Posts sobre Lagwagon

Sick Of It All, Sundowner, Scott Pilgrim Vs The World, The Swellers

17 Aug/10 1 comentário | Arquivado em Notícias, , , , , , , , , , , , , , , ,

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Sick Of It All

Sick Of It All

O Sick Of It All se apresentou recentemente no programa The Daily Habit da Fuel TV. A banda fez uma apresentação  de peso tocando a música “Take the Night Off” do disco “Death to Tyrants” de 2006.

O Sick Of It All em Outubro fará uma tour pela Europa junto com o Madball, chamada “New York United”. E depois tocarão ao lado do Sepultura em Dezembro, na Alemanha.


Sundowner

Sundowner - We Chase The Waves

Sundowner, o projeto paralelo de Chris McCaughan, guitarrista do Lawrence Arms, já está com o seu novo disco “We Chase The Waves”, a venda no site da Asian Man Records, nas versões CD e LP. Quem quiser garantir o seu, basta entrar aqui.

Segue a track-list do disco:

  1. “In The Flicker”
  2. “Araby”
  3. “Whales And Sharks”
  4. “As The Crow Flies”
  5. “Baseball’s Sad Lexicon”
  6. “All Prologue”
  7. “Mouth Of A Tiger”
  8. “Second Hand”
  9. “Jewel Of The Midwest”
  10. “What Beadie Said”


McCaughan apresentou recentemente algumas músicas para o site Switchboard Sessions, além de contar um pouco sobre como desenvolvimento do novo disco. As músicas apresentadas para o site foram “The Flicker” que faz parte do novo disco do Sundowner, e “The Slowest Drink At The Saddest Bar On The Snowiest Day In The Greatest City” do Lawrence Arms, que saiu no EP “Buttsweat and Tears” de 2009. Dêem uma ouvida.



Sundowner’s “The Flicker” by The Switchboard Sessions



Sundowner’s “The Slowest Drink…” by The Switchboard Sessions


Scott Pilgrim Vs The World

Scott Pilgrim Soundtrack

Algumas semanas atrás, falamos aqui sobre a trilha sonora do filme Scott Pilgrim Vs The World, no qual Beck, Metric, Broken Social Scene e Frank Black deram vida as bandas dos personagens que aparecem nos quadrinhos que inspiraram o filme.

Para surpresas de alguns, a trilha será lançada em uma versão limitada em LP na cor vermelha, e será lançado oficialmente dia 08 de Outubro, mas já pode ser adquirido aqui.

Veja a track-list, depois ouça “Black Sheep” da banda fictícia The Clash at Demonhead, que na verdade é o Metric.

  1. Sex Bob-Omb: “We Are Sex Bob-Omb”
  2. Plumtree: “Scott Pilgrim”
  3. Frank Black: “I Heard Ramona Sing”
  4. Beachwood Sparks: “By Your Side”
  5. Black Lips: “O Katrina!”
  6. Crash and the Boys: “I’m So Sad, So Very, Very Sad”
  7. Crash and the Boys: “We Hate You Please Die”
  8. Sex Bob-Omb: “Garbage Truck”
  9. T. Rex: “Teenage Dream”
  10. The Bluetones: “Sleazy Bed Track”
  11. Blood Red Shoes: “It’s Getting Boring by the Sea”
  12. Metric: “Black Sheep”
  13. Sex Bob-Omb: “Threshold”
  14. Broken Social Scene: “Anthems for a Seventeen-Year-Old Girl”
  15. The Rolling Stones: “Under My Thumb”
  16. Beck: “Ramona (Acoustic)”
  17. Beck: “Ramona”
  18. Sex Bob-Omb: “Summertime”
  19. Brian LeBarton: “Threshold 8 Bit”


The Swellers

The Swellers

Para finalizar o post, o The Swellers durante um show no último domingo em Minneapolis tocou a clássica “May 16” do Lagwagon. E como a Internet é rápida em tudo, o vídeo já caiu no Youtube.

O The Swellers, que lançou seu último trabalho, “Ups and Downsizing” em 2009, agora está fazendo a “The All I Have Left To Offer Is This Tour”, junto com o Fireworks, Man Overboard e Transit!

Veja como ficou a cover:

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Entrevista na Idealshop, Na Vitrola com Stephen Egerton (Descendents)

02 Jun/10 2 comentários | Arquivado em Entrevistas,Na Vitrola, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O TMDQA! Quer Você!

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Entrevista na Idealshop

Felipe Eterno me entrevistou para o blog da maior loja underground do país, a Idealshop, e perguntou sobre tudo relacionado a Vinil, novidades no TMDQA!, Florianópolis e até Fita K7!

O resultado ficou bem legal e você pode conferir todas as minhas respostas aqui.

Na Vitrola com Stephen Egerton (Descendents)

Hoje estreia aqui no TMDQA! uma nova seção do site, chamada “Na Vitrola”.

A ideia é que eu, Angélica e Guilherme possamos trazer matérias sobre um determinado disco que a gente está ouvindo demais, seja novo ou velho, de qualquer estilo e que a gente sente que precisa compartilhar com o resto do mundo.
Além disso, ainda traremos convidados especiais falando sobre o que estão ouvindo no momento, acho que vai ficar bem legal.

Eu começo hoje com o disco que basicamente fez com que eu criasse essa seção:

Stephen Egerton – The Seven Degrees Of Stephen Egerton

Stephen Egerton é o lendário guitarrista de uma das bandas mais importantes para a história do punk e pop-punk, o Descendents. Além disso, quando Milo deixou os vocais da banda e ela virou ALL, era Stephen também o responsável pelas guitarras do novo grupo.

O cara tem um jeito muito característico de tocar o tal dos 3 acordes e é impressionante como o timbre da guitarra dele permanece o mesmo ao longo de tanto tempo. Ele é daqueles artisstas que quando você ouve qualquer coisa, 5 segundos de música, já sabe quem é.

Quando foi anunciado o disco solo dele e eu postei aqui no TMDQA! há um tempo atrás, eu fiquei extremamente ansioso, surpreso, e feliz em saber que ele tá na ativa e melhor de tudo, gravando com gente mais que importante.

