quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Lady Gaga leva pizzas e faz discurso em abrigo na Califórnia após incêndio

Lady Gaga em abrigo na California
Foto: Reprodução/TMZ

Depois de ter de sair de sua casa por conta do incêndio florestal que devastou a Califórnia, Lady Gaga demonstrou solidariedade para aqueles que estão em uma situação ainda pior.

A cantora esteve presente em um abrigo para evacuados, levando pizzas e uma palavra de apoio àqueles que estavam lá. Em um vídeo publicado pelo TMZ, é possível ver Gaga falando com uma série de pessoas.

Leia um trecho:

Isso não é fácil, eu sei que isso não é fácil. E eu sei que muitos de vocês estão sentindo muita dor agora. O que eu posso dizer é que vou orar por cada um de vocês… vocês estarão em meus pensamentos, estendo meu amor a cada um de vocês. Eu sei que não nos conhecemos, mas eu os amo, isso é uma emergência, mas vocês não estão sozinhos, nós temos um ao outro. Por favor, não maltrate sua saúde mental durante este tempo, é tão importante cuidar do que acontece em sua cabeça e seu coração.

A cantora também prometeu estar ao lado dos evacuados a partir de agora.

Como te contamos por aqui, celebridades como Miley Cyrus e Neil Young perderam completamente suas casas para o incêndio. Até o momento, o número de mortes causadas pelo fogo é de 50 pessoas.

Busted volta no tempo e agrada com a sonoridade de “Nineties”; assista

Busted - Nineties
Foto: Reprodução/YouTube

Depois de flertar pesado com o synthpop em seu último disco, o Busted está de volta à sonoridade que fez a banda famosa nos anos 2000.

Com “Nineties”, primeiro single de trabalho de Half Way There, sucessor de Night Driver (2016), o grupo britânico expressa sua saudade pelos anos 90.

No clipe da canção, que retoma o pop punk clássico dos caras, são lembradas bandas como Nirvana, Oasis, Backstreet Boys, além de programas como Um Maluco no Pedaço e muitos outros. Modelitos e cenários antigos de clipes do Busted também dão as caras.

Half Way There chega no dia 8 de fevereiro de 2019 via East West.

Assista ao clipe de “Nineties” ao fim da publicação!

Busted

Enquanto no Brasil a banda nunca fez muito barulho — e também nunca veio para esses lados –, na Inglaterra o Busted foi um grande fenômeno adolescente entre 2000 e 2005, quando chegou ao fim após a saída de Charlie Simpson.

Em 2013, James Bourne e Matt Willis se uniram aos caras do McFly — também um fenômeno pop da época — para formar o McBusted. O supergrupo deu adeus em 2015, quando Simpson decidiu retornar à banda.

Heineken terá Jukebox com música ao vivo nos intervalos do Popload Festival

O Terno
Foto: Divulgação

A música no Popload Festival não para nunca!

O evento terá sua sexta edição nesta quinta-feira (15) de feriado, no Memorial da América Latina, em São Paulo, e preparou mais uma surpresa. Além das atrações como Blondie, Lorde, At The Drive-In e muito mais, mais artistas estarão por lá para animar a galera.

A Heineken, patrocinadora do evento, contará com o palco Jukebox, que comandará os intervalos dos shows do evento. A marca convidou Céu e Tropkillaz, Liniker e O Terno para tocarem as músicas escolhidas por meio do Wi-Fi do festival disponibilizado pela Heineken no local ou acessando heineken.com/br/popload. No último intervalo, diferentes músicos se juntarão e formarão a “Super Banda”, que tocará as músicas mais votadas pelo público ao longo do dia.

A diretora da marca, Vanessa Brandão, declarou:

Participar de um festival que já virou referência em São Paulo e terá um line-up que traz as últimas sensações da música como Lorde e MGMT e atrações que nos fizeram dançar há algum tempo, como Blondie é, com certeza, uma excelente forma de nos conectarmos com um amplo público e, com o palco Jukebox, quisemos reapresentar este aparelho vintage e fazer um twist em meio a tanta modernidade. A ideia desta ativação foi oferecer um menu de músicas lendárias na história do Popload Festival durante os intervalos e contribuir para um evento non-stop. A dinâmica do palco Jukebox foi pensada em estender ao máximo a vivência de um festival repleto de hits, oferecendo ao público a oportunidade de poder escolher sua música favorita.

Bora? É amanhã!

Serviço – POPLOAD FESTIVAL 2018

Data: 15 de novembro (quinta-feira)
Local: Memorial da América Latina
Abertura das portas: 12h00
Início dos shows: 12h15
Classificação etária: a partir de 16 anos desacompanhados. Menores entre 14 e 16 anos somente acompanhados de um responsável legal.
Proibida a entrada de menores de 14 anos. Este evento requer autorizações específicas, acompanhe a atualização da expedição de alvarás através do site oficial.
Capacidade total: 15.000 pessoas
Acesso: Portão 1 (Pista) e Portão 2 (Pista Premium)
Vendas online: www.ticketload.com

Com nova foto em estúdio, blink-182 prova que fez todos nós de trouxa

Blink-182
Foto: Divulgação

Uma coisa é certa: o blink-182 brincou sem dó com os corações dos fãs neste ano.

Propositalmente ou não — mas a gente suspeita que foi de propósito sim –, a banda fez com que sua fanbase cogitasse uma volta de Tom DeLonge, a saída de Matt Skiba e até um “fim de relacionamento” com John Feldmann, que produziu California (2016). Os caras chegaram a deixar de seguir o produtor nas redes sociais.

Pois bem, pouco depois de confirmar que Skiba continua na formação e voltar aos palcos com o cara, o baixista Mark Hoppus deu mais um banho de gelo em alguns fãs. O músico postou uma foto em estúdio com Matt e Feldmann, dizendo estar trabalhando em novas músicas do blink-182.

A notícia vem como uma bomba para aquelas que criticaram a produção do cara em California, principalmente por fórmulas batidas e repetidas como os “whoas” nos vocais.

Enquanto isso, a banda não deu mais nenhum detalhe sobre o material, mas é possível que o novo disco chegue no ano que vem. Agora é esperar o resultado!

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Singing some blink-182s.

