Posts sobre Bad Religion

Helloween, The Get Up Kids, Bad Religion, Keane, Lifetime, Soundgarden

10 Mar/10 Nenhum comentário | Arquivado em Notícias, , , , , , , ,

Helloween

Foi lançada no comecinho desse ano uma coletânea comemorativa do Helloween chamada “Unarmed”. O disco celebra 25 anos de carreira da banda com 12 músicas dos caras regravadas com novos arranjos acústicos e/ou sinfônicos, contando até com a participação da Orquestra Sinfônica de Praga.

No próximo dia 30 de Março será lançada uma versão especial do disco, em um pacote que conta com o CD e uma camiseta da banda e que já pode ser encontrado em pré-venda nesse link aqui.




The Get Up Kids

Chegou o grande dia pelo qual eu estava esperando há alguns anos!
Já está disponível em pré-venda o novo EP do Get Up Kids chamado “Simple Science”. O disco marca a volta do quinteto de Kansas que havia lançado o disco “Guilt Show” em 2004 e anunciado um hiatus pouco tempo depois.

São 4 faixas inéditas em LP de 12 polegadas, limitados a 2.000 cópias sendo que cada uma das cópias vem numerada a mão (dá pra ver ali na foto o espaço: _______/2000 deixado justamente para que a banda escreva o número de cada cópia).

E não para por aí, o primeiro lançamento da Simple Psyence Records será feito em 4 versões, dá uma olhada:

  • 500 cópias em vinil preto de 180 gramas
  • 500 cópias em vinil verde-mármore
  • 500 cópias em vinil rosa-mármore (exclusivo para a Hot Topic)
  • 500 cópias em vinil azul-bebê (exclusivo para a Vinyl Collective)

Você pode encontrar todas as versões, menos a da Hot Topic obviamente, à venda aqui.



Bad Religion

O Bad Religion está completando nada mais nada menos do que 30 anos de carreira e para comemorar decidiu gravar um álbum ao vivo durante a turnê de primavera desse ano e disponibilizá-lo de graça como forma de agradecimento aos fãs que estão ao lado da banda durante todo esse tempo.

Para ter direito a baixar o álbum, que conterá faixas inéditas, você deve se cadastrar na mailing list da banda, e quando o disco for lançado quem estiver cadastrado será avisado por e-mail. Parece uma troca justa, não?

O link é esse aqui.


Keane

Os Ingleses do Keane aproveitaram as datas de folga da sua última turnê para gravarem diversas músicas em estúdios nos locais por onde passavam. O resultado disso será “Night Train”, um EP que deve ser lançado no dia 10 de Maio e que teve sua capa divulgada essa semana que passou.

São 8 músicas, sendo que 2 delas contam com participação do rapper K’Naan e outra com participação da japonesa Tigarah, e aí fica a curiosidade. Fui atrás de quem é essa tal de Tigarah e a Wikipedia a classifica como uma MC de “Japanese Baile Funk” e seu estilo musical como “Funk Carioca”. No Japão. De repente isso não me parece mais tão estranho assim.

De qualquer forma, segue a tracklisting:

1. “House Lights”
2. “Back in Time”
3. “Stop for a Minute” (feat K’Naan)
4. “Clear Skies”
5. “Ishin Denshin (You’ve Got to Help Yourself)” (feat Tigarah)
6. “Your Love”
7. “Looking Back” (feat K’Naan)
8. “My Shadow”

A pré-venda do disco em CD já começou e pode ser encontrada na página oficial dos caras, aqui.


Lifetime


O clássico álbum “Jerseys’s Best Dancers” do conceituado Lifetime está sendo relançado em edições especiais de vinil, como já havia sido feito com o disco “Hello Bastards”.

O LP pode ser encontrado em 3 cores diferentes: branco, vermelho e dourado, ou como a gravadora que gosta de brincar com o nome das cores resolveu chamá-los: Red Snapper, Buried Gold, e Whites-of-their-Eyes.

O link é esse aqui.


Soundgarden

O recém-reformado Soungarden anunciou que irá lançar um disco em vinil de 7 polegadas para o “Record Store Day”, iniciativa norte-americana para celebrar, divulgar e motivar as centenas de lojas de discos independentes existentes por lá, e que acontece todo terceiro Sábado de Abril.

O disco sairá pela Sub Pop e terá a regravada “Hunted Down”, além da música “Nothing To Say”.

Assim que saírem mais detalhes como capa e link de onde encontrá-lo, certamente postaremos por aqui.

