Posts sobre Nirvana

LPs Polysom, Jimi Hendrix, Modest Mouse, DEVO, Memoria: A Tribute To The Alternative 90s, LCD Soundsystem, Uriah Heep

11 Mar/10 Nenhum comentário | Arquivado em Notícias, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

LPs Polysom

E a Deckdisc/Polysom não para com os lançamentos nacionais em LP.
Como noticiamos há poucos dias, a Pitty fez um show de lançamento do seu último álbum, “Chiaroscuro”, em vinil e agora a Saraiva (pessoal da Saraiva, o nome certo é Polysom) está fazendo pré-venda de outros 3 títulos da gravadora no formato que tanto amamos.

“Cinema” do Cachorro Grande, “Onde Brilhem Os Olhos Seus” de Fernanda Takai e “Fome De Tudo” da Nação Zumbi já podem ser encontrados no site da loja, além do próprio disco da Pitty.

Uma coisa que me chamou a atenção nos 4 lançamentos é que todos têm capas muito bonitas e devem ficar lindonas em caixa de LP de 12 polegadas, mal posso esperar para vê-los.

Para finalizar, dêem uma lida nesse tweet da Polysom sobre a posição deles quanto aos preços dos discos.

(O link da loja foi dica do leitor Flávio Farias. Colabore você também! )

Jimi Hendrix

A Amazon.com está com uma seção especial  com vários relançamentos de Jimi Hendrix em CD.
Dei uma fuçada e não consegui encontrar as especificações de cada um dos discos, mas pelo que li em outras fontes são álbuns remasterizados, alguns pacotes especiais com DVD e o álbum póstumo de 12 músicas inéditas chamado “Valleys Of Neptune”.

Dá uma olhada em toda a lista:

  • Are You Experienced
  • Jimi Hendrix
  • Electric Ladyland
  • Experience Hendrix
  • Smash Hits
  • First Rays Of New Rising Sun
  • Axis: Bold As Love
  • Valleys Of Neptune
  • Band Of Gypsys
  • Axis: Bold As Love CD/DVD
  • Are You Experienced CD/DVD
  • The Jimi Hendrix Experience
  • Blue Wild Angel
  • Live At Monterey
  • Voodoo Child
  • Live At Woodstock
  • Live At The Fillmore East
  • South Saturn Delta

Ufa! É disco pra todos os gostos, de todas as fases e de todos os estilos. O link para todos eles é esse aqui.



@mdiscosqamigos

Modest Mouse

Um dos discos de indie rock mais bem sucedidos da história está sendo relançado em edição de luxo em Abril.
“The Moon & Antarctica” do Modest Mouse saiu originalmente em 2000 e foi o primeiro lançamento da banda em uma major label. Para comemorar 10 anos de lançamento, a Sony fez uma edição super especial do disco contendo 2 LPs de 180 gramas com áudio remasterizado e arte original.

O resultado parece ter ficado bem legal e o preço está bem razoável, mas vou te dizer que eu acharia mais legal uma capa alternativa do que a original que é bem feinha, não acham?

O link é esse aqui.

DEVO

O DEVO disponibilizou em seu site oficial uma faixa inédita chamada “Fresh”, que estará no próximo disco da banda que já está previsto para Maio desse ano. O nome dele ainda está indefinido, e por enquanto é o mesmo da faixa, mas se ele se chamará mesmo “Fresh”, a banda ainda não confirmou.

Assim que forem saindo mais detalhes você ficará sabendo por aqui.


Memoria: A Tribute To The Alternative 90s

No final do ano passado foi lançada pela Yr Letter Records uma coletânea bastante interessante chamada “Memoria: A Tribute To The Alternative 90s”.

Trata-se de bons nomes do cenário independente atual fazendo covers de muito bons nomes do cenário alternativo/independente dos anos 90, quando as pessoas ainda não tinham celulares e nem imaginavam que um dia estariam na frente do computador “tweetando”.

