Chegou!

Nova seção Chegou! com dezenas de fotos exclusivas de discos muito legais! Tem Green Day, Alexisonfire, Ninja Gun e Brendan Kelly. Clique em todas as fotos para ampliá-las, e deixe os vídeos rolando enquanto as vê para conhecer as bandas.

Aproveite!

Green Day

Se você acompanha esse blog há mais tempo, com certeza viu o especial que fiz com a caixa de singles do Green Day que saiu ano passado, nela vinha o single de “Know Your Enemy”, e talvez você esteja pensando “que diabos ele tá fazendo com um disco repetido?”.

Bom, você também deve ter lido que eu critiquei a Reprise por alterar a tracklisting da maioria dos disquinhos na singles box, tirando b-sides e colocando singles dos álbuns do trio, em uma atitude totalmente comercial e equivocada, já que single a gente ouve nos discos de estúdio né?

Esse é o single de “Know Your Enemy” que ao invés de “21 Guns” conta com o b-side “Hearts Collide”, uma das músicas que não estão no álbum “21st Century Breakdown”, e essa é a graça de ter EPs/Singles, as músicas até então inéditas.

Graficamente o EP leva todo o ar de “21st Century Breakdown”, com uma capa muito mais bonita e bem feita do que a estranha arte “estourada” da caixa de singles.

Atrás dele a letra de “Know Your Enemy” e uma numeração que imagino ser o número de cópias. Nada de muito especial, mas bem mais legal que a versão da Singles Box.

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Alexisonfire

Se você já tem um pré conceito estabelecido sobre Alexisonfire, esqueça já.
Até ano passado, pra mim, o quinteto canadense era só “uma banda emo lá” que eu não tinha me dado ao trabalho de ouvir e já achava que não gostava.

Aí eu vi a belíssima capa desse novo disco no site da Vagrant e já comecei a prestar atenção, até que no final do ano passado meu amigo Gustavo Pelogia sugeriu que eu visse o clipe de “Young Cardinals” porque valia a pena. Obrigado Pelogia!

“Old Crows/Young Cardinals” é excelente, traz os berros de George Pettit, o lindo vocal de Dallas Green, muito peso e letras bem feitas. É post-hardcore, é punk, é emo, é bom demais! Foi uma pena ter ouvido o disco tão tarde, senão ele teria entrado facilmente na minha lista de 10 melhores de 2009.

A versão em LP é um show, um exemplo de como combinar nome do disco/temática com a arte e a parte gráfica.
Já que estamos falando de velhos corvos e jovens cardinais, nada melhor do que a parte de fora ser toda avermelhada, combinando com o cardinal da capa, e a parte interior toda cinza, como o belo corvo desenhado por lá.
Além disso, o disco é duplo, e cada LP também representa um dos pássaros, com o primeiro sendo cinza cheio de manchas pretas e o segundo vermelho com algumas manchas pretas. Lindo!

Pra finalizar, um pôster com colagens de símbolos e textos de jornais, que no verso traz todas as letras do disco. Simples, barato e totalmente funcional.

Parabéns Alexisonfire pela bela obra de arte que é “Old Crows/Young Cardinals”.

P.S.: Quando eu estava editando as fotos para esse post, percebi que há inscrições ao redor do selo central dos discos, com algumas frases em francês, dá uma olhada:

Como eu entendo tanto Francês quanto Russo, fiz uma tradução no Google Translate e ficou assim, mas se alguém souber como isso faria mais sentido, por favor não hesite em falar!

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Ninja Gun

Eu adoro esse disco do Ninja Gun.
Em “Restless Rubes” os caras misturam folk, indie e rock de uma maneira agradabilíssima, com guitarras suaves, belos vocais, violões e até sons de pássaros no campo. Pra mim os caras são uma das promessas indie/folk para os próximos anos e merecem muito sucesso.

Esse disco já estava na minha mira, quando a Suburban Home promoveu uma venda para limpar estoque e baixou seu preço para 6 dólares. Comprei sem hesitar, mas confesso que fiquei desapontado com o que chegou na minha caixa de correio.