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Hollyweed: Snoop Dogg ganhará estrela na calçada da fama

Snoop Dogg fuma no palco, 2016
Foto de Snoop Dogg via Shutterstock

Prepara o baseado que a comemoração vai ser boa! Snoop Dogg finalmente será homenageado com uma estrela na calçada da fama de Hollywood.

Segundo a Variety, a cerimônia de estreia da estrela do rapper e ator acontece na próxima segunda-feira (19). Quem estará por lá apresentando o evento é Jimmy Kimmel, que também filmará todo o acontecimento para seu talk show.

Merecido!

Snoop Dogg

Nos últimos dias, Snoop causou polêmica durante uma visita à Casa Branca. O rapper fumou maconha em frente ao local e ainda mandou o presidente Donald Trump à merda, como te contamos por aqui.

Já na música, o cara participou do mais recente single do Gorillaz, chamado “Hollywood”. Ele também está no disco Tha Carter V, de Lil Wayne.

O último álbum de estúdio lançado por Snoop Dogg é Bible of Love, de Março deste ano.

Lançamentos nacionais: Biquini Cavadão, Arthur Melo, Alienação Afrofuturista

Lançamentos Nacionais: Biquini Cavadão, Arthur Melo, Alienação Afrofuturista
Foto: Reprodução / Facebook

Ilustre Guerreiro, novo disco do Biquini Cavadão, é uma homenagem a Herbert Vianna e sua obra.

A cada semana, a banda lança como single uma das canções eternizadas na voz do vocalista dos Paralamas do Sucesso. Até agora já foram divulgadas “Aonde Quer Que Eu Vá”, “Só Pra Mostrar”, “Ska” e “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim”.

O lançamento oficial do álbum acontece em 30 de Novembro.

Arthur Melo

Lançamentos Nacionais: Biquini Cavadão, Arthur Melo, Alienação Afrofuturista
Foto: Divulgação

Introspectivo, reflexivo e, ao mesmo tempo, conceitual. É assim que se mostra Arthur Melo em Nhanderuvuçu, seu novo disco.

A palavra escolhida pelo cantor mineiro para intitular sua obra representa a força que existe e que flui, na cultura verbal da tribo Tupi-Guarani.

Passeando pelo experimentalismo, Arthur versa sobre temas como relacionamentos conturbados, aventuras emocionais internas e a busca da da paz espiritual e do autoconhecimento.

Alienação Afrofuturista

Lançamentos Nacionais: Biquini Cavadão, Arthur Melo, Alienação Afrofuturista
Foto: Hana Lidia / Divulgação

Transitando entre o sistema de som e a era de ouro do hip-hop, mas sem deixar de lado a influência dos beats eletrônicos e da música brasileira, Alienação Afrofuturista lança novo álbum.

Wambua, que significa “nascido em estação chuvosa” no dialeto queniano Kamba, traz letras politizadas para falar de família, amor e futuro.

O trabalho conta com as participações especiais de Lemoskine, DowRaiz e Monkey Jhayam.

Guitar Center revela nova loja em Hollywood e fala sobre dívida de R$ 4 bilhões

Guitar Center
Foto: Ryan Hunter/Guitar Center

Guitar Center, a maior rede de lojas de instrumentos musicais dos Estados Unidos, esteve passando por maus bocados ao longo dos últimos anos.

A empresa possui mais de 1 bilhão de dólares — cerca de 4 bilhões de reais — em dívidas, resultado de uma má decisão de negócio feita em 2007. Desde então, a empresa conseguiu refinanciar sua dívida e não irá precisar pagar nada até 2021. Nesse meio tempo, a rede planeja sair do vermelho construindo mais de 30 lojas e remodelando várias de suas lojas antigas.

Um dos projetos mais ambiciosos da Guitar Center foi uma reforma de 5 milhões de dólares de sua icônica loja de Hollywood, que foi inaugurada esse mês com direito a várias comemorações. Ao longo de uma semana, foram realizados workshops, palestras, eventos especiais e até mesmo uma grande festa organizada por Zane Lowe, da rádio Beats 1. Além disso, performances de artistas como Anderson .Paak e DJ A-Trak também ocorreram na loja.

A nova loja da empresa conta com um visual renovado — uma parede de 5 metros contando com vários pedais, uma seção acústica expandida com uma sala “silenciosa” dedicada para violões da Taylor, 11 kits de baterias eletrônicas montadas prontas para uso e até mesmo uma loja vintage com mais de 4 milhões de dólares em merchandise, segundo o diretor da seção de equipamentos vintage e usados da Guitar Center Jack Hetherington.

Como se isso não fosse o suficiente, a loja também conta com exposições de itens raros como guitarras de Eric Clapton, B.B KingEddie Van Halen, e violões de músicos como Paul McCartney e Johnny Cash.

Você pode conferir fotos de como a loja ficou através da matéria completa na Billboard.

We Are One Tour: conversamos com o Dead Fish sobre evento, política e novo disco

dead fish
Foto: divulgação

Em dezembro acontece em São Paulo a nova edição do We Are One Tour, que será realizada na Arena Barra Funda. Além de Pennywise celebrando seus 30 anos de carreira, o evento conta ainda com as bandas Comeback KidBelvedereDead FishGarage FuzzSugar Kane e Direction.

Conversamos com o vocalista do Dead Fish, Rodrigo Lima, para falar a respeito da participação no evento, da relação do hardcore com a política e também sobre o novo disco da banda, que já está em fase de produção.

Dead Fish no Oxigênio Fest 2018-2
Foto: Stephanie Hahne

TMDQA!: Como tem sido a energia dos shows nesse período eleitoral? Você percebe a galera realmente comprometida em fazer a diferença?

Rodrigo: Esse último show no Carioca Club, em São Paulo, dez minutos depois do resultado da eleição foi uma catarse. Uma mistura de raiva com tristeza e resignação que esquentou até meu coração. Serão anos difíceis, inclusive pros nazis que venceram o pleito.

TMDQA!: Ainda tem muita gente conservadora e de extrema direita envolvida com punk e hardcore. Pra você, o que explica isso?

Rodrigo: Eu não explico nada. Eles que desistam, estão no ambiente errado.

TMDQA!: Sempre que o Dead Fish se posiciona politicamente na internet, recebe muitos comentários negativos de um pessoal que claramente não entendeu nada sobre o que a banda é. Até mesmo no grupo de fãs no Facebook, sempre acontecem discussões com quem é de direita e vota em Bolsonaro. Você acompanha isso de alguma forma? O que você tem a dizer para essas pessoas?