Tem desde Weezer a Deftones passando por Pearl Jam e Nirvana, dá uma olhada:

1. Frank Turner – Sally (Kerbdog)
2. Gâtechien – Bombtrack (Rage Against The Machine)
3. Dead Pop Club – I Was Dreaming (Les Thugs)
4. Walter Schreifels – When You Sleep (My Bloody Valentine)
5. DevonMiles – Getchoo (Weezer)
6. Cooper – Static (Jawbox)
7. Lula Fortune – Fuzzy (Grant Lee Buffalo)
8. Down To Earth – Let Me Drown (Soundgarden)
9. Billy Gaz Station – Grant Hart (The Posies)
10. Powell – Head To Wall – Feat. Cyesm (Quicksand)
11. Luis Francesco Arena – I Like It (Far) (listen)
12. Lead Orphans – Corduroy (Pearl Jam)
13. Atomic Garden – Grudge (Mega City Four)
14. Run Ronie Run – Foreign Devils On The Silk Road (Chokebore)
15. Mr Moustache – Dust Cake Boy (Babes In Toyland)
16. Novels – Aneurysm (Nirvana)
17. Jonah Matranga – Be Quiet And Drive (Far Away) (Deftones)

Você pode encontrar a coletânea e ouvir trechos das músicas no MySpace da gravadora, clicando aqui.


Jonah Matranga – Not about a girl or a place

Yr Letter records | MySpace Music Videos

LCD Soundsystem

Quem também já anunciou disco para Maio mas ainda não definiu seu título é o trabalho dance/punk do produtor James Murphy que atende pelo nome de LCD Soundsystem.
O que ele divulgou essa semana foi a tracklisting do disco, que contém as seguintes faixas:

Dance Yrself Clean
Drunk Girls
One Touch
All I Want
Change
Hit
Pow Pow
Somebody’s Calling Me
What You Need

Maiores novidades serão postadas aqui com toda certeza.


Uriah Heep

O lendário Uriah Heep lançou um disco chamado “Celebration”, que faz uma homenagem ao catálogo da própria banda ao trazer 12 faixas regravadas acompanhadas de outras 2 inéditas.

Uma versão especial com DVD bônus contendo uma performance da banda na Suécia em 2009 está em pré-venda na Omega Order e será lançada oficialmente no dia 16 de Março.

O link para o kit é esse aqui.

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Paramore, Deftones, Trilha sonora The Runaways, Entrevista EXCLUSIVA Jai Al-Attas (Documentário “1994″)

04 Mar/10 7 comentários | Arquivado em Entrevistas, Notícias, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Paramore

A Fueled By Ramen e o Paramore estão lançando um kit de vinil que contém o último disco da banda, “brand new eyes” em LP de 140 gramas, com apenas 5000 cópias feitas no mundo todo e o single de “Brick By Boring Brick” em um Picture Disc que contém uma imagem do encarte do disco no Lado A e uma imagem com a letra da música escrita pelas mãos da própria vocalista Hayley Williams no Lado B.

Para encontrar o kit o link é esse aqui.


Deftones

O Deftones liberou a track listing do seu novo disco, “Diamond Eyes”, que sai no dia 18 de Maio. Dá uma olhada:

Royal
Diamond Eyes
You’ve Seen the Butcher
CMND/CTRL
Beauty School
Prince
Rocket Skates
Sextape
Risk
976-EVIL
This Place Is Death

Os viciados em LOST devem ficar emocionados com  “This Place Is Death”, já que esse é o nome de um episódio da quinta temporada da série.

O que ainda não saiu foi a capa do disco, mas assim que estivermos com ela, a postaremos aqui.


Trilha Sonora The Runaways

Outra tracklisting divulgada foi a da trilha sonora do filme que retrata a história de uma das primeiras e mais importantes bandas femininas de rock, o The Runaways.
O filme ganhou ares de super-produção, e não ficou pra trás ao escalar os artistas para a trilha sonora. Dá uma olhada:

“Roxy Roller” – Nick Gilder
“The Wild One” – Suzi Quatro
“It’s A Man’s Man’s Man’s World” – MC5
“Rebel Rebel” – David Bowie
“Cherry Bomb” – Dakota Fanning
“Hollywood” – The Runaways
“California Paradise” – Dakota Fanning
“You Drive Me Wild” – The Runaways
“Queens Of Noise” – Dakota Fanning & Kristen Stewart
“Dead End Justice” – Kristen Stewart & Dakota Fanning
“I Wanna Be Your Dog” – The Stooges
“I Wanna Be Where The Boys Are (Live)” – The Runaways
“Pretty Vacant” – Sex Pistols
“Don’t Abuse Me” – Joan Jett

O disco sai em CD e formato digital no dia 23 de Março. Não encontrei uma versão em vinil, mas qualquer novidade será postada por aqui!

Entrevista com Jai Al-Attas

(fonte da foto: billsilvaentertainment.com)

Imagine-se cara a cara com um de seus ídolos, entrevistando-o. Agora imagine-se na frente de todos os seus ídolos, entrevistando-os e gravando um documentário sobre uma das épocas mais marcantes música: o punk rock dos anos 90.
Se você não consegue imaginar tal feito, o australiano Jai Al-Attas imaginou-se nesse contexto e em 2006 saiu de Sidney e foi para Los Angeles realizar esta façanha. “- O resultado disso?” “- O documentário One Nine Nine Four!”

