segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Red Hot Chili Peppers celebra álbum clássico e encerra o Rock In Rio

Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio
Foto por I Hate Flash / Rock In Rio

Foto por I Hate Flash / Rock In Rio

A edição de 2017 do festival Rock In Rio chegou ao final há alguns minutos, na madrugada do dia 24 para o dia 25 de Setembro.

Após dois finais de semana onde a organização do evento mostrou primeiro artistas do pop e depois nomes do rock, o festival mais conhecido do Brasil ganhou um ponto final e já se prepara para 2019.

E quem ficou com a responsabilidade de fechar a porta da casa foi a banda californiana Red Hot Chili Peppers, mais que experiente em turnês pelo Brasil e também atração que costuma aparecer no lineup do evento carioca.

Oficialmente escalada como atração do dia 24, apesar de subir ao palco às 00:30 do dia 25, a banda aproveitou a data para celebrar um aniversário especial: há exatamente 26 anos, em 24 de Setembro de 1991, o grupo lançou seu quinto disco de estúdio, Blood Sugar Sex Magik, e com ele entrou para o time dos maiores no planeta todo.

Com isso, o grupo optou por um setlist onde deixou de fora alguns hits favoritos dos fãs como “Scar Tissue”, “Otherside”, “Aeroplane” e a versão de “Higher Ground” para priorizar o aniversariante do dia que teve a maior parte das canções do show.

Se você olhar para apresentações recentes da banda, perceberá que o setlist costuma ser baseado principalmente em Californication ou, mais recentemente, no disco The Getaway, já que a turnê atual é dele, mas no Rock In Rio foram cinco as canções de Blood Sugar Sex Magik.

Vieram as tradicionalíssimas “Under The Bridge” e “Give It Away”, que fechou o show com a energia lá em cima, mas também apareceram a versão de “They’re Red Hot”, de Robert Johnson, “Sir Psycho Sexy” e “The Power Of Equality”, que não costumam aparecer nos shows com tanta frequência.

Ainda contando com hits de outras épocas como “By The Way”, “The Zephyr Song”, “Californication” e “Tell Me Baby”, o RHCP encontrou espaço para muitas jams e covers como a de “I Wanna Be Your Dog”, clássico dos Stooges.

Além do set ter variado, o show em si não mudou muito do que estamos acostumados a ver da banda: Flea um monstro no baixo que toca demais, dança demais e pula sem parar, Anthony Kiedis concentrando seus esforços no vocal que hoje foi bem consistente (apesar de uma esquecida de letra que tem se tornado algo comum pro cara) e Josh Klinghoffer mostrando cada vez mais que a guitarra da banda está muitíssimo bem representada e tem dono.

Lá atrás, a segurança de Chad Smith arredonda o grupo que se diverte com suas canções e suas jams tocando como se estivesse na garagem de casa, mesmo com 100 mil pessoas à frente.

Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio
Foto por I Hate Flash / Rock In Rio

É sempre ótimo ver um show do Red Hot Chili Peppers e a discografia dos caras permite que dezenas de setlists diferentes sejam montados e proporcionem shows incríveis. Hoje os brasileiros que foram ao Rock In Rio puderam ver de perto o autor celebrando sua própria obra, e foi uma bela oportunidade.

Setlist – Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio

  1. Intro Jam
  2. Can’t Stop
  3. Snow ((Hey Oh))
  4. The Zephyr Song
  5. Dark Necessities
  6. Did I Let You Know
  7. I Wanna Be Your Dog (The Stooges cover)
  8. Right on Time
  9. Go Robot
  10. Californication
  11. Tell Me Baby
  12. Sir Psycho Sexy
  13. They’re Red Hot (Robert Johnson cover)
  14. The Power of Equality
  15. Under the Bridge
  16. By the Way
    Bis:
  17. Goodbye Angels
  18. Give It Away

#RedHotChiliPeppers encerrando o lotadíssimo #RockInRio e já deixando todo mundo com saudades do festival! #RHCP

A post shared by Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa) on

Thirty Seconds To Mars faz grande festa (ou bagunça) no Rock In Rio

Thirty Seconds To Mars no Rock In Rio
Foto por Rock In Rio

O Thirty Seconds To Mars acaba de deixar o Palco Mundo do Rock In Rio após um dos shows mais confusos desta edição.

Com um setlist de apenas oito músicas e dois covers (jams de clássicos como Led Zeppelin), a banda liderada pelo ator Jared Leto conseguiu encher a 1 hora e meia de apresentação com muita firula, brincadeiras do frontman e uma (nova) ida à tirolesa — repetindo o feito de quando tocou no festival em 2013.

Passando por hits como “Kings and Queens”, “This Is War”, a nova “Walk On Water” — esta com uma participação bem aleatória do rapper brasileiro Projota — e a nostálgica “The Kill”, o grupo reuniu uma enorme base de fãs no meio da outra que esperava pelo Red Hot Chili Peppers desde cedo. Para quem é “de fora” e não conhece a banda, foi impressionante ver tanta gente cantando junto, ao mesmo tempo que tudo passou a ficar esquisito a partir da metade da apresentação.

Mesmo com uma lista tão limitada de canções, ainda estava no setlist original um medley de “covers tributo”, que aparentemente homenagearia os saudosos Chester Bennington e Chris Cornell. Talvez sem a aventura desnecessária na tirolesa tivesse dado tempo, Sr. Leto?

Ao fim da apresentação, vários fãs que pagaram pelo meet and greet com a banda subiram ao palco para encerrar com “Closer To The Edge”.

