Howler em São Paulo

Howler em São Paulo

Resenha e fotos por Augusto Conter Filho

E o Oscar vai para… não para o Howler

Tudo que é bom dura pouco? Tudo talvez não, mas, o show do Howler, sim.

Depois de já ter sido adiado da sexta-feira (24) para o domingo (26), noite do Oscar, esperava- se, pra compensar, uma apresentação explosiva da banda americana Howler em São Paulo.
O que ocasionou a mudança de data do show foi uma nevasca, que fechou o aeroporto de Minneapolis na quinta-feira (23). Compreensível.

A parte “explosiva” da fama a banda cumpriu. Com o Beco 203 lotado, o grupo fez uma apresentação formidável. No entanto, esperava-se mais do que 43 minutos de show. Quando se deu 40 minutos, e a banda deixou o palco, captei alguns comentários: “Mas já??” “Não, vai ter um bis de meia hora, no mínimo”, respondeu um amigo próximo do sujeito autor do primeiro comentário. Infelizmente, o bis foi de uma música. Três minutos. Por mais que a banda tenha tocado bem e sido simpática, esperava-se mais.

Os momentos altos do show, como já eram de se esperar, foram os hits “Told You Once” e “Back Of Your Neck”. O público vibrou. No restante, ficaram mais contemplativos, analisando as músicas e a postura da banda.

O título de “novo Strokes” é prematuro, preguiçoso e inconsequente. No entanto, deu pra se ver que talento  a bandatem. E, em certas músicas, a comparação é inevitável, principalmente pelo tempo do vocalista em algumas delas, que lembra muito o de Julio Casablancas.

Em síntese, o show foi bom, mas a banda ficou devendo mais músicas, em respeito a um público que desembolsou uma boa grana e reestruturou a sua agenda para vê-los.

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