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Covers do The Smiths e The Cure no Projeto A. V. Club Undercover
O projeto A. V. Club Undercover, que apresenta 25 bandas fazendo covers de 25 sucessos do Pop e do Rock traz agora mais duas atrações. Inicialmente, o grupo norte-americano de Rock Alternativo Coheed and Cambria gravou o cover da música “A Rush And A Push And The Land Is Ours” do The Smiths em uma performance muito inspirada e mostrando que o vocalista Claudio Sanchez é realmente competente.
Veja o vídeo logo abaixo:
Outro cover recentemente apresentado no site do projeto A. V. Club Undercover é o da música “In Between Days” originalmente do The Cure, aqui, interpretada muito bem pela banda norte-americana de Indie Rock Superchunk.
Veja o vídeo clicando na imagem logo abaixo.
Já falamos anteriormente de outras bandas que participaram desse projeto. Para saber mais, clique logo abaixo no nome da banda:
O ótimo grupo norte-americano de Rock IndustrialThe Ugly Facade acaba de lançar o single intitulado “D-Day” juntamente com seu vídeo clipe que pode ser conferido logo abaixo.
O trabalho da banda demonstra extremo profissionalismo e qualidade e é altamente indicado para fans de Nine Inch Nails e afins.
Os dois primeiros álbuns da The Ugly Facade podem ser ouvidos/baixados gratuitamente clicando aqui.
Martin Scorsese e Mick Jagger Trabalham Juntos Novamente
Pra quem assistiu o ótimo “Shine a Light” de 2008, filme dirigido por Martin Scorsese que documentou a Rolling Stones em turnê, essa é obviamente uma ótima notícia. Novamente a dupla Scorsese/Jagger está trabalhando junto para produzir uma estória baseada no Rock ‘n’ Roll para a rede HBO norte-americana.
O projeto intitulado “A History Of Music” contará sobre uma dupla de amigos e seus 40 anos dentro da indústria musical, falando desde o R&B até o contemporâneo Hip Rop.
Vamos esperar ansiosos pela realização deste projeto!
Atreyu Toca Música do Bon Jovi em Festival
A banda norte-americana de Metalcore Atreyu surpreendeu em sua apresentação no Rockstar Energy Drink Mayhem Fest tocando nada mais nada menos que um cover do Bon Jovi! A música em questão foi a “You Give Love a Bad Name” e pode ser conferida no vídeo logo abaixo.
Para comemorar a semana do dia internacional do rock (13 de julho), a nossa querida parceira Idealshop preparou do dia 10/07 ao dia 17/07 várias promoções e uma mais insana do que a outra!
Para começar, como seria bom se você tivesse UM ANO GRÁTIS daquelas camisetas lindas que só a Idealshop tem, não é? =D
Pois então, será uma camisa por mês, sem nenhum custo!
Para participar da promoção, você terá que fazer a coisa mais simples do mundo: Seguir @idealshop no twitter e escrever à vontade a frase “A @idealshop vai sortear 1 ano de camiseta grátis! #semanarockideal“
O sorteio será realizado no sábado, dia 17 de julho de 2010 e cada tweet vale um cupom.
Para você ficar bem vestido e bem preparado para curtir o mês do rock, durante essa semana o frete para todos os pedidos será único! Apenas R$6,00!
Além disso tudo, há vários itens com ótimos descontos! Tem boné trucker do AC/DC, camiseta oficial do Alkaline Trio, Bullet For My Valentine, Fall Out Boy, Metallica, CD’s, cintos, canecas… Confira!
E lembre-se: “Ozzy é fiel”!
Julian Casablancas/The Strokes
Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes, contou que o próximo álbum da banda está na metade do caminho e só será lançado mesmo no ano que vem, provavelmente em março.
Na entrevista realizada pela NME, Julian também comentou sobre a preferência de se apresentar sozinho (no ano passado ele lançou o ótimo “Phrazes for the Young“) ou com os Strokes. “Essa é uma pergunta difícil. Porque se eu disser que prefiro a minha carreira solo, provavelmente estaria magoando alguns companheiros do Strokes, então não responderei isso. Não posso responder. Desculpe-me. Eu gostaria, mas não posso. Será que alguém se importa com isso?“
Aproveitando o embalo, Julian abriu o coração e falou sobre a falta que sente de tocar com os Strokes e sobre a diferença entre a carreira solo e a banda: “Eu odeio quando uma banda termina e nunca mais toca de novo. Eu meio que estou separado da minha agora. Eu sinto que minha carreira solo tem algo a ver com o passado dos Strokes e o novo trabalho da banda é algo que eu espero que funcione, que todo mundo curta e que faça todos se sentirem felizes“.
Julian falou que não sabe se esse próximo álbum será o último dos Strokes: “Honestamente, eu não sei. Um disco de cada vez“. Uma declaração bem neutra e nada eufórica para quem disse que pretendia lançar dez álbuns com os Strokes na época do segundo, “Room on Fire“…
Mesmo assim, Julian explicou que o próximo disco dos Strokes é a prioridade no momento, embora ele queira também lançar mais discos da carreira solo.
The Riptides
“Tough Luck” é o novo trabalho da ótima banda canadense de punk rock bubbleg um The Riptides, que é formada por Andy Vandal, Bob Goblin, Doug Vermin e Dan Lumley, ex membro de várias bandas, incluindo Screeching Weasel, Riverdales e The Methadones.
O EP foi produzido por Mass Giorgini (que já trabalhou com The Queers, The Lillingtons, Groovie Ghoulies, Anti-Flag, Rise Against, por exemplo) e lançado em vinil sete polegas (limitado a apenas trezentas cópias) na cor roxo transparente e em versão digital via Rally Records.
Tracklisitng:
Lado A:
01 “Riot In Juvenile Prison”
02 “Doomsday Device”
Lado B:
03 “Johnny’s Back In Vietnam”
04 “Friday The 13th”
“Nightmare”, quinto álbum de estúdio do Avenged Sevenfold e que conta com Mike Portnoy (Dream Theater), será lançado no dia 27 de julho via Hopeless em diversas edições, como postamos aqui.
Só ficamos devendo o link para compra do álbum em vinil. O LP é duplo, doze polegadas e a sua embalagem é gatefold. Para comprá-lo, clique aqui.