Rodrigo: Eu não acompanho, eu não tenho Facebook desde sempre, acho até perigoso. Os nossos dados e preferências estão ali expostos pra quem quiser roubar e nos manipular. Trágico! O que eu fico sabendo é pelos nossos operadores das redes e acho bizarro muitas das coisas que vejo e leio. Me resta seguir, o Dead Fish é uma banda que sempre seguiu em frente, é importante. Independentemente de um cenário favorável ou não. O que eu tenho a dizer é o de sempre. Desistam! Vocês estão no ambiente errado, mesmo eu achando que o punk e o hardcore foram muito permissivos durante os 14 anos de governo progressista. Acho que nós esquecemos muitas coisas essenciais de nossas raízes políticas e agora estamos sendo lembrados por essas chuvas de cocô neofascistas. Abre seu guarda-chuva ae, beacho! É uma longa tempestade de merda vindoura.

TMDQA!: Com o resultado da eleição e toda essa onda de violência que estamos vivendo, qual a sua perspectiva para o futuro do país?

Rodrigo: Não sou otimista. Mais violência, mais supressão de direitos e mais manipulação, mas vamos passar por isso e quem resistir vai se orgulhar da luta.

TMDQA!: O Dead Fish é um dos nomes do punk/HC nacional que mais toca em festivais do gênero e em dezembro, vocês estarão no We Are One Tour. Qual a importância de eventos com headliners gringos incluírem bandas nacionais em seu lineup?

Rodrigo: Estamos felizes de estarmos no lineup desse festival. Gosto dos nossos, das nossas bandas, crescemos perto deles. Dos gringos, eu estou curioso com o show do Belvedere que nunca vi ao vivo e é sempre bom estar perto dos Pennywise, são caras legais. Vai ser uma noite maneira, tenho certeza.

Dead Fish na gravação do DVD de 25 anos
Foto: Renata Monteiro

TMDQA!: Vocês já estão trabalhando em um novo disco. O que você pode adiantar sobre ele?

Rodrigo: Sim, estamos. Tem álbum novo em 2019. Estamos no meio dessa produção.

TMDQA!: Comparando ao último álbum, Vitória, o que o novo trabalho traz de diferente, em termos de produção e composição?

Rodrigo: Tem muita música mais rápida que no Vitória (risos), o Marco esta caprichando. Tem uns sons mais diferentes de tudo que já fizemos também. Está legal construir esse álbum.

TMDQA!: A banda lançou recentemente a sua cerveja, que vai ser produzida no Espírito Santo, com uma levedura local. Como vocês pensaram e desenvolveram o conceito e o sabor da marca?

Rodrigo: A cervejaria ES tem um dono cientista maluco chamado Carlos Henrique que é um velho conhecido nosso da cena dos 90, zineiro, nos apresentou um monte de bandas. Botei muita fé na proposta deles, mesmo eles demorando uma eternidade pra fazer nossa cerva, mas vai valer a pena. A cerva tem uma levedura local e é toda feita nos moldes tradicionais ingleses. É uma English Amber Ale, só que com a pegada capixaba, rótulo e tudo mais. A cerva é genial, e muito boa!

TMDQA!: Quais os planos da banda para o restante do ano?

Rodrigo: Sobreviver ao fascismo burro brazuca e terminar o disco novo.

TMDQA!: Obrigada! O espaço final é seu, pra mandar aquela mensagem aos fãs e quem leu a entrevista.

Rodrigo: Obrigado pela oportunidade de falar ao TMDQA!, adoro o site. Obrigado a todos os nossos amigos que curtem a banda, abraços! Ah! Sejam bem-vindos a SP, meus caros.

WE ARE ONE TOUR – SÃO PAULO

Data: 1° de dezembro
Horário: das 14h às 23h
Local: Arena Barra Funda – Av. Nicolas Boer, 550 – Barra Funda
Ingressos: R$110 – R$320 clicando aqui
Ingressos físicos: Loja 255 – Galeria do Rock – Av. São João, 439, Centro – 1º Andar

“Quero Cafééé”: Mamelungos retorna com o ar de sua graça em novo clipe; confira

mamelungos-divulgação
Foto: Divulgação

Após um hiato e alguns integrantes focando em projetos solos, os Mamelungos finalmente estão de volta.

A banda traz ao mundo o clipe da canção “Xícaras Cheias”.A faixa, que tem participação do cantor Marcelo Jeneci,faz parte do último disco lançado, o excelente Esse é o nosso mundo,lançado em 2016.

Em uma temporada nos Estados Unidos, os recifenses gravaram o clipe, com a direção do americano Lucas James, e mostra Ryan Wink, que também assina o roteiro do clipe, em uma peregrinação pelo café. Fazendo uma brincadeira com a letra da música, o vídeo também traz os integrantes da Mamelungos atuando como “traficantes do pó preto” nos arredores da cidade de Califórnia.

O resultado ficou divertido e você pode conferir logo abaixo:

Sugar Kane celebra 15 anos do disco “Continuidade da Máquina” em SP; resenha e fotos

Sugar Kane 08
Foto: Vitor Malheiros

O disco Continuidade da Máquina, lançado pelo Sugar Kane em 2003, é indiscutivelmente um clássico do hardcore nacional. Com algumas das faixas mais marcantes da carreira da banda, ele consolidou de vez o grupo dentro da cena.

Em 2013, aconteceu no Hangar 110 o show comemorativo de dez anos desse trabalho. Na última sexta-feira (9), foi a vez da banda se reunir novamente, agora para celebrar os 15 anos — no mesmo local, que agora passou a se chamar The House. Mudou o nome, mas continua (quase) tudo igual. Foi mais uma noite histórica do grupo em um dos locais mais simbólicos da cena underground.

Foto: Vitor Malheiros

Antes, a banda Dínamo, de Curitiba, entrou em cena para aquecer o público, que aos poucos ia chegando ao The House. Deléo (vocal), Karacol (guitarra), Dudu (baixo) e Biano (bateria) fizeram uma apresentação consistente e bem hardcore, com músicas que retratam temas bem atuais.

