Chegou!

Mais um final de Domingo, mais um dia de seção Chegou!, com resenha e fotos exclusivas de 4 discões, além de músicas ripadas direto do vinil pra você.
Aperte o play e veja as fotos enquanto conhece as bandas, garanto que vai gostar!


Phone Trio

Sabe, eu tinha uma banda quando eu era moleque. E todas as músicas dessa minha banda eram em Inglês, e acreditem, cantar em Inglês no Brasil parece ser algo pecaminoso, o que nunca entendi, já que as bandas preferidas de todo mundo por aqui cantam nessa língua.
Eu abro o texto com isso porque  acho que uma banda como o Phone Trio deveria ter destaque aqui no país, e ser conhecido pela maioria das pessoas pelo menos na cena independente, cantando em Inglês, Russo ou Polonês, e seu novo disco só prova isso.

“Houston, We Have A Problem” pode ter um nome batido, mas é um disco de altíssima qualidade, em todos os aspectos. Começando pela arte, com desenhos e cores muito bonitas, todos bem representados pelo encarte, que é daqueles que não fica devendo nada a quem compra o CD, completaço, com todas as letras e foto da banda.
A caixinha do CD ainda é daquelas que tem fundo transparente, o que garante mais um pedaço de arte pra gente.

Musicalmente, o trio carioca nos presenteia com 12 faixas de pop-punk/pop-rock que irão agradar em cheio aos fãs de estilo, principalmente aqueles que gostam de Fall Out Boy, cuja comparação é inevitável, já que os caras alternam entre hits adolescentes a la “Take This To Your Grave” e faixas grudentas e que poderiam ser hits em qualquer lugar do mundo ao melhor estilo “From Under The Cork Tree”.

Meus destaques ficam para “Fangs And Kalashnikovs”, “All-Time Favorite Band”, “Just Fiends” e “Say Goodbye To London”, já que volta e meia eu me pego com seus respectivos refrões na cabeça, mas não ouvir o disco inteiro é perder mais um monte de músicas boas. Discos com esse nível de qualidade aqui no país me fizeram lembrar de “Fireworks” do The Invisibles e “Just A Point Of View”, do Rivets.

O Phone Trio acabou de fazer uma tunê pelos EUA, e na minha opinião se dariam muito bem se fossem de lá, então faça um favor a si mesmo, aprecie esse tipo de banda quando ela nasce em terras brasileiras e corra até a Idealshop comprar baratinho uma cópia desse discão. Te garanto que valerá muito mais do que juntar uma grana absurda pra comprar o CD de uma banda grande e que irá parar no bolso de uma gravadora grande.

O link é esse aqui.


Blink-182

Ame ou odeie o Blink-182, é impossível dizer que os caras não foram importantes para o pop-punk do final dos anos 90, que ganhou grande destaque novamente após o Blink tornar-se mega-hiper sensação mundial, como aconteceu alguns anos antes com o “Dookie” do Green Day, por exemplo.

O relançamento do “Enema Of The State” em várias cores diferentes de vinil me deixou muito feliz, porque eu não sou do time que odeia o Blink-182, muito pelo contrário.
O “probleminha” é que o selo Mightier Than Sword, que obteve os direitos de relançá-lo, só os conseguiu para os Estados Unidos, o que significa que eles não podiam mandar o disco para nenhum outro lugar do planeta.
Graças ao nosso parceiraço Bruno Clozel do Action182.com , e seus contatos norte-americanos, não fiquei passando vontade e consegui uma cópia em uma das “cores” de vinil que eu mais gosto: o transparente.

O disco é bonitão, em caixa gatefold, com uma folha de encarte completa e com todas as letras. O único problema aparente é que a foto da parte de trás está estourada, se você ampliar uma delas aí irá perceber também. Não sei se na época eles não se preocuparam em ter uma cópia da foto em resolução grande e anos depois na hora de colocar em uma caixa de vinil tiveram que ampliar uma foto menor, perdendo um pouco da qualidade.

O LP é bonitão, todo transparente com algumas poucas manchas pretas pra dar o charme. Os selos do meio do disco alternam entre o vermelho-em-cima/azul-embaixo e o azul-em-cima/vermelho-embaixo, o que eu só percebi quando estava editando essas fotos aí.

Não tenho medo de afirmar que esse disco já é clássico, e um monte de gente bacana tocando cover dele por aí só prova isso.

