O festival A Grande Roubada já é famoso não só no Estado do evento em que ocorre (Rio de Janeiro), mas em boa parte da cena underground brasileira por conta dos lineups indescritíveis das suas edições, conforme você leu aqui na matéria que fizemos sobre o evento.
Pois bem, o festival completa um ano de existência neste mês e o Tenho Mais Discos Que Amigos! esteve presente na festança que aconteceu nesse último final de semana e que levou dois dias de bebemoração.
Dia 25/06 @ Teatro Odisséia
A grande fila que tomava conta da esquina do Teatro Odisséia (Lapa) na noite do dia 25 de junho, já mostrava que o evento seria mais um de sucesso na bagagem de Raoni M., Vinícius F. e Pedro Punk (idealizadores do projeto). Lá dentro, várias pessoas também estavam espalhadas pelos três andares do local.
No primeiro andar rolava na pista “Everything Burns” da ótima banda carioca Stripclub e já no tradicional telão, o show que o Ratos de Porão realizou na edição especial de carnaval do evento. No segundo andar estava o stand da revista Prego e mais alguns zines. Já o terceiro piso podia ser chamado de “andar dos DJ’s”, uma vez que lá iriam tocar os DJ’s das festas Riobilly, College Rock Party e Fiend Club. Também no terceiro andar estava a nossa nova parceira e também sempre presente nos eventos da A Grande Roubada sorteando piercings e tattoos, a Art Factory Studio, um dos estúdios de tattoo/body piercing no Rio de Janeiro que mais vem chamando atenção na área, por conta dos seus lindos trabalhos. E você aí que está pensando em ser rabiscado ou colocar uma jóia pimposa pelo seu corpo, fique ligado pois em breve teremos uma linda novidade. Posso adiantar que ela não terá prazo de vencimento.
Quem abriu a noite dos shows, foi a carioca Plastic Fire, banda que existe há quatro anos, tem um CD de estúdio lançado (“Existência Parcial”, de 2008) e está terminando a produção do próximo com nada mais nada menos do que o influente e um dos ícones do hardcore brasileiro, Gabriel Zander (ex Noção de Nada, ex Deluxe Trio, atual Zander); Bil para os íntimos. Por falar em novo CD, a primeira música da setlist [que foi composta por outras dez] foi a novíssima “Esgrima”, que logo nos primeiros acordes, levou à formação da famosa roda de pogo, embalada pelo, digamos, “bom e velho hardcore”, que temos visto por poucas vezes na cena atual. Tanto que a comparação com o Dead Fish na sua melhor época – seja liricamente ou melodicamente falando – é inevitável. Dando sequência, a objetiva “Contra o Tempo” era apresentada, seguida das reflexivas “Há o Amanhã?”, “Responsabilidade” e “Entre os Degraus”. Além dessas, rolaram também as antigas “No Ar”, “Negativo” (podemos destacá-la já que o simples refrão era cantado em coro) e as novas “Crer e Observar”, “O Preço de Ser Impessoal” e “Eu, Ariete e a Muralha”, escolhida para finalizar o show. Além de mesclar o novo com o velho, o Plastic Fire também tocou “Bem Estar II”, um cover da saudosa Noção de Nada. Garanto que o coração de alguns bateu mais forte, já que o famoso DVD nunca lançado e sem previsão de lançamento do Noção, foi gravado lá mesmo no Teatro Odisséia, no já distante ano de 2007.
Fazendo o estilo “Arraiá do Inferno”, os debochados do Cara de Porco - há dez anos na estrada – foram os segundos a se apresentar. Os primeiros rebolados traumatizantes já apareceram logo na entrada do vocalista Marcelo, que vestido de “Saci Jackson” (em homenagem a Michael Jackson), tentava de forma frustada fazer os famosos passos do big Mike ao som da intro de “Smooth Criminal”. No repertório, as “nem tão autorais assim” (como a que leva um pout-pourri de “Alô, Alô Terezinha” do Chacrinha) e as “não autorais at all” (como a versão rock’n'roll de “Farofafa”) animaram o público e tornaram este o show mais divertido da noite, por conta das tamanhas bizarrices apresentadas. Em “Eu Atirei Pedra Na Cruz”, um Jesus Cristo com um crucifixo entrou no meio da roda de pogo. Já em “Eu Quero Tocar Iron Maiden”, Chico, o “Eddie” da banda, subiu no palco e ficou dançando com os integrantes. E se pensávamos que as sátiras e provocações religiosas haviam cessado, estávamos muito enganados. Antes de tocaram “O Padre Faz Meinha”, a banda comentou que “são dez anos tocando essa música e hoje ela é mais atual do que nunca”. A banda saiu deixando um gosto de quero mais para alguns – a maioria que ainda puxou o coro da música tema do saudoso Pedro de Lara – mas também uma sensação de “ainda bem que acabou” para outros.