Em 1994, morreu aquele que fez com que cena musical underground fosse posta no mainstream: Kurt Cobain. Com sua morte, o grunge se foi e o punk rock passou a ser o estilo musical presente no cenário daquela época. No mesmo ano, um trio, não muito conhecido, do norte da Califórnia chamado Green Day lançara o disco “Dookie”, alcançando mais de 19 milhões de cópias vendidas. Ainda na mesma época, o Offspring lançou o “Smash”, disco que alcançou o status de maior vendagem de um selo independente, o Epitaph.

Fat Mike (NOFX), Tim Armstrong (Rancid), Billie Joe (Green Day), Mark Hoppus (Blink-182), Tom DeLonge (Blink-182), Greg Graffin (Bad Religion), Dexter Holland (The Offspring), Kevin Lyman (Warped Tour) foram algumas das pessoas com quem Jai pode conversar e extrair informações preciosas dessa época tão movimentada na música que era feita nos Estados Unidos.

E quem melhor para narrar toda essa história? Tony Hawk, a maior lenda viva do skate mundial.
One Nine Nine Four descreve como o punk rock dos anos 90, oriundo da obscura cena de meados dos anos 80, ressurgiu na costa leste dos Estados Unidos agregando o movimento do surf e skate do Sul da Califórnia que culminou no início de um dos principais eventos da música alternativa independente que dura até hoje: a Warped Tour.

Jai Al-Attas conversou quase duas horas conosco do TenhoMaisDiscosQueAmigos.com e com Bruno Bld e Colombia182 do Action182.com, e falou sobre como surgiu a idéia de fazer este documentário, sobre a experiência de participar de algo que influenciou sua vida pessoal e profissional, de estar cara a cara com seus principais ídolos e sobre as dificuldades de realizar um projeto como este.
Falou ainda sobre o mundo da música atual, sobre Green Day, Blink-182, NOFX, Lagwagon, sobre o mercado discos de vinil, entre tantas outras coisas.
Confira abaixo a primeira parte dessa entrevista exclusiva com o cara!

A segunda parte já está no ar, aqui no Action182, é só clicar!

MUITO legal, não perca:


Colombia-ACTION182:
Como você teve a ideia de fazer o “One Nine Nine Four” e qual é o seu maior objetivo?
Jai: A ideia para o filme veio quando eu assisti “Dogtown and Z Boys” (documentário de skate) um dia. Eu achei que era o documentário mais legal que eu já tinha visto e ele me inspirou a querer fazer meu próprio filme. Quando eu comecei a pensar em assuntos que eu tinha paixão, o punk rock dos anos 90 instantaneamente surgiu na minha cabeça, aí eu pensei “espera um pouco, ninguém fez um filme se concentrando nessa era da música”. Então eu basicamente escrevi um rascunho e decidi que se ninguém havia feito, eu teria que fazê-lo por conta própria. O principal objetivo do filme é basciamente contar a história desses artistas e de como eles saíram de relativa obscuridade para se tornar a linha de frente da música mainstream mundial, e o que significou pra cada um deles, e quais tendências foram fatores decisivos para que isso acontecesse numa escala tão larga como aconteceu com eles.

Bruno-ACTION182: Lendo sobre o documentário em suas fontes oficiais, a gente viu que você cresceu ouvindo várias das bandas que acabou entrevistando. Como você se sentiu estando cara a cara com seus ídolos e os tendo como parte do projeto?
Jai: É, foi muito legal, sabe. Há uma regra geral que você nunca deveria conhecer seus herois porque você só irá se desapontar, mas isso não aconteceu comigo. Todo mundo que a gente entrevistou foi super legal com a gente, e nos levou a sério, mesmo que nós fossemos apenas “crianças” da Austrália que eram bebês quando a maioria das bandas deles haviam começado. No começo eu fiquei um pouco intimidado, eu acho, mas depois das primeiras entrevistas eu fiquei bem à vontade com o fato e tentei fazer meu trabalho da melhor maneira possível.

Tony-TMDQA!: Que legal! Ficar desapontado com seus ídolos deve ser muito ruim.
Jai: Não aconteceu comigo ainda, bate na madeira.