Clique nas fotos para ampliá-las.


Matt Pryor

Enquanto o The Get Up Kids estava em seu hiato, o vocalista da banda Matt Pryor tocou seu excelente projeto paralelo de folk/rock, chamado The New Amsterdams, lançando uma série de álbuns de estúdio que o tornaram referência no gênero.

Como Matt não se cansou de compor, ele reuniu algumas músicas e decidiu gravar por conta própria ao invés de lançá-las com banda completa, e aí nasceu “Confidence Man”, seu primeiro e por enquanto único disco solo.

Esse disco tinha sido lançado apenas em CD pela Vagrant Records, mas esse ano alguém lá fora teve a ideia brilhante de prensá-lo em LP na cor verde-garrafa-de-coca-cola e vender 500 cópias do discão. Uma delas é minha.

“Confidence Man” tem 15 faixas ao melhor estilo voz e violão, e na minha opinião a voz de Matt é uma das mais interessantes no meio independente, então o resultado ficou demais. É música das boas pra se ouvir quando você quer dar aquela relaxada e apreciar coisas “bonitinhas”, sabe?

O LP é muito legal, eu sempre gostei dessa capa, ao melhor estilo “fim de semana no parque”, e a cor do vinil é uma das mais legais que já vi, ficando bem fiel ao seu nome “Coca Cola Bottle”. O único lado ruim é que os 2 lados têm a mesma arte no selo central do disco, o que faz com que eu tenha que olhar nos códigos de prensagem do disco pra saber qual é o Lado A e qual é o Lado B. Mancada.

Ouça Matt Pryor e seja feliz! Prometo.

Clique nas fotos para ampliá-las.


Bomb The Music Industry! / O Pioneers!!!

Na minha discografia do Bomb The Music Industry! tava faltando esse split dos caras com o O Pioneers!!! . Não tá mais!!!! (4 exclamações pra homenagear os nomes das bandas)

Esse disco foi lançado 3 anos atrás em LP de 10 polegadas, conta com 4 faixas de cada banda e está fora de catálogo, então achá-lo foi meio chato/custoso. De qualquer forma, fiquei muito surpreso a hora que ele chegou, porque eu não sabia detalhe nenhum de cor, encarte, nada.

Toda a arte do álbum é preta e branca, com desenhos do talentoso Mitch Clem, o que com certeza dá um extra pro disco, porque praticamente tudo que o cara faz fica muito bom.
Pra completar, Team Science e Asbestos Records fizeram um belo trabalho na cor do disco, com um dos lados em vermelho/cereja com manchas brancas e o outro quase que metade branco metade vermelho/cereja.
No selo central do disco, pra identificar as bandas, a respectiva quantidade de pontos de exclamação no nome de cada uma. Genial!

Musicalmente, o Bomb The Music Industry! fez 3 músicas centradas no assunto EUA/Terrorismo/Guerra e as 2 primeiras, “Save The War” e “I’m Terrorfied!!!” são excelentes, enquanto “This Is A Singalong” é meio arrastada, e pra mim uma das mais fracas de toda a carreira da banda. A quarta faixa é uma cover de Regina Spektor para “Ghost Of Corporate Future”.

Eu juro que já fiz de tudo pra tentar gostar do O Pioneers!!! porque já li muitas coisas boas a respeito, muita gente comparando com o próprio BtMI!, e até o Last.FM me recomendando, mas vou confessar que a banda não me desce. É folk-punk, é engraçadinho, mas não sei, as músicas simplemente não me chamaram a atenção.
Em compensação, 2 coisas merecem destaque: a primeira faixa se chama “Punknews is stoked” e é uma “homenagem” aos nerds que ficam o dia inteiro comentando as notícias do site Punknews.org com mensagens inúteis como “XXXX is stoked” ou “first.”. Se liga na letra, aqui.
Por fim, o nome da quarta faixa dos caras é um trocadilho com a clássica “Bad Scene, Everyone’s Fault” do Jawbreaker, e se chama “Bad Scene, Aaron’s Fault”.

Só pra lembrar, o disco pode ser baixado todinho no site da gravadora de Jeff (do Bomb The Music Industry!), a Quote Unquote Records, aí se você achar que eles merecem pode doar dinheiro via PayPal.

O link é esse aqui.

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