Apesar de bagunçado, o show acabou mostrando que o Thirty Seconds to Mars sabe animar uma festa e tem uma quantidade gigantesca de seguidores dispostos a entrar na brincadeira.

Setlist – 30STM no Rock In Rio

Up in the Air
Kings and Queens
This Is War
Walk on Water
Search and Destroy
The Kill (Bury Me) (Acústico)
Do or Die
The Ocean (Led Zeppelin cover)
Cowboys From Hell (Pantera cover)
Closer to the Edge

De volta ao #RockInRio, @jaredleto aproveita a tirolesa mais uma vez no show do 30 Seconds To Mars.

A post shared by Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa) on

The Offspring faz show empolgado e repleto de hits no Rock In Rio

The Offspring no Rock In Rio
Foto: Rock In Rio

Foto por Rock In Rio

Hoje foi um baita dia para os fãs do The Offspring.

Apenas um ano depois de seu último show em terras brasileiras e vindo pela segunda vez ao Rock In Rio, a banda de Dexter Holland e companhia subiu ao Palco Mundo com vontade de entregar um show redondo e empolgante.

Com um setlist só de hits e sem arriscar muito — afinal, o Thirty Seconds To Mars viria logo depois — o grupo levou uma multidão ao palco principal do evento, provando que o Palco Sunset do Rock In Rio 2013 não foi o suficiente para segurar este showzão.

Músicas como “All I Want”, “Come Out And Play”, “Original Prankster”, “Bad Habit”, “Why Don’t You Get a Job” fizeram a plateia cantar a plenos pulmões, e diversas vezes foi possível ver grandes rodas de mosh no público.

Um ponto de destaque na apresentação foi a versão de “Gone Away” ao piano, que apesar de bem diferente e interessante por conta da plateia que iluminou todo o local com seus smartphones, soou forçada e não trouxe a melhor performance vocal de Dexter. Aliás, durante toda a apresentação a voz do frontman oscilou e perdeu a força em momentos distintos, mas a plateia compensou berrando todas as letras.

O show terminou com as ótimas “Pretty Fly (For a White Guy)”, “The Kids Aren’t Alright” e “Self Esteem”, provando que este repeteco com todo jeitão de “Greatest Hits” no Rock In Rio foi bastante acertado.

Setlist – The Offspring no Rock In Rio 2017

You’re Gonna Go Far, Kid
All I Want
Come Out and Play
(Can’t Get My) Head Around You
Original Prankster
Have You Ever
Staring at the Sun
Want You Bad
Bad Habit
Hit That
Gone Away
Why Don’t You Get a Job?
Americana
Pretty Fly (For a White Guy)
The Kids Aren’t Alright
Self Esteem

Hit atrás de hit no show do #Offspring aqui no #RockInRio e "Want You Bad" fez a galera pular e cantar! @offspring @rockinrio

A post shared by Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa) on

HIT THAT! HIT THAT HIT THAT! #offspring #theoffspring #rockinrio

A post shared by Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa) on

Ego Kill Talent abre último dia de Rock In Rio e é um dos destaques do festival

Ego Kill Talent no Rock In Rio
Foto por Lucas Dumphreys / TMDQA!

A gente já vem falando sobre a banda brasileira Ego Kill Talent por aqui há algum tempo.

Os caras lançaram um disco em 2017, abriram para o System Of A Down, tocaram no festival Download Paris e têm feito shows pelo Brasil com bastante frequência.

Pois bem, hoje o grupo teve a tarefa de abrir o Palco Sunset no Rock In Rio e mostrou para um público bem grande (talvez o maior do horário em todos os dias de festival) que faz rock and roll dos bons.

O Ego Kill Talent é novo mas seus integrantes são mais do que experientes no rolê: o vocalista Jonathan Corrêa tem história com a banda Reação em Cadeia e o baterista Jean Dolabella já tocou com nomes como Sepultura e com o Diesel, participante do Rock In Rio III, em um já longínquo ano de 2001.

Outros músicos da banda, como Niper Boaventura (Pulldown), também têm chão e já tocaram em bandas que fizeram barulho no underground, então dá pra dizer que o Ego Kill Talent é uma espécie de supergrupo que, a cada show, amadurece em grandes doses.

A banda faz uma mistura de hard rock com stoner e grunge, e além de seus instrumentistas mandarem muito bem no que fazem, ainda há vários trechos onde os parceiros de banda trocam de papel entre si, e saem da bateria para a guitarra, da guitarra para o baixo e do baixo para a bateria.

Se isso pode parecer estranho e dar a percepção de que cada música terá uma pegada diferente, você se engana: a energia da apresentação, a cadência e a sonoridade do Ego Kill Talent como um todo continuam lá em cima, e é incrível como a máquina funciona bem ao vivo.

Mesmo cantando em Inglês, muita gente ali perto da grade sabia as músicas da banda de cor e gritou o seu nome em alto e bom som, também acompanhando com palmas, socos no ar, mexidas de braço e tudo que a banda pedia do palco: o jogo foi ganho.

Merecidamente o Ego Kill Talent ganhou um espaço no Rock In Rio e também merecidamente foi reconhecido pelo público. Palco Mundo em 2019 não seria nada mal, hein?