Infelizmente o show do ótimo Cabrones Sarnentos – banda carioca que mistura punkabilly com surf music, rock’n'roll e punk rock – pareceu não animar muito o público. Mas isso não acanhou os instrumentistas da banda tampouco o vocalista Juanito, que conforme ele mesmo repetiu por diversas vezes, estava “fritando” no palco com sua performance pra lá de expressiva.
Além das suas maravilhosas composições cheias de riffs, o bando Cabrones Sarnentos também tocou “O Dotadão Deve Morrer”, dos Cascavelletes.
Para aqueles que apreciam a carne feminina e como não poderia faltar nessa edição d’A Grande Roubada, a pin-up, dançarina burlesca e também Suicide Girl, Sweetie Bird, fez a sua esperada performance e aglomerou o público para perto do palco, que já se preparava para receber os capixabas do Mukeka di Rato, principal atração da noite.
Sem blá blá blá, Sandro, Mozine, Brek e Paulista já desceram a porrada após um “buenas noches” e só tornaram a falar com o público depois de várias músicas tocadas. Antes de “Burzum Marley”, Sandro chegou a dizer que a banda esperava atender a expectativa de todos. O público, que já estava extasiado só em presenciar mais um dos shows inesquecíveis do Mukeka di Rato, voltou para casa mais do que satisfeito por ter escutado “Auxílio Paletó”, música mais esperada do show. No final, antes de deixar o Teatro Odisséia, um fã rasgou-se de elogios para o sapequinha Mozine, que chegou a comentar depois algo como “essa calorosidade humana é linda”.
Conforme infelizmente sempre acontece com as bandas que tocam por último; depois da principal atração de algum evento, o show dos também capixabas Los Muertos Vivientes teve pouco público. Acho que por conta disso a banda não fez uma das suas melhores performances, com exceção do vocal Junim Blue Panther, que não parava um minuto sequer no palco. Mesmo assim, azar daqueles que perderam. Os mascarados ao estilo “Nacho Libre” realmente sabem fazer um som divertido e usar suas influências do psychobilly, rockabilly e surf music, sendo quiçá a banda do gênero “mais porrada do país”, como os próprios organizadores da A Grande Roubada descreveram no twitter.
Dia 26/06 @ Circo Voador
Para minha grande tristeza e angústia, o show de abertura teve que começar mais cedo por conta de uma política do Circo Voador e acabei pegando o já adeus da Gangrena Gasosa, aclamada pelos fãs que gritavam o nome da banda.
Enquanto o segundo show não começava, o foco do divertimento foi o touro mecânico, que levou os menos tímidos e os “já no brilho” da tequila e afins serem o centro das atenções por alguns segundos.
A primeira tentativa de mosh no show do Zumbis do Espaço já aconteceu na metade de abertura, “Dia Dos Mortos”. Depois de tocar “O Mal Que Está Em Seu Sangue”, o vocalista Tor conversou com o público e anunciou a próxima que iria ser tocada: “É uma honra estar tocando para vocês. Espero que se divirtam tanto quanto a gente. A próxima se chama ‘Drink do Demônio’“. Durante essa, a primeira aparição do grande Mágico Janjão (presente também em outras edições do evento) já pôde ser notada, dando um susto naqueles que estavam prestando atenção ao show.
Como de costume, Tor disse antes de “Mato Por Prazer” que ela é a primeira música que a banda escreveu. Na sequência veio a nova “Sua Última Oração” e as clássicas “Casa Dos Horrores” e “Caminhando E Matando”, que fizeram com que a roda de pogo ficasse ainda mais intensa. E então, antes de madar “O Chamado da Estrada”, Tor novamente conversou com o público: “É bom saber que a gente pode tocar músicas tão velhas quanto a banda“. As últimas músicas tocadas foram as mais que clássicas “A Marca dos Três Noves Invertidos”, “Espancar e Matar” (o ápice da roda de pogo, embalada pelo som do bumbo) e “Satan Chegou”. Com certeza mais um show inesquecível do Zumbis do Espaço no Rio de Janeiro, que também fez com que a banda quisesse curtir um pouco mais aquela noite no Circo Voador.