Tracklisting:
01. “Nightmare”
02. “Welcome To The Family”
03. “Danger Line”
04. “Buried Alive”
05. “Natural Born Killer”
06. “So Far Away”
07. “God Hates Us”
08. “Victim”
09. “Tonight The World Dies”
10. “Fiction”
11. “Save Me”
Comentários sobre o álbum, detalhes e vídeos de bastidores, podem ser checados aqui.
O Queens Of The Stone Age vai relançar o seu segundo álbum de estúdio, “Rated R” (de 2000), em uma edição dupla e especial neste ano, conforme já havíamos postado aqui com aquela riqueza de detalhes que já é de costume. E ontem, detalhes finais foram revelados.
A versão deluxe de “Rated R”, intitulada “Rated RX” será lançada no dia 3 de agosto via Interscope, em CD duplo. O primeiro disco – logicamentte – trará a tracklisting original do álbum e já o segundo disco trará B-sides e faixas ao vivo da apresentação da banda no Reading Festival 2000.
Tracklisting:
Disco 1
01. “Feel Good Hit Of The Summer”
02. “Lost Art Of Keeping A Secret”
03. “Leg Of Lamb”
04. “Auto Pilot”
05. “Better Living Through Chemistry”
06. “Monsters In The Parasol”
07. “Quick And To The Pointless”
08. “In The Fade”
09. “Tension Head”
10. “Lightning Song”
11. “I Think I Lost My Headache”
Disco 2
01. “Ode To Clarissa” (B-side)
02. “You’re So Vague” (B-side)
03. “Never Say Never” (B-side)
04. “Who’ll Be The Next In Line” (B-side)
05. “Born To Hula” (B-side)
06. “Monster In The Parasol” (Reading Festival 2000)
07. “Feel Good Hit Of The Summer” (Reading Festival 2000)
08. “Regular John” (Reading Festival 2000)
09. “Avon” (Reading Festival 2000)
10. “Quick And To The Pointless” (Reading Festival 2000)
11. “Better Living Through Chemistry” (Reading Festival 2000)
12. “Ode To Clarissa” (Reading Festival 2000)
13. “The Lost Art Of Keeping A Secret” (Reading Festival 2000)
14. “You Can’t Quit Me, Baby” (Reading Festival 2000)
15. “Millionaire” (Reading Festival 2000)
O álbum já está disponível na pré-venda no site Amazon. Clique aqui para garantir a sua cópia.
No facebook do Queens of the Stone Age, foi postada a seguinte imagem da arte do álbum, mostrando que de fato o lançamento ocorrerá:
Enquanto isso, nenhuma informação sobre o relançamento do disco homônimo [esperado há dois anos] e do novo DVD ao vivo gravado na Europa (veja o lindo trailer aqui).
Assista ao vídeo de “Lost Art Of Keeping A Secret”, um dos singles do “Rated R”.
DEVO
Conforme prometido, o DEVO dá sequência ao seu reality show e posta o vídeo dois da série “DEVO Makes Something For Everybody”, que mostra como surgiu toda a ideia do seu novo álbum, “Something For Everybody” (veja detalhes aqui).
E claro, nós do Tenho Mais Discos Que Amigos! vamos sempre divulgar os vídeos para vocês e para que também o site BR PRESS possa copiar a matéria, mas das próximas vezesdando os devidos créditos, já que o fato não ocorreu com o post a seguir:
O primeiro vídeo mostra que gravadora quer trazer o Devo para o nosso século XXI, alegando que a banda está fora da mídia em geral. Nele, ainda é revelado o motivo das máscaras cinzas adotadas pelo DEVO. Para assistir ao primeiro capítulo, clique aqui.
O segundo vídeo mostra os primeiros passos dados pela gravadora Warner Bros. e pelo DEVO Inc. (empresa fictícia liderada por Greg Scholl) para fazer com que a banda comece a ficar na mídia. Mostra também como surgiu a ideia de contratar o consultor de pesquisas da Mother LA, Jacob (aquele loirinho do Song Study), para ajudar a empresa entender o que as pessoas gostam e para ajudar atrair mais fãs para o DEVO. É só clicar na imagem para assistir.
Mastodon
Após o lançamento do elogiadíssimo “Crack The Skye”, no ano passado, o Mastodon vai lançar um EP com músicas escritas especialmente para a trilha sonora do filme Jonah Hex. É a primeira vez que a banda participa desse tipo de projeto. A ideia foi sugerida pelo diretor do filme, Jimmy Hayward, que é tão fã da banda que escreveu o roteiro do filme ouvindo o segundo álbum dos caras, “Blood Mountain”, de 2006. O EP vai sair com quatro músicas inéditas, e duas versões alternativas para duas delas:
1. Death March (film version)
02. Clayton Boys (film version)
03. Indian Theme (film version)
04. Train Assault (film version)
05. Death March (alternate version)
06. Clayton Boys (alternate version)
A trilha sonora será lançada na próxima terça-feira, dia 29 de junho, mas Jonah Hex só estreia no Brasil no dia 20 de agosto.
Big Four (Metallica, Slayer, Anthrax e Megadeth)
Quatro das maiores bandas de metal do mundo tiveram uma bela ideia: reunir-se para shows gigantescos, em lugares lotados, cheios de metaleiros ensandecidos com um dos maiores espetáculos que eles podem oferecer.
Metallica, Anthrax, Slayer e Megadeth embarcaram nessa turnê e o primeiro show acabou de acontecer na Polônia, para um público de 81.000 pessoas e o baixista do Megadeth, David Ellefson disponibilizou algumas fotos e deu depoimento para o site da Roadrunner Records.
Ellefson disse que o Anthrax soou bem demais com a volta de Joey Belladona nos vocais, que o Slayer fez o de sempre e aniquilou o lugar e que o Metallica e seu público de quase 100.000 pessoas (na verdade eram 81.000) fizeram com que estar ali fosse uma experiência espetacular.
Além disso, ele ainda confessou que esse é um sonho das 4 bandas se tornando realidade.
O próximo show da série será na Suíça e você pode encontrar mais detalhes e fotos aqui.
Pra completar, no vídeo abaixo você vê as 4 bandas juntas tocando “Am I Evil?” do Diamond Head, e segundo o próprio vocalista do Metallica, James Hetfield, diz no vídeo, a história está sendo escrita.
Assista:
NOFX
A Fat Wreck Chords acabou de anunciar o mais novo lançamento da maior banda de seu catálogo, o NOFX.
