meia-entrada
 

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Em entrevista para a Folha de S. Paulo o presidente da Geo Eventos, Leo Ganem, discutiu  um tema que há tempos permeia o cenário musical brasileiro: a meia-entrada. Segundo Ganem, até o final deste ano serão criadas duas associações que vão unir as produtoras de shows e as empresas que comercializam ingressos com o objetivo de diminuir as cotas de meia-entrada. As empresas de entretenimento ao vivo não estão se unindo porque se amam, mas porque precisam se fortalecer em conjunto. Com a meia-entrada, o Estado faz política pública com dinheiro privado, declarou.

Atualmente as meias-entradas chegam a atingir 90% do total de bilheteria dos grandes shows internacionais, o que se reverte no alto valor dos ingressos cheios. As associações vão tentar reduzir a proporção de meia-entrada, calculando-as por idade ou por cota. Já o  empresário Luiz Oscar Niemeyer, da Planmusic, declarou que as previsões de receitas dos shows são “praticamente impossíveis” de se calcular graças à falsificação de meias-entradas. Quem acaba penalizado com isso são as pessoas honestas, completou. O diretor de fiscalização do Procon-SP, Márcio Marcucci, discorda. As empresas devem aumentar o controle da comprovação do direito ao benefício, na venda e no acesso aos shows, e não buscar limitações para um direito consagrado. Seria um retrocesso, comentou Marcucci.

 E você, o que está achando da discussão?