Egerton recrutou nada mais nada menos do que 16 vocalistas diferentes para emprestar suas vozes às 16 faixas que compõem “The Seven Degrees Of Stephen Egerton”, onde ele gravou todo o resto do instrumental: guitarra, baixo e bateria.

E como se não fosse algo diferente, animador e principalmente trabalhoso reunir 16 pessoas em um mesmo disco, ele o fez com nomes que são referências na cena independente/punk rock americana.
Entre os mais conhecidos estão Dan Andriano do Alkaline Trio, Chris DeMakes do Less Than Jake, Mike Herrera do MxPx, Joey Cape do Lagwagon, Tim McIlrath do Rise Against, Milo do Descendents, Chad Price do ALL e Scott Reynolds também do ALL.

Apesar dos 16 vocais, o álbum é bastante conciso, muito pelo fato de Stephen ter gravado todos os instrumentos e mantido seu modo de tocar guitarra característico.
Logo na primeira faixa “Flip”, já fica claro o que nos espera ao longo do disco, com belas melodias, refrão grudento e a guitarra falando mais alto que todo mundo.
“Fire’s On” e “Abundance Of Fluff” vêm na sequência e são 2 das melhores do disco, assim como “Our Last Song”, “She’s Got Everything” e “Cut Me Down To Size”.

O álbum poderia acabar com a excelente “Print On Paper”, com participação de Chris do Less Than Jake, e talvez esse seja o único pecado do disco, que poderia ser menor, mas eu entendo que seria miuto difícil cortar 3 músicas com convidados especiais em todas elas.

Esse disco tem 45 minutos, mas passa como se fossem apenas 5. É daqueles deliciosos de ouvir, que passam rapidinho e você quer mais. Você não terá como errar baixando/comprando a sua cópia.

Pra finalizar, eu me dei ao trabalho de fazer um especial sobre cada um dos vocalistas, já que alguns são desconhecidos e quase todos me surpreenderam positivamente com seu trabalho. Aproveita:

01- John Speck (“Flip”)

John Speck é o vocalista/guitarrista da banda The Fags, trio que flutua entre o indie, garage rock e power pop, e as músicas dos caras são barulhentas mas ao mesmo tempo melódicas e guiadas pelo belo vocal de Speck.


02- Jon Snodgrass (“Fire’s On”)

Jon Snodgrass ganhou notoriedade sendo guitarrista e vocalista do influente trio de punk/emo/indie Armchair Martian, nos anos 90.
Quando a banda acabou, Jon partiu para um novo projeto de alt-country chamado Drag The River e também gravou várias faixas como artista solo, no esquema voz+violão, onde se dá muito bem, já que sua voz rouca característica combina com o country e o violão.
É um baita artista, e na minha opinião gravou uma das melhores faixas do disco.


03 – John Moreland (“Abundance Of Fluff”)

Vocalista de peso (#piadapronta), John Moreland toca na John Moreland & The Black Gold Band, quarteto de rock um tanto quanto desconhecido que tem feitos shows pelo circuito alternativo/punk lá nos EUA.
Aqui gravou uma das melhores músicas do disco, “Abundance Of Fluff”.


04 – Tim McIlrath (“South For The Winter”)

Um dos grandes nomes convidados para esse disco, Tim McIlrath é o vocalista do Rise Against, banda de hardcore melódico que já ultrapassou os limites do underground e é banda de gravadora grande, além de ser referência no estilo e ter uma legião de fãs devotos.

Confesso que esperava bastante da faixa dele, “South For The Winter”, mas achei uma das mais fracas do disco.


05 – Chad Price (“Funny Face”)

Chad Price foi um dos vocalistas a passar pelo ALL, banda que representava 3/4 do Descendents, incluindo Egerton no lineup.
Além disso, ele também tocou no Drag The River, junto com Jon Snodgrass e também embarcou em carreira solo com seu violão. Gravou “Funny Face” para esse disco.



06 – Bill McShane (“Never Again”)

Bill McShane era o vocalista e guitarrista de uma banda de indie/power-pop chamada Ultimate Fakebook, que durou de 1994 a 2003.
Sinceramente, “Never Again” é uma das músicas que mais surpreendeu no disco, ficou boa demais.

Fui obrigado a ir atrás do catálogo do Ultimate Fakebook, e recomendo! Odeio descobrir boas bandas depois que elas acabam, mas paciência.


07 – Jesse Cole (“On The Avenue”)

Jesse Cole é vocalista e guitarrista da banda de pop-punk In Stereo, cujo último disco tem um nome bem interessante: “Death Before Emo”. Além disso, também toca no Le Fang, banda mais orientada a indie do que pop-punk, cuja música “City In Peril” é muito parecida com a faixa “On The Avenue”, gravada no disco de Egerton.
O Le Fang, aliás, tem sido uma espécie de banda de apoio de Egerton em shows de divulgação desse disco, com Jesse Cole cantando faixas gravadas originalmente por outros vocalistas no álbum.


08 – Dan Andriano (“Our Last Song”)

Muito provavelmente você sabe que Dan Andriano é um dos vocalistas e baixista do gigante Alkaline Trio.
O que você não sabe é que Dan tem um passado de várias outras bandas muito interessantes, e vou contar um pouco sobre todas aqui.

Dan Andriano era baixista da banda de ska Slapstick, de onde também sairam membros do The Lawrence Arms. Quando a banda acabou, Andriano formou o Tuesday, banda de emo dos anos 90, aos moldes de Sunny Day Real Estate, com ele assumindo os vocais de todas as músicas.

Nesse meio tempo ele formou o Alkaline Trio com Matt Skiba e a banda tornou-se uma das maiores de emo/punk de todos os tempos, e grande nome do estilo até hoje, chegando a ter lançado disco por major label e tudo mais.

Outro projeto recente de Dan foi o The Falcon, onde tocava baixo e dividia os palcos com Brendan Kelly do Lawrence Arms, responsável pelas guitarras e vocal.

Por último, chegou a fazer uma turnê como artista solo com o nome de Emergency Room.
Ufa!

Nesse disco, gravou “Our Last Song”, primeira música do disco a ser divulgada antes dele sair.