Capa original

A capa original do disco é diferente, e apesar dessa ser muito parecida com a original (que é linda, e um dos pontos que eu mais gosto no disco) , não tem a mesma qualidade.
Essa versão parece ser uma prensagem lo-fi bem mais barata que a Suburban Home fez por algum motivo, mas deveria ter avisado em seu site quando a colocou a venda, o que não fez.

Não há caixa, é um papel que se desdobra e guarda o LP, e também não há encarte, apenas um pedaço de papel com o código para baixar o disco em MP3.

O LP é bonito, em verde/transparente com selo da arte do disco no meio e as representações de lados A e B.

Ainda acho esse disco bom demais, mas é um exemplo do lo-fi que não ficou legal.




Brendan Kelly / Joe McMahon

Não é segredo pra ninguém que o Lawrence Arms é uma das minhas banda preferidas.
Quando a Anchorless Records anunciou que Brendan Kelly, baixista e vocalista da banda, lançaria um split só com músicas solo, fiquei muito ansioso pra saber como seria o trabalho, quais seriam as faixas, e com quem ele dividiria o disco.

Pois bem, o disco é dividido com Joe McMahon, vocalista do Smoke Or Fire, e Brendan gravou 7 faixas em um “estúdio” totalmente caseiro. Basicamente ele pegou um violão, ligou o microfone e saiu gravando. Como ele mesmo diz no encarte, se o resultado final soasse com algo que ele não reclamasse muito, já estava valendo.

São 6 faixas do Lawrence Arms, destaque para “Like A Record Player” e “Quincentuple Your Money”, além de “There’s No Place Like A Stranger’s Floor”, que na versão do Larry Arms é cantada por Chris, o outro vocalista do trio e aqui ganha interpretação na voz característica de Brendan.
Por último, uma linda cover de “Kiss The Bottle” do Jawbreaker.

Do lado de Joe McMahon não posso falar muito, porque mal conheço o trabalho do cara e ouvi muito pouco o Lado B desse disco, que veio com um defeito já devidamente avisado à Anchorless que irá mandar outra cópia.
O único destaque fica por “Let The Train Blow The Whistle”, cover de Johnny Cash aqui presente, que saiu originalmente na coletânea/tributo “All Aboard”.

A capa do disco é linda, fiz questão de pendurá-lo na minha parede, e o LP, todo branco, combina com o ar da arte que é toda creme/branco.

No encarte, uma folha só, e basta. Nela Brendan e Joe contam tudo sobre como a ideia do split surgiu, como foram as gravações, porque escolheram as músicas. Só não tem as letras, mas é só ir atrás da discografia de Lawrence Arms e Smoke Or Fire para descobri-las.

Pra mim o título “Wasted Potential” resume bem a situação dos artistas envolvidos: 2 talentosíssimos músicos que sofrem (Brendan trabalha em bares e Joe conta no encarte que nem sabia de onde tirar dinheiro para por gasolina na van da sua banda) pra divulgar sua arte ao mundo em tempos de mp3, bandas coloridas e tudo mais.


Participação do Leitor

Nosso leitor Emilio Brun Jr.,  de Ervália-MG, seguiu a dica dada aqui no Tenho Mais Discos Que Amigos! e comprou 2 EPs que foram lançados exclusivamente para o Record Store Day lá na gringa.
Aí ele tirou uma foto bacana, mandou pra gente, e tá aí!

Eu não sou o maior fã de picture discs, mas esse do Them Crooked Vultures tá lindo demais, não? Ainda mais com essa capa vermelha.

E o do Soundgarden em laranjado/transparente também ficou bem bacana. Disco de 7″ com uma bela foto na capa.


Quem também mandou fotos foi nosso leitor Flávio de Farias, que comprou o “Dehumanizer” do Black Sabbath, ficou todo orgulhoso do novo filhão e nos mandou pra postar aqui.

Faça como o Emilio e o Flavio, mande suas fotos para assessoria@tenhomaisdiscosqueamigos.com, postaremos aqui com certeza!