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O quarteto goiano Boogarins, uma das maiores novidades da música brasileira nos últimos tempos, agora faz parte do casting do selo Tralalá, conduzido pelo produtor Carlos Eduardo Miranda.

Após voltarem de uma turnê internacional extensa (como comentamos aqui, em uma entrevista exclusiva dos meninos para o site), serem recebidos de braços abertos por um público enorme no Vaca Amarela 2014 e terem realizado a abertura do show da banda Franz Ferdinand em São Paulo – um dos resultados da colaboração entre o selo Tralalá e a banda goiana, os meninos se preparam agora para lançar um novo álbum já no próximo ano.

A banda foi lançada pelo selo nova-iorquino Other Music Recording (com distribuição da Fat Possum Records, gravadora que tem em seu elenco artistas como Black Keys, Dinosaur Jr., Band of Horses e Iggy & The Stooges) e conta com um álbum de estreia muito bem aceito pelo público e pela crítica especializada. As Plantas Que Curam, foi batizado em referência à flor de jasmim, que exala o “amor puro”, como dizem os mais velhos. O disco fala com uma intimidade e fragilidade fora de ordem, que reflete as origens do grupo.

O quarteto de jovens de vinte e poucos anos agora conta com novo baterista: Ynaiã Benthroldo (ex-Macaco Bong) mas mantém o resto da formação original: Dinho, Benke e Raphael Vaz.

Em entrevista ao site da plataforma, Benke comentou: “Começamos a falar disso meses atrás com o Miranda quando rolou o Festival Bananada. Almoçamos juntos. Ali já tínhamos uma ideia de que seria um projeto legal, mas não estávamos muito a par do que ia rolar. Agora que nós tivemos uma dimensão do tamanho da coisa, penso que não podia ter jeito mais bacana de lançar esse disco no Brasil. Muito massa, vai ser demais.”

Pelas palavras do próprio Miranda : “O Tralalá foi concebido para ser um selo indie (…) e quando se fala em indie, muita gente já pensa logo em camisa de flanela, barba, aquela indumentária de filhote de Los Hermanos. Mas, para mim, indie é toda aquela música que não cabe no universo tradicional. É o som que caminha à beira de tudo que está sendo feito, que caminha para a frente. Uma música que não para no tempo.”

Nada melhor para definir a psicodelia dos meninos, que com guitarras melancólicas e composições sofisticadas chamaram a atenção de jornalistas e do público tanto no Brasil quanto no exterior.