Durante o intervalo, a dançarina burlesca Sweetie Bird fazia mais uma de suas performances no palco, enquanto na área externa da lona do Circo Voador o Mágico Janjão (na profissão há cerca de vinte e cinco anos) recebia atenção de vários grupos que ficavam aglomerados para ver de perto os seus truques mais insanos.
Matanza no Circo Voador é sempre um clássico e obviamente mais essa participação pela A Grande Roubada não poderia ser diferente. A banda abriu o show com “Santa Madre Cassino” e mandou outras sete músicas na sequência: “Meio Psicopata”, “Interceptor V-6″, “Mesa de Saloon”, “Maldito Hippie Sujo” (com direito a coreografia de Jimmy e do baixista China durante o solo de guitarra), “Pandemonium”, “Tempo Ruim” (para acalmar um pouco os nervos) e “Todo Ódio Da Vingança De Jack Buffalo Head”. Só antes de “Eu Não Gosto de Ninguém” que Jimmy começou com as famosas conversas com os integrantes da banda, desta vez, com o guitarrista Maurício: “Não adianta, Maurício, eu ficar fazendo essa fama de mau. Só me resta dizer uma coisa, se eles me acham sinistro mesmo. Só resta dizer que ‘Eu Não Gosto De Ninguém’!“
Jimmy também contou que o Matanza estava de bom humor naquele dia, por conta de compartilhar o palco com vários parceiros de longa data e perguntou se o público achava “good vibe” se eles tocassem uma “musiquinha nova muito bonitinha”, intitulada “Odiosa Natureza Humana”.
“Voltando a programação normal” (como Jimmy havia dito), a banda tocou “Clube Dos Canalhas” (Jimmy aproveitou para zombar do Mozine – que tocou com Os Pedrero no dia – pedindo para o público lançar tudo em cima dele) e “Imbecil”. Antes de “O Chamado do Bar”, Jimmy recomendou que quem não soubesse brincar, não descesse para o play, já que a roda de pogo nessa hora iria se expandir.
Em “Ressaca Sem Fim”, a banda convidou o Nihil, do Enterro, para ajudar nos vocais. Na sequência, “Remédios Demais” (outra música nova que estará no próximo CD do Matanza, com previsão de lançamento para o final do ano) foi apresentada e um cover de Johnny Cash também, com Jimmy declarando que gostava muito de Rivotril, mas que achava o Johnny “mais maneiro”.
Chegava a vez então da famosa “Pé Na Porta, Soco Na Cara” que depois deu vez para “Quando Bebe Desse Jeito”. A banda então deu uma pausa antes de “Bebe, Arrota e Peida” para Jimmy dançar polka, voltou a tocar em “Bom É Quando Faz Mal” e foi guiada a tocar “A Arte Do Insulto”, já que o público foi quem puxou a música. As últimas músicas da setlist foram “As Melhores Putas Do Alabama”, “Ela Roubou Meu Caminhão”, “Whisky Para Um Condenado” e a já previsível “Estamos Todos Bêbados” foi a responsável pela finalização do show.
Os Pedrero fecharam a noite e assim como Los Muertos Vivientes na madrugada anterior, se apresentaram para um público menor. O show foi rápido e o fato de nenhuma música do novo CD “Sou Feio Mas Tenho Banda” ter sido tocada, frustrou alguns. Mesmo assim, ninguém deixou de dançar e nostalgiar com músicas como “Jhenny Paula” (que abriu a apresentação), “Eu Odeio Trabalho”, “Se Fudi”, “Shirley Maclaine”, “Eu Nunca Vou Parar de Beber” (que pode ser apontada como o destaque do show), “Estilo Selvagem Rock N Roll”, “Cavera Y Macaco” e “Heavy Metal Night!” (última música apresentada).
Como você já está sabendo, nos dias 25 e 26 de Junho acontecerá no Rio De Janeiro o festival A GRANDE ROUBADA, com nomes como Matanza, Os Pedrero, Mukeka Di Rato e Zumbis Do Espaço.
Pois bem, aqui no Tenho Mais Discos Que Amigos! a gente vai de dar uma forcinha pra comparecer a esse puta evento, sorteando um ingresso VIP para cada um dos dias!