Tony-TMDQA!: Como você conseguiu trazer tantas pessoas importantes para o mesmo filme? Todas elas aceitaram quando você os convidou pela primeira vez ou alguém recusou a ideia de fazer parte do projeto?
Jai: Levou um tempo, na verdade. Primeiro a gente tinha 2 pessoas dizendo que fariam, e todas as bandas grandes tipo os Green Days da vida não respondiam nossas ligações. Perceba que a gente estava ligando pra eles direto. Mas como a coisa foi evoluindo, a gente construiu essa energia onde a gente conseguiu entrevistar tipo o Joey Cape (Lagwagon) e ele dizia “porra, vocês já falaram com o Fat Mike (NOFX)?” e eu disse que não, e aí ele nos colocou em contato com o Fat Mike. Então a gente continuou tocando desse jeito, e eventualmente 3 meses depois todo mundo estava a bordo menos o Billie Joe do Green Day. A gente já havia aceitado o fato de que não conseguiria ele e voltou pra Austrália. No dia que eu cheguei na Austrália, o empresário deles Pat, que hoje em dia é um grande amigo meu me mandou um e-mail dizendo “Ah, sim, o Billie quer fazer a entrevista agora”. Mas isso acabou sendo atrasado ou deixado de lado, aí 6 meses depois eu estava em Los Angeles por outros motivos e mostrei ao Pat um trailer que a gente tinha feito sem o Billie. Ele ligou pro Billie falando tipo “você TEM que fazer isso”. Uma semana depois a gente estava no estúdio do Green Day entrevistando o Billie Joe e essa foi a última entrevista que fizemos para o filme. Estávamos muito empolgados.


Colombia-ACTION182: Então os artistas que se envolveram com o projeto aceitaram fazê-lo de primeira?
Jai: Ah sim, basicamente sim.A gente ficou 3 meses em Los Angeles, mas sempre com pressa. A gente teve que ir a Maui para entrevistar Dexter Holland (Offspring). Foi muito legal, mas o Havaí é caro, cara..

Bruno-ACTION182: Continuando no assunto, qual é a parte mais difícil de fazer um documentário tão grande, com tanta gente importante envolvida?
Jai: Tentar fazer o correto com cada uma delas e fazer com que as suas histórias fiquem coesas. Algumas pessoas têm opiniões diferentes em certos assuntos, e como um diretor de filmes você está tentando contar uma certa estória mas por outro lado você não quer tirar os créditos dos envolvidos. O lance é encontrar o balanço perfeito entre tantas personalidades. Dinheiro foi difícil também, a produção foi barata, mas a pós-produção é muito cara.

Tony-TMDQA!: Como você arrecadou fundos para o documentário? Você teve ajuda de alguma empresa privada ou uma pessoa em específico?
Jai: Nenhuma empresa se envolveu. Meu produtor Matt Wardle tem laços no mundo financeiro e pessoas com dinheiro, e ele conseguiu arrecadar os fundos iniciais que a gente precisava pra ir até lá e gravar. Aí eu consegui arrecadar mais um pouco com pessoas que eu conhecia para começar a fase de pós-produção. E agora a gente está tentando arrecadar mais ainda pra pagar por direitos musicas e terminar isso… finalmente.

Bruno-ACTION182: Essa seria nossa próxima pergunta. A gente leu sobre alguns leilões e outros tipos de ações que você está fazendo para arrecadar fundos e terminar o documentário. Que tipos de problema você tem engrentado e como essas ações têm funcionado até agora? Jai: É basicamente a música. Ninguém (distribuidores) vai tocar seu filme até que tudo esteja “limpo” e se tratando de um documentário musical, isso pode se tornar bem caro.
Bruno-ACTION182: São os royalties?
Jai: Sim, exatamente. Mas é mais pras gravadoras e editores (publishers). São eles que ficam com a grana. E porque ninguém mais compra CDs e o modelo de negócio deles está falhando, eles procuram outras fontes de renda que infelizmente para mim e outros diretores de documentários se resume a licenciamento de músicas. Eles não vêem como um filme histórico sobre o legado que seus artistas fazem parte, eles apenas vêem como um dia de pagamento que vai manter as luzes no seu prédio ligadas um pouquinho mais.

