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Muito se falou nos últimos dias a respeito de um impasse do YouTube em relação a gravadoras independentes que não aceitavam a forma como a plataforma gostaria de distribuir a renda que ganha com anúncios através de vídeos que trazem músicas em clipes oficiais e outros vídeos.

Houve boatos, inclusive, de que trabalhos das gravadoras que não aceitassem os termos do YouTube seriam removidos do maior serviço de vídeos do planeta e a atenção da indústria da música foi voltada a esses nomes.

Como resposta para que as negociações com plataformas digitais sejam feitas de forma justa, mais de 700 selos independentes incluindo figurões como Sub Pop, Merge, Domino, XL, Matador e Epitaph assinaram uma declaração que forma a Worldwide Independent Network (Rede Independente Mundial), que tem cinco premissas principais:

  1. Garantir que a cota para o artista de download e streaming seja claramente explicada em contratos e acordos de forma concisa e razoável.
  2. Garantir para artistas uma parcela pro-rata de “boa fé” de qualquer renda ou compensação de serviços digitais que forem originadas a partir da monetização de gravações mas não são atribuídas a performances e gravações específicas.
  3. Promover melhores padrões de informação em serviços digitais para a utilização e monetização da música.
  4. Apoiar artistas que decidam se opor, inclusive publicamente, ao uso não autorizado de suas músicas.
  5. Apoiar a posição coletiva do setor de gravadoras independentes no mundo.

A segunda “regra”, apesar de confusa, diz respeito ao fato de que muitas vezes direitos são negociados com plataformas digitais de forma que o dinheiro não chega ao artista, que acaba recebendo apenas por play ou download. A ideia é que isso mude.

Se você é dono de gravadora, pode fazer parte da rede clicando aqui.

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