O grupo lançou recentemente o disco Origens e tem mostrado um lado mais maduro, que se refletiu no palco. Com mensagens políticas, participações especiais e convocando a plateia para cantar junto, o Dínamo foi um ótimo aquecimento e teve uma boa receptividade da galera.

Foto: Vitor Malheiros

Não muito tempo depois, foi a vez de Caique Fermentão (vocal e guitarra), Felipe Dantas (guitarra), Murilo Benites (baixo) e Antonio Fermentão (bateria) darem início ao show do Corona Kings. Em noite de bandas paranaenses, o grupo de Maringá mostrou o porquê de ser um dos nomes de destaque da cena atual e fez uma apresentação intensa, com rapidez e riffs muito bem trabalhados.

No setlist, faixas do seu disco mais recente, Death Rides a Crazy Horse, que saiu há um ano, incluindo “Boyhood” e “Death Proof”. Assim como em 2017, abrindo para o show de 20 anos do Sugar Kane, o Corona Kings ganhou o público logo de cara. A banda tem muita força ao vivo, e a pegada stoner funciona perfeitamente com o clima experimental no palco.

Em meio a mensagens de respeito e resistência, além de crítica aos eleitores do Bolsonaro, a banda conduziu os presentes com maestria. Ainda que o clima na pista fosse tranquilo, todos estavam muito conectados ao som. Com uma performance de respeito e um público bastante satisfeito, o Corona Kings saiu de cena para dar lugar à atração principal da noite.

Foto: Vitor Malheiros

Quando o Sugar Kane subiu ao palco, a pista se transformou. Em questão de segundos, um ambiente que estava calmo e espaçoso deu lugar a um caos coletivo que duraria todo o resto da noite. E que noite!

Além de tocar o disco Continuidade da Máquina na íntegra, o show contou com uma formação especial: Alexandre Capilé (vocal e guitarra), Vini Zampieri (guitarra), Flávio Guarnieri (baixo) e André Dea (bateria). Esse era o Sugar Kane em 2009 — ano em que Flávio entrou para a banda e Vini saiu, poucos meses depois. Flávio ficou até 2013, e acredito que a maioria ali nunca tinha tido a oportunidade de ver na íntegra uma apresentação desse quarteto, que gravou o disco A Máquina Que Sonha Colorido.

Seguindo a ordem do Continuidade da Máquina, “Janeiro”, “Estou Cansado” e “Por Vir” abriram o set. Início catártico, com os fãs cantando aos berros e se acabando no mosh. O repertório foi dividido em blocos de três faixas, intercalando trios do disco comemorativo da noite com trios de outras fases da banda.

Assim, o show seguiu com “Vital” e “Fui Eu”, músicas do último trabalho lançado pelo Sugar Kane — Ignorância Pluralística (2014) — e “Será Viver”, única faixa do disco Elementar (2005) a ser tocada. É incrível o fato de tanto as canções mais antigas quanto as mais recentes terem o mesmo efeito no público, soando com a mesma força e sendo muito atemporais.

Foto: Vitor Malheiros

Voltando ao Continuidade, Capilé anunciou “uma das primeiras músicas do disco a ser ensaiada”, de quando o Renê Bernuncia assumiu a bateria do Sugar Kane e criou o groove inicial clássico de “Velocidade”. Essa música é daquelas unanimidades entre os fãs e sempre resulta em um dos pontos alto das apresentações ao vivo.

O set seguiu com “Abraço” e “Correr ou Lutar”, que foi cantada pelo Vini porque Capilé não lembrava da letra. E, então, o vocalista falou sobre a formação alternativa que estava ali, já que Rick (guitarra) toca com o Dead Fish e Moderno (baixo) também precisou estar com a banda capixaba naquela noite.

Integrantes de 2009, músicas de 2009: “A Máquina Que Sonha Colorido”, “Todos Nós Vamos Morrer” e “Revolução”. Capilé costuma brincar que sempre erra a letra de “Revolução”, e eu realmente acho que em todos esse anos eu nunca o vi acertar. Nesse show, não poderia ser diferente — assim como o coro e participação do público, intensos como se tivesse sido ensaiado. E esse foi o tom de toda a apresentação. Em meio a um hiato meio indefinido, as oportunidades de ver o Sugar Kane ao vivo são raras, e cada vez mais especiais.

E se o Sugar Kane sempre teve um posicionamento político firme, em tempos tão sombrios o discurso se torna ainda mais acentuado. “A gente é muito maior que essa porra. A gente não tá sozinho. A gente é foda!”, disse o vocalista ao falar sobre o momento de ser resistência. Isso foi a deixa para “A Máquina”, que gerou mais pancadaria na roda e muitos stage dives (ainda que muitas pessoas acabassem mesmo caindo direto no chão), seguida de “Minha Liberdade”.

Foto: Vitor Malheiros

Depois, outro momento especial veio com “Meus Amigos”, que estava sendo tocada ao vivo pela segunda vez na carreira do Sugar Kane — a primeira havia sido recentemente, no show comemorativo em Curitiba. Essa foi a única faixa que ficou de fora do show de 10 anos do Continuidade, e foi uma grata surpresa ela ter sido incluída dessa vez. Ainda por questões de não lembrar a letra, Capilé pediu que Vini a cantasse, mas quem assumiu o microfone pouco depois foi uma fã, que subiu ao palco e mandou muito bem!

O vocalista agradeceu muito ao público pela presença e pelo suporte à banda: “não tem nada que faça a gente estar aqui, a não ser vocês”. Em seguida, relembrando as músicas do Por Nossa Paz (2001), a banda mandou “Medo”, uma das faixas mais icônicas do Sugar Kane, além de “Vamos Seguir” e “Me Façam Entender”.

A entrega era total, e Capilé confessou que o momento político atual despertou a vontade de compor um novo disco. “Falta convencer o resto da banda”, brincou, para empolgação dos fãs. A vibe era sensacional, mas o show ia caminhando para o fim.

“Reviver” abriu caminho para “Harmonizar”, que encerra o Continuidade, mas aqui rolou uma inversão, porque nada mais apropriado do que a apresentação ser finalizada com “Despedida”. Antes, como de costume, Vini cantou um trecho de “Detalhes”, do Roberto Carlos, sempre acompanhado pelas vozes da galera.