Trata-se de “The Longest EP”, coletânea que trará 30 músicas presentes em EPs da banda, raridades e sobras.
A capa do disco faz uma clara menção a um desses EPs, o “The Longest Line”, só que dessa vez com vários personagens da história da banda, ao invés de figuras importantes, todos desenhados pelo mesmo cara que fez a capa do EP citado.
Se liga na tracklisting:
1. The Death of John Smith
2. The Longest Line
3. Stranded
4. Remnants
5. Kill All the White Man
6. I Wanna Be an Alcoholic
7. Perverted
8. My Name Is Bud
9. Hardcore 84
10. War on Errorism Commercial
11. 13 Stitches (Acoustic)
12. Glass War
13. Jaw Knee Music
14. Concerns of a GOP Neo-phyte
15. Golden Boys
16. You’re Wrong
17. Everything in Moderation (Especially Moderation)
18. I’m Going to Hell for This One
19. I’ve Become a Cliché
20. Cokie the Clown
21. Straight Outta Massachusetts
22. Fermented and Flailing
23. Codependence Day
24. My Orphan Year (Acoustic)
25. S&M Airlines (7” version)
26. Dueling Retards
27. On the Rag
28. A200 Club
29. Shut Up Already
30. The Punk Song
O disco sai dia 17 de Agosto em CD e LP duplo.
O aviso do lançamento talvez tenha sido adiantado, já que Fat Mike, baixista e vocalista da banda, acabou de criar uma conta no twitter e colocou como pano de fundo justamente a capa do disco.
Uma informação importante dada pela Fat Wreck é que todos os EPs que estão sendo resgatados nesse lançamento serão colocados fora de catálogo, ou seja, se você não possui o “The Longest Line”, “Bottles To The Ground”, “The P.M.R.C. Can Suck On This”, entre outros, corra porque eles não serão mais fabricados.
O Rufio anunciou o nome, a data de lançamento e a capa do novo álbum da banda. “Anybody Out There” vai ser lançado em 27 de julho, e é o primeiro álbum do grupo desde “The Comfort Of Home”, de 2005. A arte do disco é essa que você vê na peça promocional acima.
O último material inédito da banda, que havia anunciado o término em 2007, foi o EP “The Loneliest”, em janeiro deste ano.
AC4
AC4 é o mais novo projeto de Dennis Lyxzén e David Sandström, mais conhecidos como vocalista e baterista do grande Refused, respectivamente.
A banda toca hardcore old school e conta com a sempre entusiasmada performance de Lyxzén em seus shows, talvez por isso exista tão grande expectativa sobre esse disco.
“AC4″ está sendo lançado via Deranged Records apenas e tão somente em discos de vinil, e conta com 15 faixas. Repare em nomes como “Fuck The Pigs”, “Coptown” e “Pigs Lose” que a raiva está presente no coração do quarteto sueco.
Em uma notícia relacionada, Dennis Lyxzén conversou com a revista Exclaim sobre o relançamento Deluxe de “The Shape Of Punk To Come” do Refused, e falou sobre porque o Refused nunca irá voltar e como a ideia de relançar o disco foi se moldando.
Entre outras coisas, Lyxzén diz que não há chances do Refused voltar porque há muitos aspectos envolvidos em um possível retorno, e até compara sua ex-banda ao Minor Threat, que nunca voltou, dizendo que “às vezes a lenda é melhor que a coisa de verdade”.
Sobre o relançamento do disco, ele diz que quando a Epitaph se propôs a fazê-lo, ele fez questão de adicionar material bônus ao lançamento, para que valesse mais a pena e as pessoas realmente tivessem vontade de comprá-lo, e que se o disco não fosse relançado em vinil, nem era para fazê-lo.
O Rise Against foi a 15ª banda a participar do projeto A.V. Club Undercover, que apresenta 25 bandas fazendo 25 covers de diversos sucessos do pop e do rock. As versões são escolhidas pelas bandas a partir de uma lista definida pelo A.V. Club, e o Rise Against fez bonito: escolheu “Sliver”, do Nirvana. Assista ao cover abaixo:
Assim de nome você pode até não reconhecer Samwell. Mas provavelmente já deve ter escutado o mega hit “What What (In the Butt)” ou visto algum emoticon com o seu rosto no MSN Messenger. Se não, preste bem atenção no vídeo abaixo pois os próximos segundos mudarão a sua vida. E antes de mais nada, deixamos claro que o Tenho Mais Discos Que Amigos! não irá se responsabilizar pelos leitores que sofrem algum trauma com isso.
Ironias à parte, parece que o chefão Homme quis demonstrar toda essa “admiração” que sua família sente pelo incrível Samwell e resolveu gravar um dueto acústico desta harmoniosa, belíssima e cativante canção no programa “Tosh.0“.
O resultado, que foi televisionado no dia 16 de junho e que conta também com a participação especial do apresentador do programa, Daniel Tosh, dando um brilho a mais na performance da música, você confere a seguir.
Dead Fish / Mukeka Di Rato
A volta da Polysom no Brasil, que marca o reinício da era de fabricação de discos de vinil no país contou com títulos de Pitty, Cachorro Grande, Fernanda Takai, Nação Zumbi, entre outros.
O primeiro compacto em 7 polegadas dessa nova safra é das bandas capixabas de hardcore Dead Fish e Mukeka Di Rato.
O split conta com 2 faixas de cada banda, e arte toda inspirada em artistas bregas dos anos 70, como você viu aqui no TMDQA!, feita por ninguém menos que o prolífico Fabio Mozine, o baixista do Mukeka, líder do Merda, dono da Laja Records entre outras atividades que não mencionaremos aqui.
A arte do disquinho ficou realmente legal, já que retrata bem a fonte de inspiração tomada como base e ficou com cara de disco velho. Gostei também do selo central do disco, que também me lembrou lançamentos tradicionais no formato.
O lado negativo é que não há encarte algum, nem mesmo uma folhinha simples com as letras e informações técnicas, que já faria diferença e agregaria valor ao produto final.
As faixas do Dead Fish são sobras de estúdio das sessões de “Zero E Um” e “Um Homem Só”, e já haviam sido lançadas anteriormente em coletâneas virtuais da Deck, mas aqui ganham o primeiro lançamento em formato físico, enquanto as 2 músicas do Mukeka Di Rato ficaram de fora do disco “Carne” e foram lançados apenas como bônus na versão japonesa do álbum, sendo também inéditas aqui em terras brasileiras.