Para participar, você precisa ter uma conta no twitter. Se não tem, faça uma nem que seja só pra participar, a gente te perdoa.
Você deve seguir os usuários @mdiscosqamigos e @agranderoubada, aí basta twittar as frases, dependendo do dia que você quer ir ao show:
“Aeeee o @mdiscosqamigos vai me dar um ingresso VIP para o festival @agranderoubada dia 25 http://migre.me/Rh5B “ “Aeeee o @mdiscosqamigos vai me dar um ingresso VIP para o festival @agranderoubada dia 26 http://migre.me/Rh5B “
Pode twittar quantas vezes quiser, e a gente vai sortear os ingressos a todos que o fizerem.
O resultado será divulgado na Sexta-Feira, dia 25, então corra para participar!
ATENÇÃO: Será necessário comprovar o seu nome com documento de identidade na porta do evento.
Dead Fish / Mukeka Di Rato
A volta da Polysom no Brasil, que marca o reinício da era de fabricação de discos de vinil no país contou com títulos de Pitty, Cachorro Grande, Fernanda Takai, Nação Zumbi, entre outros.
O primeiro compacto em 7 polegadas dessa nova safra é das bandas capixabas de hardcore Dead Fish e Mukeka Di Rato.
O split conta com 2 faixas de cada banda, e arte toda inspirada em artistas bregas dos anos 70, como você viu aqui no TMDQA!, feita por ninguém menos que o prolífico Fabio Mozine, o baixista do Mukeka, líder do Merda, dono da Laja Records entre outras atividades que não mencionaremos aqui.
A arte do disquinho ficou realmente legal, já que retrata bem a fonte de inspiração tomada como base e ficou com cara de disco velho. Gostei também do selo central do disco, que também me lembrou lançamentos tradicionais no formato.
O lado negativo é que não há encarte algum, nem mesmo uma folhinha simples com as letras e informações técnicas, que já faria diferença e agregaria valor ao produto final.
As faixas do Dead Fish são sobras de estúdio das sessões de “Zero E Um” e “Um Homem Só”, e já haviam sido lançadas anteriormente em coletâneas virtuais da Deck, mas aqui ganham o primeiro lançamento em formato físico, enquanto as 2 músicas do Mukeka Di Rato ficaram de fora do disco “Carne” e foram lançados apenas como bônus na versão japonesa do álbum, sendo também inéditas aqui em terras brasileiras.
Fique ligado que em breve vai pintar uma promoção bem bacana com essas bandas por aqui.
Clique nas fotos para ampliá-las
Against Me!
No dia 17 de Abril comemorou-se nos Estados Unidos e em alguns outros esparsos pontos do mundo o Record Store Day, uma iniciativa que une a volta do vinil a uma vontade de ajudar lojas de discos independentes, que foram massacradas por grandes cadeias comerciais e pelo declínio acentuado da venda de registros físicos nos últimos tempos.
Várias bandas e gravadoras fizeram questão de lançar discos exclusivamente para esse dia, e o Against Me! junto com a Sire Records foi uma das bandas que o fez.
Os folk-punkers da Florida lançaram um EP de “I Was A Teenage Anarchist”, primeiro single do novo álbum de estúdio dos caras, o aclamado “White Crosses” e eu tive a sorte de encontrar uma cópia a 4 dólares no eBay.
A caixinha do disco é simples, porém muito bonita. Toda preta e com um selo enorme no canto superior esquerdo dizendo que esse é um lançamento exclusivo do Record Store Day.
O buraco central da caixa é do tamanho do selo do disco, o que permite visualizar de fora que se trata de um lançamento do Against Me!, com um selo central contendo as informações e uma foto de tachinhas, já que não há nenhuma outra menção à banda na arte da caixa.
Fora isso, infelizmente, a arte para por aí, e não há encarte, folha, cartão de download, nada.
Outro ponto negativo é que o EP conta apenas com a versão de estúdio de “I Was A Teenage Anarchist” de um lado e uma versão acústica da mesma faixa do outro lado, sem uma inédita, cover, ou algo do tipo, o que seria bem legal.
De qualquer forma é um registro histórico, que marca uma data especial para todos nós, amantes do vinil.
Clique nas fotos para ampliá-las.
Saiba todos os detalhes sobre o Record Store Day clicando aqui.
Screeching Weasel
Outro disco bem barato que acabei encontrando meio que sem querer.