Foi um show lindo e digno de celebração em grande estilo. Mas, acima de tudo, foi um show necessário. Se o apanhado de algumas das principais faixas da banda nos traz uma nostalgia e felicidade, o tom engajado nos dá a sensação de pertencimento e união. Que venha um novo disco! E, se não vier, que ainda assim a gente possa curtir mais noites memoráveis como essa.

“Uma Tarde na Fruteira”, de Júpiter Maçã, será relançado em vinil duplo

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Crédito: Divulgação

Clássico recente do rock brasileiro, o álbum Uma Tarde Na Fruteira, de Júpiter Maçã, será relançado em vinil duplo de 180 gramas via Monstro Discos como parte do projeto Série Ouro. A previsão de lançamento é janeiro de 2019, mas o selo goiano já abriu uma pré-venda com preços promocionais.

Contendo faixas conhecidas como “A Marchinha Psicótica de Dr. Soup”, “Síndrome do Pânico” e “Beatle George”, Uma Tarde Na Fruteira é o quarto disco de estúdio lançado pelo músico Flávio Basso (nome verdadeiro de Júpiter Maçã), falecido em 2015.

Gravado em 2004 e lançado originalmente em 2006, na Espanha, e em 2008, no Brasil, o álbum ganhará agora uma versão com capa gatefold e encarte cheio de fotos. As duas versões serão lançadas, já que trazem músicas e capas diferentes.

Júpiter Maçã, ou Jupiter Apple, é um dos nomes mais importantes do rock gaúcho, tanto em sua carreira solo como nas bandas TNT e Os Cascavelletes. Era conhecido por traduzir de forma única suas diversas influências, que iam de Caetano Veloso e Tom Zé a Bob Dylan e The Beatles.

Aqui em Marte aborda o pecado capital da inveja em “Error 404”

Aqui em Marte aborda o pecado capital da inveja em “Error 404”
Foto: Divulgação

A inveja que acaba tornando as pessoas irreconhecíveis, escravos daquilo que não são em sua essência, é o tema abordado pela Aqui em Marte em “Error 404”, seu novo single.

A canção é mais uma da série de faixas nas quais o duo fala sobre os pecados capitais. O projeto capitaneado por Marcelo Heidenreich ainda deve divulgar mais três músicas dentro dessa mesma temática.

A dupla surgiu em dezembro de 2017 como carreira solo de Heidenreich, ex integrante e fundador da banda INK. Acauã Iannini (bateria e voz) completa o power duo. Marcelo, cujo nome significa “vindo de Marte”, acredita ser um artista marciano em turnê pelo planeta Terra desde 1996.

O roteiro e direção do clipe de “Error 404” são do próprio Heidenreich.

Fontaines D.C lança novos singles; ouça “Too Real” e “The Cuckoo Is A-Callin”

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Foto: Divulgação

Os irlandeses da Fontaines D.C estão cheios de novidade nesse semestre final de 2018.

Depois de uma ótima performance ao vivo na KEXP, a banda fechou contrato com a Partisan Records e anunciou uma turnê com a participação do Shame e uma série de shows também com o IDLES.

E nessa segunda-feira (12), a Fontaines anunciou dois novos singles. São eles “Too Real” e “The Cuckoo Is A-Callin”, e o primeiro conta com um belo clipe dirigido por Hugh Mulhern.

Confira abaixo:

As duas músicas farão parte do disco de estreia da banda, que já está em estúdio com a produção do aclamado Dan Carey, que já trabalhou com Kate Tempest, Bloc Party, Goat Girl e muitos outros.

Mais informações sobre o futuro da Fontaines podem ser encontradas no site oficial do grupo.

Ouça “Too Real” e “The Cuckoo Is A-Callin”:

Novos vídeos: Muse, The Story So Far, Anne-Marie e Architects

Muse, Terry Crews - Algorithm
Fonte: Reprodução/Youtube

Na última sexta-feira (9), o Muse lançou seu novo disco, Simulation Theory.

Para divulgar o novo álbum, a banda liberou o vídeo da música “Algorithm”, que tem a participação especial do ator Terry Crews. O clipe está super futurista, fazendo referência aos antigos jogos de arcade.

Lembrando que a banda é uma das atrações confirmadas para o Rock In Rio 2019.

The Story So Far

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Foto: Wikipedia

A banda divulgou mais um single de seu quarto álbum de estúdio, Proper Dose, que foi lançado em Setembro deste ano.

Dessa vez, a música escolhida foi “Take Me As You Please”, com um vídeo bizarro, porém bem bonitinho.

Anne-Marie

anne-marie
Foto: Wikimedia Commons

Para trazer uma dose de pop ao nosso dia, a cantora Anne-Marie divulgou na última quinta-feira (8) o vídeo da música “Perfect To Me”.

O som é o sétimo single de seu disco de estreia, Speak Your Mind, lançado em Abril deste ano.

Architects

architects
Foto: Divulgação

Por último, mas não menos importante, a banda Architects lançou nesta terça-feira (13) o vídeo da pesadíssima “Death Is Not Defeat”.

O som faz parte de seu último disco de estúdio, Holy Hell, que saiu do forno no dia 9 de Novembro e está imperdível.

Agora vai? Limp Bizkit anuncia volta aos estúdios para gravar novo disco

Fred Durst, do Limp Bizkit
Foto: Wikimedia Commons

A novela do novo disco do Limp Bizkit continua, agora com a banda anunciando que está voltando ao estúdio para trabalhar pesado no novo material.

Quem deu a notícia foi o guitarrista Wes Borland no Instagram, onde mostrou também um trecho de uma faixa de guitarra. Na legenda, o músico diz que as gravações deveriam ter começado no último sábado (10), mas foram adiadas por conta do incêndio florestal na Califórnia.

Leia:

Aquecendo para realmente gravar um novo álbum do Limp Bizkit. Teríamos começado no último sábado, mas fomos deslocados pelos incêndios e perdemos alguns equipamentos. [Estamos] de volta aos trilhos e [entraremos] no estúdio dentro de uma semana.

Nos últimos meses, as notícias sobre o trabalho não foram muito boas. Borland chegou a dizer que “ninguém quer ouvir as músicas novas” da banda, e também ficamos sabendo que o grupo chegou a contratar o Bring Me The Horizon para escrever algumas letras, mas não deu certo.

O novo álbum será sucessor de Gold Cobra, lançado em 2011.

