Perry Farrell fala sobre Jane's Addiction e projeto
 

Perry Farrell fala sobre Jane's Addiction e projeto "nunca antes feito na história"

Perry Farrell, frontman do Jane’s Addiction e criador do festival Lollapalooza, concedeu mais detalhes sobre seus planos e revelou que está trabalhando em algo novo.

Após avisar ao mundo que compôs cerca de 60 músicas para o Jane’s Addiction, Farrell foi entrevistado por Nicole Malczan, do site Grunge Report, onde contou que a quantidade de canções é para seu próximo projeto, contradizendo o que havia anunciado antes:

Existem mais de 60 letras compostas e, provavelmente, 38 gravadas, mas elas não são do Jane’s Addiction, são minhas, para um novo projeto. Ele será bem interessante, algo nunca antes feito na história. Ele será altamente teatral, como um musical ou uma peça.
Eu vou compor um disco com o Jane’s, mas também outro que será de música eletrônica. [O projeto] é teatral e, em alguns casos, a cena acontece em um lugar como Phuket ou em um bar ou clube, onde você ouviria dance music.
Eu tenho escrito essa parte do show, que é a sua primeira metade. Na segunda parte, liricamente, eu tenho muitas melodias, mas elas não foram gravadas e tampouco funcionaram com o Jane’s Addiction.

Ao ser questionado sobre o trabalho com Dave Sitek, que produziu o álbum mais recente do Jane’s Addiction, The Great Escape Artist, Farrell revelou que não sabe ainda com quem irá trabalhar nas próximas vezes.

Ele também foi perguntado sobre como foi fazer a faixa “Embrace the Darkness”, em 2009, ao lado de Trent Reznor e do baixista Eric Avery, com quem Farrell teve uma série de desentendimentos. A lembrança, claro, não foi muito positiva:

Foi decente. Eu não posso dizer que foi a minha mais querida experiência em gravação, porque, para ser honesto com você, o baixista e eu estávamos trabalhando nela juntos e ele [Trent]estava no meio, já que tinha que trabalhar com nós dois, e teve que ser meio imparcial, o que o fez ser um pouco insosso.

A música nunca foi lançada, embora Farrell não veja motivos para escondê-la do público: “Eu acho que ela deveria ver a luz do dia, mas essa é uma daquelas nossas brigas imaturas… basicamente, o baixista [Eric Avery] não queria lançá-la. Eu acho que ela deveria sair. Por que não? Eu acho que as pessoas gostariam de escutá-la.”

Aproveitando, Farrell falou sobre expandir seu festival, Lollapalooza, para outros locais: “Nós temos que tomar muito cuidado para onde vamos, porque estamos falando sobre, potencialmente, perder milhões de dólares, e você não pode fazer isso muitas de vezes”.

Em tempo, a segunda edição brasileira do Lollapalooza acontece neste ano, em Março, e contará com shows de The Killers, Pearl Jam, The Black Keys, Queens of the Stone Age, Planet Hemp e muito mais. Confira maiores detalhes aqui.