Fique ligado que em breve vai pintar uma promoção bem bacana com essas bandas por aqui.
Clique nas fotos para ampliá-las
Há algum tempo atrás eu tive a oportunidade de conhecer um dos mais interessantes nomes do Black Metal Nacional, a Vinterthron, que lançou em 2008 o seu álbum “Reign Ov Opposittes” em CD digipack de luxo e em LP 12” e 180 gramas. Leia na entrevista a seguir com M. que nos fala de temas como a composição do álbum, as letras da banda e os próximos lançamentos.
Tenho Mais Discos Que Amigos – A Vinterthron iniciou seus trabalhos em 2004 com vários membros oriundos de importantes bandas do cenário metal nacional. Como foi o nascimento do grupo e a escolha pelo Raw Black Metal?
M - Na realidade o nome Vinterthron foi criado em 2007 que foi o ano de seu nascimento como banda de verdade, pois antes levava o nome ANCIENTBLOOD (2001), onde era apenas um projeto no qual eu gravava todos os instrumentos sozinho e lançava materiais sem qualquer compromisso ou contrato com selos e distribuidoras. Esse Black Metal direto, simples e minimalista sempre fez parte dos meus trabalhos como uma espécie de diretriz, porém obviamente não foram em todas as bandas que tive a oportunidade de ter um foco tão grande nessa linha de composição. Foi uma escolha natural! Com o Ancientblood/Vinterthron sendo algo mais descompromissado, fiquei extremamente livre e encorajado para fazer o tipo de som que eu realmente queria! Underground, crú, sujo e com aquele clima de “má-produção” presente nas gravações das bandas de Black Metal da escandinávia do início dos anos 90.
TMDQA – Quais são as principais influências de vocês? Li críticas que os comparam ao Darkthrone antigo, vocês concordam com isso?
M – Tenho bastante influência do velho e bom Darkthrone e Burzum, então devo concordar com o que as críticas dizem. Essas são nossas principais influências eu diria, mas eu poderia ainda citar bandas como o Bathory, Mayhem e Immortal, além também de alguma influência que vem do nosso gosto pelo Thrash Metal alemão e americano dos anos 80.
TMDQA – Porque o nome Vinterthron?
M – Como já disse no começo da entrevista, o nome anterior era ANCIENTBLOOD, que significa “sangue antigo” – uma referência explícita e direta aos primórdios do Black Metal escandinávo. Porém muitas pessoas estavam ligando o nome a uma conotação racista, além de termos encontrado outras bandas com o mesmo nome lá fora. Tudo isso acaba dificultando um pouco o trabalho, então quando houve a possibilidade de tornar este projeto uma banda de verdade, acabamos optando por também fazer a mudança de nome. VINTERTHRON é um nome germânico e significa “Trono Invernal”. Optamos por este nome pois todos da banda estão muito ligados ao clima invernal passado pelas antigas bandas de Black Metal, como também por termos algumas raízes germânicas em nossas famílias. Então dentre a lista foi o que melhor soou e se encaixou na proposta.
TMDQA – Quando pessoas não ligadas ao meio Black Metal tem algum contato com músicas desse gênero, costumam pensar que todos são idólatras do Satanismo. Por favor, fale um pouco sobre as letras do Vinterthron e também da relação do satanismo com a música de vocês.
M – Não considero o Vinterthron uma banda satânica. Temos sim em nossas letras elementos calcados na base do satanismo moderno, no qual a palavra “Satã” representa revolta e oposição! Temos uma visão bastante pessoal sobre isso e acreditamos que a palavra “Satã” represente apenas uma linha de pensamento na qual nos motiva a se opor contra qualquer dogma do cristianismo ou religião falida equivalente. Somos uma banda exclusivamente anticristã tentando alertar as mentes mais abertas a terem suas próprias escolhas sem se ajoelhar a qualquer entidade religiosa. Nossas letras falam disso através de uma atmosfera apocalíptica de guerra, terror e aniquilação do vaticano!!!
TMDQA – O álbum “Reign Ov Opposites” impressiona pela qualidade e maturidade de suas composições. A sonoridade crua e as vezes depressiva das músicas chama a atenção. Como foi o processo de composição do disco?
M – Sempre procuro fazer tudo “ao vivo”. Gosto de ter essa liberdade na hora de gravar e é geralmente como é feito! Entro em estúdio com algumas idéias de bases e batidas, faço todos os experimentos e procuro sempre manter o mais simples e direto possível, sem colocar obstáculos na criatividade. 80% das músicas nascem no estúdio na hora de gravar! É quase como um improviso e soa bastante natural, o que é importante pra mim. Então tudo isso varia de acordo com meu estado de espírito e claro, influências de bandas que eu esteja ouvindo naquele período. A única coisa que temos realmente 100% finalizado antes de entrar no estúdio são as letras.
TMDQA – Quanto tempo o álbum levou pra ser gravado? Fale-nos um pouco do processo de Gravação.
M – Geralmente o processo já no estúdio é bem rápido. Em torno de 30h divididas em 3 ou 4 dias de gravação, sem contar com a parte de mixagem e masterização que é feita a parte disso.
TMDQA – “Reign Ov Opposites” saiu em CD digipack e em Vinil 12″ 180 gramas com uma arte gráfica muito bonita e ainda com um poster. Todo o material impressiona pela qualidade e esmero. Vocês lançaram o álbum nesses formatos pensando nos audiófilos?
M – Sinceramente não lançamos música para essa nova era de consumo via Itunes. Claro que entendo que é uma “evolução” e também tem seus pontos positivos, principalmente para as bandas e público no quesito “promoção” e “divulgação”, mas nosso foco sempre foi fazer material físico, de grande qualidade, e nos dias de hoje tentando chamar a atenção oferencendo um material diversificado. Temos nosso álbum sendo vendido no Itunes e outras lojas virtuais de mp3, não vejo problema nisso visto que nos EUA e Europa realmente esse mercado tem tido retorno. Não sendo download ilegal já está muito bom!