Último dia de #RockInRio começando com showzão da banda brasileira Ego Kill Talent no Palco Sunset! @egokilltalent @rockinrio

A post shared by Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa) on

Definitivamente o @egokilltalent ganhou centenas de fãs hoje no @rockinrio #RockInRio #EgoKillTalent #EKT

A post shared by Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa) on

Fast Forward: entrevistamos Fábio Silveira, da Altafonte Brasil

Fabio, da Altafonte
(Foto: Diego Padilha/I Hate Flash)

Quando falamos de música e tecnologia, pensamos logo nas facilidades que adquirimos ao longo dos anos, desde os primeiros gramofones, passando pela mobilidade do walkman, até os dias mais atuais onde há menos barreiras e fronteiras. O acesso à informação massivamente proporcionado pelos progressos tecnológicos, mudou bastante as regras do jogo nas mídias, e, claro, no mercado fonográfico. É nesse clima de fruir ao máximo as possibilidades tecnológicas que o Fast Forward entrevista Fábio Silveira, Head da agregadora Altafonte Brasil.

1 – Antes de ser head of Altafonte Brasil, você trabalhou por anos na Deckdisc no departamento de marketing. Conte um pouco sobre sua experiência e o que te levou a querer trabalhar com distribuição digital.

Fábio Silveira, Head da Altafonte Brasil

Na verdade, a minha experiência na Deck começou justamente no digital, fui parte da primeira equipe de distribuição e marketing digital lá. Só depois de anos, em um movimento natural de todas as gravadoras no mercado em valorizar e passar a reger o marketing pelo digital, é que trabalhei com o marketing geral. Justamente em um momento de transição do mercado onde pintava todo tipo de dúvida de qual era o papel do rádio ou da TV diante de toda a realidade do digital. Mais valia um clipe estrear antes no Multishow ou no YouTube? Eram muitas as perguntas a que fomos descobrindo a resposta na prática, na base da experimentação. E a Deck sempre foi pioneira nisso: em 2011, por exemplo, ao invés de fecharmos a exibição do novo DVD da Pitty com um canal de TV, nos aproximamos do Google e montamos uma ação de ao vivo com perguntas de fãs no saudoso Orkut, com a première do DVD no YouTube logo na sequência. Algo bem mais comum hoje, mas foi a primeira vez que isso foi feito no Brasil, e o barulho foi imenso! Que depois de toda essa experiência na Deck eu tenha retornado só ao digital foi um processo natural.

2 – Apesar de ter uma força considerável no mercado europeu, a empresa é bastante recente no Brasil ainda. Como foi este início?

A agregadora aposta em parcerias de sucesso para se estabelecer no mercado nacional

Foi muito interessante: a Altafonte é uma empresa que tem uma série de valores que fogem um pouco à regra clássica do que se imagina em um mercado tão competitivo quanto o da música. A primeira é a de que o crescimento orgânico é muito mais estável e valioso do que o agressivo, a todo custo. A empresa começou no Brasil quando algumas outras distribuidoras já estavam estabelecidas e foi muito interessante notar que tínhamos muito espaço para crescer com um serviço e um atendimento mais personalizados. Que, mundialmente, a equipe da Altafonte seja de profissionais com ampla experiência em selos ou gravadoras só reitera essa vocação.

3 – Existe um motivo estratégico para a escolha do Rio de Janeiro como base?

Nos últimos 20 anos, vimos, em um movimento não restrito somente à música, a (re)descoberta de muitos Brasis. O grande mercado da música está dividido entre Rio e São Paulo. A ponte aérea é tão inevitável quanto os afetos que nos fazem escolher uma cidade ou outra como base.

A questão […] dos recebimentos por artistas serem baixos no Streaming é muito contestável

4 – Apesar do assunto ser muito recente, o digital mudou o mercado da música nos últimos anos e tem mostrado resultados positivos no mundo inteiro. Você ainda sente a necessidade de explicar processos básicos para artistas e empresas consolidadas no mercado?

Para Silveira, a falta de conhecimento com o meio digital é grande entre profissionais da música

O tempo todo! Muitas vezes não por uma questão de desinformação, ainda que ela seja muito presente no Brasil: há muito desconhecimento de como os processos funcionam e foram pensados, então muitas vezes algo numa plataforma vira estigma antes de ser debatido de forma mais aberta e aprofundada, mas isso também é sintoma da era da busca de cliques que vivemos. A questão, por exemplo, dos recebimentos por artistas serem baixos no Streaming é muito contestável, porque é fundamental ver quem é o seu intermediário nesse processo, em qual plataforma está sendo mais consumido, como ela paga, tudo isso. E quando não é desinformação, é muito porque toda essa revolução, assim como as plataformas e seus formatos de trabalho, estão muito vivos. Todo mês temos mudanças significativas, que vão desde um novo formato de artistas atualizarem as suas bios no Spotify até uma nova ferramenta da Deezer, e todas elas só vêm a somar no todo.

Há uma geração inteira que cresce esperando o próximo lacre, sem o menor contexto histórico pro que está assistindo, ouvindo e curtindo muito ou odiando

5 – Lobão disse uma vez em uma entrevista que o artista para se dar ao luxo de ser independente deveria ter antes uma carreira cheia de hits. Porém, o digital e as plataformas de streaming têm dado cada vez mais espaço para novos talentos, com playlists de descoberta de músicas, etc. Como você vê o papel das gravadoras hoje? Ainda é indispensável?

É indispensável se você reunir um grupo de condições que favoreçam que o formato de trabalho de uma gravadora funcione a seu favor, enquanto artista. As gravadoras mais atuantes no mercado mantém equipes de divulgação de rádio, TV, assessoria de imprensa própria e, mais, podem investir em videoclipes, ser sócias na gravação de um DVD, repartindo custos. Hoje é muito mais fácil medir e entender o que uma gravadora pode fazer por você do que antigamente: se ela não investe junto, ao menos com toda a equipe de marketing, então para que estar numa? Para que assinar um contrato de distribuição digital com promessas de que vai ficar perto dos olhos e do coração, se na prática o formato de trabalho de uma gravadora não privilegia o desenvolvimento de um artista novo só no digital? Nesse sentido, os distribuidores têm também uma grande capacidade de ajudar artistas novos a criarem espaços nas plataformas, que estão sim muito abertas a ajudar a criar novos hits que venham do independente.