09 – Milo Aukerman (“She’s Got Everything”)

Milo é eterno frontman de uma das bandas punk mais importantes da história, e talvez os pioneiros do tão famoso pop-punk, o Descendents.

Musicalmente ele basicamente só fez isso e algumas participações especiais e backing vocals em músicas do ALL, mas fora da música o cara é nada mais na menos do que PhD em bioquímica. Motivo esse que o fez inclusive abandonar o Descendents (o disco “Milo Goes To College” não tem esse nome à toa).

Gravou “She’s Got Everything” e obviamente a faixa tem cara e jeito de andar do Descendents.


10 – Mike Herrera (“Cut Me Down To Size”)

Mike Herrera é conhecido como baixista e vocalista do trio de pop-punk MxPx, que é um dos maiores nomes no estilo e como postamos há algum tempo atrás, influência até para membros de bandas gigantes de gosto duvidoso como o Jonas Brothers.

Além do MxPx, também teve 2 outras bandas chamadas Arthur e The Cootees, ambas muito parecidas com MxPx, e mais recentemente iniciou o Tumbledown, projeto bem interessante de alt-country.

A faixa dele no disco,“Cut Me Down To Size” é uma das melhores.



11 – Scott Reynolds (Sunny Disposition)

Scott Reynolds foi um dos vocalistas do ALL, além de Dave Smalley e Chad Price.
Depois que saiu da banda, teve alguns outros projetos, mas nenhum teve atenção e notoriedade, até que há pouco tempo atrás ele se juntou ao próprio Stephen Egerton em uma banda chamada 40Engine, que aliás é responsável por algumas das faixas desse disco de Egerton, incluindo “Sunny Disposition” gravada com Reynolds.



12 – Joey Cape (“When They Roam”)

Joey Cape ganhou notoriedade na cena com sua primeira banda, o Lagwagon, grande nome do hardcore melódico dos anos 90 que era para sua época o que o emo é para os dias de hoje, o estilo preferido da molecada do underground/independente.

Além do Lagwagon, Joey formou o Bad Astronaut, toca no supergrupo de covers Me First And The Gimme Gimmes (que contém ainda membros de Foo Fighters, NOFX e Swingin’ Utters), gravou e excursionou com amigos do Sugarcult sob o nome de The Playing Favorites (você viu o lindo disco deles aqui) e agora grava e toca ao redor dos EUA em carreira solo, com voz+violão.

“When They Roam” combinou demais com a voz de Joey.



13 – Chris DeMakes (“Print On Paper”)

Chris é vocalista e guitarrista de uma das bandas de ska da terceira onda mais importantes e influentes, o Less Than Jake. Gravou “Print On Paper”, uma das minhas preferidas do disco.



14 – Frank Daly (“Falling Out”)

Frank Daly era o vocalista da banda Big Drill Car, que viveu entre o final dos anos 80 e começo dos anos 90 e foi um dos grandes nomes da cena pop-punk californiana da época, influenciando o próprio ALL de Stephen Egerton.

Nesse disco gravou “Falling Out”.


15 – Mark Vecchiarelli (“Silencer”)

Mark era o vocalista e guitarrista do trio de rock alternativo (no mais puro sentido do gênero) Shades Apart, que chegou a ter relativo sucesso com a música “Valentine” e participou da trilha sonora oficial do filme American Pie.
Encerrou as atividades em 2003 e chegou a fazer alguns shows de reunião após isso, mas não está em atividade.


16 – Abe Brennan

Abe Brennan é vocalista das bandas My Name e Wretch Like Me.
Gravou a última faixa do disco, “Willie Wicked”, que é a que mais destoa do resto do álbum, e uma das que poderia ter ficado de fora.


Você pode comprar o disco em 3 cores diferentes de vinil na Interpunk, ou pode claro baixá-lo na Internet, porque já vazou faz tempo. Você sabe onde procurar, certo? ;D


Espero que tenham gostado dessa primeira edição do “Na Vitrola” porque eu fiz com muita vontade de compartilhar o algo que estou gostando demais no momento com a maior riqueza de detalhes possível.

Deixem seus comentários e pensamentos abaixo!

Abraços.

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Stephen Egerton (ALL/Descendents), Jakob Dylan, Coletânea Contra o Câncer, Nitrominds contra os Emos, Gama Bomb, Buried Inside

08 Apr/10 2 comentários | Arquivado em Notícias, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Stephen Egerton (ALL/Descendents)

Stephen Egerton, guitarrista dos lendários e influentes Descendents e ALL está lançando um disco solo chamado “The Seven Degrees Of Stephen Egerton”, e o nome baseado na teoria que diz que todos nós estamos separados uns dos outros por no máximo 6 passos não é a toa.

O cara gravou todos os instrumentos do disco, escreveu todas as letras, e aí na hora de gravar os vocais, começou a chamar os amigos. E o círculo de amizades de Stephen “só” inclui gente do naipe de Alkaline Trio, Lagwagon, Less Than Jake, MxPx e Descendents.

Das 16 faixas, 15 são cantadas por convidados especiais, dá só uma olhada em como ficou foda:

1. Flip (feat. John Speck of The Fags)
2. Fire’s On (feat. Jon Snodgrass of Drag The River)
2. Abundance Of Fluff (feat. John Moreland of Jon Moreland and the Black Gold Band)
4. South For The Winter
5. Funny Face (feat. Chad Price of ALL/Drag The River)
6. Never Again (feat. Bill McShane of Ultimate Fakebook)
7. On The Avenue (feat. Jesse Cole of In Stereo/Le Fang)
8. Our Last Song (feat. Dan Andriano of Alkaline Trio)
9. She’s Got Everything (feat. Milo Aukerman of The Descendents)
10. Cut Me Down To Size (feat. Mike Herrera of MXPX)
11. Sunny Disposition (feat. Scott Reynolds of ALL)
12. When They Roam (feat. Joey Cape of Lagwagon/Me First And The Gimme Gimmes)
13. Print On Paper (feat. Chris DeMakes of Less Than Jake)
14. Falling Out (feat. Frank Daly of Big Drill Car)
15. Silencer (feat. Mark Vecchiarelli of Shades Apart)
16. Willie Wicked (feat. Abe Brennan of My Name/Wretch Like Me)

Ficou curioso? Não tem problema.
No site da Alternative Press você já pode ouvir uma das músicas do disco, a faixa “Our Last Song”, com a belíssima participação de Dan Andriano do Alkaline Trio. Eu não tiro a música do repeat, clique aqui e faça o mesmo.

