Zander no Festival Manifesto Discos no Hangar110
 

 

Sábado de sol na cidade cinzenta de São Paulo. Um clima que lembrava de longe a capital carioca, bem de longe. E o por que disto? Simplesmente por que as bandas cariocas: Zander, Plastic Fire e Stripclub se apresentariam ao lado dos paulistas do Fire Driven e Horace Green no Hangar110 neste dia.

Os primeiros da noite foram os “mais novos” da casa, o Horace Green subiu ao palco com um Hangar com poucas pessoas para assistir. Mandaram algumas música próprias e tiverem a participação de Daniel, guitarrista do Plastic Fire para tocar “Semi-vivos“.  Bastante empolgados, mandaram muito bem no cover de Descendents, com a música “We“. Uma rápida apresentação para uma banda que ainda esta começando, mas demonstra um belo e crescente potencial.

Fire Driven no Festival Manifesto Discos

Em seguida veio a segunda e última banda paulista da noite, o Fire Driven, composta pelos irmãos Rafael Carpanez e César Carpanez (este já participou de grandes bandas como Dance Of Days e Street Bulldogs). O grupo demonstrou muita habilidade ao tocar seus instrumentos com um ótimo sincronismo e seu repertório em inglês, sendo elas, músicas de seu trabalho de estréia, o disco “Growing Past These Lines“, com “The Coffin“, “Fractions” e “Give Me A Gun“, entre outras. A banda teve até participação de um fã que subiu no palco para cantar junto ao vocalista Zeek Underwood a música “Procrastination“. Zeek também conversou um pouco com o público, contando que o primeiro cover que tocou foi do Descendents (agora não me recordo de qual música). Bill, vocalista do Zander, fez uma palhinha no show, substituindo César para tocar a música “Driven By You” e a platéia presente gostou e muito!

Stripclub no Festival Manifesto Discos

E começa a festa Carioca. O Stripclub foi a primeira a subir no palco do Hangar. Mostrando uma boa desenvoltura, a banda tocou poucas músicas devido a um problema técnico com um dos equipamentos da guitarra. Mesmo com essa longa pausa, o vocalista e guitarrista Alexandre Barbosa mostrou seu rock carioca, ainda para um público tímido na casa. O destaque da banda ficou para o baixista Celso, que mostrou muita habilidade em seu baixo que se ressaltava dos outros instrumentos.

Plastic Fire no Festival Manifesto Discos

Agora o Hangar110 já se encontrava cheio e chegava a vez do Plastic Fire subir ao palco. Já conhecidos do público, o qual gritava sem parar “Hey Daniel, troca essa roupa!“, pois como de praxe, o guitarrista usava seus clássicos boné e moletom pretos. Com um hardcore nervoso e agressivo, a banda se enturmou 100% com a platéia, sendo a primeira a ter moshes e as famosas rodinhas. Reynaldo sabe como empolgar uma platéia, não parando um minuto quieto no palco. O vocalista pulava, dava golpes de capoeira e trombava nos colegas, e junto a Daniel, que fez um excelente trabalho em sua guitarra, mostrou as novas músicas do álbum “A Última Cidade Livre“, como “M.A.S.”, “Crer e Observar” e “Carpe Dying“.

Por fim, a banda perguntou se tinha tempo para mais uma música, a casa dizia que não, mas logo em seguida a banda pedia 30 segundos, 40 segundos, começando assim a faixa “O Preço de Ser Impessoal” para fechar o setlist da noite. Mais uma vez Reynaldo pulo na galera e cantou com muito fervor, se despedindo do público e agradecendo muito. Um show de peso e velocidade. Estão de parabéns esses cariocas malucos!

Outro destaque da noite foi o Hangar anunciando que a seleção argentina tinha perdido do Uruguai nos pênaltis. A casa veio a baixo! hahahah!

E chegou a saideira da noite, o grupo composto por ex-membros do Dead Fish, Deluxe Trio, Noção de Nada e Reffer. Coisa boa viria com certeza. Eu já tinha visto o Zander se apresentar no Inferno Club em São Paulo para o lançamento do disco “Brasa“, que contou também com a presença de Rodrigo do Dead Fish para apoiar os amigos. O Inferno estava cheio, assim como o Hangar neste último sábado. Bill estava sempre com um sorriso estampado no rosto, cantando muito empolgado junto com seus fãs. Sanfona, Phil, Marcelo e Léo não ficavam atrás não, zanzando pelo pequeno palco e cantando com muita alegria.

Tocando músicas de seu último disco e dos primeiros EP´s, o grupo fez uma ótima apresentação e um longo setlist, onde se entrosavam com os fãs e mandava um hardcore de excepcional qualidade. Com uma pequena pausa, após um fã levar o microfone de Grabriel Zander ao chão depois de dar um moshe, a banda mostrou um belo jogo de cintura com o público. Com um cenário muito menor que o paulista, a banda carioca mostrou que não fica nem um pouco atrás nos quesitos qualidade e engajamento, tanto dos membros da banda como com os fãs. Zander mais uma vez mandando “Brasa“!