Tony-TMDQA!: Isso é muito ruim. A gente ia te perguntar outras coisas, mas como o assunto veio à tona, vou mudar um pouco. Eu tava lendo no encarte da “Wrecktrospective” (coletânea da história da gravadora Fat Wreck Chords) que desde 2005, quando baixar MP3 virou algo natural, a Fat Wreck começou a ter problemas com dinheiro e teve que cortar gastos. O que você acha desse novo modelo musical, com as MP3 e outros tipos de lançamento digital? Jai: Eu acho que o modelo antigo está morrendo muito rapidamente, se é que já não está morto. Eu acho que as pessoas têm tanto acesso à música hoje em dia, e de graça, que o lance agora é tratar o consumidor de forma igualitária, ao invés de trazê-los pra baixo toda hora. As pessoas ainda querem ajudar os artistas, mas é necessário mais incentivo agora para fazê-lo porque o poder está nas mãos do consumidor. A indústria de discos pode estar morrendo mas a música definitivamente não está. Obviamente mais pessoas estão ouvindo música porque agora é mais acessível.

Bruno-ACTION182: Você acredita na venda de MP3 online? Porque aqui no Brasil isso está andando muito devagar…
Jai: Sim, eu acredito que é bacana e você sabe que as pessoas as estão comprando mais do que músicas sozinhas. Não vai preencher o buraco da quantidade que os CDs vendiam porque as gravadoras tinham margens de lucro gigantescas com eles. Mas se você é esperto ainda há maneiras de fazer dinheiro explorando música, enquanto haja respeito mútuo entre o dono e o consumidor.

Tony-TMDQA!: E você acha que discos de vinil podem preencher o buraco deixado pela falta de um formato físico, inerente aos arquivos MP3?
Jai: Eu acho que o vinil está voltando em uma espécie de nicho pós-moderno. No último ano 2 milhões de discos de vinil foram vendidos nos Estados Unidos. Não chega nem perto dos 900 milhões de CDs que já foram vendidos em um ano há algum tempo atrás. O que eu quero dizer é que o vinil não vai tapar o buraco por conta própria, mas como uma das várias coisas que estão acontecendo hoje em dia: mp3s, vinil, encartes, DVDs, etc. Todos eles são parte de uma figura maior no que diz respeito ao consumo de música.

Tony-TMDQA!: Eu sou um grande fã do vinil, mas não acho que ele irá voltar com tanta força nos meios mais populares. É uma coisa mais para fãs de música, audiófilos.
Jai: É, não vai ser como o CD. A gente quer que a nossa música seja pequena, quase invisível e portátil. A gente quer poder ouvi-la quando a gente bem entender e onde a gente bem entender.


Bruno-ACTION182: Qual foi a importância da música dos anos 90 no mundo todo? Você acha que a morte do Kurt Cobain marcou o fim do grunge e que isso foi crucial para a explosão do punk rock ou você acha que o punk rock já estava se tornando grande o suficiente para ultrapassar o grunge e tomar seu lugar de qualquer jeito?
Jai: Eu acho que a sua morte teve muito a ver com ajudar o punk rock a ter sua vez. Tipo, quando o Green Day e o Offspring apareceram, na Austrália eles eram tratados como bandas parecidas com o Nirvana. Era a mesma atitude, mas com um olhar mais rápido e refrescante. Era super pop então também podia ser tocada no rádio e TV. Mas ainda era legal o suficiente para fãs de música “Alternativa”.

Tony-TMDQA!: Você acha que o fato de grandes gravadoras terem contratado bandas independentes como o Green Day e o Offspring foi marcante para o pop-punk conseguir tanta visibilidade e sucesso no mainstream?
Jai: Bom, o Green Day talvez, mas o Offspring lançou o “Smash” pela Epitaph que é uma gravadora independente. E eu acredito que esse álbum tenha batido o recorde de vendas em uma gravadora independente de todos os tempos. Definitivamente iria acontecer, as bandas estavam construindo e seguindo nessa direção. Eu acho que a morte do Kurt foi tipo um catalisador para o movimento de trocar o foco um pouco e colocar a atenção em bandas como o Green Day e Offspring e seus amigos que vieram depois.

Tony-TMDQA!: Falando nisso, qual foi a importância para a cena do Green Day tocar o Woodstock, com o Mike Dirnt usando uma camiseta do Screeching Weasel, por exemplo? Além disso o Tré Cool também fez algo parecido quando filmou o clipe de “Longview” com uma camiseta do Tilt. Você acha que esse tipo de camaradagem entre as bandas era algo normal no punk rock dos anos 90? A ajuda que eles conseguiram através disso é inegável.
Jai: Sim, definitivamente. Eu acho que as bandas tinham orgulho de fazer parte daquela cena e ter o sentimento de pertencer a alaguma coisa. Tantos artistas aparecem e lançam discos de muito sucesso mas não são parte de nada, e com essas bandas de pop punk, eles eram partes dessa cena excitante e eles eram amigos de todo mundo e quando alguma dessas bandas conseguia atingir uma platéia maior, era natural que eles ajudassem as outras bandas da maneira que podiam. O melhor exemplo disso foi o movimento de gravadoras independentes. Brett (do Bad Religion) abriu a Epitaph, Fat Mike (NOFX) abriu a Fat Wreck, Dexter (Offspring) abriu a Nitro, Joe (Vandals) abriu a Kung Fu. É um modelo perfeito para apresentar novas bandas ao mundo através da popularidade da sua banda.