O disco será lançado no dia 11 de Maio em CD, LP e formato digital, e o link oficial do anúncio é esse aqui.


Jakob Dylan

O segundo álbum solo de Jakob Dylan, filho de Bob Dylan e líder do Wallflowers foi lançado no último dia 6 pela Columbia Records e se chama “Women + Country”.

Jakob disse que nesse disco queria utilizar uma grande variedade de instrumentos, pra dar uma enchida na sonoridade das canções e aproveitar para também mudar a maneira como escreve suas letras, tudo bem misturado entre o country, blues e folk.

Infelizmente o disco foi lançado apenas em CD e MP3, sem versão em vinil, mas meu comentário final fica sobre a capa: o cara tá MUITO parecido com o pai, não acham não?


Coletânea Contra o Câncer

A The Right Track: Tunes to TargetCancer é uma iniciativa de organizar shows, apresentações e comercializar músicas raras de bandas conhecidas pra poder ajudar no investimento de pesquisas e suporte a pacientes de tipos de câncer mais raros e que não contam com ajuda financeira adequada.

Eles disponibilizaram uma série de faixas de nomes como Weezer, The Donnas e Ween para serem compradas e todo o dinheiro vai para a organização. Não é exatamente um disco, já que a ideia é ir disponibilizando novas músicas sempre que possível.

Dá uma olhada nos títulos:

Weezer- “The Rat Race”
Ween – “DC Won’t Do You No Good”
The Donnas- “Can’t Keep It a Secret”
Cowboy Junkies- “In My Time of Need” (Ryan Adams cover)
Dean and Britta- “International Velvet Theme” (Caledonia Mix)
Buffalo Tom- “Thrown” (Live From Somerville Theater)
Linda Thompson- “Never the Bride”
Mike Viola- “This is Love, This is Life”
Drug Rug- “Coffee In the Morning” (Alternate Version)
The Gravel Pit- “Yellow Light Purple”
Happy Ending- “Through Your Eyes”

O link para ouvir um pedaço de cada uma das faixas e/ou comprá-las em MP3 e FLAC é esse aqui.


Nitrominds

O site da revista Cemporcento Skate está divulgando o lançamento do disco virtual “Kill Emo All”, da já clássica banda brasileira de hardcore Nitrominds.

O título é sugestivo, e a capa à la Metallica não é coincidência, já que aqui os caras prestam homenagem a suas maiores influências com 16 covers de bandas entre Ratos de Porão, The Police, Bad Religion e Pennywise.

A cereja em cima do bolo, ou a marretada no emo vem com as participações especiais de Rodrigo do Dead Fish na cover de “News From The Front” do Bad Religion, de João Gordo na cover de “Kill Yourself” do S.O.D. e de Jão do Ratos de Porão em “Crianças Sem Futuro” do próprio Ratos.

Se liga na tracklisting:

1 – PENNYWISE – THE SECRET
2 – BAD RELIGION – NEWS FROM THE FRONT (part. Rodrigo Dead Fish)
3 – 7 SECONDS – WE’RE GONNA FIGHT
4 – DOWN BY LAW – ALL AMERICAN
5 – BAMBIX – MONOZYGOTIC
6 – AGENT ORANGE – BLOODSTAINS
7 – D.R.I. – SHUT UP !
8 – S.O.D. – KILL YOURSELF (part. João Gordo)
9 – NUCLEAR ASSAULT – SURVIVE
10 – SACRED REICH – SURF NICARAGUA
11 – TERRORGRUPPE – ENEMY NUMBER ONE
12 – NRA – TOO FAR GONE
13 – HÜSKER DÜ – SOMETHING I LEARNED TODAY
14 – THE POLICE – NEXT TO YOU
15 – RATOS DE PORÃO – CRIANÇAS SEM FUTURO (part. Jão RDP)
16 – EXCEL – DRIVE

O link pra baixar o disco inteirinho na faixa é esse aqui.


Gama Bomb

A banda Irlandesa de thrash metal Gama Bomb está relançando seu primeiro disco, o “Survival Of The Fastest”, lançado originalmente em 2006 em uma edição especialíssima com LP azul e certificado de autenticidade assinado e numerado à mão!

São apenas 500 cópias disponíveis e o link para conseguir uma delas está aqui.


Buried Inside

O Buried Inside, banda que faz um som fortemente baseado em metalcore e hardcore mais antigo está relançando seu terceiro álbum de estúdio, o “Chronoclast” em edição especial.

O disco foi lançado originalmente em 2005, e é um álbum conceitual sobre o tempo e como ele controla as pessoas, se liga na tracklisting:

  1. “Introduction” – 2:51
  2. “Time as Ideology” – 3:14
  3. “Time as Methodology” – 2:23
  4. “Time as Surrogate Religion” – 7:12
  5. “Time as Imperialism” – 4:24
  6. “Reintroduction” – 2:00
  7. “Time as Abjection” – 4:55
  8. “Time as Automation” – 0:56
  9. “Time as Commodity” – 5:50
  10. “Time as Resistance” – 6:15

A nova versão tem arte totalmente nova, vinil de 180 gramas, caixa de material reforçado, impressa em papel especial e é limitada a 1000 cópias para o mundo todo.

O link para conseguir uma dessas belezinhas é esse aqui.


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Paramore, Deftones, Trilha sonora The Runaways, Entrevista EXCLUSIVA Jai Al-Attas (Documentário “1994″)

04 Mar/10 11 comentários | Arquivado em Entrevistas,Notícias, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Paramore

A Fueled By Ramen e o Paramore estão lançando um kit de vinil que contém o último disco da banda, “brand new eyes” em LP de 140 gramas, com apenas 5000 cópias feitas no mundo todo e o single de “Brick By Boring Brick” em um Picture Disc que contém uma imagem do encarte do disco no Lado A e uma imagem com a letra da música escrita pelas mãos da própria vocalista Hayley Williams no Lado B.

