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Depois de serem libertadas graças a uma anistia concedida para celebrar os 20 anos da constituição russa, as duas integrantes do Pussy Riot que ainda permaneciam presas, Nadya Tolokonnikova e Maria Alyokhina cederam uma entrevista à imprensa local e disseram, entre outras coisas, que não devem continuar com o projeto Pussy Riot.

– “Nós não somos o Pussy Riot agora”. – disse Nadya Tolokonnikova. “Nós podemos promover a nossa causa sem fazer nenhum show. E nós nunca vamos tocar por dinheiro”, completou Maria Alyokhina.

As duas integrantes remanescentes da banda continuarão a trabalhar juntas, ainda que o Pussy Riot tenha encerrado as atividades. A ideia agora é formar uma organização de direitos humanos para ajudar os presos russos.

O nome da organização vai ser “Zone of Law” (Zona de Lei, em tradução livre), uma brincadeira com o termo “the zone”, que é um tipo de abreviação para a palavra “prisão”, em russo. A organização vai oferecer assistência jurídica para presos que se queixarem de violência, ameaças e excesso de trabalho nas prisões russas, além de chamar a atenção da imprensa para os abusos do sistema.

Sobre o fim da banda, Tolokonnikova disse que o tempo que ela passou na prisão mudou seu entendimento sobre seus objetivos e que ficou absolutamente óbvio que agora ela não participaria da “oração punk” contra Putin que resultou em sua prisão. “Eu era menor, mais jovem e tinha outro entendimento a respeito dos meus objetivos”, disse. “Eu não acho que você tem que se prender em alguns momentos do passado. Eu só gostaria de ser julgada pelos outros pelo que eu vou começar a fazer a partir de agora”, completou.

Falando sobre a atitude da antiga banda com relação ao governo russo, ela foi clara: “Nossa atitude a respeito de Putin não mudou. Como antes, nós queremos fazer o que dissemos no protesto que nos levou para a prisão: queremos tirá-lo do poder. Nossas ambições políticas nunca desapareceram e, se possível, ficaram ainda maiores”, completou.

Fonte: Rolling Stone

 
 
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