Miley Cyrus exibe fotos de casa destruída em incêndio na Califórnia

Miley Cyrus
Foto: Reprodução/YouTube

Miley Cyrus foi mais uma celebridade e moradora da Califórnia a perder sua casa para o incêndio florestal devastador que tomou conta de parte do estado americano.

No Instagram, a cantora publicou um antes e depois de um pedaço de sua mansão, mostrando a destruição completa do local. Cyrus também pediu doações para a Fundação Malibu, que tem recebido fundos e itens para a reconstrução da região.

O marido de Miley, o ator australiano Liam Hemsworth, também compartilhou uma imagem da casa que dividiam e comentou:

Tem sido dias de partir o coração. Isso é o que sobrou da minha casa. Amor. Muitas pessoas em Malibu e áreas ao redor na Califórnia perderam suas casas e meu coração sofre com cada um que foi afetado pelo fogo. Passei o dia em Malibu e foi incrível ver a comunidade unida para ajudar uns aos outros de todas as formas. Malibu é uma comunidade forte e esse evento só vai torna-la ainda mais forte.

Nos últimos dias, outros artistas como Gerard Butler, Neil Young e Kevin Parker viraram notícia por perderem suas propriedades para o fogo. O local onde a série Westworld foi gravada também foi devastado.

Até o momento desta publicação, o número de mortos no incêndio da Califórnia está em 50.

Incêndio casa Miley Cyrus
Foto via G1

Malásia censura “cenas gays” de Bohemian Rhapsody, filme do Queen

Teaser Trailer de Bohemian Rhapsody
Foto: Reprodução / YouTube

Polêmica com o filme Bohemian Rhapsody, que conta a história do Queen, na Malásia.

O Conselho de Censura local cortou aproximadamente 24 minutos do longa por conta de cenas que retratam a sexualidade do frontman Freddie Mercury, interpretado por Rami Malek. O país asiático tem leis rígidas contra a homossexualidade.

Quem divulgou a informação foi o site Malay Mail, que ainda detalhou quais cenas foram excluídas. Uma delas é o momento em que o vocalista conta à sua noiva, Mary Austin (Lucy Boynton), que é bissexual. A outra é quando os membros da banda se vestem com roupas femininas para gravar o clipe de “I Want to Break Free”.

Um perfil intitulado MalayVines ainda relatou que o corte deixa “buracos” no roteiro do filme, dificultando no entendimento da história. Outra conta publicou:

Na Malásia, o tempo total de ‘Bohemian Rhapsody’ é de 110 minutos, para maiores de 18 anos, enquanto que, no resto do mundo, tem 134 minutos e é indicado para maiores de 13 anos. Deixamos heterossexual um filme que já foi transformado em heterossexual e isso ainda não é apropriado.

O filme já arrecadou US$ 100 milhões em bilheteria e lidera o ranking no Brasil há duas semanas.

Ian MacKaye e Joe Lally (Minor Threat, Fugazi) estreiam nova banda

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Foto: Mike Maguire

Os ex-membros do Fugazi, Ian MacKaye e Joe Lally, estrearam uma nova banda no último domingo (11) em Washington, durante um concerto beneficente.

Ainda sem nome, o grupo também conta com Amy Farina, esposa de MacKaye e baterista do The Evens — do qual Ian também faz parte.

Mesmo sem nenhum áudio ou vídeo gravado, tudo indica que vem coisa nova por aí. O fotógrafo Mike Maguire, que postou uma foto do show, comentou com a Consequence Of Sound que todas as canções tocadas eram originais, e deu a entender que a banda é uma espécie de híbrido entre o Fugazi e The Evens.

A Dischord Records, selo fundado por MacKaye e seu companheiro de Minor Threat, Jeff Nelson, também postou uma série de fotos do show que aconteceu nesse domingo. Veja abaixo!

Ao que tudo indica, teremos uma nova banda surgida desses grandes nomes do hardcore. Vamos ver o que vem por aí!

 

“Tinta Bruta”, longa sobre drama LGBT, vence o Festival do Rio

Cena de 'Tinta Bruta'. Crédito: Vitrine Filmes
Cena de 'Tinta Bruta'. Crédito: Vitrine Filmes

Em cerimônia realizada no último domingo (11) no Cine Oden, Centro do Rio de Janeiro, a 20ª edição do Festival do Rio consagrou o longa com temática LGBT Tinta Bruta como o maior vencedor do evento, ao faturar o Troféu Redentor de Melhor Filme.

Dirigido por Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, o drama, que estreia em 6 de Dezembro nos cinemas, acompanha os passos do jovem Pedro, vivido por Shico Menegat, que também faturou o prêmio de Melhor Ator, dividido com Valmir do Côco, por Azougue Nazaré.

Na trama, Pedro passa por uma fase difícil na vida, tendo que responder a um processo criminal ao mesmo tempo em que lida com a mudança da irmã, sua única amiga. Ele então assume o codinome GarotoNeon e passa a fazer performances nu na internet, de forma anônima, com o corpo coberto apenas por cores de tinta fluorescente.

Tinta Bruta ainda ganhou nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante (Bruno Fernandes). Na hora de subir ao palco para receber o Redentor, Márcio falou sobre os tempos atuais e a simpatia pelo fascismo de parte da população.

“Dedico esse prêmio à população LGBT+. Estamos em um momento delicado e é fácil a gente perder as esperanças. É muito importante cuidarmos uns dos outros, estarmos lado a lado e firmarmos um compromisso de jamais ficar em silêncio quando a gente testemunhar alguma agressão ou opressão. O fascismo cresce do nosso silêncio. A gente não pode ficar calado”, declarou o cineasta.

O comentado Torre das Donzelas, de Susanna Lira, foi premiado como Melhor Documentário tanto pelo júri oficial quanto pelo popular. O roteiro gira em torno dos depoimentos de ex-presidiárias que dividiram cela na época da ditadura militar.

Deslembro, dirigido por Flávia Castro, venceu o prêmio do júri popular na categoria ficção. O filme aborda as sequelas causadas pelo regime militar em filhos de exilados políticos. A produção também ganhou o Redentor de Melhor Atriz Coadjuvante (Eliane Giardini) e o prêmio da crítica.