A Vinyl Collective parou de vender discos esse ano, passando tudo para a Interpunk e passando a dedicar todas as suas forças a lançar novos artistas.
Nesse meio tempo, durante a transição de itens em estoque, os caras deram descontos em vários álbuns, e um desses era o “Wiggle”, do Screeching Weasel, que eu ainda não tinha em minha coleção nem mesmo em CD.
Sendo fã da banda, não podia deixar passar o disco em vinil colorido e caixa gatefold a 6 dólares, nem pensei 2 vezes.
Originalmente pedi o disco em vinil transparente, e o adesivo no plástico de fora da caixa dizia isso, mas quando abri veio a surpresa, e um vinil branco, que talvez combine mais com a capa do disco.
A caixa é bem legal, em formato gatefold contando com todas as letras do disco e várias fotos da época da gravação, contando inclusive com momentos constrangedores de Ben Weasel e seu lineup da época, já que a formação do SW mudou dezenas de vezes ao longo do tempo.
O selo central do disco contém o tradicional mascote da banda e é bem legal, e além disso não há encarte, já que toda a informação está na contra-capa do disco.
Musicalmente esse disco contém o mega hit do Screeching Weasel, “Like A Parasite”, e as favoritas dos fãs “Teenage Slumber Party” e “Automatic Rejector”, mas fora esses destaques, eu acho o resto do disco bem fraco, fazendo com que seja um dos menos atraentes da banda de pop-punk na minha opinião.
O evento A Grande Roubada é produzido por Raoni M., Vinícius F. e Pedro Punk e já é famoso não só no Estado do evento, o Rio de Janeiro, mas em boa parte da cena underground brasileira por conta dos lineups indescritíveis das suas edições.
“A Grande Roubada” sempre acontece em feriados e datas especiais. Neste ano, o evento aconteceu pela primeira vez durante o carnaval e encheu o Asa Branca (Lapa) de foliões que trocaram a Sapucaí, blocos de rua e coisinhas do tipo, para aproveitar devidamente um dos eventos mais legais que já surgiram no Rio de Janeiro.
Até aí “A Grande Roubada” já havia tido três edições em 2009: A primeira em junho, a segunda em setembro e a terceira em novembro.
E nesta semana, nos dias 25 e 26 de junho, o evento completará um ano de existência e para celebrar, logicamente, nada melhor do que dando uma festa arretada. Abaixo, as informações:
Dia 25/06 @ Teatro Odisséia com:
Mukeka di Rato + Cara de Porco + Cabrones Sarnentos + Los Muertos Vivientes + Plastic Fire
Preços:
R$15,00 na lista até meia noite
R$20,00 na lista a partir de meia noite até o final
R$40,00 normal
Lembrando que os horários de cada apresentação serão divulgados nesta semana, no twitter oficial do evento, assim como na sua comunidade no Orkut.
DJ’s:
RIOBILLY
FIEND CLUB
COLLEGE ROCK PARTY
E mais:
Performances;
Sorteios;
Exposições;
Stands de moda & quadrinhos;
Exibição de vídeos.
Raoni M., um dos idealizadores/organizadores do evento, me disse que “a idéia do projeto é ‘repescar’ as bandas ‘das antigas’, junto com bandas novas, trazendo de volta uma galera que não vem há um tempo pro Rio de Janeiro“.
Ele completou dizendo que “a intenção é ser um ‘mini-festival’ de rock, envolvendo não só música, mas várias formas de arte e cultura ligadas ao rock“.
E isso é um fato. Além de shows históricos, DJ’s e performance de Pin Up, também houve em outras edições o lançamento de um livro de histórias em quadrinhos, exibição de documentário do Ratos de Porão, Velhas Virgens e também um filme do Zé do Caixão, que inclusive, teve sua coletânea inédida e limitada, sorteada para os presentes na primeira edição. Falando em sorteio, a excelente Art Factory Studio sempre marcou presença na festa, sorteando tattoos e piercings.
Como “A Grande Roubada” já se tornou um dos eventos mais expressivos do underground carioca, perguntei ao Raoni se ele tem planos de usar algumas outras temáticas (como “A Grande Roubada de Halloween”) nas próximas edições: “Pretendemos sim. A festa sempre foi num feriado, sem exceção. E mesmo que não seja a partir da ‘A Grande Roubada de Carnaval’, teremos temáticas como se fossem ‘capítulos’ de um filme ou de história em quadrinho e vamos tentar construir personagens que sejam a cara da festa também“.
