Sei que está meio atrasada, mas acho que o melhor momento de se liberar uma lista de melhores discos de um determinado ano é depois que ele acaba.

Essa é uma lista dos álbuns de metal que mais gostei em 2011. Ouvi muitos álbuns magníficos, mas foi importante pra mim o fato de eu ouvir o álbum várias vezes por muito tempo. Com a quantidade de músicas disponíveis hoje em dia, é difícil nos apegarmos a álbuns específicos. Aqui vão dez dicas minhas:

 

Omfalos - idiotssavants

 

10 – OMFALOS – “Idiots Savants

Esse trabalho chama a atenção por misturar Black Metal e Industrial de uma forma que nunca vi antes. Provenientes de Brasilía, a dupla que forma a Omfalos é conhecida no underground por tocarem em outras bandas de música extrema.
Com uma temática voltada para problemas psiquiátricos, a sonoridade ácida e extrema deve ser conferida por todo fan de música agressiva.

  

Decapitated - Carnival Is Forever

 

09 – DECAPITATED – “Carnival Is Forever

Depois do trágico acidente que tirou a vida do baterista Vitek e deixou o vocalista Covan em coma, acontecido em 2007, a banda manteve-se em silêncio. Em 2011, finalmente os poloneses do Decapitated resolveram retornar as atividades lançando um álbum que é uma aula de Death Metal técnico, agressivo e inspirado.
Para o lugar de Covan, Rafał Piotrowski assumiu os vocais e na bateria, o austríaco Kerim.
Este é um álbum para ser ouvido várias vezes para poder ser assimilado, pois os incríveis riffs de guitarra de Vogg (que são a marca registrada da banda) são as vezes tão complexos quanto os de bandas de prog metal como o Dream Theater (só que infinitamente mais pesados).

  

Krisiun - The Great Execution

 

08 – KRISIUN – “The Great Execution

Três anos de espera para saber se a massa violenta de som chamada Krisiun conseguiria superar o álbum de 2008, “Southern Storm“. Não havia como soar melhor ainda, mas eles conseguiram. Com composições sóbrias de extrema qualidade, “The Great Execution” mostra que ainda há ainda muito a ser mosrado por essa grande banda.
Krisun mostra que é a melhor no que faz, com certeza ela está no topo da cadeia alimentar do Death Metal brutal.

 

 

beastwars - beastwars

 

07 – BEASTWARS – “Beastwars”

Sludge Metal. Stoner. Beastwars é um esporro com afinação baixa proveniente de Wellington, capital da Nova Zelândia. A banda vem deixando o Underground do país bem mais inspirado com seu álbum auto-intitulado lançado esse ano.
Influências diversas permeiam o som dos caras. Pode-se ouvir riffs BlackSabbathicos em todo o disco, assim como climas que lembram muito a norte-americana Tool.
Além das levadas pesadas, os riffs graves e destruidores, o vocal é um detalhe a ser levado em consideração. O clima de desespero e loucura é passado de forma sublime por Matt Hyde em todo o álbum! Não deixem de conferir.

 

 

MYTHOLOGICAL COLD TOWERS - Immemorial

 

06 – MYTHOLOGICAL COLD TOWERS – “Immemorial

O metal é uma das poucas coisas que me orgulham plenamente no Brasil. Essa banda de São Paulo conseguiu me deixar de queixo caído com seu mais recente álbum “Immemorial“. Com seu Doom Metal de ótimo bom gosto (e sem os batidos vocais femininos), a banda mostra que compõe com maestria e passa a frente da grande maioria das bandas do Gênero de outros países. As temáticas abordadas nas letras, dando ênfase às misteriosas civilisações pré-colombianas, são reforçadas pela belíssima arte gráfica, que fecha o conceito do trabalho totalmente. Não perca tempo. Compre já o seu.

 

 

Sepultura - Kairos

 

05 – SEPULTURA – “Kairos”

Finalmente foi dado ao Sepultura uma nova chance e, depois de ter lançado os ótimos “Dante XXI” de 2006 e “A-Lex” de 2009. A banda assinou o seu contrato com a Nuclear Blast e lançou “Kairos“, uma espécie de álbum conceitual inspirado na história da própria banda. Acontece que dos três álbuns que citei da banda, “Kairos” é definitivamente o mais fraco e o que mostrou uma banda menos honesta, tentando soar um pouco como no passado e misturando isso com o presente.
Apesar de não ser o meu predileto, esse álbum é sim um dos melhores lançamentos de metal de 2011 na minha opinião.

 

 

rottensound-cursed

 

04 – ROTTEN SOUND – “Cursed

Com o álbum “Cycles” de 2008, a banda já havia afirmado que podia ser uma das grandes do Grind Core mundial. Em “Cursed“, o Rotten Sound é ainda mais podre, rápido e pesado.
Com uma sonoriada linda que mistura o Grind Core e muitos riffs de Death Metal (com timbres de guitarra que lembram Entombed), “Cursed” fará você parar de ter pena de suas vértebras cervicais!

 

 

Red Fang Murder The Mountains

 

03 – RED FANG – “Murder The Mountains

Os norte-americanos do Red Fang mostraram com seu Sludge Metal que podem ser sujos, pesados e ainda fazer vídeos engraçados. O som desse segundo álbum dos caras é grave, distorcido ao extremo e muito legal para se ouvir durante uma bebedeira cheia de cerveja!

Confira os vídeos da banda e tente não se tornar um fan.

 

 

Paradise Lost Draconian Times Live

 

02 – PARADISE LOST – “Draconian Times MMXI

O álbum “Draconian Times” é um clássico da banda. Lançado em 1995, ele marcou o ápice da carreira do Paradise Lost, que resolveu mudar drasticamente seu som depois, para algo mais pop, mas que também era muito bom. Esse álbum foi com certeza um dos que marcaram minha vida como músico e como fan de música. Ouvi-o incontáveis vezes e ainda hoje é para mim um dos melhores álbum que tenho em minha coleção. Com o lançamento de sua versão ao vivo, a banda mostra que está plenamente em forma e que retornou a sua sonoridade mais clássica. Executado de ponta a ponta de maneira estupenda e ainda com o bonus de mais duas faixas, esse lançamento é um dos melhores desse ano.

 

 

Septicflesh-The-Great-Mass

 

01 – SEPTICFLESH – “The Great Mass

Talvez o álbum de 2011 que mais ouvi. O Septicflesh é uma banda maravilhosa. “The Great Mass” é a perfeição da integração entre banda e orquestra. Isso pode parecer uma afirmação um pouco exagerada, mas eu tenho certeza que ninguém citará algo com uma simbiose tão elevada. Tudo se deve ao fato deles terem feito o caminho inverso costumeiramente seguido pelas bandas que pretendem flertar com orquestra. O guitarrista Chritos Antoniu, uma maestro no sentido literal da palavra, compôs para orquestra e coral 10 segmentos, que foram preenchidos com Death Metal pela banda posteriormente. O álbum lembra uma trilha sonora, com linhas de remetem a sonoridade egípcia, altamente climático e pesado. As letras foram escritas com maestria e toda a arte visual também é muito bela.