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Paramore, Deftones, Trilha sonora The Runaways, Entrevista EXCLUSIVA Jai Al-Attas (Documentário “1994″)

04 Mar/10 7 comentários | Arquivado em Entrevistas, Notícias, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Paramore

A Fueled By Ramen e o Paramore estão lançando um kit de vinil que contém o último disco da banda, “brand new eyes” em LP de 140 gramas, com apenas 5000 cópias feitas no mundo todo e o single de “Brick By Boring Brick” em um Picture Disc que contém uma imagem do encarte do disco no Lado A e uma imagem com a letra da música escrita pelas mãos da própria vocalista Hayley Williams no Lado B.

Para encontrar o kit o link é esse aqui.


Deftones

O Deftones liberou a track listing do seu novo disco, “Diamond Eyes”, que sai no dia 18 de Maio. Dá uma olhada:

Royal
Diamond Eyes
You’ve Seen the Butcher
CMND/CTRL
Beauty School
Prince
Rocket Skates
Sextape
Risk
976-EVIL
This Place Is Death

Os viciados em LOST devem ficar emocionados com  “This Place Is Death”, já que esse é o nome de um episódio da quinta temporada da série.

O que ainda não saiu foi a capa do disco, mas assim que estivermos com ela, a postaremos aqui.


Trilha Sonora The Runaways

Outra tracklisting divulgada foi a da trilha sonora do filme que retrata a história de uma das primeiras e mais importantes bandas femininas de rock, o The Runaways.
O filme ganhou ares de super-produção, e não ficou pra trás ao escalar os artistas para a trilha sonora. Dá uma olhada:

“Roxy Roller” – Nick Gilder
“The Wild One” – Suzi Quatro
“It’s A Man’s Man’s Man’s World” – MC5
“Rebel Rebel” – David Bowie
“Cherry Bomb” – Dakota Fanning
“Hollywood” – The Runaways
“California Paradise” – Dakota Fanning
“You Drive Me Wild” – The Runaways
“Queens Of Noise” – Dakota Fanning & Kristen Stewart
“Dead End Justice” – Kristen Stewart & Dakota Fanning
“I Wanna Be Your Dog” – The Stooges
“I Wanna Be Where The Boys Are (Live)” – The Runaways
“Pretty Vacant” – Sex Pistols
“Don’t Abuse Me” – Joan Jett

O disco sai em CD e formato digital no dia 23 de Março. Não encontrei uma versão em vinil, mas qualquer novidade será postada por aqui!

Entrevista com Jai Al-Attas

(fonte da foto: billsilvaentertainment.com)

Imagine-se cara a cara com um de seus ídolos, entrevistando-o. Agora imagine-se na frente de todos os seus ídolos, entrevistando-os e gravando um documentário sobre uma das épocas mais marcantes música: o punk rock dos anos 90.
Se você não consegue imaginar tal feito, o australiano Jai Al-Attas imaginou-se nesse contexto e em 2006 saiu de Sidney e foi para Los Angeles realizar esta façanha. “- O resultado disso?” “- O documentário One Nine Nine Four!”

Em 1994, morreu aquele que fez com que cena musical underground fosse posta no mainstream: Kurt Cobain. Com sua morte, o grunge se foi e o punk rock passou a ser o estilo musical presente no cenário daquela época. No mesmo ano, um trio, não muito conhecido, do norte da Califórnia chamado Green Day lançara o disco “Dookie”, alcançando mais de 19 milhões de cópias vendidas. Ainda na mesma época, o Offspring lançou o “Smash”, disco que alcançou o status de maior vendagem de um selo independente, o Epitaph.

Fat Mike (NOFX), Tim Armstrong (Rancid), Billie Joe (Green Day), Mark Hoppus (Blink-182), Tom DeLonge (Blink-182), Greg Graffin (Bad Religion), Dexter Holland (The Offspring), Kevin Lyman (Warped Tour) foram algumas das pessoas com quem Jai pode conversar e extrair informações preciosas dessa época tão movimentada na música que era feita nos Estados Unidos.

E quem melhor para narrar toda essa história? Tony Hawk, a maior lenda viva do skate mundial.
One Nine Nine Four descreve como o punk rock dos anos 90, oriundo da obscura cena de meados dos anos 80, ressurgiu na costa leste dos Estados Unidos agregando o movimento do surf e skate do Sul da Califórnia que culminou no início de um dos principais eventos da música alternativa independente que dura até hoje: a Warped Tour.

Jai Al-Attas conversou quase duas horas conosco do TenhoMaisDiscosQueAmigos.com e com Bruno Bld e Colombia182 do Action182.com, e falou sobre como surgiu a idéia de fazer este documentário, sobre a experiência de participar de algo que influenciou sua vida pessoal e profissional, de estar cara a cara com seus principais ídolos e sobre as dificuldades de realizar um projeto como este.
Falou ainda sobre o mundo da música atual, sobre Green Day, Blink-182, NOFX, Lagwagon, sobre o mercado discos de vinil, entre tantas outras coisas.
Confira abaixo a primeira parte dessa entrevista exclusiva com o cara!