O prêmio Felix, dedicado a produções da cena LGBT e inspirado no Teddy, troféu alemão, foi concedido a Sócrates, de Alex Moratto, na categoria ficção, e a Obscuro Barroco, de Evangelia Kranioti, na categoria documentário. O júri do Felix entregou ainda um prêmio especial para Inferninho, dirigido por Guto Parente e Pedro Diogenes.

O já citado Azougue Nazaré, do pernambucano Tiago Melo, faturou o prêmio especial do júri e Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, foi o vencedor da seção paralela Novos Rumos, que premia diretores estreantes ou filmes com linguagem não convencionais. Esta mesma mostra também concedeu um troféu especial para Inferninho.

Na categoria curta-metragem, o grande vencedor do Festival do Rio neste ano foi O Órfão, de Carolina Markowicz. A produção fala sobre um jovem adotado que vai parar em um abrigo por se comportar de um jeito diferente.

Confira abaixo todos os vencedores do Festival do Rio em 2018:

Première Brasil

Melhor longa de ficção – Tinta Bruta, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

Melhor longa de documentário – Torre das Donzelas, de Susanna Lira

Melhor curta-metragem – O Órfão, de Carolina Markowicz

Menção honrosa curta-metragem – Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro

Melhor direção de ficção – João Salaviza e Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Terra dos Mortos

Melhor direção de documentário – Susanna Lira, por Torre das Donzelas

Menção honrosa direção de documentário – Daniel Gonçalves, por Meu Nome é Daniel

Melhor atriz – Itala Nandi, por Domingo

Melhor ator – Shico Menegat, por Tinta Bruta, e Valmir do Côco, por Azougue Nazaré

Melhor atriz coadjuvante– Eliane Giardini, por Deslembro

Melhor ator coadjuvante – Bruno Fernandes, por Tinta Bruta

Melhor fotografia – Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos

Melhor montagem – André Sampaio, por Azougue Nazaré

Melhor roteiro – Filipe Matzembacher, Marcio Reolon por Tinta Bruta

Prêmio especial do júri – Azougue Nazaré, de Tiago Melo

Novos Rumos

Melhor filme – Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio

Melhor curta – Lembra, de Leonardo Martinelli

Prêmio especial do júri – Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes

Menção honrosa – Mormaço, de Marina Meliande

Menção honrosa – Eduarda Fernandes pela atuação (Luna, de Cris Azzi)

Menção honrosa – Alexandre Amador pela atuação (Vigia, de João Victor Borges)

Menção honrosa – Verónica Valenttino pela atuação (Jéssika, de Galba Gogóia)

Voto popular:

Melhor longa de ficção: Deslembro, de Flavia Castro

Melhor longa de documentário: Torre das Donzelas, de Susanna Lira

Melhor curta: Você não me conhece, de Rodrigo Séllos

Prêmio da Crítica FIPRESCI

Deslembro, de Flavia Castro

Prêmio Felix

Melhor longa de ficção: Sócrates, de Alex Moratto

Melhor longa de documentário: Obscuro Barroco, de Evangelia Kranioti

Prêmio Especial do Júri: Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes

NOAHS busca influências no indie folk para “Suddenly”; assista ao clipe

NOAHS
Foto: Divulgação

O NOAHS está lançando hoje (14) o clipe oficial para a faixa “Suddenly”.

A canção faz parte do EP Rise, lançado em 2017 pela banda catarinense composta por Felipe Hipolito, Murilo Brito, Danilo Brito e Bruno Bastos. Além deste trabalho, o grupo tem também na bagagem o EP Cedar & Fire, de 2014.

“Suddenly” vem carregada do indie folk que o grupo propõe em seu material, e seu clipe foi dirigido pela dupla Couple of Things, formada por Diana Boccara e Leo Longo. Os diretores são responsáveis pelo projeto Around The World In 80 Music Videos, que já produziu clipes de artistas como Pato Fu, Vanguart, Brothers Of Brazil, Vivendo do Ócio, Vespas Mandarinas e Selvagens À Procura de Lei.

Sobre o lançamento, Diana conta:

Nossa proposta foi realizar um clipe subjetivo e um tanto quanto surreal, que leva o espectador a mergulhar tão fundo na música e na performance do dançarino que deixa pontos da história em abertos, para serem desvendados, deduzidos ou mesmo criados por quem a assiste — consciente ou inconscientemente. ‘Suddenly’ teve muitos dias de preparação e ensaios, mas a gravação em si não durou mais do que três horas num fim de tarde perfeito em Florianópolis.

Já falando da composição da canção, o guitarrista Bruno comentou:

Os instrumentos utilizados foram guitarra, violão, baixo, bateria órgão e piano. Todos os instrumentos foram gravados e tocados por mim em meu home studio. Para essa música foram utilizadas apenas as notas graves do órgão e do piano, marcando a tônica dos acordes, como se fosse um baixo. Esse, por sua vez, nem sempre marca a tônica dos acordes, criando tensão na música com uma linha mais repetitiva. Existem duas linhas de guitarra na maioria das partes da música, além de eventuais overdubs com reverbs e delays exagerados que criam uma espécie de ambiente etéreo a ela. A bateria foi sequenciada no computador baseada nas demos que a banda gravou nas jams em seu estúdio. Os vocais são praticamente um dueto entre Murilo e Bruno, o que no processo de composição da música acabou definindo um rumo completamente diferente ao qual ela vinha tomando originalmente.

Assista ao clipe de “Suddenly”, do NOAHS, abaixo!

Coldplay exibe hoje (14) nos cinemas seu novo documentário; saiba onde assistir

Coldplay
Foto: Wikimedia Commons

Fã do Coldplay, prepare a pipoca!

O documentário da banda, A Head Full of Dreams, terá hoje (14) uma exibição exclusiva em 24 salas selecionadas da rede Cinemark no Brasil.

Quem comanda o filme é Mat Whitecross, que também dirigiu o documentário Supersonic, sobre o Oasis. O diretor conheceu o frontman Chris Martin e os outros membros antes de eles formarem o Coldplay e, desde então, tem filmado o grupo. Parte das filmagens também se passou durante a turnê A Head Full of Dreams, a terceira maior da história, e que inclusive veio ao Brasil.

O documentário é um aquecimento para o lançamento do CD e DVD gravados durante a turnê em São Paulo e Buenos Aires, como te contamos por aqui.

A venda de ingressos está disponível no site Ingresso.com, e o filme chega à Amazon Prime Video no dia 16 de Novembro.