Para encontrar o kit o link é esse aqui.


Deftones

O Deftones liberou a track listing do seu novo disco, “Diamond Eyes”, que sai no dia 18 de Maio. Dá uma olhada:

Royal
Diamond Eyes
You’ve Seen the Butcher
CMND/CTRL
Beauty School
Prince
Rocket Skates
Sextape
Risk
976-EVIL
This Place Is Death

Os viciados em LOST devem ficar emocionados com  “This Place Is Death”, já que esse é o nome de um episódio da quinta temporada da série.

O que ainda não saiu foi a capa do disco, mas assim que estivermos com ela, a postaremos aqui.


Trilha Sonora The Runaways

Outra tracklisting divulgada foi a da trilha sonora do filme que retrata a história de uma das primeiras e mais importantes bandas femininas de rock, o The Runaways.
O filme ganhou ares de super-produção, e não ficou pra trás ao escalar os artistas para a trilha sonora. Dá uma olhada:

“Roxy Roller” – Nick Gilder
“The Wild One” – Suzi Quatro
“It’s A Man’s Man’s Man’s World” – MC5
“Rebel Rebel” – David Bowie
“Cherry Bomb” – Dakota Fanning
“Hollywood” – The Runaways
“California Paradise” – Dakota Fanning
“You Drive Me Wild” – The Runaways
“Queens Of Noise” – Dakota Fanning & Kristen Stewart
“Dead End Justice” – Kristen Stewart & Dakota Fanning
“I Wanna Be Your Dog” – The Stooges
“I Wanna Be Where The Boys Are (Live)” – The Runaways
“Pretty Vacant” – Sex Pistols
“Don’t Abuse Me” – Joan Jett

O disco sai em CD e formato digital no dia 23 de Março. Não encontrei uma versão em vinil, mas qualquer novidade será postada por aqui!

Entrevista com Jai Al-Attas

(fonte da foto: billsilvaentertainment.com)

Imagine-se cara a cara com um de seus ídolos, entrevistando-o. Agora imagine-se na frente de todos os seus ídolos, entrevistando-os e gravando um documentário sobre uma das épocas mais marcantes música: o punk rock dos anos 90.
Se você não consegue imaginar tal feito, o australiano Jai Al-Attas imaginou-se nesse contexto e em 2006 saiu de Sidney e foi para Los Angeles realizar esta façanha. “- O resultado disso?” “- O documentário One Nine Nine Four!”

Em 1994, morreu aquele que fez com que cena musical underground fosse posta no mainstream: Kurt Cobain. Com sua morte, o grunge se foi e o punk rock passou a ser o estilo musical presente no cenário daquela época. No mesmo ano, um trio, não muito conhecido, do norte da Califórnia chamado Green Day lançara o disco “Dookie”, alcançando mais de 19 milhões de cópias vendidas. Ainda na mesma época, o Offspring lançou o “Smash”, disco que alcançou o status de maior vendagem de um selo independente, o Epitaph.

Fat Mike (NOFX), Tim Armstrong (Rancid), Billie Joe (Green Day), Mark Hoppus (Blink-182), Tom DeLonge (Blink-182), Greg Graffin (Bad Religion), Dexter Holland (The Offspring), Kevin Lyman (Warped Tour) foram algumas das pessoas com quem Jai pode conversar e extrair informações preciosas dessa época tão movimentada na música que era feita nos Estados Unidos.

E quem melhor para narrar toda essa história? Tony Hawk, a maior lenda viva do skate mundial.
One Nine Nine Four descreve como o punk rock dos anos 90, oriundo da obscura cena de meados dos anos 80, ressurgiu na costa leste dos Estados Unidos agregando o movimento do surf e skate do Sul da Califórnia que culminou no início de um dos principais eventos da música alternativa independente que dura até hoje: a Warped Tour.

Jai Al-Attas conversou quase duas horas conosco do TenhoMaisDiscosQueAmigos.com e com Bruno Bld e Colombia182 do Action182.com, e falou sobre como surgiu a idéia de fazer este documentário, sobre a experiência de participar de algo que influenciou sua vida pessoal e profissional, de estar cara a cara com seus principais ídolos e sobre as dificuldades de realizar um projeto como este.
Falou ainda sobre o mundo da música atual, sobre Green Day, Blink-182, NOFX, Lagwagon, sobre o mercado discos de vinil, entre tantas outras coisas.
Confira abaixo a primeira parte dessa entrevista exclusiva com o cara!

A segunda parte já está no ar, aqui no Action182, é só clicar!

MUITO legal, não perca:


Colombia-ACTION182:
Como você teve a ideia de fazer o “One Nine Nine Four” e qual é o seu maior objetivo?
Jai: A ideia para o filme veio quando eu assisti “Dogtown and Z Boys” (documentário de skate) um dia. Eu achei que era o documentário mais legal que eu já tinha visto e ele me inspirou a querer fazer meu próprio filme. Quando eu comecei a pensar em assuntos que eu tinha paixão, o punk rock dos anos 90 instantaneamente surgiu na minha cabeça, aí eu pensei “espera um pouco, ninguém fez um filme se concentrando nessa era da música”. Então eu basicamente escrevi um rascunho e decidi que se ninguém havia feito, eu teria que fazê-lo por conta própria. O principal objetivo do filme é basciamente contar a história desses artistas e de como eles saíram de relativa obscuridade para se tornar a linha de frente da música mainstream mundial, e o que significou pra cada um deles, e quais tendências foram fatores decisivos para que isso acontecesse numa escala tão larga como aconteceu com eles.