A segunda parte já está no ar, aqui no Action182, é só clicar!

MUITO legal, não perca:


Colombia-ACTION182:
Como você teve a ideia de fazer o “One Nine Nine Four” e qual é o seu maior objetivo?
Jai: A ideia para o filme veio quando eu assisti “Dogtown and Z Boys” (documentário de skate) um dia. Eu achei que era o documentário mais legal que eu já tinha visto e ele me inspirou a querer fazer meu próprio filme. Quando eu comecei a pensar em assuntos que eu tinha paixão, o punk rock dos anos 90 instantaneamente surgiu na minha cabeça, aí eu pensei “espera um pouco, ninguém fez um filme se concentrando nessa era da música”. Então eu basicamente escrevi um rascunho e decidi que se ninguém havia feito, eu teria que fazê-lo por conta própria. O principal objetivo do filme é basciamente contar a história desses artistas e de como eles saíram de relativa obscuridade para se tornar a linha de frente da música mainstream mundial, e o que significou pra cada um deles, e quais tendências foram fatores decisivos para que isso acontecesse numa escala tão larga como aconteceu com eles.

Bruno-ACTION182: Lendo sobre o documentário em suas fontes oficiais, a gente viu que você cresceu ouvindo várias das bandas que acabou entrevistando. Como você se sentiu estando cara a cara com seus ídolos e os tendo como parte do projeto?
Jai: É, foi muito legal, sabe. Há uma regra geral que você nunca deveria conhecer seus herois porque você só irá se desapontar, mas isso não aconteceu comigo. Todo mundo que a gente entrevistou foi super legal com a gente, e nos levou a sério, mesmo que nós fossemos apenas “crianças” da Austrália que eram bebês quando a maioria das bandas deles haviam começado. No começo eu fiquei um pouco intimidado, eu acho, mas depois das primeiras entrevistas eu fiquei bem à vontade com o fato e tentei fazer meu trabalho da melhor maneira possível.

Tony-TMDQA!: Que legal! Ficar desapontado com seus ídolos deve ser muito ruim.
Jai: Não aconteceu comigo ainda, bate na madeira.

Tony-TMDQA!: Como você conseguiu trazer tantas pessoas importantes para o mesmo filme? Todas elas aceitaram quando você os convidou pela primeira vez ou alguém recusou a ideia de fazer parte do projeto?
Jai: Levou um tempo, na verdade. Primeiro a gente tinha 2 pessoas dizendo que fariam, e todas as bandas grandes tipo os Green Days da vida não respondiam nossas ligações. Perceba que a gente estava ligando pra eles direto. Mas como a coisa foi evoluindo, a gente construiu essa energia onde a gente conseguiu entrevistar tipo o Joey Cape (Lagwagon) e ele dizia “porra, vocês já falaram com o Fat Mike (NOFX)?” e eu disse que não, e aí ele nos colocou em contato com o Fat Mike. Então a gente continuou tocando desse jeito, e eventualmente 3 meses depois todo mundo estava a bordo menos o Billie Joe do Green Day. A gente já havia aceitado o fato de que não conseguiria ele e voltou pra Austrália. No dia que eu cheguei na Austrália, o empresário deles Pat, que hoje em dia é um grande amigo meu me mandou um e-mail dizendo “Ah, sim, o Billie quer fazer a entrevista agora”. Mas isso acabou sendo atrasado ou deixado de lado, aí 6 meses depois eu estava em Los Angeles por outros motivos e mostrei ao Pat um trailer que a gente tinha feito sem o Billie. Ele ligou pro Billie falando tipo “você TEM que fazer isso”. Uma semana depois a gente estava no estúdio do Green Day entrevistando o Billie Joe e essa foi a última entrevista que fizemos para o filme. Estávamos muito empolgados.


Colombia-ACTION182: Então os artistas que se envolveram com o projeto aceitaram fazê-lo de primeira?
Jai: Ah sim, basicamente sim.A gente ficou 3 meses em Los Angeles, mas sempre com pressa. A gente teve que ir a Maui para entrevistar Dexter Holland (Offspring). Foi muito legal, mas o Havaí é caro, cara..

Bruno-ACTION182: Continuando no assunto, qual é a parte mais difícil de fazer um documentário tão grande, com tanta gente importante envolvida?
Jai: Tentar fazer o correto com cada uma delas e fazer com que as suas histórias fiquem coesas. Algumas pessoas têm opiniões diferentes em certos assuntos, e como um diretor de filmes você está tentando contar uma certa estória mas por outro lado você não quer tirar os créditos dos envolvidos. O lance é encontrar o balanço perfeito entre tantas personalidades. Dinheiro foi difícil também, a produção foi barata, mas a pós-produção é muito cara.