5.1 – A volta dos Tribalistas repercutiu no Brasil inteiro e o digital abraçou com força. Muito mais do que um lançamento, é possível dizer que foi um projeto de retorno do grupo, o que é algo incomum vindo de uma distribuidora. Como é feito o trabalho de marketing de projetos como esse? Teria como falar um pouco de como foi esse lançamento, o que rolou nos bastidores?

Tribalistas: parceria de sucesso com a Altafonte Brasil

No caso de projetos e artistas muito grandes como esse, a gente sempre fala algo até óbvio: o artista contratou a Altafonte e não o oposto. Aliás, isso vale para o trabalho que fazemos com qualquer artista, é uma inversão do modelo clássico. Nos Tribalistas, participamos ativamente de tudo, desde o momento zero, mas foi um projeto de retorno feito a muitas mãos: empresários, artistas, Altafonte, Facebook, Spotify e todas as plataformas que apoiaram no mundo inteiro. O maior desafio foi manter tudo confidencial até o Live surpresa. Existiam especulações, mas todas vagas, pouco fundamentadas. Do lado da Altafonte, esse sigilo envolveu uma série de cuidados, desde efetivamente realizar um lançamento mundial a meia-noite do Brasil e não permitir, por exemplo, que os singles saíssem ao meio dia do Brasil (meia-noite do Japão) no exterior e fossem descobertos por fãs de lá, até a apoiar que todas as plataformas digitais e parceiros entrassem com as campanhas na hora certa. Também apoiamos e bancamos muito a opção, completamente na contramão do padrão de mercado, de lançar 4 singles de uma só vez e não um só quando os artistas nos passaram que uma música não daria conta sozinha de apresentar o disco tematicamente. Por mais que os fãs sempre elejam a sua favorita, as 4 músicas apresentam até hoje excelente desempenho nos serviços.

se ela [gravadora] não investe junto, ao menos com toda a equipe de marketing, então para que estar numa?

5.2 – Existe algum projeto semelhante, com um envolvimento mais aprofundado, feito com um artista novo também?

Jade Baraldo também contou com o apoio da Altafonte Brasil

Existem muitos que olhamos com carinho e, de novo, sempre em parceria com o selo/gravadora, o artista ou empresário. Todos os lançamentos do Heavy Baile, grupo do Rio formado pelo Leo Justi e o MC Tchelinho, têm participação direta nossa, inclusive ajudando a convidar feats para as músicas. Também ajudamos, por exemplo, a Jade Baraldo a conquistar resultados impressionantes no seu primeiro single, que ficou por quase 2 semanas em #1 no Top Viral Brasil do Spotify, um mérito muito dela e da equipe que desenvolve a carreira dela. Da mesma forma, ano passado, conseguimos fazer um grande lançamento do primeiro e super aguardado álbum do Liniker e os Caramelows, ajudando a amplificar todo o reconhecimento que eles vinham construindo. São muitos os casos: quanto mais próximo do artista, do selo ou do empresário for o nosso trabalho, mais oportunidades podemos gerar. Por isso mesmo, temos muito cuidado em não atropelar nosso ritmo de crescimento.

6 – O Brasil tem uma resistência muito forte com artistas que cantam em espanhol, sejam eles da Espanha ou da América Latina. O oposto acontece também? Como a Altafonte trabalha artistas espanhóis no Brasil e vice-versa?

A atuação íbero-americana da Altafonte Network possibilita uma interessante troca com artistas

O oposto acontece muito menos. O Brasil se comporta como uma ilha no meio da América Latina. Nosso maior problema e também nossa maior vantagem são um só: somos uma ilha de mais de 200 milhões de habitantes. Na verdade, um dos nossos pilares é justamente fomentar o intercâmbio entre artistas latinos, mais até do que espanhóis, e brasileiros. Com Portugal é mais fácil, já aconteceu de artistas portugueses que trabalham conosco serem posicionados em playlists de serviços aqui no Brasil. Mas no caso de latinos, é um desafio constante. Além de brigar para posicionar lançamentos latinos fortes em playlists brasileiras dos serviços e vice-versa, também apoiamos muito que artistas e empresários frequentem eventos de música na Espanha, Portugal e América Latina e fazemos apresentações deles a possíveis parceiros em cada um dos países. Existe um mundo de possibilidades de trocas entre artistas brasileiros e latinos e é uma pena que, do lado do Brasil, ainda se pense tão pouco e se busque tão pouco isso.

Existe um mundo de possibilidades de trocas entre artistas brasileiros e latinos e é uma pena que, do lado do Brasil, ainda se pense tão pouco e se busque tão pouco isso.

7 – Se um fast-forward fosse possível, o que veríamos no futuro do digital no Brasil?