Bruno-ACTION182: Lendo sobre o documentário em suas fontes oficiais, a gente viu que você cresceu ouvindo várias das bandas que acabou entrevistando. Como você se sentiu estando cara a cara com seus ídolos e os tendo como parte do projeto?
Jai: É, foi muito legal, sabe. Há uma regra geral que você nunca deveria conhecer seus herois porque você só irá se desapontar, mas isso não aconteceu comigo. Todo mundo que a gente entrevistou foi super legal com a gente, e nos levou a sério, mesmo que nós fossemos apenas “crianças” da Austrália que eram bebês quando a maioria das bandas deles haviam começado. No começo eu fiquei um pouco intimidado, eu acho, mas depois das primeiras entrevistas eu fiquei bem à vontade com o fato e tentei fazer meu trabalho da melhor maneira possível.

Tony-TMDQA!: Que legal! Ficar desapontado com seus ídolos deve ser muito ruim.
Jai: Não aconteceu comigo ainda, bate na madeira.

Tony-TMDQA!: Como você conseguiu trazer tantas pessoas importantes para o mesmo filme? Todas elas aceitaram quando você os convidou pela primeira vez ou alguém recusou a ideia de fazer parte do projeto?
Jai: Levou um tempo, na verdade. Primeiro a gente tinha 2 pessoas dizendo que fariam, e todas as bandas grandes tipo os Green Days da vida não respondiam nossas ligações. Perceba que a gente estava ligando pra eles direto. Mas como a coisa foi evoluindo, a gente construiu essa energia onde a gente conseguiu entrevistar tipo o Joey Cape (Lagwagon) e ele dizia “porra, vocês já falaram com o Fat Mike (NOFX)?” e eu disse que não, e aí ele nos colocou em contato com o Fat Mike. Então a gente continuou tocando desse jeito, e eventualmente 3 meses depois todo mundo estava a bordo menos o Billie Joe do Green Day. A gente já havia aceitado o fato de que não conseguiria ele e voltou pra Austrália. No dia que eu cheguei na Austrália, o empresário deles Pat, que hoje em dia é um grande amigo meu me mandou um e-mail dizendo “Ah, sim, o Billie quer fazer a entrevista agora”. Mas isso acabou sendo atrasado ou deixado de lado, aí 6 meses depois eu estava em Los Angeles por outros motivos e mostrei ao Pat um trailer que a gente tinha feito sem o Billie. Ele ligou pro Billie falando tipo “você TEM que fazer isso”. Uma semana depois a gente estava no estúdio do Green Day entrevistando o Billie Joe e essa foi a última entrevista que fizemos para o filme. Estávamos muito empolgados.


Colombia-ACTION182: Então os artistas que se envolveram com o projeto aceitaram fazê-lo de primeira?
Jai: Ah sim, basicamente sim.A gente ficou 3 meses em Los Angeles, mas sempre com pressa. A gente teve que ir a Maui para entrevistar Dexter Holland (Offspring). Foi muito legal, mas o Havaí é caro, cara..

Bruno-ACTION182: Continuando no assunto, qual é a parte mais difícil de fazer um documentário tão grande, com tanta gente importante envolvida?
Jai: Tentar fazer o correto com cada uma delas e fazer com que as suas histórias fiquem coesas. Algumas pessoas têm opiniões diferentes em certos assuntos, e como um diretor de filmes você está tentando contar uma certa estória mas por outro lado você não quer tirar os créditos dos envolvidos. O lance é encontrar o balanço perfeito entre tantas personalidades. Dinheiro foi difícil também, a produção foi barata, mas a pós-produção é muito cara.

Tony-TMDQA!: Como você arrecadou fundos para o documentário? Você teve ajuda de alguma empresa privada ou uma pessoa em específico?
Jai: Nenhuma empresa se envolveu. Meu produtor Matt Wardle tem laços no mundo financeiro e pessoas com dinheiro, e ele conseguiu arrecadar os fundos iniciais que a gente precisava pra ir até lá e gravar. Aí eu consegui arrecadar mais um pouco com pessoas que eu conhecia para começar a fase de pós-produção. E agora a gente está tentando arrecadar mais ainda pra pagar por direitos musicas e terminar isso… finalmente.

Bruno-ACTION182: Essa seria nossa próxima pergunta. A gente leu sobre alguns leilões e outros tipos de ações que você está fazendo para arrecadar fundos e terminar o documentário. Que tipos de problema você tem engrentado e como essas ações têm funcionado até agora? Jai: É basicamente a música. Ninguém (distribuidores) vai tocar seu filme até que tudo esteja “limpo” e se tratando de um documentário musical, isso pode se tornar bem caro.
Bruno-ACTION182: São os royalties?
Jai: Sim, exatamente. Mas é mais pras gravadoras e editores (publishers). São eles que ficam com a grana. E porque ninguém mais compra CDs e o modelo de negócio deles está falhando, eles procuram outras fontes de renda que infelizmente para mim e outros diretores de documentários se resume a licenciamento de músicas. Eles não vêem como um filme histórico sobre o legado que seus artistas fazem parte, eles apenas vêem como um dia de pagamento que vai manter as luzes no seu prédio ligadas um pouquinho mais.

Tony-TMDQA!: Isso é muito ruim. A gente ia te perguntar outras coisas, mas como o assunto veio à tona, vou mudar um pouco. Eu tava lendo no encarte da “Wrecktrospective” (coletânea da história da gravadora Fat Wreck Chords) que desde 2005, quando baixar MP3 virou algo natural, a Fat Wreck começou a ter problemas com dinheiro e teve que cortar gastos. O que você acha desse novo modelo musical, com as MP3 e outros tipos de lançamento digital? Jai: Eu acho que o modelo antigo está morrendo muito rapidamente, se é que já não está morto. Eu acho que as pessoas têm tanto acesso à música hoje em dia, e de graça, que o lance agora é tratar o consumidor de forma igualitária, ao invés de trazê-los pra baixo toda hora. As pessoas ainda querem ajudar os artistas, mas é necessário mais incentivo agora para fazê-lo porque o poder está nas mãos do consumidor. A indústria de discos pode estar morrendo mas a música definitivamente não está. Obviamente mais pessoas estão ouvindo música porque agora é mais acessível.

