Limonge lança novo EP "O Tempo"

Ouça o novo EP do músico que tem artistas como Bob Dylan, Neil Young e Dave Matthews Band como influência.

Limonge

Por Priscilla Rocha

Limonge é um paulista com 28 anos que trabalha com música há 12. Cantor, compositor e multi-instrumentista, assina a produção total do seu primeiro EP Tão Normal e do segundo que lança hoje com exclusividade O tempo. As faixas trazem um pop/rock puro e simples, mas é possível encontrar pitadas de grunge e folk entre um acorde ou outro. Em suas influências estão nomes como Bob Dylan, Neil Young, Pearl Jam, Dave Matthews, entre outros.

Ao falarmos de tempo, muitas coisas vêm em nossa mente. Coisas do passado, nosso presente e a incerteza ou certeza do futuro que tanto queremos. Para Limonge, “O Tempo, normalmente, se divide em três: Passado, Presente e Futuro. O passado é nostalgia, o futuro uma incerteza e o presente… bem, o presente está entre os dois; você pode sofrer, aceitar ou fazer algo com base nisso. Bom, quanto a mim, resolvi produzir esse EP e mostrar um pouco da minha visão sobre o tema.”

Dá o play na playlist e confira a entrevista falando sobre a carreira e os planos para divulgação do material de trabalho.

https://www.youtube.com/watch?v=BLLqJkSYw0w

TMDQA”: Você como um cantor solo deve sentir dificuldades no processo geral da sua gestão de carreira. Como você faz pra organizar todas as atividades e ter uma crescente?

Limonge: Realmente é complicado, principalmente por ser o responsável direto pela gestão e andamento de todos os projetos (ainda mais conciliando a carreira musical junto ao emprego padrão). Acabo aproveitando cada brecha para pensar em algo novo, um vídeo, um show, um single, um post, o que seja, e conto também com a assessoria da Geração Y, que me ajuda muito nesse ponto, principalmente para conciliar os projetos e segurar a barra quando fico sem tempo.

TMDQA!: Você lançou ano passado o primeiro Ep chamado “Tão Normal” e agora lança o “O Tempo”. Qual a principal evolução entre esses dois EPs e já tem previsão para um álbum completo?

Limonge: Foram trabalhos pensados e realizados em tempos distintos.”Tão Normal” foi uma redescoberta artística, arrisquei algumas coisas, gostei do resultado, resolvi me jogar na cara e na coragem sem me prender a nada e acabou rolando, já “O Tempo” tem uma maturidade maior, brinca com um conceito e mostra diferentes momentos a fim de apresentar uma mensagem ao fim da audição.

TMDQA!: Durante o ano passado você se apresentou no formato “one man band” durante a divulgação do seu EP. Para esse novo trabalho teremos o mesmo formato nos seus shows ou já estuda alguma possibilidade de banda completa?

Limonge: Para algumas apresentações pretendo ainda manter o formato atual, mas já estou ensaiando com uma banda de apoio para apresentações maiores, vai vir muita coisa boa por aí.

TMDQA!: Qual será o primeiro single do Ep e tem previsão de clipe?

Limonge: “Geração 90” é a principal música de trabalho; acredito que entre abril e maio teremos novidades nesse ponto.

TMDQA!: Como tem visto a cena independente em São Paulo para divulgação de projetos autorais e espaço para tocar em eventos também?

Limonge: É extremamente diversa, existem muitos nichos, e isso ajuda muito na abertura de espaço para divulgação, mas ainda falta unidade. Não há uma cena propriamente dita, um movimento consolidado onde as bandas se apoiem e sigam juntas rumo a um objetivo, isso acaba enfraquecendo a força do universo independente. Existem, claro, iniciativas com esse objetivo, mas ainda é preciso estruturação, falta transformar esse universo em algo mais profissional.

TMDQA!: Qual o processo criativo e como você utiliza desde a concepção musical do EP até mesmo o conceito de nome e plano de divulgação?

Limonge: Ainda não encontrei uma fórmula pra isso (risos). Os dois projetos nasceram de forma orgânica, não foram pensados previamente, mas tento em todo processo encontrar um fio condutor, músicas que funcionem juntas, tanto em mensagem quanto em sonoridade, não gosto de obras supérfluas e acabo descartando muitas músicas (que considero até boas) por não considerar que elas funcionem no todo. Um artista independente tem a obrigação de soar minimamente inovador, principalmente para chamar a atenção de um novo público, mas também precisa de unidade e prezo muito por isso.