Mas o que você fala na pergunta é uma grande verdade. Fazemos isso para quem realmente aprecia ter o material em mãos, colecionar, sentir o cheiro e tudo mais. Eu sou doente e certamente como o título do blog também tenho mais LPs do que amigos. Sou daqueles que tem 6 versões diferentes de um mesmo álbum e que preza pela qualidade do material, seja ele em CD ou Vinil. Por sorte tivemos uma grande parceria com a Ashen Productions e a Novus Ordo Diabolum, ambas da Austria, que nos proporcionou esse lançamento nesses diferentes formatos com grande qualidade. Aqui no Brasil infelizmente é muito improvável de se conseguir uma qualidade desse tipo em um lançamento underground e esse inclusive é um dos maiores motivos por estarmos assinados com um selo do exterior. Prefiro não ter uma boa distribuição do álbum no meu próprio país, do que te-la num formato monótono e sem qualidade.
TMDQA – Em que países “Reign Ov Opposites” foi lançado? Quais selos/gravadoras estão trabalhando com vocês nesse momento?
M – Foi lançado apenas na Europa em CD, Digipack e LP. Com distribuição nos EUA e no Brasil através da Höllehammer. Atualmente nosso selo principal é a Ashen Productions da Austria.
TMDQA – Vemos que a venda da música em formatos físicos tem caído constantemente, principalmente por conta da transferência de arquivos pela internet. Porém, a impressão que tenho é que fãs de metal continuam comprando os formatos físicos dos álbums. Vocês percebem isso também?
M – Tenho a impressão de que já foi pior, mas obviamente ainda é enorme o número de pessoas que fazem o download ilegal de material pela internet. Posso estar enganado, mas sinto que a cada ano mais e mais fãs de metal tem se conscientizado em relação a isso e priorizado a compra de material físico e legalizado. Claro que existe uma parcela de pessoas que nunca deixou de comprar, que é o meu caso e imagino que também o seu, e é isso que faz do Metal um gênero de música tão interessante, principalmente quando se trata de metal extremo no meio underground. Existe realmente uma valorização maior pelo material físico, pelas raridades, cópias limitadas e especiais… É um público fiel e isso é muito bom! Eu vejo certo tipo de pessoa se gabando por ter 3 HDs de 1TB cada cheios de Mp3 ou aquelas que até gostam de ter o físico, mas pirata, aquele queimado em CD-R, feito na gráfica da esquina, feio, de mau gosto, com vida útil de 10 tocadas. Eu simplesmente não entendo essa gente! Uma outra coisa que é importante deixar clara… Eu estaria sendo hipócrita de dizer que eu não baixo material na internet, claro que eu baixo. Mas pra conhecer e saber se eu realmente gostaria de ter tal material. Quando gosto a primeira coisa que faço é reservar um dinheiro para a compra do mesmo quando possível. Visto desta forma, a internet nos ajuda e muito. Quantos de nós, alguns 15 anos atrás, já não investiu em um LP sem conhecer o som e se decepcionou com o material? Muitos!!! Resumindo… Existem os pontos positivos e negativos de toda essa “revolução” musical na era da internet, mas o verdadeiro Metal está sempre acima de todas as barreiras, moda ou qualquer tipo de ditadura musical nos dias de hoje.
TMDQA – Vocês disponibilizaram um material especial em Fita-K7. Sei que no Black Metal é comum ocorrerem lançamentos nesse formato. A procura por esse tipo de material ainda é grande?
M – Na realidade esse material em K7 ainda não foi lançado, mas existem planos da própria Ashen Productions fazer o lançamento daqui alguns meses. Também como o viníl, apesar de estar retornando, a procura de K7 infelizmente é muito pequena, principalmente aqui no Brasil. Lá fora o LP e K7 no meio underground metal nunca deixou de existir, esteve sempre presente todos esses anos!
TMDQA – Como estão as vendas de “Reign Ov Opposites” até o momento?
M – Aparentemente muito boas! Aqui no Brasil já se encontra esgotado, a não ser camisetas e o LP que ainda tem algumas cópias disponível. Não temos muito controle sobre o que acontece fora do Brasil, mas segundo os selos o material tem recebido ótimas críticas e está sempre saindo.
TMDQA – E as tours. Algo agendado? Como estão sendo os shows? Já tocaram fora do Brasil?
M – Não somos uma banda que toca ao vivo. Cada um de nós tem sua própria vida profissional estabilizada, família, além de estarmos separados entre estados, então uma reunião para ensaios, pensando em ser uma banda ativa, é quase nula.
TMDQA – Alguma idéia para o lançamento do próximo álbum?
M – Estamos com 80% das idéias para o próximo álbum em andamento, mas creio que só para 2011 é que teremos condição de entrar em estúdio. O nome será “Devilution Heritage” e sairá novamente pela Ashen Productions.
TMDQA – O que mais podemos esperar da Vinterthron?
M – Temos um material “raro” retirado de gravações de ensaios ao vivo, pré-produções e músicas não usadas guardadas desde a época do Ancientblood. Algo direcionado as pessoas que realmente gostam da banda, pois é um material que não terá uma grande qualidade de produção, propositalmente. Esse material está sendo editado em CD pela Ashen Productions e tem previsão de lançamento no outono europeu, por volta de setembro/outubro aqui no Brasil.
TMDQA – Quero agradecer por essa entrevista e dizer que admiro muito o trabalho de vocês. Espero que a Vinterthron tenha vida longa e que nos brinde ainda com muitos lançamentos.
M – Eu que agradeço pelo espaço, suas palavras e apoio a música do Vinterthron. Muito obrigado!
A Fat Wreck Chords acabou de anunciar o mais novo lançamento da maior banda de seu catálogo, o NOFX.
Trata-se de “The Longest EP”, coletânea que trará 30 músicas presentes em EPs da banda, raridades e sobras.
A capa do disco faz uma clara menção a um desses EPs, o “The Longest Line”, só que dessa vez com vários personagens da história da banda, ao invés de figuras importantes, todos desenhados pelo mesmo cara que fez a capa do EP citado.
Se liga na tracklisting:
1. The Death of John Smith
2. The Longest Line
3. Stranded
4. Remnants
5. Kill All the White Man
6. I Wanna Be an Alcoholic
7. Perverted
8. My Name Is Bud
9. Hardcore 84
10. War on Errorism Commercial
11. 13 Stitches (Acoustic)
12. Glass War
13. Jaw Knee Music
14. Concerns of a GOP Neo-phyte
15. Golden Boys
16. You’re Wrong
17. Everything in Moderation (Especially Moderation)
18. I’m Going to Hell for This One
19. I’ve Become a Cliché
20. Cokie the Clown
21. Straight Outta Massachusetts
22. Fermented and Flailing
23. Codependence Day
24. My Orphan Year (Acoustic)
25. S&M Airlines (7” version)
26. Dueling Retards
27. On the Rag
28. A200 Club
29. Shut Up Already
30. The Punk Song
O disco sai dia 17 de Agosto em CD e LP duplo.