A Altafonte desembarcou no Brasil em 2016 e mostra que é possível fazer diferente no mercado fonográfico

Uma adoção em massa dos serviços de streaming como Spotify, Deezer e Apple Music no formato de mensalidade pela população. Se pagamos pela TV a cabo ou pelo Netflix, por que não por um serviço de streaming, que é muito mais barato e inclusive recompensador do que qualquer outro desses? Também a abertura de mais espaços para artistas novos nos serviços. Esses espaços estão longe de serem insuficientes, são inclusive muito bons em alguns casos, mas também há um mundo para se crescer e o espaço para os indies tem que acompanhar isso. Por outro lado, me parece fundamental que surjam mais serviços brasileiros de música. Mesmo que posteriormente sejam vendidos ou incorporados por grandes multinacionais. Se serviços de streaming fossem qualquer outra indústria, basicamente já teríamos percebido uma hegemonia e dominação global de 4 ou 5 empresas somente. E concentração de poder, numa indústria tão perigosa em criar os seus próprios algozes como a da música, é sempre um risco. Por último, e isso possivelmente é uma utopia, gostaria de ver o fim da ideologia do lacrar ou do pisar regendo o que um fã de música achou de um lançamento. Há uma geração inteira que cresce esperando o próximo lacre, sem o menor contexto histórico pro que está assistindo, ouvindo e curtindo muito ou odiando. Sabemos bem que há espaço para todos, que um sucesso não precisa ser em detrimento de outro artista e que esse sucesso é, antes de tudo, cria do seu tempo.

Para saber mais, acesse o site da agregadora.

Apesar da voz de Axl Rose, Guns N’ Roses faz show poderoso no Rock In Rio

Foto: Carolina Moura/Estacio

Depois de animar os fãs com sua performance vocal nos shows do AC/DC e no início da nova turnê do Guns N’ Roses, é seguro dizer que Axl Rose não atendeu às expectativas. Mas com certeza não dá para afirmar que isso foi um empecilho para o grande show da banda neste Rock In Rio.

Com uma apresentação de 3 horas e meia — sim, o show terminou depois das 4 da manhã –, o grupo voltou muito melhor e mais em forma do que quando veio pela última vez ao festival, em 2011. Também não é pra menos: com sua formação (quase) clássica e juntando novamente Axl, Slash e Duff McKagan em um palco, o Guns nem precisava de muito esforço para agradar, mas deu o seu melhor.

Trazendo na cartola (rs) hits como “Welcome To The Jungle”, “Estranged”, “Rocket Queen”, “Civil War”, “Sweet Child Of Mine”, “November Rain”, “Patience”, entre vários outros, a banda não deixou cair a peteca e manteve sua plateia animada e pulando mesmo depois da paulada que foi o show do The Who.

No setlist de 32 músicas, 9 foram covers que a banda vem tocando ou já toca há muito tempo. A clássica “Knockin’ on Heaven’s Door” (Bob Dylan) veio acompanhada de “Live and Let Die” (Wings), “Whole Lotta Rosie” (AC/DC), “The Seeker” (The Who) e “Black Hole Sun” (Soundgarden), uma homenagem ao saudoso Chris Cornell.

Se a potência vocal de Axl Rose deixou a desejar algumas — ou várias — vezes, essa porrada de hits encobriu qualquer defeito.

Setlist – Guns N’ Roses no Rock In Rio

It’s So Easy
Mr. Brownstone
Chinese Democracy
Welcome to the Jungle
Double Talkin’ Jive
Better
Estranged
Live and Let Die (Wings cover)
Rocket Queen
You Could Be Mine
Attitude (Misfits cover)
This I Love
Civil War
Yesterdays
Coma
Speak Softly Love (Nino Rota cover)
Sweet Child O’ Mine
Wichita Lineman (Jimmy Webb cover)
Used to Love Her
My Michelle
Wish You Were Here (Pink Floyd cover)
November Rain
Black Hole Sun (Soundgarden cover)
Knockin’ on Heaven’s Door (Bob Dylan cover)
Nightrain

Encore:

Sorry
Patience
Whole Lotta Rosie (AC/DC cover)
Don’t Cry
The Seeker (The Who cover)
Paradise City

Não há palavras para descrever o show do The Who no Rock In Rio

Foto por: Fernando Chlaepfer/IHateFlash

Pela primeira vez em 53 anos de carreira, o The Who veio ao Brasil para dar aos seus fãs aquilo que eles merecem há muito tempo.

Depois de um show incrível e arrebatador em São Paulo, os britânicos subiram ao palco do Rock In Rio para entregar um dos melhores shows já vistos na história deste festival. Afinal… é o The Who!

Abrindo com a porrada de “I Can’t Explain”, canção de 1965, Roger Daltrey, Pete Townshend e companhia colocaram fogo no gigantesco público ali reunido já de início. A banda seguiu no pique com “Substitute” e a clássica “Who Are You”, para mandar assim, de uma vez só, “The Kids Are Alright”, “I Can See For Miles”,  a icônica “My Generation” e “Bargain”, que não estava no setlist original mas entrou de última hora. Sobre a canção, Townshend disse ser sua favorita da carreira do grupo.

Logo depois veio “Behind Blue Eyes” e a emoção foi geral. O coro que cantava todas as palavras junto do Who foi de fazer qualquer um derramar algumas lágrimas.

A banda seguiu com hits como “You Better You Bet”, “Amazing Journey”, “Pinball Wizard” e, para finalizar com maestria, as músicas que todo fã do grupo e da franquia de seriados CSI conhece: as incríveis “Baba O’Riley” e “Won’t Get Fooled Again”, cantadas a plenos pulmões pelas 100 mil pessoas presentes na Cidade do Rock.

A primeira — e talvez única — passagem do The Who foi fenomenal, espetacular e qualquer outro adjetivo que descreva este acontecimento. Que sorte a nossa poder vê-los!

E para que não passe batido: YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAAAAH!

Setlist – The Who no Rock In Rio 2017

I Can’t Explain
Substitute
Who Are You
The Kids Are Alright
I Can See for Miles
My Generation
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
5:15
Love, Reign O’er Me
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me, Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again

Mesmo escalado para o dia errado, Incubus faz grande show no Rock In Rio

Foto por Lucas Dumphreys/TMDQA

Que baita banda o Incubus.