Tony-TMDQA!: Como você arrecadou fundos para o documentário? Você teve ajuda de alguma empresa privada ou uma pessoa em específico?
Jai: Nenhuma empresa se envolveu. Meu produtor Matt Wardle tem laços no mundo financeiro e pessoas com dinheiro, e ele conseguiu arrecadar os fundos iniciais que a gente precisava pra ir até lá e gravar. Aí eu consegui arrecadar mais um pouco com pessoas que eu conhecia para começar a fase de pós-produção. E agora a gente está tentando arrecadar mais ainda pra pagar por direitos musicas e terminar isso… finalmente.

Bruno-ACTION182: Essa seria nossa próxima pergunta. A gente leu sobre alguns leilões e outros tipos de ações que você está fazendo para arrecadar fundos e terminar o documentário. Que tipos de problema você tem engrentado e como essas ações têm funcionado até agora? Jai: É basicamente a música. Ninguém (distribuidores) vai tocar seu filme até que tudo esteja “limpo” e se tratando de um documentário musical, isso pode se tornar bem caro.
Bruno-ACTION182: São os royalties?
Jai: Sim, exatamente. Mas é mais pras gravadoras e editores (publishers). São eles que ficam com a grana. E porque ninguém mais compra CDs e o modelo de negócio deles está falhando, eles procuram outras fontes de renda que infelizmente para mim e outros diretores de documentários se resume a licenciamento de músicas. Eles não vêem como um filme histórico sobre o legado que seus artistas fazem parte, eles apenas vêem como um dia de pagamento que vai manter as luzes no seu prédio ligadas um pouquinho mais.

Tony-TMDQA!: Isso é muito ruim. A gente ia te perguntar outras coisas, mas como o assunto veio à tona, vou mudar um pouco. Eu tava lendo no encarte da “Wrecktrospective” (coletânea da história da gravadora Fat Wreck Chords) que desde 2005, quando baixar MP3 virou algo natural, a Fat Wreck começou a ter problemas com dinheiro e teve que cortar gastos. O que você acha desse novo modelo musical, com as MP3 e outros tipos de lançamento digital? Jai: Eu acho que o modelo antigo está morrendo muito rapidamente, se é que já não está morto. Eu acho que as pessoas têm tanto acesso à música hoje em dia, e de graça, que o lance agora é tratar o consumidor de forma igualitária, ao invés de trazê-los pra baixo toda hora. As pessoas ainda querem ajudar os artistas, mas é necessário mais incentivo agora para fazê-lo porque o poder está nas mãos do consumidor. A indústria de discos pode estar morrendo mas a música definitivamente não está. Obviamente mais pessoas estão ouvindo música porque agora é mais acessível.

Bruno-ACTION182: Você acredita na venda de MP3 online? Porque aqui no Brasil isso está andando muito devagar…
Jai: Sim, eu acredito que é bacana e você sabe que as pessoas as estão comprando mais do que músicas sozinhas. Não vai preencher o buraco da quantidade que os CDs vendiam porque as gravadoras tinham margens de lucro gigantescas com eles. Mas se você é esperto ainda há maneiras de fazer dinheiro explorando música, enquanto haja respeito mútuo entre o dono e o consumidor.

Tony-TMDQA!: E você acha que discos de vinil podem preencher o buraco deixado pela falta de um formato físico, inerente aos arquivos MP3?
Jai: Eu acho que o vinil está voltando em uma espécie de nicho pós-moderno. No último ano 2 milhões de discos de vinil foram vendidos nos Estados Unidos. Não chega nem perto dos 900 milhões de CDs que já foram vendidos em um ano há algum tempo atrás. O que eu quero dizer é que o vinil não vai tapar o buraco por conta própria, mas como uma das várias coisas que estão acontecendo hoje em dia: mp3s, vinil, encartes, DVDs, etc. Todos eles são parte de uma figura maior no que diz respeito ao consumo de música.

Tony-TMDQA!: Eu sou um grande fã do vinil, mas não acho que ele irá voltar com tanta força nos meios mais populares. É uma coisa mais para fãs de música, audiófilos.
Jai: É, não vai ser como o CD. A gente quer que a nossa música seja pequena, quase invisível e portátil. A gente quer poder ouvi-la quando a gente bem entender e onde a gente bem entender.


Bruno-ACTION182: Qual foi a importância da música dos anos 90 no mundo todo? Você acha que a morte do Kurt Cobain marcou o fim do grunge e que isso foi crucial para a explosão do punk rock ou você acha que o punk rock já estava se tornando grande o suficiente para ultrapassar o grunge e tomar seu lugar de qualquer jeito?
Jai: Eu acho que a sua morte teve muito a ver com ajudar o punk rock a ter sua vez. Tipo, quando o Green Day e o Offspring apareceram, na Austrália eles eram tratados como bandas parecidas com o Nirvana. Era a mesma atitude, mas com um olhar mais rápido e refrescante. Era super pop então também podia ser tocada no rádio e TV. Mas ainda era legal o suficiente para fãs de música “Alternativa”.