O aviso do lançamento talvez tenha sido adiantado, já que Fat Mike, baixista e vocalista da banda, acabou de criar uma conta no twitter e colocou como pano de fundo justamente a capa do disco.
Uma informação importante dada pela Fat Wreck é que todos os EPs que estão sendo resgatados nesse lançamento serão colocados fora de catálogo, ou seja, se você não possui o “The Longest Line”, “Bottles To The Ground”, “The P.M.R.C. Can Suck On This”, entre outros, corra porque eles não serão mais fabricados.
Rancid
Nem preciso dizer né?
O Rancid lançou mais um videoclipe inédito, de uma música antiga, e novamente com filtro preto e branco.
Dessa vez a faixa é “Rwanda”, do disco “Rancid”, de 2000 e o clipe está logo abaixo.
Para ver todos os outros vídeos inéditos que a banda tem lançado nos últimos dias, clique aqui.
The Hives
Lembram do Hives? Aquela bomba musical sueca que tomou conta do mundo e parecia ser uma das salvações do rock, em tempos onde um novo hype era construído a cada semana?
Poisé, os caras deram uma sumida porque tiveram sérios problemas com sua antiga gravadora independente, a Burning Heart Records e a major, já que assinaram um novo contrato enquanto outro ainda estava vigente, e um caos jurídico se instaurou.
Fato é que os caras fazem rock de primeira e estão de volta, anunciando um EP chamado “Tarred And Feathered”, que será lançado ainda em Julho desse ano.
O EP terá 3 músicas, e todas são covers, gravadas “ao vivo”, direto para as fitas em estúdio. As músicas são:
“Civilization’s Dying” do Zero Boys
“Early Morning Wake Up Call” do Flash And The Pan
“Nasty Secretary” de Joy Ryder & Avis Davis
Assim que saírem mais detalhes a respeito do disco, postaremos por aqui, mas já é certo que haverá versão em vinil.
Weezer
O pessoal do Weezer é tão fã de futebol que recentemente lançou uma espécie de hino não-oficial para a seleção dos Estados Unidos que está jogando uma tal de Copa do Mundo, na África Do Sul.
A música se chama “Represent”, e para comemorar a vitória do time por 1×0 em cima da Algéria ontem, aos 45 do segundo tempo, que rendeu aos EUA o primeiro lugar de seu grupo e vaga nas semi-finais (tenho mais jogos que amigos) a banda resolveu lançar um vídeo para a faixa, que você pode assistir logo abaixo.
A música não saiu oficialmente em nenhum disco, mas está à venda no iTunes.
Rise Against, Refused, Bad Religion, Minor Threat
História foi feita na última passagem do Rise Against pela Suécia, em sua turnê oficial.
Os caras convidaram nada mais nada menos que o nativo Dennis Lyxzén (Refused, The International Noise Conspiracy, AC4) e o lendário Brian Baker (Minor Threat, Dag Nasty, Bad Religion) para uma versão do clássico “Minor Threat”, de um dos nomes mais importantes da história do hardcore, o Minor Threat.
Vale lembrar que Dennis gravou com seu Refused um dos discos mais influentes de todos os tempos, o “The Shape Of Punk To Come”, e Brian Baker é membro fundador do Minor Threat, além de ter tocado em grandes nomes do punk e hardcore, e ser membro do Bad Religion desde os anos 90.
O vídeo dessa lendária apresentação você vê logo abaixo.
O Rise Against foi a 15ª banda a participar do projeto A.V. Club Undercover, que apresenta 25 bandas fazendo 25 covers de diversos sucessos do pop e do rock. As versões são escolhidas pelas bandas a partir de uma lista definida pelo A.V. Club, e o Rise Against fez bonito: escolheu “Sliver”, do Nirvana. Assista ao cover abaixo:
Dragonforce, a banda de metal que ficou famosa pelo virtuosismo e pela velocidade dos solos de guitarra, anunciou o lançamento de “Twilight Dementia”, primeiro álbum ao vivo do grupo, em 14 de setembro. O tracklist do disco foi montado a partir da seleção das melhores execuções das faixas ao longo da última turnê inglesa da banda. Veja como ficou:
Disco 1:
1. “Heroes of Our Time”
2. “Operation Ground and Pound”
3. “Reasons to Live”
4. “Fury of the Storm”
5. “Fields of Despair”
6. “Starfire”
7. “Soldiers of the Wasteland”
Disco 2:
1. “My Spirit Will Go On”
2. “Where Dragons Rule”
3. “The Last Journey Home”
4. “Valley of the Damned”
5. “Strike of the Ninja”
6. “Through the Fire and Flames”
O disco é o último lançamento da banda com o vocalista ZP Theart, que deixou a banda em março deste ano. O Dragonforce ainda não sabe quem será o substituto dele.
Hellogoodbye
Após mudanças na formação e o cancelamento do contrato com a Drive-Thru Records, o Hellogoodbye confirmou o lançamento do primeiro álbum em quatro anos. O disco vai se chamar “Would It Kill You?”, e apesar de ainda não publicar a data de lançamento ou a gravadora que vai lançar o álbum, a banda já começou a vender o disco pelo site oficial. O pacote completo é o seguinte:
- O primeiro single do álbum, “When We First Met” em vinil de 7″, colorido com um verde que lembra as garrafas antigas de Coca-Cola, o “coke bottle green”;
– Um pôster da capa do disco autografado pela banda;
– Um set de buttons exclusivo;
– Um adesivo com a capa do álbum;
– CD e MP3 de alta qualidade de “Would It Kill You?”, antes do lançamento oficial.
O single “When We First Met” também será vendido separadamente, em vinil amarelo translúcido e em vinil tradicional branco.
Você pode encomendar tudo isso e ouvir um sampler de 4 minutos do disco aqui. O novo álbum será o primeiro desde “Zombies! Aliens! Vampires! Dinosaurs!”, de 2006
You Say Party
Depois da morte do baterista Devon Clifford durante um show do You Say Party! We Say Die! em 16 de abril, o futuro da banda era incerto. Mas agora, pouco mais de dois meses depois da tragédia, a banda anunciou uma nova formação e um novo nome, para continuar o trabalho.