Bruno-ACTION182: Você acredita na venda de MP3 online? Porque aqui no Brasil isso está andando muito devagar…
Jai: Sim, eu acredito que é bacana e você sabe que as pessoas as estão comprando mais do que músicas sozinhas. Não vai preencher o buraco da quantidade que os CDs vendiam porque as gravadoras tinham margens de lucro gigantescas com eles. Mas se você é esperto ainda há maneiras de fazer dinheiro explorando música, enquanto haja respeito mútuo entre o dono e o consumidor.

Tony-TMDQA!: E você acha que discos de vinil podem preencher o buraco deixado pela falta de um formato físico, inerente aos arquivos MP3?
Jai: Eu acho que o vinil está voltando em uma espécie de nicho pós-moderno. No último ano 2 milhões de discos de vinil foram vendidos nos Estados Unidos. Não chega nem perto dos 900 milhões de CDs que já foram vendidos em um ano há algum tempo atrás. O que eu quero dizer é que o vinil não vai tapar o buraco por conta própria, mas como uma das várias coisas que estão acontecendo hoje em dia: mp3s, vinil, encartes, DVDs, etc. Todos eles são parte de uma figura maior no que diz respeito ao consumo de música.

Tony-TMDQA!: Eu sou um grande fã do vinil, mas não acho que ele irá voltar com tanta força nos meios mais populares. É uma coisa mais para fãs de música, audiófilos.
Jai: É, não vai ser como o CD. A gente quer que a nossa música seja pequena, quase invisível e portátil. A gente quer poder ouvi-la quando a gente bem entender e onde a gente bem entender.


Bruno-ACTION182: Qual foi a importância da música dos anos 90 no mundo todo? Você acha que a morte do Kurt Cobain marcou o fim do grunge e que isso foi crucial para a explosão do punk rock ou você acha que o punk rock já estava se tornando grande o suficiente para ultrapassar o grunge e tomar seu lugar de qualquer jeito?
Jai: Eu acho que a sua morte teve muito a ver com ajudar o punk rock a ter sua vez. Tipo, quando o Green Day e o Offspring apareceram, na Austrália eles eram tratados como bandas parecidas com o Nirvana. Era a mesma atitude, mas com um olhar mais rápido e refrescante. Era super pop então também podia ser tocada no rádio e TV. Mas ainda era legal o suficiente para fãs de música “Alternativa”.

Tony-TMDQA!: Você acha que o fato de grandes gravadoras terem contratado bandas independentes como o Green Day e o Offspring foi marcante para o pop-punk conseguir tanta visibilidade e sucesso no mainstream?
Jai: Bom, o Green Day talvez, mas o Offspring lançou o “Smash” pela Epitaph que é uma gravadora independente. E eu acredito que esse álbum tenha batido o recorde de vendas em uma gravadora independente de todos os tempos. Definitivamente iria acontecer, as bandas estavam construindo e seguindo nessa direção. Eu acho que a morte do Kurt foi tipo um catalisador para o movimento de trocar o foco um pouco e colocar a atenção em bandas como o Green Day e Offspring e seus amigos que vieram depois.

Tony-TMDQA!: Falando nisso, qual foi a importância para a cena do Green Day tocar o Woodstock, com o Mike Dirnt usando uma camiseta do Screeching Weasel, por exemplo? Além disso o Tré Cool também fez algo parecido quando filmou o clipe de “Longview” com uma camiseta do Tilt. Você acha que esse tipo de camaradagem entre as bandas era algo normal no punk rock dos anos 90? A ajuda que eles conseguiram através disso é inegável.
Jai: Sim, definitivamente. Eu acho que as bandas tinham orgulho de fazer parte daquela cena e ter o sentimento de pertencer a alaguma coisa. Tantos artistas aparecem e lançam discos de muito sucesso mas não são parte de nada, e com essas bandas de pop punk, eles eram partes dessa cena excitante e eles eram amigos de todo mundo e quando alguma dessas bandas conseguia atingir uma platéia maior, era natural que eles ajudassem as outras bandas da maneira que podiam. O melhor exemplo disso foi o movimento de gravadoras independentes. Brett (do Bad Religion) abriu a Epitaph, Fat Mike (NOFX) abriu a Fat Wreck, Dexter (Offspring) abriu a Nitro, Joe (Vandals) abriu a Kung Fu. É um modelo perfeito para apresentar novas bandas ao mundo através da popularidade da sua banda.

Tony-TMDQA!:
E a Lookout! Records? Eles também conseguiram muita atenção nessa época, já que bandas de seu catálogo estavam sendo vistas em veículos da grande mídia. Por que você acha que a gravadora acabou perdendo o direito de seus maiores lançamentos (Green Day, Operation Ivy, Screeching Weasel) e quase falindo? Pergunto isso porque a Lookout! foi extremamente importante para a cena punk rock dos anos 90 e seu dono, Larry Livermore aparece no documentário.
Jai: Bom, eu falei com o Larry sobre isso e ele não era mais parte da gravadora quando tudo aconteceu, ele já tinha saído. Mas eu acho que ele estava triste pelo fato de que algo que ele construiu do zero eventualmente se tornou o que se tornou. Não sei dizer mais do que isso, porque eu não sei detalhes dos problemas financeiros deles.


NÃO PERCA a segunda parte dessa excelente entrevista no Action182


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Black Sabbath, Gamma Ray, Naked Raygun, The Ergs!/The Measure [sa], Touché Amoré, Can Of Pork

28 Feb/10 Nenhum comentário | Arquivado em Notícias, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Black Sabbath

Dois dos primeiros discos do Black Sabbath estão sendo relançados em discos de vinil de alta qualidade agora em Março.
“Black Sabbath” saiu originalmente em 1970 e é o primeiro álbum de estúdio da banda e peça fundamental para a história do heavy metal mundial. Na nova roupagem o disco ganhou LP de 180 gramas e você pode encontrá-lo aqui.

Já o terceiro disco da banda, “Master Of Reality” é de 1971 e também está sendo relançado em LP de 180 gramas, podendo ser encontrado aqui.

A banda tem sido muito gente boa com os fãs nesse quesito, já que não é a primeira vez que vários de seus títulos ganham versões em vinil de alta qualidade. Que continue assim!