Tony-TMDQA!: Você acha que o fato de grandes gravadoras terem contratado bandas independentes como o Green Day e o Offspring foi marcante para o pop-punk conseguir tanta visibilidade e sucesso no mainstream?
Jai: Bom, o Green Day talvez, mas o Offspring lançou o “Smash” pela Epitaph que é uma gravadora independente. E eu acredito que esse álbum tenha batido o recorde de vendas em uma gravadora independente de todos os tempos. Definitivamente iria acontecer, as bandas estavam construindo e seguindo nessa direção. Eu acho que a morte do Kurt foi tipo um catalisador para o movimento de trocar o foco um pouco e colocar a atenção em bandas como o Green Day e Offspring e seus amigos que vieram depois.

Tony-TMDQA!: Falando nisso, qual foi a importância para a cena do Green Day tocar o Woodstock, com o Mike Dirnt usando uma camiseta do Screeching Weasel, por exemplo? Além disso o Tré Cool também fez algo parecido quando filmou o clipe de “Longview” com uma camiseta do Tilt. Você acha que esse tipo de camaradagem entre as bandas era algo normal no punk rock dos anos 90? A ajuda que eles conseguiram através disso é inegável.
Jai: Sim, definitivamente. Eu acho que as bandas tinham orgulho de fazer parte daquela cena e ter o sentimento de pertencer a alaguma coisa. Tantos artistas aparecem e lançam discos de muito sucesso mas não são parte de nada, e com essas bandas de pop punk, eles eram partes dessa cena excitante e eles eram amigos de todo mundo e quando alguma dessas bandas conseguia atingir uma platéia maior, era natural que eles ajudassem as outras bandas da maneira que podiam. O melhor exemplo disso foi o movimento de gravadoras independentes. Brett (do Bad Religion) abriu a Epitaph, Fat Mike (NOFX) abriu a Fat Wreck, Dexter (Offspring) abriu a Nitro, Joe (Vandals) abriu a Kung Fu. É um modelo perfeito para apresentar novas bandas ao mundo através da popularidade da sua banda.

Tony-TMDQA!:
E a Lookout! Records? Eles também conseguiram muita atenção nessa época, já que bandas de seu catálogo estavam sendo vistas em veículos da grande mídia. Por que você acha que a gravadora acabou perdendo o direito de seus maiores lançamentos (Green Day, Operation Ivy, Screeching Weasel) e quase falindo? Pergunto isso porque a Lookout! foi extremamente importante para a cena punk rock dos anos 90 e seu dono, Larry Livermore aparece no documentário.
Jai: Bom, eu falei com o Larry sobre isso e ele não era mais parte da gravadora quando tudo aconteceu, ele já tinha saído. Mas eu acho que ele estava triste pelo fato de que algo que ele construiu do zero eventualmente se tornou o que se tornou. Não sei dizer mais do que isso, porque eu não sei detalhes dos problemas financeiros deles.


NÃO PERCA a segunda parte dessa excelente entrevista no Action182


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Entrevista com Jair Naves

03 Mar/10 Nenhum comentário | Arquivado em Entrevistas, , , , , , , , , , , ,

Jair Naves

Você já deve ter visto Jair Naves rolando pelos palcos a frente da extinta banda Ludovic. Depois de uma pausa de 2 anos, Jair retorna com projeto solo, trocando as distorções por um instrumental detalhista e sutil. A poesia e melodia agora são mais cativantes e agradam fácil aos ouvidos mais delicados. Se existe um candidato a “Renato Russo 2″, Jair ultrapassa todos os requisitos. (Felipe Eterno)

Entrevista por Felipe Eterno e Vinicius Paes

Você tem algum parentesco com os “Irmãos Naves”? A polêmica dos irmãos ocorreu em Araguari, servindo até de tema para o filme “O Caso dos Irmãos Naves”. Você tem sobrenome Naves e passou sua infância em Araguari, é pura coincidência?