A primeira mudança é a exclusão da metade mórbida do nome da banda. O “We Say Die!” cai fora, e leva os pontos de exclamação junto. Assim, o nome da banda fica simplesmente You Say Party.
A banda também anunciou a entrada do baterista Bobby Siadat e do tecladista Robert Andow, ambos da banda Gang Violence. A nova formação vai compor os palcos na nova turnê europeia da banda, que teve que ser cancelada após a morte de Devon.
Stars
O Stars, que acabou de lançar o álbum “Five Ghosts”, foi à rádio KCRW para uma sessão acústica especial. A banda fez uma bela versão de “Fixed”, primeiro single do novo disco. Assista ao resultado:
“The Five Ghosts” pode ser encomendado, em vários formatos, aqui.
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Entrevista na Idealshop
Felipe Eterno me entrevistou para o blog da maior loja underground do país, a Idealshop, e perguntou sobre tudo relacionado a Vinil, novidades no TMDQA!, Florianópolis e até Fita K7!
O resultado ficou bem legal e você pode conferir todas as minhas respostas aqui.
Na Vitrola com Stephen Egerton (Descendents)
Hoje estreia aqui no TMDQA! uma nova seção do site, chamada “Na Vitrola”.
A ideia é que eu, Angélica e Guilherme possamos trazer matérias sobre um determinado disco que a gente está ouvindo demais, seja novo ou velho, de qualquer estilo e que a gente sente que precisa compartilhar com o resto do mundo.
Além disso, ainda traremos convidados especiais falando sobre o que estão ouvindo no momento, acho que vai ficar bem legal.
Eu começo hoje com o disco que basicamente fez com que eu criasse essa seção:
Stephen Egerton – The Seven Degrees Of Stephen Egerton
Stephen Egerton é o lendário guitarrista de uma das bandas mais importantes para a história do punk e pop-punk, o Descendents. Além disso, quando Milo deixou os vocais da banda e ela virou ALL, era Stephen também o responsável pelas guitarras do novo grupo.
O cara tem um jeito muito característico de tocar o tal dos 3 acordes e é impressionante como o timbre da guitarra dele permanece o mesmo ao longo de tanto tempo. Ele é daqueles artisstas que quando você ouve qualquer coisa, 5 segundos de música, já sabe quem é.
Quando foi anunciado o disco solo dele e eu postei aqui no TMDQA! há um tempo atrás, eu fiquei extremamente ansioso, surpreso, e feliz em saber que ele tá na ativa e melhor de tudo, gravando com gente mais que importante.
Egerton recrutou nada mais nada menos do que 16 vocalistas diferentes para emprestar suas vozes às 16 faixas que compõem “The Seven Degrees Of Stephen Egerton”, onde ele gravou todo o resto do instrumental: guitarra, baixo e bateria.
E como se não fosse algo diferente, animador e principalmente trabalhoso reunir 16 pessoas em um mesmo disco, ele o fez com nomes que são referências na cena independente/punk rock americana.
Entre os mais conhecidos estão Dan Andriano do Alkaline Trio, Chris DeMakes do Less Than Jake, Mike Herrera do MxPx, Joey Cape do Lagwagon, Tim McIlrath do Rise Against, Milo do Descendents, Chad Price do ALL e Scott Reynolds também do ALL.
Apesar dos 16 vocais, o álbum é bastante conciso, muito pelo fato de Stephen ter gravado todos os instrumentos e mantido seu modo de tocar guitarra característico.
Logo na primeira faixa “Flip”, já fica claro o que nos espera ao longo do disco, com belas melodias, refrão grudento e a guitarra falando mais alto que todo mundo. “Fire’s On” e “Abundance Of Fluff” vêm na sequência e são 2 das melhores do disco, assim como “Our Last Song”, “She’s Got Everything” e “Cut Me Down To Size”.
O álbum poderia acabar com a excelente “Print On Paper”, com participação de Chris do Less Than Jake, e talvez esse seja o único pecado do disco, que poderia ser menor, mas eu entendo que seria miuto difícil cortar 3 músicas com convidados especiais em todas elas.
Esse disco tem 45 minutos, mas passa como se fossem apenas 5. É daqueles deliciosos de ouvir, que passam rapidinho e você quer mais. Você não terá como errar baixando/comprando a sua cópia.
Pra finalizar, eu me dei ao trabalho de fazer um especial sobre cada um dos vocalistas, já que alguns são desconhecidos e quase todos me surpreenderam positivamente com seu trabalho. Aproveita:
01- John Speck (“Flip”)
John Speck é o vocalista/guitarrista da banda The Fags, trio que flutua entre o indie, garage rock e power pop, e as músicas dos caras são barulhentas mas ao mesmo tempo melódicas e guiadas pelo belo vocal de Speck.
02- Jon Snodgrass (“Fire’s On”)
Jon Snodgrass ganhou notoriedade sendo guitarrista e vocalista do influente trio de punk/emo/indie Armchair Martian, nos anos 90.
Quando a banda acabou, Jon partiu para um novo projeto de alt-country chamado Drag The River e também gravou várias faixas como artista solo, no esquema voz+violão, onde se dá muito bem, já que sua voz rouca característica combina com o country e o violão.
É um baita artista, e na minha opinião gravou uma das melhores faixas do disco.
03 – John Moreland (“Abundance Of Fluff”)
Vocalista de peso (#piadapronta), John Moreland toca na John Moreland & The Black Gold Band, quarteto de rock um tanto quanto desconhecido que tem feitos shows pelo circuito alternativo/punk lá nos EUA.
Aqui gravou uma das melhores músicas do disco, “Abundance Of Fluff”.
04 – Tim McIlrath (“South For The Winter”)
Um dos grandes nomes convidados para esse disco, Tim McIlrath é o vocalista do Rise Against, banda de hardcore melódico que já ultrapassou os limites do underground e é banda de gravadora grande, além de ser referência no estilo e ter uma legião de fãs devotos.
Confesso que esperava bastante da faixa dele, “South For The Winter”, mas achei uma das mais fracas do disco.
05 – Chad Price (“Funny Face”)
Chad Price foi um dos vocalistas a passar pelo ALL, banda que representava 3/4 do Descendents, incluindo Egerton no lineup.
Além disso, ele também tocou no Drag The River, junto com Jon Snodgrass e também embarcou em carreira solo com seu violão. Gravou “Funny Face” para esse disco.
