” (áudio gravado, não tocado pela banda), desviando a atenção da chegada do trio ao palco.

O público só percebeu que os três estavam lá quando “Psycho” começou. Em seguida, a banda tocou”Plug in Baby” e arrancou aplausos longos, daqueles que acontecem ao fim do show, com a plateia satisfeita – porém ainda havia quase outras duas horas de MUSE para acontecer.

O setlist foi bem diferente do Brasil também, repetindo 11 das 17 músicas tocadas em São Paulo. Na nova tour, a banda toca em média 21 músicas por show. Em Cologne, somente seis foram do mais recente álbum, dando uma chance para os fãs de todas as épocas.

Além dos planetas, telões laterais desciam à altura dos músicos dependendo da música tocada, criando uma interação entre ambos. Dois dos melhores momentos foram quando mãos gigantes pareciam controlar os músicos ou quando estes telões rodearam a parte central do palco, criando uma sensação de que uma aura o cercava.

muse-aura-tour-dronesO palco central, além de luzes a partir do piso, girava em diversas velocidades. Ainda havia “asas” em cada parte do palco, trazendo Matt e Dominic bem próximos ao público em todas as partes da arena. O telão tradicional estava no topo, com as mesmas animações apresentadas no Brasil.

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O que inicialmente seria um atrativo extra para deixar o show de uma banda mais interessante, realmente transformou a experiência completamente. Talvez por este show valesse o preço exorbitante que foi cobrado dos fãs brasileiros.

Setlist:

Dance of the Knights
Psycho
Plug In Baby
Dead Inside
Map of the Problematique
The 2nd Law: Isolated System
The Handler
Supermassive Black Hole
Prelude
Starlight
Apocalypse Please
Munich Jam
Madness
Interlude
Hysteria
Reapers
Time Is Running Out
Uprising
The Globalist
Take a Bow
Mercy
Knights of Cydonia