Não sei, não sei mesmo. Perguntei sobre isso para alguns parentes mais velhos e o máximo que eu consegui descobrir é que havia alguma proximidade entre a família de Sebastião e Joaquim (os tais “irmãos Naves”) e a da minha avó paterna. Por tudo o que você ressaltou na pergunta, acho muito provável que exista alguma espécie de parentesco sim, mas não posso afirmar nada. Independentemente disso tudo, mesmo na hipótese dessa coisa do sobrenome ser uma imensa coincidência, é uma história muito forte, que não pode ser esquecida, muito representativa no que diz respeito às inúmeras monstruosidades cometidas na época da ditadura militar. Além disso, o filme do Luis Sérgio Person sobre o ocorrido me influenciou imensamente quando eu estava escrevendo as músicas desse EP. Perdi as contas de quantas vezes assisti “O Caso dos Irmãos Naves”, e toda vez que o revejo me surpreendo com a elegância e a sensibilidade com que eles conseguiram contar um dos episódios mais escabrosos da história do Brasil. Está na minha lista de dez melhores filmes nacionais de todos os tempos, sem dúvida alguma.

Na musica que dá nome ao EP “Araguari I (Meus amores Inconfessos)” você canta: “saudade da nossa banda e dos palcos que pisei”, essa banda é o Ludovic?

É inegável que se trata de uma referência a essa e a outras bandas em que eu toquei, mas a idéia para esse verso não veio somente daí. Tenho amigos que já trabalharam com música e que em determinado momento se viram inclinados a abandonar essa atividade, como se isso representasse uma espécie de ritual de entrada na vida adulta, sabe como é? Como se de repente chegasse a hora investir em casamento, filhos, um emprego “de gente grande” e desistir da fantasia que querer ser reconhecido por seus dotes artísticos, como se insistir nisso fosse um sinal de adolescência tardia. O curioso é que quase todos esses meus conhecidos parecem meio amargurados, alguns até falam da época em que tocavam com um saudosismo de cortar o coração. Como essa música é basicamente sobre saudade, sobre travar confrontos com aspectos mal-resolvidos do passado, achei que seria interessante falar também sobre isso.

Nos shows você será acompanhado pelos mesmos músicos que gravaram o EP? Eles também são de Araguari?

Não. Como meus planos de contratar músicos araguarinos não vingaram, tive que me contentar com pessoas de outros lugares (risos). Bom, sobre a banda que vai me acompanhar, infelizmente não poderei contar com todos que me ajudaram nas gravações, mas a espinha dorsal daquela equipe continua comigo: Marco Paschoal (bateria), Alexandre Xavier (piano) e Júlia Frate (voz). Completam a banda Ali Junior (baixo) e D. Guedes (guitarra).

Hoje vemos inúmeros músicos de bandas nacionais e internacionais se dividindo entre a suas bandas e seus projetos solo como Chuck Ragan (Hot Water Music), Greg Graffin (Bad Religion), Marcelo Camelo, Carlos Dias (Polara) ,Tor (Zumbis do Espaço), onde apresentam uma sonoridade bem diferenciada que varia entre o rock e o folk/country sucessivamente. No seu caso a idéia de um projeto solo já existia durante o Ludovic ou surgiu somente após o término da banda?

Eu nunca tinha cogitado a possibilidade de trabalhar dessa forma, foi preciso que a banda terminasse para que eu considerasse esse caminho como uma opção. Até então eu jamais tinha sequer pensado em mim mesmo com um “artista solo”, continua sendo um pouco estranho me enxergar dessa maneira. Decidi tentar continuar por conta própria para evitar alguns dos problemas que eu tinha enfrentado enquanto líder ou integrante de outras bandas, situações problemáticas que eu também vejo acontecer com enorme freqüência em grupos de conhecidos.

E qual a diferença entre estar em uma banda e tocar um projeto solo?

Ainda é um pouco cedo para dizer, já que nem começamos a fazer show com esse projeto. Por enquanto, está sendo ótimo. É uma exposição bem maior, isso me desagrada um pouco, mas tudo funciona de forma bem mais prática. A responsabilidade pelo trabalho é praticamente toda sua, você se sente muito mais a vontade para explorar o tema que bem entender e há uma abertura maior para colaborações com terceiros. Definitivamente não me arrependo de ter seguido por esse lado.

No Ludovic todo o sentimento estava presente de forma mais agressiva e agora continua presente de maneira mais suave e harmônica. Isso já aconteceu com muitos dos grandes ícones musicais, você acha que está seguindo o mesmo trajeto de um grande nome da música naturalmente?

Não sei, sinceramente. Eu tento fazer o melhor possível dentro das minhas limitações, fico feliz em ver que consigo evoluir de uma maneira ou de outra e que existem pessoas que acolhem com carinho minhas músicas. Acho que ainda tenho muito que melhorar, sempre penso que a minha melhor música ainda está por vir.

A internet foi um grande trampolim para o reconhecimento do Ludovic, porém mesmo com grandes seguidores, a banda manteve-se dentro do eixo underground. Com a carreira solo já percebemos que você também estará usando a internet como forma de divulgação. Você tem a intenção de atingir um público diferenciado ou mesmo até ser inserido comercialmente no meio musical?

