M.I.A.


Quando “Kala”, o segundo álbum da M.I.A., saiu em 2007, uma certa polêmica se criou em torno de “Paper Planes”, por causa dos sons de tiros no refrão. Teve censura, boicote, aquela papagaiada toda que inventam nesses casos – e que, no fim das contas, mais ajuda a divulgar o objeto da controvérsia que a diminuir seus efeitos supostamente malignos. Prestes a lançar um novo álbum (ainda sem nome, previsto para junho), a cantora resolveu botar fogo na internet para nos preparar para o que vem por aí.


Primeiro, vieram às críticas a Lady GaGa. Praticamente gratuitas, deixaram no ar aquela sensação de “tem gente querendo chamar atenção…”. Aí, na semana passada, a inglesa soltou o primeiro gostinho do disco novo: “Born Free”, uma faixa agressiva, com uma cara mais anárquica que qualquer outra coisa que ela já lançou. Tá, até aí tudo bem. Mas nesta segunda-feira (26), M.I.A. mostrou definitivamente a que vem com o terceiro álbum, lançando o clipe oficial de “Born Free”. Em resumo, é um curta de 9 minutos com um pouco de nudez, uma dose cavalar de violência, com cenas explícitas do que parece uma guerra civil aos ruivos do mundo. NÃO VEJA SE NÃO TIVER ESTÔMAGO PARA CENAS FORTES. Se não se importar, dá uma olhada:


M.I.A, Born Free from ROMAIN-GAVRAS on Vimeo.


Para completar, M.I.A. ainda foi convidada a controlar o twitter do Pitchfork por um dia, e postou um print screen com o tracklist do novo álbum:



Se o vídeo de “Born Free” saiu assim, fico imaginando como será o vídeo para “Tequilla” (viram a notinha “hactivism @ its best” ao lado da faixa?). Em tempo: se você quiser ajudar a M.I.A. a escolher o nome do novo álbum, é só mandar um tweet com a sugestão para @_M_I_A_.



Wilco


Quatro LPs de 180 gramas com uma apresentação impecável do Wilco: é isso que oferece o box set “Kicking Television: Live In Chicago”. O álbum não é, em si, uma novidade – foi lançado originalmente em 2005, poucos meses depois da gravação. Mas a banda preparou uma reedição especial em vinil de alta qualidade, com um pôster e 8 músicas até agora inéditas das apresentações gravadas: “Another Man’s Done Gone”, “How to Fight Loneliness”, “Theologians”, “Kamera”, “Just a Kid”, “Outtasite” (Outta Mind)”, e “I’m a Wheel”.

O lançamento foi no Record Store Day deste ano (17 de abril), mas felizmente a banda não restringiu a venda do box ao RSD nem às lojas independentes, como de costume. Você pode encomendar o seu aqui.



Death Cab For Cutie


Os últimos lançamentos do Death Cab For Cutie não têm sofrido chuvas de elogios, mas se não conquistaram novos fãs, também não afastaram muitos antigos. Esse foi o caso de “The Open Door EP”, lançado em 2009, com sobras do último LP deles, “Narrow Stairs” (2008). Para quem curtiu, surgiu uma ótima oportunidade: o EP acabou de ser relançado em vinil de alta qualidade, em 180 gramas. O tracklist é o mesmo da edição original:

01) Little Bribes
02) A Diamond and a Tether
03) My Mirror Speaks
04) I Was Once a Loyal Lover
05) Talking Bird (Demo)

Encomende sua cópia aqui. Para finalizar, fica o clipe de “Little Bribes”, que vale muito a pena ser visto, mesmo que a música não seja lá grande coisa. Uma curiosidade: o clipe foi feito por um fã, com muita disposição e tempo livre, extra-oficialmente. A banda gostou tanto do resultado que adotou o vídeo como oficial. Veja:


Death Cab for Cutie – Little Bribes from Ross Ching on Vimeo.


KoЯn


“Korn III – Remember Who You Are” é o título do novo álbum do Korn, com lançamento previsto para 29 de junho. De acordo com várias entrevistas a veículos de todo o mundo, os pioneiros do new metal não cansam de afirmar e reafirmar que a maior novidade desta vez é o retorno às origens da banda, especialmete ao som dos dois primeiros álbuns (“Korn” – 1994 e “Life Is Peachy” – 1996). Os fãs brasileiros já ouviram um pouco do novo trabalho no show da banda em São Paulo, na semana passada. Para um Credicard Hall bem animado, o Korn tocou “Oildale (Leave Me Alone)”, faixa que vai abrir o novo álbum. O tracklist é o seguinte:

01) “Oildale (Leave Me Alone)”
02) “Pop a Pill”
03) “Fear Is a Place to Live”
04) “Move On”
05) “Lead the Parade”
06) “Let the Guilt Go”
07) “The Past”
08) “Never Around”
09) “Are You Ready to Live?”
10) “Holding All These Lies”

Não é a primeira vez que o Korn prega esse tal de “retorno às origens”. O mesmo foi dito de “Untouchables” (2002), que tentava trazer sons e estruturas mais parecidas com o início da banda, depois do sombrio e melancólico “Issues” (1999). Não funcionou muito bem, pelo menos por esse ponto de vista. Pelos vídeos amadores de “Oildale” em São Paulo, não vi muito semelhança com as primeiras músicas do Korn não, mas é interessante:



De qualquer forma, já parece mais coesa que qualquer coisa do fraquíssimo “Untitled” (2007). O produtor do disco é Ross Robinson, que trabalhou com o Korn justamente nos dois primeiros álbuns, e produziu vários discos de Limp Bizkit, Slipknot, Sepultura, e Deftones. Vale notar também que esse é o primeiro disco com Ray Luzier na bateria, primeiro baterista permanente do Korn desde a saída de David Silveria, em 2006.