Tony-TMDQA!:
E a Lookout! Records? Eles também conseguiram muita atenção nessa época, já que bandas de seu catálogo estavam sendo vistas em veículos da grande mídia. Por que você acha que a gravadora acabou perdendo o direito de seus maiores lançamentos (Green Day, Operation Ivy, Screeching Weasel) e quase falindo? Pergunto isso porque a Lookout! foi extremamente importante para a cena punk rock dos anos 90 e seu dono, Larry Livermore aparece no documentário.
Jai: Bom, eu falei com o Larry sobre isso e ele não era mais parte da gravadora quando tudo aconteceu, ele já tinha saído. Mas eu acho que ele estava triste pelo fato de que algo que ele construiu do zero eventualmente se tornou o que se tornou. Não sei dizer mais do que isso, porque eu não sei detalhes dos problemas financeiros deles.


NÃO PERCA a segunda parte dessa excelente entrevista no Action182


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Promoção Pacotão Laja Records + Crackinho + Me First And The Gimme Gimmes, Evelyn Evelyn (Dresden Dolls, Nirvana, My Chemical Romance), Suicidal Tendencies, Pixies, Cult Of Luna, Mariachi El Bronx

07 Feb/10 6 comentários | Arquivado em Notícias, Promoções, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Gosta de escrever sobre música e quer um espaço para fazê-lo??
Chegou a hora!!
O Tenho Mais Discos Que Amigos! está recrutando 2 pessoas para integrar sua equipe e escrever sobre música, discos, lançamentos, novidades e tudo mais que envolve o dia-a-dia do TMDQA!

Venha fazer parte da equipe! Saiba como clicando aqui.

Promoção Laja Records + Crackinho + Me First And The Gimme Gimmes

Chegou a primeira promoção do ano no Tenho Mais Discos Que Amigos! , e pra variar tem um monte de prêmio bacana pra vocês!!
Nosso querido parceiro Mozine, da Laja Records disponibilizou algumas bugigangas muito legais da sua gravadora pra gente sortear aqui, aí eu resolvi montar um kit com (quase) tudo que ele mandou e organizar a Promoção Pacotão Laja Records + Crackinho + Me First And The Gimme Gimmes.

Dá uma olhada em tudo que vem no kit:

  • CD “Os Pedrero – Sou Feio Mas Tenho Banda!”
  • CD split “Merda/D.F.C. – O Ludo De Satã”
  • Livro “Guitarra e Ossos Quebrados” de Quique Brown
  • Marcador de páginas “Guitarra e Ossos Quebrados”
  • Munhequeira (eles ainda fazem isso?) do Merda
  • CD split “Leptospirose/Merda – lecker!”
  • Buttons Mukeka di Rato, Laja Records e Quique Brown
  • Pôster do Merda “Tour 2005″

São DEZ prêmios de uma das gravadoras independentes que mais trabalha no país e só com item muito bom!

O último CD d’Os Pedrero é demais, com participação do pessoal do Dead Fish e Matanza.
O split do Merda com o D.F.C. tem um dos melhores encartes que eu já vi! É literalmente um tabuleiro para jogar “O Ludo De Satã”, postarei mais fotos ainda essa semana em outro post.
O livro do Quique Brown conta a história da turnê europeia do Leptospirose com o Merda, e como tudo acabou em (desculpe o trocadilho infame) merda, quando um acidente interrompeu a viagem antes do previsto.

Além disso, o Mozine também falou que vai disponibilizar chaveiros do seu filho/mascote/menor-aprendiz-da-laja-records, o muito simpático Crackinho.
Nessa primeira etapa sairá 1 chaveiro para o ganhador do kit e mais DOIS para quem ficar em segundo e terceiro, mas a ideia é fazer sorteios frequentes no twitter do TMDQA! e no da Laja.

E como eu não poderia deixar de colocar a minha participação na parada, quem ganhar o kit ainda leva um pôster importado e oficial do Me First And The Gimme Gimmes e um CD importado da banda de ska japonesa Potshot, o “’til I Die”.