É muito difícil prever quem vai gostar do que você escreve, toca ou canta. Eu nem me preocupo muito a esse respeito porque acho que é prejudicial ao processo de composição, cai numa mentalidade de “agora eu tenho que fazer as coisas de tal forma que eu consiga agradar mais gente e ganhar dinheiro” e etc. Eu só posso torcer para que outras pessoas além de mim gostem das coisas que eu escrevo, não me importo se é alguém entendido em música ou não.

Você já tem em mente algum roteiro de vídeo clipe para uma dessas musicas?

Tenho algumas ideias sim, mas não sei se faremos um clipe para alguma dessas quatro ou para uma das faixas que estamos gravando atualmente. Seja como for, a intenção é lançar um clipe ainda nesse semestre.

Gravar 4 músicas acaba deixando todo mundo com gostinho de quero mais, além desse EP já existem novas composições a caminho?

Sim. Já estamos gravando material novo, se tudo correr conforme o previsto ainda em 2010 sai um disco “cheio”, que deverá ter de 10 a 12 músicas inéditas.

Outra coisa que destaca muito na beleza do “Araguari” são as letras de cada faixa. O que você lê que te inspira tanto assim?

Obrigado pelos elogios, fico realmente feliz em saber que você gostou. Essa é sempre a parte que mais me preocupa, onde eu mais perco tempo e que mais me dá dor de cabeça. Sou mais preguiçoso do que eu deveria para escrever as letras, então eu fico rascunhando durante um tempão e só finalizo na véspera de gravar as vozes – em muitos casos, já terminei somente alguns minutos antes da gravação. Não acho que livros, filmes e discos funcionem exatamente como fonte de inspiração, eu diria que eles influenciam mais na parte de construção do texto e lapidação das idéias do que exatamente no tema ou no sentimento que os versos transmitem. A inspiração vem especialmente da convivência com outras pessoas, de conversas, histórias, situações marcantes e coisas assim.

Respostas Rápidas:

Amor: O que faz todo o resto valer a pena.
Morte: Um assunto enlouquecedor, sobre o qual eu prefiro não pensar muito.
Filhos: Responsabilidade demais. Não recomendo para todo mundo, sinceramente.
Ludovic: Um grande aprendizado.
2010: Muito, mas muito trabalho.
Palco: Quase dois anos longe dos palcos. Não vejo a hora de voltar.
Melhor amigo: Essa é difícil. Teria que ser no plural, eu acho. 

Links Relacionados:
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Para ler outras entrevista realizadas pelo site da IdealShop clique aqui.

Entrevistas anteriores do Tenho Mais Discos que Amigos! clique aqui.


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Weezer, Four Year Strong, Amon Amarth, Streetlight Manifesto, And Then There Was You, Cannabis Corpse, Elvis Costello And The Attractions

22 Feb/10 Nenhum comentário | Arquivado em Notícias, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Ouça o single “Carnaval” do FISTT e concorra a  3 kits da banda com camisetas, buttons e adesivos.
Clique aqui para participar!!!

Weezer

Em Janeiro desse ano a Geffen Records lançou “Weezer – Rarities Edition”, uma nova versão do excelente primeiro álbum da banda indie/alternativa só com b-sides e raridades.
Quem é fã do Weezer com certeza já ouviu essas músicas em outros lugares antes, e muito provavelmente já baixou todas elas também, então me parece que a gravadora pode ter dado um tiro na água quando resolveu lançar essa compilação de raridades que podem não ser tão raras assim.

De qualquer forma, são 14 faixas em um CD que pode ser encontrado aqui.


Four Year Strong

O primeiro disco do Four Year Strong por uma major será lançado no próximo dia 9 de Março via Universal em parceria com a Decaydance (gravadora de Pete Wentz).
O álbum se chama “Enemy Of The World” e a banda fez questão de registrar um domínio .com utilizando o nome do primeiro single “It Must Really Suck To Be Four Year Strong Right Now” que cai numa página só com as opções de pré venda do disco, que são as seguintes:

  • CD + camiseta + pôster
  • CD + camiseta
  • MP3s de todo álbum
  • CD Autografado
  • CD + Pôster autografado
  • CD com pôster em edição limitada

Todas elas estão no site mencionado acima, é só clicar aqui.
Um último detalhe, quando eu vi o thumbnail da capa achei que ela seria muito bonita, mas vendo em tamanho maior preciso dizer que ela já concorre a uma das mais bregas do ano eim? O que acham?

Amon Amarth

Os metaleiros do Amon Amarth estão relançando dois discos de seu catálogo lançados no começo dos anos 2000.
“Versus The World” de 2002 ganhou versão em LP duplo de 180 gramas em vinil branco e “The Crusher”, originalmente lançado em 2001 não ficou por menos com lançamento em LP duplo também de 180 gramas em discos de vinil vermelhos.

