A cantora e compositora canadense Avril Lavigne revelou, em entrevista exclusiva para a revista People, que luta contra a doença de Lyme e está de cama há cerca de cinco meses. A doença é transmitida pela picada de um carrapato mais comum na América do Norte e Europa. No Brasil, existe uma variante da doença, também transmitida pelo animal.

"Pensei que estava morrendo", conta Avril Lavigne em primeiro pronunciamento

O último pronunciamento de Avril foi pelo twitter, há quatro meses, pedindo para que os fãs rezassem por ela. Na época nada foi anunciado, apenas que ela estava doente. Na entrevista, ela conta que o auge da doença foi durante seu aniversário de 30 anos, em Outubro do ano passado. “Eu mal conseguia comer. Meus amigos perguntavam ‘O que há de errado?’ e eu não sabia”.

Ela passou meses se sentindo mal até ser diagnosticada. “Eu não tinha ideia que um bicho poderia fazer isso”, contou. Lavigne ficou cinco meses de cama: “Sentia como se não conseguisse respirar, não conseguia falar ou me mexer direito. Eu pensei que estava morrendo”

A cantora se manteve em sua casa em Ontario, onde sua família e o marido, o vocalista do Nickelback, Chad Kroeger, cuidaram dela. No momento, ela considera estar “80% melhor” e que tirou algo de positivo da doença: “Foi um alerta. Eu realmente só quero aproveitar a vida daqui para a frente”.

Kathleen Hanna

Quem também sofreu com a doença foi a cantora Kathleen Hanna, conhecida por trabalhos em bandas como Bikini Kill e Le Tigre.

Em 2013, um documentário sobre ela chamado The Punk Singer falou sobre a sua vida e a doença.

O que é a doença de Lyme

A doença de Lyme é causada por uma bactéria transmitida pela picada de uma carrapato.

Os sintomas da doença de Lyme são os mais diversos e incluem desde problemas de pele no local da picada e sintomas parecidos com a gripe até problemas ligados aos músculos, ossos, cérebro e coração.

Em estágio inicial, a doença é tratada com antibióticos e tem alta taxa de recuperação, mas o perigo está quando ela não é diagnosticada a tempo e entra no que é chamado de “estado tardio”.

Aí, a recuperação fica difícil e a doença torna-se debilitante.