Em forma e cheio de fôlego, o grupo retornou pela quarta vez ao Brasil no Palco Mundo do Rock in Rio neste sábado (23). Agora, se a escolha do dia foi acertada, isso é bem discutível.

Mesmo entregando um show tecnicamente incrível e com Brandon Boyd dando tudo de si enquanto frontman, o público que estava ali aguardando o The Who e o Guns N’ Roses não deu muita bola para os caras, salvo algumas exceções de fãs apaixonados cantando as músicas a plenos pulmões. Talvez junto com Red Hot Chili Peppers no dia 24 ou até depois do Fall Out Boy no dia 21 a reação da galera seria maior.

Entre hits consagrados como “Drive”, “Anna Molly” — onde a plateia deu uma bela empolgada –, “Pardon Me”, e canções do novo álbum 8 como “Nimble Bastard”, o Incubus fez uma apresentação digna de palco principal e aparentava estar muito feliz por estar ali.

Voltem mais vezes!

Relevante desde sempre: Titãs faz ótimo show no Rock In Rio

Titãs no Rock In Rio
Foto por Lucas Dumphreys / TMDQA!

O Titãs é uma das maiores bandas da história do rock nacional.

E quando digo isso não estou falando apenas sobre a popularidade do grupo, as dezenas de discos no currículo ou as apresentações ao vivo incríveis.

A banda é uma das poucas em nosso país que poderia facilmente fazer cinco setlists completamente diferentes e, ainda assim, apresentar cinco grandes shows, já que passou a carreira inteira se arriscando e emplacando canções grandiosas.

Hoje quando pisou no Palco do Mundo do Rock In Rio, havia muitas dúvidas a respeito dos Titãs, já que eles recentemente passaram por mais uma troca de formação, e não dava pra saber como ela se comportaria ao vivo. Pois bem, a gente te conta: foi incrível.

O grupo abriu a apresentação com “Lugar Nenhum”, o volume lá em cima e vontade de mostrar que a nova fase está cheia de energia.

O que se viu na sequência foi um showzão de Rock And Roll do jeito que a gente gosta. Alto, barulhento e principalmente: relevante. As letras que a banda escreveu e lançou de forma corajosa nos anos 80 e 90 ainda fazem, feliz ou infelizmente, muito sentido, e é incrível assistir às suas execuções ao vivo.

Sons como “Homem Primata”, “AA UU”, “Sonífera Ilha” e, é claro, “Epitáfio”, fizeram a alegria dos fãs que cantaram e fizeram um espetáculo à parte na Cidade do Rock, e um dos pontos altos veio com “Polícia”, protesto que os Titãs entoam desde o espetacular disco Cabeça Dinossauro, lançado em 1986.

Na sequência veio um rápido trecho de “Fardado”, de NHEENGATU, e a mensagem de que você, fardado que protege o estado, também é explorado.

Consegue imaginar uma outra banda fazendo isso hoje em dia com o apelo popular que os Titãs sempre tiveram?

Em dia de The Who, além dos clássicos ainda vieram três músicas inéditas que farão parte de uma ópera-rock a ser lançada pela banda em 2018. “Me Estuprem” foi o destaque com a banda, mais uma vez, abordando o machismo sem medo de encará-lo.

Me estuprem / A culpa é toda minha / Me desculpem / Por me vestir assim / Me estuprem / Eu quis sair sozinha / Me desculpem / Por estar falando em mim

Para encerrar veio “Vossa Excelência” e palavras carinhosas que todos gostaríamos de dizer aos políticos hoje em dia: “FILHA DA PUTA, BANDIDO, CORRUPTO, LADRÃO”.

Ninguém tem a moral que os Titãs têm para continuar fazendo o que fazem com tanta contundência há mais de três décadas. Vida longa.

Com ajuda das boas, Cidade Negra faz homenagens a Gilberto Gil no Rock In Rio

Cidade Negra no Rock In Rio
Foto por Lucas Dumphreys / TMDQA!

O penúltimo dia do Rock In Rio 2017 teve hoje uma grande homenagem a um dos maiores nomes da música brasileira.

A banda Cidade Negra subiu ao palco para celebrar a obra do mestre Gilberto Gil e contou com ajuda das boas: primeiro o público comprou a ideia e cantou canções como “A Novidade”, “Esperando na Janela”, “Palco”, “Realce” e “Vamos Fugir” a plenos pulmões.

Depois, o Palco Sunset reuniu a banda de Toni Garrido e companhia ao Digital Dubs e o Maestro Spok, e ao contrário de apresentações do local onde a parceria parece deslocada, aqui tudo fluiu como uma banda só.

Houve espaço para pedidos de paz nas favelas do Rio de Janeiro que atravessam um momento delicadíssimo, principalmente na Rocinha, e muita reverência a Gil, que chegou a ser chamado pelo vocalista do Cidade Negra de “o maior artista de reggae da história; depois vem o Bob Marley.”

A festa foi quente!

Frank Zappa é mais um artista a fazer retorno com holograma em turnê

Frank Zappa
Foto: Reprodução / Site oficial

O genial Frank Zappa morreu em 04 de Dezembro de 1993 após uma dura luta contra o câncer, mas 24 anos depois irá voltar “à ativa”.

O músico é mais um que vai ganhar uma versão em holograma para excursionar em shows que foram anunciados pela família em declaração oficial.

Por lá, eles disseram que irão trabalhar bem de perto com a empresa Eyellusion para “dar aos fãs a oportunidade de experimentar a prolífica, eclética e aclamada lenda musical ao vivo novamente.”