São 13 prêmios no total, entre 3 CDs, 2 pôsters, 1 livro e muito mais coisas bacanas! Corre e participa.

Para participar, a galera do twitter tem que obrigatoriamente seguir os usuários @crackinho , @lajarex e @mdiscosqamigos, e pode escrever até 5 vezes CADA UMA das mensagens abaixo:

“Mais viciante que o @crackinho só o @mdiscosqamigos e a @lajarex !! Que delícia!!!! http://ow.ly/14Qxg”
“Queria tanto ganhar esses 13 prêmios do @mdiscosqamigos , @lajarex e @crackinho ! http://ow.ly/14Qxg”
“Nem quero saber desses 13 prêmios de Merda do @mdiscosqamigos , @lajarex e @crackinho ! http://ow.ly/14Qxg”

Quem entrar na nossa comunidade do Orkut e postar uma frase com Crackinho, Discos e Laja Records (até 5 frases por dia) também vai concorrer! Poste a frase no tópico “PROMOÇÃO PACOTÃO LAJA RECORDS”.

A promoção vai até o Domingo de Carnaval (Ê-LA-IÁ) e cada twittada vale um cupom para o sorteio final.
Boa sorte a todos!!!


Evelyn Evelyn (Dresden Dolls, Nirvana, My Chemical Romance, Andrew W.K.)

O Evelyn Evelyn é um projeto paralelo de Amanda Palmer, a integrante feminina do dueto de punk-cabaré Dresden Dolls.
Ela chamou o multi-instrumentista Jason Webley e após um EP em vinil de 7 polegadas em 2007, eles estão lançando agora em 2010 seu primeiro álbum de estúdio , chamado “Evelyn Evelyn” .
O disco será lançado em 30 de Março e o que mais chamou a atenção foi uma declaração da banda essa semana dizendo que haverá participações de dezenas de figurões da música americana nesse disco.
Frances Cobain (filha de Kurt Cobain), Gerard Way do My Chemical Romance, Andrew W.K., Franz Nicolay do Hold Steady, Reverend Peyton, Tegan And Sara e até mesmo Weird Al Yankovic, além de vários músicos de outras bandas gravaram vocais para esse disco e fizeram com que o mundo todo ficasse sabendo do projeto.

No MySpace da banda é possível acompanhar o trabalho e ficar de olho em quando a pré-venda será disponibilizada. Saindo versões em vinil, postarei aqui.


Suicidal Tendencies

Há um tempo atrás eu postei sobre o relançamento de “Suicidal Tendencies”, da clássica banda de mesmo nome em vinil colorido, mas não tinha informações das cores do LP. A nossa querida e atenciosa leitora Angélica Albuquerque me passou, via twitter, o link da PunkVinyl que tem essa foto lindona aí do disco em vinil roxo.
Devo dizer que essa cor está muito legal, uma das mais bonitas que já vi até hoje.

Além dessa versão, também achei o discão em um LP metade cinza e metade vermelho, como na foto aí acima. O link para a loja é esse aqui.


Pixies

Foi reprensada a coletânea “Pixies”, obviamente do Pixies, lançada originalmente em 2002.
O disco traz 9 faixas que apareciam na primeira fita demo dos caras, chamada de “Purple Tape” pelos fãs. Versões originais do clássico “Here Comes Your Man”, e de faixas como “Down The Well” e “Build High” estão nesse álbum.

A nova prensagem está limitada a 1.500 cópias, sendo 500 em vinil roxo, 500 em vinil verde e 500 em vinil laranjado. Pra finalizar o vinil é de 180 grama, qualidade de primeira. O link é esse aqui.


Cult Of Luna

A Earache Records é mais uma que adere ao vinil e começou a campanha “First Time On Vinyl”, onde irá relançar clássicos do seu catálogo que nunca tiveram versão em vinil anteriormente nesse formato e em várias edições especiais.

A barulhenta Cult Of Luna está participando dessa iniciativa e dois discos da banda estão ganhando novas versões.

“Cult Of Luna” originalmente de 2001 tem versões em LP duplo com vinil vermelho, laranjado ou marrom/transparente. Honestamente achei essa versão em vinil marrom muito legal, combinando demais com a capa.
Além disso, a arte do disco é exclusiva a esse lançamento, diferente da original, e a caixa é em formato gatefold.

“The Beyond”, o segundo álbum da banda, lançado em 2003 também ganhou versão especial nos mesmos moldes.
São LPs duplos em vinil amarelo, cinza ou transparente, com arte também exclusiva e caixa gatefold.

O link para esses presentões aos fãs são esse aqui e esse aqui.