Moblins estreia com o interessante clipe para “Airship (Baião da Mochi)”; assista

Moblins
Foto: Divulgação

A cena musical de São Paulo acaba de ganhar mais um nome para prestar atenção nos próximos meses: Moblins.

O duo, formado por Stefano Di Pace e Viviane Barbosa, lança com exclusividade no TMDQA! seu primeiro clipe e single, “Airship (Baião da Mochi)”. A faixa fará parte do disco de estreia da banda, que chega no ano que vem.

O vídeo é carregado de referências a nomes importantes da cultura subversiva, como o ilustre fotógrafo Nick Knight e também o produtor de música eletrônica Aphex Twin. O trabalho também celebra a quebra de padrões estéticos, exibindo performances de diferentes pessoas durante o vídeo, que conta com uma belíssima fotografia.

A dupla define seu próprio som como “dark pop” ou “synth punk”, já que passeiam pelo punk industrial e o eletrônico durante a canção. Sobre “Airship (Baião da Mochi)”, o Moblins revelou:

A música fala sobre se aceitar, quando o mundo a sua volta não te aceita, e a força silenciosa que isso pode trazer. Fala também sobre ser vitima da pressão causada pelo seu ambiente e internalizar essa falsa culpa. Isso a gente quis refletir no arranjo. Criamos a música em cima de um loop de sintetizador (o ‘Pocket Operator’ da Vivi). É o mesmo loop o tempo todo, mas no verso ele está mais contido e reservado, e no refrão ele volta com toda a força e confiança de alguém que finalmente entendeu que o que faz ser diferente, é o que te da força.

O primeiro álbum da banda ainda não tem data de estreia, mas chega em 2019 pelo selo TRAMPO.

Assista ao primeiro clipe logo abaixo:

Textos de Stan Lee sobre o racismo viralizam 50 anos após publicação

Stan Lee em 2017
Foto de Stan Lee via Shutterstock

Com a morte de Stan Lee na última segunda-feira (12), vieram à tona alguns textos do quadrinista sobre o racismo.

Um defensor da igualdade e que sempre inseriu pautas políticas em suas histórias em quadrinhos, Lee escreveu sobre o tema em uma coluna que publicava há 50 anos, mais precisamente em 1968.

A coluna chamada Stan’s Soapbox, que era publicava em revistas da Marvel, traz trechos como:

Fanatismo e racismo estão entre os mais graves males sociais que assolam o mundo hoje. Mas, ao contrário de uma equipe de super-vilões fantasiados, eles não podem ser interrompidos com um soco na cara ou um zap de uma arma de raios. A única maneira de destruí-los é os expondo — para revelá-los como os malvados insidiosos que realmente são.

No segundo texto, Stan Lee ainda aborda justamente o fato de inserir contextos políticos em suas histórias, dizendo:

Uma história sem uma mensagem… é como um homem sem alma.

Confira os textos na íntegra no tweet abaixo.

Dave Grohl passa “despercebido” por festival e encontra Post Malone

Dave Grohl e Post Malone
Foto: Reprodução/Instagram

Para quem é mais ligado ao rock é difícil imaginar alguém que não conheça Dave Grohl, correto? Pois essa galera existe, e aos montes!

O frontman do Foo Fighters foi quase um anônimo durante sua ida ao festival de hip-hop Camp Flog Gnaw, que acontece em Los Angeles e é curado por Tyler, The Creator. O músico esteve no evento com uma de suas filhas, e por lá rolaram shows de Post Malone, Brockhampton, Earl Sweatshirt, Lauryn Hill e Kids See Ghosts (Kanye West e Kid Cudi).

São poucas as publicações de fãs ao lado de Grohl durante o festival e uma delas é de uma mãe que também esteve por lá para levar os filhos. Segundo a mulher, o músico ainda brincou com a situação de não ser reconhecido a cada momento.

Ainda no evento, Dave Grohl deu uma passada no backstage e bateu um papo com Post Malone, que fez questão de postar uma foto do encontro em seu Instagram. Confira abaixo!

View this post on Instagram

I’m at Camp Flog Gnaw and I see Dave Grohl just casually walking with a few people towards me. I stop and look around for people to start rushing towards him and he just walks up to me and says no one knows me here lol! He’s like I brought my daughter and I’m like so did I!! He hugged me and said he was the oldest person at the whole camp and I’m like yeah but the most legendary !!!!! And we are the coolest parents lol!! I’m officially in this weird category where whoever reading this is gonna go what the heck is camp flog gnaw or they are gonna think who is Dave Grohl? Lol! So yeah you guys I met Nirvana yesterday and I’m now way too cool for school 😁😁😁 #davegrohl #nirvana #foofighters #campfloggnaw #latanyalockett #tylerthercreator

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Slipknot anuncia relançamento de “All Hope Is Gone” com disco bônus; confira tracklist e capa

Slipknot - All Hope Is Gone
Foto: Divulgação

Boa notícia para os maggots das antigas!

Após lançar sua primeira inédita depois de quatro anos, o Slipknot anunciou o relançamento do disco All Hope Is Gone, de 2008, desta vez em versão deluxe. O relançamento marca o décimo aniversário do quarto disco de estúdio da banda e o último que teve a participação dos membros fundadores Joey Jordison e Paul Gray.

A capa desta nova versão conta com as cabeças conhecidas do vídeo “Psychosocial”, além de um disco bônus com faixas ao vivo de um show que a banda fez em 2009 no Madison Square Garden.

A nova edição deste clássico do Slipknot tem data de lançamento marcada para o dia 7 de Dezembro.

Confira a capa e a tracklist:

Disco 1

1. .Execute.
2. Gematria (The Killing Name)
3. Sulfur
4. Psychosocial
5. Dead Memories
6. Vendetta
7. Butcher’s Hook
8. Gehenna
9. This Cold Black
10. Wherein Lies Continue
11. Snuff
12. All Hope Is Gone

Disco 2 (live at Madison Square Garden 2009)

1. (sic)
2. Eyeless
3. Wait And Bleed
4. Get This
5. Before I Forget
6. The Blister Exists
7. Dead Memories
8. Left Behind
9. Disasterpiece
10. Purity
11. Everything Ends
12. Psychosocial
13. Duality
14. People = Shot
15. Surfacing
16. Spit It Out