As produções irão começar ao final de 2017 e os shows devem rolar em 2018, com os responsáveis pelo legado de Zappa dizendo que “mal podem esperar para trazer seu trabalho criativo de volta para o palco com os músicos com quem ele amava tocar, como Steve Vai, Ian Underwood, Adrian Belew, Arthur Barrow, Vinnie Colaiuta, Scott Thunes, Mike Keneally, Denny Walley, Warren Cuccurullo e Napoleon Murphy Brock entre outros que estão comprometidos com essa experiência épica.

Vale lembrar que recentemente uma iniciativa similar foi anunciada com a obra de Ronnie James Dio, incluindo passagem pelo Brasil.

Morrissey cancelou ou adiou 123 shows nos últimos 5 anos, mas anunciou nova turnê

Morrissey em Barcelona, 2010
Foto de Morrissey via Shutterstock

Morrissey irá lançar um novo disco de estúdio em 2017 quando Low In High School vier ao mundo no dia 11 de Novembro.

Para divulgá-lo, o músico anunciou uma turnê que deve começar no dia 31 de Outubro em Portland, nos Estados Unidos, e acabar em 07 de Dezembro em Boston.

“Deve” porque quando o assunto é Morrissey nunca sabemos que parcela da turnê irá acontecer, já que como aponta o site Consequence Of Sound, desde 2012 o cara cancelou ou adiou nada mais, nada menos do que 123 shows.

Esperamos que dessa vez tudo dê certo, não é mesmo?

Em tempo, dois shows em Los Angeles, em Novembro, serão com Billy Idol, que seria atração do Rock In Rio 2017 mas cancelou seu show por aqui.

Ouça a nova “Spent The Day In Bed” logo abaixo.

Billie Joe toca balada do Green Day em programa de televisão; assista

Billie Joe toca Green Day no programa de Jimmy Fallon
Foto: Reprodução / YouTube

Em seu mais recente disco de estúdio, Revolution Radio, o Green Day gravou uma balada chamada “Ordinary World”.

A música é trilha de um filme de mesmo nome onde o vocalista Billie Joe Armstrong é protagonista e agora o cara foi ao programa de televisão de Jimmy Fallon para apresentá-la.

LEIA TAMBÉM: adolescentes reagem a clipes do Green Day em vídeo

Você pode assistir ao vídeo logo abaixo.

Vídeo: The Offspring faz versão curiosa de “The Kids Aren’t Alright”

The Offspring acústico
Foto: Reprodução / YouTube

Amanhã, dia 24 de Setembnro, a banda californiana The Offspring irá tocar no Rock In Rio e deve fazer um grande show no palco principal do evento.

Recentemente, porém, os caras estiveram nos estúdios da rádio 101 WKQX, de Chicago, e por lá mandaram ver em uma versão acústica de “The Kids Aren’t Alright” que teve um quê de reggae e vocais, digamos, “curiosos” de Dexter Holland.

Assista logo abaixo.

The Killers toca “The Man” no programa de Stephen Colbert – assista

The Killers no Stephen Colbert
Foto: Reprodução/Youtube

O The Killers está de volta com um novo álbum. Wonderful Wonderful saiu oficialmente nesta sexta-feira, 22 de Setembro, e a banda foi divulgar o seu trabalho na TV americana.

Brandon Flowers e companhia foram até o programa The Late Show With Stephen Colbert para tocar o primeiro single do disco, a ótima “The Man“, com direito inclusive a vocais de apoio que deixaram a performance melhor ainda.

LEIA TAMBÉM: o guitarrista do The Killers não está nada empolgado com o novo disco da banda

Assista ao vídeo abaixo!

Está acontecendo: Billy Corgan volta a gravar com James Iha após 17 anos

Billy Corgan

Pelos últimos meses, vários rumores sobre uma possível reunião da formação clássica do Smashing Pumpkins acabaram surgindo, mas Billy Corgan nunca chegou a revelar nada concreto ou seguro.

O que se sabe, no entanto, é que o músico irá lançar um álbum solo no próximo mês intitulado Ogilala, que em sua grande parte conta apenas com Corgan e um quarteto de cordas. No entanto, o disco acaba de ter uma participação bem especial confirmada: James Iha, um dos antigos companheiros de Billy nos Pumpkins.

Em uma entrevista com a Rolling Stone, o músico revelou que chegou a gravar duas faixas com Iha. Uma delas, chamada “The Processional”, fará parte do disco, enquanto uma outra “provavelmente será uma b-side”, de acordo com Corgan.

Essa é uma ótima notícia pois é a primeira vez que os dois trabalham juntos desde 2000, quando o Smashing Pumpkins gravou o disco Machina II. A reconciliação entre os dois já vinha sendo feita há algum tempo, tendo em vista que Iha tocou junto dos Pumpkins em uma série de datas no ano passado.

Ao ser perguntado sobre o que isso significaria para uma possível reunião da sua banda “principal”, Corgan já se adiantou:

[Uma turnê de reunião] tem sido discutida. Com certeza existem engrenagens rodando e coisas são ‘combinadas’, mas até estar tudo no papel, eu não sei de nada assim como vocês… Mas eu vou dizer o seguinte: se nós nunca tocarmos uma outra nota sequer juntos, tudo bem. Eu estou muito, muito mais interessado no fato de estarmos em paz um com o outro. Eu cheguei num ponto da minha vida onde eu não estou com pressa de fazer qualquer coisa. Se chegar lá, ótimo. Se não, tudo bem.