Mariachi El Bronx

Bandas paralelas existem aos montes, mas normalmente se tratam de trabalhos isolados de um ou outro integrante da banda que está meio de saco cheio e quer fazer um som diferente.
O pessoal do The Bronx, que normalmente toca hardcore resolveu gravar um disco totalmente diferente, ao melhor estilo Mariachi, como se fosse um álbum normal da banda, com seus membros originais e tudo mais.

A “única” coisa que eles fizeram foi mudar o nome da banda para Mariachi El Bronx, para dessa maneira divulgar o disco homônimo do Bronx versão mariachi.
O disco saiu no final do ano passado em CD e LP, e o link  é esse aqui.


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Guns N’ Roses, Outbreak, The No WTO Combo(Dead Kennedys/Nirvana/Soundgarden), X-Ray Spex, The Fad

06 Jan/10 Nenhum comentário | Arquivado em Notícias, , , , , , , , , ,

Guns N’ Roses

Começo hoje com uma boa e uma má notícia.
A boa é que o primeiro disco do Guns N’ Roses, “Appetite For Destruction”, foi relançado em uma caixa extremamente limitada com um disco de vinil laranjado contendo o álbum, mais uma camiseta exclusiva contendo a arte dele.
É um belo item pra qualquer fã da banda ou de rock and roll, sem contar um vinil extremamente bonito e colorido.


A má notícia é que em lojas oficiais esse kit já está esgotado, mas pode ser encontrado em sites de leilão, como o eBay.

Outbreak

O Outbreak é uma banda de hardcore/thrash que tem conseguido tocar com bandas conceituadas na cena e entrou na pesadíssima trilha sonora do filme “Jogos Mortais VI”, como noticiei há alguns dias.
Todo esse sucesso se deve muito ao último disco dos caras, homônimo, que foi lançado ano passado e tem sido considerado o melhor da carreira da banda e um dos melhores do ano de 2009 em várias listas de sites e revistas do gênero.

A Think Fast! Records lançou o álbum em CD, LP com cupom para download das músicas em MP3 e Picture Disc, e você pode encontrar todas as versões dele aqui.



The No WTO Combo

O No WTO Combo foi uma banda que durou menos de 10 dias e reuniu Jello Biafra (Dead Kennedys), Krist Novoselic (Nirvana), Kim Thayil (Soundgarden) e Gina Mainwal (Sweet 75, banda de Krist).
A banda foi formada para tocar apenas um show, que aconteceria à véspera de um encontro da WTO (World Trade Organization / Organização Mundial Do Comércio) em Seattle, em 1999. Com desculpas esfarrapadas e forte pressão política, o show foi cancelado, mas algumas noites depois os caras conseguiram tocar e ainda por cima gravaram a apresentação em um disco histórico que foi lançado pela gravadora de Jello, a Alternative Tentacles.

O álbum traz a gravação de todo o show de 1 de Dezembro de 1999 e está à venda pela metade do preço no site oficial da Alternative, então é só clicar aqui e aproveitar.


X-Ray Spex

O X-Ray Spex é uma banda punk que começou anos 70 e não seguia muito a linha dos seus congêneres da época, já que trazia nos vocais uma mulher e ainda adicionava ao seu line-up um saxofonista. O lado ruim é que durante seus primeiros anos, a banda foi vista com muita descrença.
O lado bom é que décadas após o lançamento de “Germ Free Adolescentes”, o primeiro disco da banda, ela começou a ganhar status de genial e o próprio disco foi escolhido como um dos melhores do estilo por muita gente.

Em 2008 a banda se reuniu para tocar em Londres e gravou tudo em áudio e vídeo, o que resultou em “Live @ The Roundhouse London 2008″, um kit de CD+DVD que foi lançado em Dezembro passado e que pode ser encontrado aqui.

O vídeo abaixo é da performance do maior single da banda, “Oh Bondage! Up Yours!”, justamente nesse show de 2008:


The Fad

O Fad é uma banda de punk/ska que gosta de sacanear as próprias figuras da cena, sabe? Fazendo paródias com bandas, estilos, ícones e gravadoras.
O único álbum dos caras, chamado “Kill Punk Rock Stars”, foi lançado em 2008, mas parece ter recebido uma sobrevida agora, já que no final de 2009 eles resolveram voltar à ativa com alguns shows nos Estados Unidos.

Para essa turnê, por exemplo, foi feita a camiseta acima, fazendo paródia com a turnê/coletânea “Plea For Peace”, da Asian Man Records.
O site oficial dos caras é esse aqui.


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