Bacana, não? Então se você mora ou estará no Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 de junho, é obrigatório dar um pulo no evento para checar o quanto o trabalho dos caras é profissional e feito com todo o cuidado e carinho. O Tenho Mais Discos Que Amigos! recomenda!
Samwell / Josh Homme
Assim de nome você pode até não reconhecer Samwell. Mas provavelmente já deve ter escutado o mega hit “What What (In the Butt)” ou visto algum emoticon com o seu rosto no MSN Messenger. Se não, preste bem atenção no vídeo abaixo pois os próximos segundos mudarão a sua vida. E antes de mais nada, deixamos claro que o Tenho Mais Discos Que Amigos! não irá se responsabilizar pelos leitores que sofrem algum trauma com isso.
Ironias à parte, parece que o chefão Homme quis demonstrar toda essa “admiração” que sua família sente pelo incrível Samwell e resolveu gravar um dueto acústico desta harmoniosa, belíssima e cativante canção no programa “Tosh.0“.
O resultado, que foi televisionado no dia 16 de junho e que conta também com a participação especial do apresentador do programa, Daniel Tosh, dando um brilho a mais na performance da música, você confere a seguir.
Les Savy Fav
Depois de ter anunciado que lançaria um álbum em setembro e sem dar maiores detalhes, a banda Les Savy Fav divulgou algumas preciosas informações sobre o quinto álbum de estúdio da sua carreira.
“Root For Ruin” sucede “Let’s Stay Friends” de 2007, será lançado no dia 13 de setembro deste ano via Wichita Recordings, foi gravado em Nova Iorque (cidade natal da banda) no Gigantic Studios e foi produzido por Chris Zane.
Tracklisting:
01. “Appetites”
02. “Dirty Knails”
03. “Sleepless In Silverlake”
04. “Let’s Get Out Of Here”
05. “Lips n’ Stuff”
06. “Poltergeist”
07. “High And Unhinged”
08. “Excess Engergies”
09. “Dear Crutches”
10. “Calm Down”
11. “Clear Spirits”
Syd Butler, o baixista da banda, comentou: “Todas as faixas têm duração de três minutos e meio, elas são mais compactas e concisas“.
Avenged Sevenfold
Finalmente o aguardadíssimo quinto álbum de estúdio do Avenged Sevenfold e que conta com Mike Portnoy (Dream Theater) nas baquetas, está disponível na pré-venda e teve seus outros detalhes revelados, incluindo sua arte da capa (a banda fez um quebra-cabeças com a artwork e foi postando peça por peça com o passar dos dias, no seu site oficial).
“Nightmare” será lançado no dia 27 de julho e comentários sobre o álbum e vídeos de bastidores, podem ser checados aqui.
Tracklisting:
01. “Nightmare”
02. “Welcome To The Family”
03. “Danger Line”
04. “Buried Alive”
05. “Natural Born Killer”
06. “So Far Away”
07. “God Hates Us”
08. “Victim”
09. “Tonight The World Dies”
10. “Fiction”
11. “Save Me”
Há também várias opções de compra. Veja só!
Edição limitada (conforme já havíamos postado aqui):
- CD de “Nighmare” com arte diferente;
– Encarte expandido, com arte exclusiva e caderno de letras feito pela banda;
– Embalagem/livro em couro sintético com arte exclusiva e símbolo prateado;
– Litografia exclusiva em 24×36 polegadas chamada de “Death Bat Anatomy”, com arte em papel especialmente texturizado com uma representação prateada do “Death Bat”;
– Download instantâneo do single “Nightmare”.
- “Nightmare” CD;
– Camisa exclusiva com a artwork da capa do álbum;
– Pingente do “Death Bat” (com corrente de bolinhas);
– Luvas (que deixam os dedos à mostra) com o logo da banda.
Para comprá-lo na edição “Nightmare Box Set”, clique aqui.
Edição “Nightmare Box Set Plus”:
- Bracelete de couro duplo com o logo da banda;
– Fivela para cinto com o logo da banda;
– “Nightmare” CD;
– Camisa exclusiva com a artwork da capa do álbum;
– Pingente do “Death Bat” (com corrente de bolinhas);
– Luvas (que deixam os dedos à mostra) com o logo da banda.
Para comprá-lo na edição “Nightmare Box Set Plus”, clique aqui.