Gamma Ray

“To The Metal!” é o décimo disco de estúdio do Gamma Ray e está sendo lançado oficialmente no começo desse ano.
O disco, que está saindo pela Ear Records terá uma versão especial em CD/DVD que conterá todo o álbum em áudio e vídeos em alta definição de entrevistas, making of do novo disco, sessões de estúdio e 3 videoclipes oficiais.

O link para garantir a sua cópia é esse aqui.

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Naked Raygun

A influente banda punk de Chicago Naked Raygun, que marcou época nos anos 80 está relançando vários títulos do seu catálogo em vinil, e “Understand?” de 1989 é o último deles.

O disco tem uma cover de “Where You Live” do Government Issue e todas as faixas foram remasterizadas para esse relançamento em disco de vinil de 12 polegadas. São 450 cópias em vinil vermelho translúcido com um pôster dupla face de fotos inéditas da banda.

Encontre o disco e todos seus extras aqui.

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The Ergs/The Measure [sa]

Ao final do ano passado a No Idea Records lançou meio que na surdina e de repente 2 splits do excelente (e finado) The Ergs! com o The Measure[sa], que sinceramente eu não conheço, mas que já fez outros splits com bandas influentes como Off With Their Heads e O Pioneers!!!, então deve ter sua qualidade.
São 2 EPs de 7 polegadas cada um com 2 faixas por banda e um preço bem camarada que você pode conferir aqui e aqui.

Se você é fã de pop-punk daqueles bem chicletudos e bonitinhos, ouça o Ergs! porque é muito legal e altamente recomendado.

 

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Touche Amore

O disco de estreia da banda de hardcore Touché Amoré saiu na metade do ano passado e teve uma recepção muito positiva tanto por crítica quanto pelos fãs que foram se multiplicando com o lançamento de “… to the beat of a dead horse”.

Isso é tão verdade que as primeiras prensagens do disco já se esgotaram e a banda tem feito algumas novas edições, sendo a última delas uma prensagem de 500 cópias do disco em vinil cor de pêssego e 500 em vinil azul claro, com uma camiseta da banda e um CD.

Eu não conhecia a banda e fiquei positivamente surpreso, em alguns momentos me pareceu um Refused pouco mais nervoso. Vale a pena conferir!

Você encontra tudo sobre os discos aqui.

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Coletânea Can Of Pork

A Lookout! Records foi um dos vários fatores fundamentais para a explosão do punk rock em 1994, e a coletânea “Can Of Pork” de 1992 com certeza ajudou o processo.
Com nomes como Pinhead Gunpowder (Billie Joe do Green Day), Lagwagon, Downfall (Membros do Operation Ivy/Rancid), The Lookouts (Tré Cool do Green Day) Mr. T Experience, Blatz e Fifteen o disco trazia 29 faixas do que havia de mais legal na cena independente Californiana e começava a mostrar ao mundo o que estaria por virar mainstream poucos anos depois.

Encontrei a coletânea relançada em CD e vinil de 12 polegadas e confesso que fiquei feliz, pois após todos os problemas financeiros da Lookout! estamos vendo que a história não se perdeu.

O link é esse aqui.

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Chegou! com Dead Kennedys, The Playing Favorites (Lagwagon, Sugarcult) e Lawrence Arms

06 Feb/10 3 comentários | Arquivado em Chegou!, , , , , , ,

Chegou!

Hoje tem mais uma edição da seção Chegou!, com fotos exclusivas de discos do Dead Kennedys, The Playing Favorites e Lawrence Arms. Dá uma olhada porque os discos são bonitões!

Dead Kennedys

Esse é um clássico que faltava na minha coleção. Pra mim “Fresh Fruit For Rotting Vegetables” é um dos discos mais importantes da história do rock e essencial pra qualquer um que goste do punk. Essa versão do vinil é uma reedição da Cleopatra Records e vem com um poster gigantesco, animal, cheio de fotos e colagens legais.

Indispensável!


The Playing Favorites

O The Playing Favorites é um quinteto formado por membros de outras bandas. Podemos chamar de supergrupo, já que temos Joey Cape do Lagwagon, Me First And The Gimme Gimmes e Bad Astronaut e Marko DeSantis, do Sugarcult, que também tocou com Cape no Bad Astronaut.

Eu não conhecia a banda, e ano passado quando comprei alguns discos, a loja estava dando “I Remember When I Was Pretty” de graça para compras acima de 15 dólares, era só pagar o frete. E por que não? Confesso que não me arrependi!

O disco é MUITO bom. O vocal em cada música é alternado em cada uma das músicas, todas alternando entre o indie e o pop/rock de maneira bem feita. Se pararmos pra pensar que esse disco foi gravado em 5 dias, período em que todos os membros conseguiram se reunir, fica mais impressionante ainda. Recomendadíssimo!

O disco de vinil é lindão, em azul com manchas brancas, combinando bastante com a capa que também é bem bonita. Veja!


The Lawrence Arms

Provavelmente o trio de Chicago mais conhecido é o Alkalino, mas eu devo confessar que fico com o Lawrence Arms. A discografia dos caras é sólida demais, eles mostram talento impressionante ao alternar vocais e fazer uns arranjos lindos só com uma guitarra, um baixo e uma bateria.

“Cocktails And Dreams” tem esse nome porque segundo eles, drinks e sonhos são o que os mantém vivos e com vontade de continuar fazendo o que fazem. Ainda bem!
O disco é uma coletânea de b-sides, raridades e músicas demo lançado pela Asian Man Records, quando a banda já estava com a Fat Wreck Chords.

O lance é que o disco é tão grande e recheado de músicas que acabou virando referência no catálogo da banda, longe de ser apenas uma coletânea. “100 Resolutions”, por exemplo, é uma das músicas preferidas dos fãs dos caras.

O LP é duplo, e essa edição é uma homenagem à bandeira de Chicago, então traz um vinil azul claro e outro branco, que são as cores predominantes da bandeira.

O disco branco veio com um quebradinho no canto, mas como ali não tem áudio gravado nem fui atrás. Achei até um diferencial! A caixa é em formato gatefold, pra abrigar os 2 discos, e tem umas fotos muito legais da banda, com umas montagens que dão um ar “3d” pra imagem.
Clique nas fotos para ampliá-las.

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