Ouça nova versão do disco ao vivo do Pink Floyd!  

Marjorie Estiano

Marjorie Estiano está de volta. A cantora e atriz lança 8, seu terceiro álbum de estúdio e primeiro desde 2007,  com show no Rio de Janeiro nessa sexta-feira (24/10). O álbum traz, para a carreira musical, a maturidade que Marjorie já comprovou nos palcos e telas.

8 traz versões ousadas e bem feitas, somada de uma voz promissora enquanto compositora e de participações incríveis de Mart’nália e Gilberto Gil. Para saber mais sobre esse projeto, conversamos por telefone com a cantora.

Se você está no Rio, pode conferir o álbum ao vivo hoje (24/10) no Miranda. Confira abaixo mais informações:

Serviço
Show: Marjorie Estiano – Show de lançamento de “Oito”
Data: 24 de outubro (sexta)
Local: Miranda
Endereço: Espaço Lagoon – Avenida Borges de Medeiros, 1424 – Piso 2 – Lagoa – Rio de Janeiro/RJ
Informações: Tel. (21) 2239-0305 / www.mirandabrasil.com.br
Abertura da casa: 20h
Horário: 21h30
Ingressos:
Setor Um Tom Acima: R$ 80
Setor Notável: R$ 60
Setor Sustenido: R$ 40
Formas de pagamento: dinheiro, cheque e todos os cartões de crédito e débito.
Capacidade: 350 pessoas
Classificação: 16 anos

 

TMDQA: Pra começar, por que “8”?

Marjorie Estiano: “8” é uma alusão ao símbolo infinito, ao contínuo.  Ao procurar um nome, você chapa algo ali. Coloca uma marca.  E eu via ali um movimento. O álbum não respeitou uma ordem natural…  De compor, preparar as músicas e gravar.  Foi tudo definido junto.

Foi nesse repertório que eu dei início ao meu entendimento, ao meu conhecimento como cantora e compositora. Dei ouvidos a uma audição interna. Tentar de algum modo dar um nome ao um movimento é muito difícil, mas o resultado foi muito gratificante.

TMDQA: Marjorie, os seus primeiros álbuns, incluindo o ao vivo, foram todos num período de 3 anos, com uma ótima vendagem. E agora foram 7 anos entre o último e esse novo. Por que esse tempo?

Marjorie: A razão foi uma mistura de tempo, desejo e oportunidade. É assim que administro trabalhos no teatro, cinema,  TV. Atualmente estou com vários projetos, a oportunidade que ia dizer quem vai estar em primeiro plano. Ele estava sempre em movimento, mas só surgiu agora a oportunidade.

TMDQA: Como foi a escolha do repertório? A versão de “Ta-hi” ficou ótima.

Marjorie: A versão foi um resgate do “Combinação de todas as coisas”, um show que elaborei lá depois do segundo disco, em que busquei sonoridades, coisas que gostava de cantar… Pelo som mesmo. “Ta-hi” foi uma delas, busquei algo de contemporâneo nesse clássico.

As composições foram surgindo num desespero. (Risos) Eu não encontrava nada que queria gravar, que me identificava. A única alternativa foi compor, externalizar essa musicalidade.

Fizemos em parceria com o André Aquino. Cada música surgiu diferente, de um modo muito intuitivo. Ouvindo o que a canção ia sugerindo. Foi assim com a letra em espanhol, ela pedia uma pegada latina. “Luz do sol”  estava pronta, mas pedia um contraponto. foi aí que muito generosamente o Gil participou. Foi uma experiência incrível trabalhar com ele e com a Mart’Nália.  A gente via personagens na música com ela, com mais humor. Ela trouxe aquele carisma gigante dela

TMDQA: O álbum ficou mais pessoal, então? Refletindo uma verdade sua?

Marjorie: Eu me aproprio um pouco das canções. Eu tomo pra mim. Eu acho que não usaria essa palavra, verdade. Ele é mais intimo, talvez. Não sei bem como traduzir em palavras, sempre quis traduzir em palavras. Compor foi uma realização grande. Me permitiu ter uma perspectiva sobre essa arte. É um caminho novo a ser explorado.

TMDQA: Esse álbum é um recomeço para sua carreira musical. Ansiosa para o show de lançamento? O que o público pode esperar do show?

Marjorie: O show vai trazer o “8”, canções de artistas que foram influência, da minha carreira. São canções com um discurso direto, sobre relações e cotidiano. Trabalhamos com muitos gêneros, acho que as versões vão agregar. O show vai ser mais uma celebração.

TMDQA: Você tem mais discos que amigos?

Marjorie: Tenho com certeza. É tão mais fácil adquirir e armazenar seus discos que seus amigos. (Risos) Música é um estado de humor… E como eu pelo menos vario muito, a música está comigo mais que meus amigos talvez. (risos)