A responsável por esses lançamentos é a Back On Black Records, que tem feito o mesmo com vários nomes de rock/metal, conforme eu tenho noticiado aqui. O primeiro título foi lançado em Janeiro e pode ser encontrado aqui, já o segundo será lançado em Março e o link é esse aqui.


Streetlight Manifesto

O Streetlight Manifesto resolveu se aliar ao Bandits of the Acoustic Revolution, projeto paralelo folk/acústico de membros do próprio Streetlight, do Catch 22 e de vários outros artistas colaboradores para lançar “99 Songs Of Revolution”.

A ideia é lançar vários discos com covers que influenciaram todos os músicos envolvidos, seja como Streetlight ou como Bandits, não importa.
O primeiro volume foi anunciado para 16 de Março, tem essa linda capa aí em cima e será todo tocado como Streetlight Manifesto. Se liga na tracklisting e nas covers:

1. “Birds Flying Away” (Mason Jennings)
2. “Hell” (Squirrel Nut Zippers)
3. “Just” (Radiohead)
4. “Skyscraper” (Bad Religion)
5. “Punk Rock Girl” (The Dead Milkmen)
6. “Linoleum” (NOFX)
7. “Me and Julio Down by the Schoolyard” (Paul Simon)
8. “They Provide the Paint For the Picture Perfect Masterpiece That You Will Paint on the Inside of Your Eyelids” (Bandits of the Acoustic Revolution)
9. “Red Rubber Ball” (The Cyrkle)
10. “The Troubador” (Louis Jordan)
11. “Such Great Heights” (The Postal Service)

Dá pra ver que o negócio tá bem eclético, indo de NOFX a Radiohead passando por Postal Service e Paul Simon.
É uma pena que, pelo menos por enquanto, o disco só esteja sendo lançado em CD, porque eu penduraria essa capa na minha parede fácil, fácil.

O link oficial é esse aqui.


And Then There Was You

No final do ano passado a banda de pop-punk ao estilo Cartel e All Time Low que atende pelo nome de And Then There Was You lançou o disco “What Doesn’t Kill Us Makes Us Stronger”, após fazer uma série de shows bem sucedidos pelos Estados Unidos e chegar a tocar na famosa Warped Tour.

Quando eu estava fuçando minhas fontes esse disco me chamou a atenção pela capa, por isso resolvi noticiar aqui, já que dou crédito pra artistas que se preocupam com a parte visual de seu trabalho.

O link é esse aqui.


Cannabis Corpse

Há algum tempo atrás eu postei sobre o Cannabis Corpse, banda que faz homenagem ao death metal do Cannibal Corpse e ainda aproveita pra fazer vários trocadilhos sobre maconha.

O EP “The Weeding”, mencionado no post recebeu nova versão, agora um Picture Disc quadrado muito foda de oito polegadas (tamanho fora do comum) que pode ser encontrado aqui.

Além disso, a TankCrimes está vendendo um kit da banda que, além do EP de 8 polegadas inclui esses outros itens:

  • Pôster da banda
  • Adesivo em vinil
  • Encarte dupla face
  • Embalagem abre-fecha

O kit inteiro pode ser encontrado pelo ótimo preço de 15 dólares no site da loja, clicando aqui.


Elvis Costello And The Attractions

Em 4 de Junho de 1978 o excelente Elvis Costello fez com sua banda, o The Attractions, um show em terras norte-americanas em um lugar “pouco” importante para a época: o auditório da Hollywood High School.

Elvis já era razoavelmente conhecido na Inglaterra, sua terra natal, e ainda era uma incógnita nos Estados Unidos, onde ele tinha deixado uma forte impressão com a fatídica apresentação no Saturday Night Live, onde tocou “Radio, Radio”, quando os produtores do programa haviam sido categóricos em “proibi-lo” de executar essa faixa.

Pela primeira vez na história o registro das 20 músicas desse show está sendo lançado na totalidade em CD, com “Accidents Will Happen”, “Alison”, “Radio, Radio” e tantas outras boas músicas que Elvis fez no começo da carreira.

O link é esse aqui.

Veja abaixo o vídeo do SNL, onde ele começa a tocar uma música, para, diz que não há sentido em tocá-la ali e começa “Radio, Radio”. Por esse motivo ele foi banido do programa por vários e vários anos.


via videosift.com


Obviamente esse dia foi um marco para TV/música/censura norte-americanas, a ponto dos Beastie Boys serem “interrompidos” por Costello durante a execução de “Sabotage” no próprio SNL anos depois, rendendo uma bela versão de “Radio Radio”:



Pra finalizar o assunto, nosso brasileiro Blind Pigs gravou uma cover dessa música.

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