Dave Grohl e Paul McCartney
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Dave Grohl e Paul McCartney
(Foto por Danny Clinch)

A primeira música da trilha sonora do Sound City Movie, filme dirigido por Dave Grohl, foi “Cut Me Some Slack”. A canção contou com os ex-membros do Nirvana e o ex-Beatle Paul McCartney.

Em entrevista à rádio KROQ, Dave lembrou que já havia tocado com Sir Paul algumas vezes, por exemplo, no Grammy de 2012 e de 2009. E quando o músico do Foo Fighters ligou para McCartney durante a produção do documentário sobre o estúdio Sound City, o ex-Beatle topou na hora.

Como nós estávamos filmando todas as performance, eu apenas fiz isso: “Ei, cara, porque você não vem aqui para tocarmos um pouco”, e ele disse: “Ok.”. Ele veio com e trouxe seu baixo, que ele tem tocado por 40 anos, e sua Les Paul, que só há quatro no mundo todo. E depois ele trouxe sua guitarra cigar box, que é chamada de cig-fiddle. E, com seu sotaque inglês, ele disse: “Oh, eu acho que eu vou tocar isso, porque você não começa a tocar bateria?”. E nós começamos a tocar e escrevemos essa música em algumas horas e gravamos. Nós entramos, nós tocamos. Ela veio do nada, as melhores músicas surgem desse jeito. Nós gravamos ao vivo e colocamos um vocal por cima e pronto. Foi em três horas e foi perfeito, contou Dave Grohl.

O ex-baterista do Nirvana também contou que a ideia de tocar a canção no show beneficente 12-12-12 veio de Paul:

Ele me ligou antes do 12-12-12, acho que um mês antes, e disse: “Hey, nós vamos fazer esse show beneficente, você quer tocar comigo?”. E eu disse: “Sim, o Foo Fighters está em uma pausa, mas se você quiser tocar, basta me dizer”. Ele me ligou alguns dias depois e disse: “Hey, porque não tocamos aquela música que gravamos com você, Krist (Novoselic) e Pat (Smear)?”.

A matéria da KROQ relata que Grohl elogiava McCartney a cada momento. “Ele é a pessoa mais doce, mais legal e mais impressionante. Quando você encontra alguém que realmente se importa com a música, seu nível de fama não importa para você”, disse Dave.

Vocês têm que entender, uma das coisas de se tocar com Paul McCartney ou com alguém tipo o Neil Young, ou com essa geração de músicos, é que eles valorizam e respeitam o valor de se praticar e entrar em uma sala para tocar, vir com alguma ideia e isso tudo acabar virando uma canção. Não é algo como ter sete compositores, sete produtores, toda uma produção e tecnologia, ou o quer que seja. São pessoas em um quarto, explicou.