06 – Bill McShane (“Never Again”)
Bill McShane era o vocalista e guitarrista de uma banda de indie/power-pop chamada Ultimate Fakebook, que durou de 1994 a 2003.
Sinceramente, “Never Again” é uma das músicas que mais surpreendeu no disco, ficou boa demais.
Fui obrigado a ir atrás do catálogo do Ultimate Fakebook, e recomendo! Odeio descobrir boas bandas depois que elas acabam, mas paciência.
07 – Jesse Cole (“On The Avenue”)
Jesse Cole é vocalista e guitarrista da banda de pop-punk In Stereo, cujo último disco tem um nome bem interessante: “Death Before Emo”. Além disso, também toca no Le Fang, banda mais orientada a indie do que pop-punk, cuja música “City In Peril” é muito parecida com a faixa “On The Avenue”, gravada no disco de Egerton.
O Le Fang, aliás, tem sido uma espécie de banda de apoio de Egerton em shows de divulgação desse disco, com Jesse Cole cantando faixas gravadas originalmente por outros vocalistas no álbum.
08 – Dan Andriano (“Our Last Song”)
Muito provavelmente você sabe que Dan Andriano é um dos vocalistas e baixista do gigante Alkaline Trio.
O que você não sabe é que Dan tem um passado de várias outras bandas muito interessantes, e vou contar um pouco sobre todas aqui.
Dan Andriano era baixista da banda de ska Slapstick, de onde também sairam membros do The Lawrence Arms. Quando a banda acabou, Andriano formou o Tuesday, banda de emo dos anos 90, aos moldes de Sunny Day Real Estate, com ele assumindo os vocais de todas as músicas.
Nesse meio tempo ele formou o Alkaline Trio com Matt Skiba e a banda tornou-se uma das maiores de emo/punk de todos os tempos, e grande nome do estilo até hoje, chegando a ter lançado disco por major label e tudo mais.
Outro projeto recente de Dan foi o The Falcon, onde tocava baixo e dividia os palcos com Brendan Kelly do Lawrence Arms, responsável pelas guitarras e vocal.
Por último, chegou a fazer uma turnê como artista solo com o nome de Emergency Room.
Ufa!
Nesse disco, gravou “Our Last Song”, primeira música do disco a ser divulgada antes dele sair.
09 – Milo Aukerman (“She’s Got Everything”)
Milo é eterno frontman de uma das bandas punk mais importantes da história, e talvez os pioneiros do tão famoso pop-punk, o Descendents.
Musicalmente ele basicamente só fez isso e algumas participações especiais e backing vocals em músicas do ALL, mas fora da música o cara é nada mais na menos do que PhD em bioquímica. Motivo esse que o fez inclusive abandonar o Descendents (o disco “Milo Goes To College” não tem esse nome à toa).
Gravou “She’s Got Everything” e obviamente a faixa tem cara e jeito de andar do Descendents.
10 – Mike Herrera (“Cut Me Down To Size”)
Mike Herrera é conhecido como baixista e vocalista do trio de pop-punk MxPx, que é um dos maiores nomes no estilo e como postamos há algum tempo atrás, influência até para membros de bandas gigantes de gosto duvidoso como o Jonas Brothers.
Além do MxPx, também teve 2 outras bandas chamadas Arthur e The Cootees, ambas muito parecidas com MxPx, e mais recentemente iniciou o Tumbledown, projeto bem interessante de alt-country.
A faixa dele no disco,“Cut Me Down To Size” é uma das melhores.
11 – Scott Reynolds (Sunny Disposition)
Scott Reynolds foi um dos vocalistas do ALL, além de Dave Smalley e Chad Price.
Depois que saiu da banda, teve alguns outros projetos, mas nenhum teve atenção e notoriedade, até que há pouco tempo atrás ele se juntou ao próprio Stephen Egerton em uma banda chamada 40Engine, que aliás é responsável por algumas das faixas desse disco de Egerton, incluindo “Sunny Disposition” gravada com Reynolds.
12 – Joey Cape (“When They Roam”)
Joey Cape ganhou notoriedade na cena com sua primeira banda, o Lagwagon, grande nome do hardcore melódico dos anos 90 que era para sua época o que o emo é para os dias de hoje, o estilo preferido da molecada do underground/independente.
Além do Lagwagon, Joey formou o Bad Astronaut, toca no supergrupo de covers Me First And The GimmeGimmes (que contém ainda membros de Foo Fighters, NOFX e Swingin’ Utters), gravou e excursionou com amigos do Sugarcult sob o nome de The Playing Favorites (você viu o lindo disco deles aqui) e agora grava e toca ao redor dos EUA em carreira solo, com voz+violão.
“When They Roam” combinou demais com a voz de Joey.
13 – Chris DeMakes (“Print On Paper”)
Chris é vocalista e guitarrista de uma das bandas de ska da terceira onda mais importantes e influentes, o Less Than Jake. Gravou “Print On Paper”, uma das minhas preferidas do disco.
14 – Frank Daly (“Falling Out”)
Frank Daly era o vocalista da banda Big Drill Car, que viveu entre o final dos anos 80 e começo dos anos 90 e foi um dos grandes nomes da cena pop-punk californiana da época, influenciando o próprio ALL de Stephen Egerton.
Nesse disco gravou “Falling Out”.
15 – Mark Vecchiarelli (“Silencer”)
Mark era o vocalista e guitarrista do trio de rock alternativo (no mais puro sentido do gênero) Shades Apart, que chegou a ter relativo sucesso com a música “Valentine” e participou da trilha sonora oficial do filme American Pie.
Encerrou as atividades em 2003 e chegou a fazer alguns shows de reunião após isso, mas não está em atividade.
16 – Abe Brennan
Abe Brennan é vocalista das bandas My Name e Wretch Like Me.
Gravou a última faixa do disco, “Willie Wicked”, que é a que mais destoa do resto do álbum, e uma das que poderia ter ficado de fora.
Você pode comprar o disco em 3 cores diferentes de vinil na Interpunk, ou pode claro baixá-lo na Internet, porque já vazou faz tempo. Você sabe onde procurar, certo? ;D
Espero que tenham gostado dessa primeira edição do “Na Vitrola” porque eu fiz com muita vontade de compartilhar o algo que estou gostando demais no momento com a maior riqueza de detalhes possível.