Por fim, o músico também comentou que a faixa inicial do disco, “Zowie”, é um tributo à David Bowie. “Foi escrita na época em que o David morreu e eu estava pensando muito nele”, comentou. “Eu tive sorte de poder ter trabalhado com ele por um tempo. Eu senti muito a morte dele. Você basicamente precisa dar um passo pra trás e pensar, ‘Ok, esse é o fim de uma jornada. O que isso significa? Como nós avaliamos esse artista agora que ele não está mais aqui?’ E isso meio que fecha o círculo [para mim]”.

Ogilala será lançado no dia 13 de Outubro pela gravadora BMG. Caso interesse, você pode ler a entrevista de Billy para a Rolling Stone clicando aqui.

Entrevista: Sent U Feelin prepara novo single e disco em português

Divulgação/Sent U Feelin

Você já conhece a Sent U Feelin? Pois ela é uma banda do Rio de Janeiro que pretende dar o que falar.

Formada por Pedro Neves (guitarra e voz), Thadeu Galvani (guitarra e backing vocals), Gustavo von Borell (guitarra), Luiz Tepedino (baixo), Vic Delnur (teclado e guitarra) e Vinicius Filgueiras (bateria). Entre as músicas que mais se destacam de seu primeiro álbum, Keep Moving, todo gravado em inglês, estão “One Day”, “Be Yourself” e “As I Say”. Agora, a Sent U Feelin se prepara para lançar canções em português e assim tentar consolidar seu público no Brasil. O Tenho Mais Discos Que Amigos conversou com a banda para conhecer melhor esses planos e o resultado da entrevista você confere abaixo:

TMDQA:  Como e quando a Sent U Feelin surgiu?

Sent U Feelin: A banda começou em 2012 de uma maneira informal, amigos curtindo juntos, compartilhando seus gostos musicais e referências. Então a gente começou a tocar juntos e assim teve início a história da Sent U Feelin. A partir daí, nós recebemos muitos elogios de amigos e das pessoas que assistiam nossos shows, impulsionando para que tudo fosse ficando cada vez mais sério.

Aos poucos, a Sent U Feelin foi tocando em grandes eventos, como a festa de abertura do WCT Oi Rio Pro 2014 e 2015, que teve os Detonautas como atração principal. Nesta época, abrimos o show da Slightly Stoopid no Circo Voador e, mais recentemente, tocamos juntos com a Citizen Cope e a Pepper, no XII Festivalma, na Praia do Arpoador, em abril deste ano.

TMDQA: A Sent U Feelin faz um som mais puxado para o reggae rock, quais são as influências musicais que a banda carrega?

Sent U Feelin: Nós não gostamos de rótulos. O nosso som é baseado realmente em nossas influências, musicalidade e gosto de cada um dos integrantes, formando uma unidade. A Sent U Feelin toca o que a gente gosta de ouvir, passeando pelo reggae e pelo rock de forma natural. Nossas principais referências na música são Sublime, Audioslave, The Police, Charlie Brown Jr., Ozzy Osbourne, Metallica, Sticky Fingers, Fat Freddy’s Drop entre outras. Além disso, a gente curte escutar grupos como Snarky Puppy, que são conhecidos pelo jazz fusion.

TMDQA: Vocês já têm um CD lançado nas plataformas digitais, existem novas composições que possam vir a compor um segundo álbum?

Sent U Feelin: Em 2016, lançamos na plataformas digitais o nosso primeiro álbum, “Keep Moving”, que tem 12 faixas, todas em inglês, trazendo uma identidade musical bem específica. O disco mistura rock, reggae, entre outras influências. Agora, a Sent U Feelin está gravando um novo single, que fala na letra sobre questões que o nosso país atravessa. A música se chama “Baixar a Arma” e será disponibilizada em nossas plataformas digitais em breve. Para o ano que vem, estamos preparando o segundo disco, que ainda está nos estágios iniciais e será gravado todo em português.

TMDQA: Como a Sent U Feelin enxerga o mercado atual do rock? A cena cresce ou perde espaço?

Sent U Feelin: O cenário hoje em dia está em baixa. Vemos por aí o sertanejo e o funk, por exemplo, ganhando cada vez mais espaço na mídia, em detrimento do rock. É preciso renovação para que as bandas possam voltar a crescer. Falta incentivo de empresários e produtoras de evento para criar uma nova cena, que permita que o rock seja grande novamente, da forma quando surgiram bandas nacionais do gênero, como Legião Urbana, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso, nos anos 1980. Não podemos perder a esperança e acreditamos que é possível começar um movimento que influencie nossos jovens, abrindo caminho também para que outras bandas ganhem destaque.

TMDQA: Com relação aos shows, a banda está em turnê?

Sent U Feelin: No início do mês, a Sent U Feelin fez dois shows na Babilônia Feira Hype, no Rio de Janeiro. No momento, estamos compondo as canções do próximo disco e fechando as datas dos shows futuros na agenda. Em novembro, nós vamos tocar na festa Arca de Noé, na Barra da Tijuca.

TMDQA: Olhando para o futuro, onde a Sent U Feelin pretende chegar? Quais são os planos a longo prazo?

Sent U Feelin: Nossa meta é atingir o maior número de pessoas possível. Todos nós temos o desejo que a nossa música possa chegar no mundo inteiro, ultrapassando a barreira da língua. Mas estamos dando um passo de cada vez. Toda vez que a gente conquista um novo fã, nós ficamos muito felizes. Afinal, fazemos o que fazemos para tocar o coração das pessoas, não apenas os ouvidos.

Jay-Z faz belo tributo a Chester Bennington tocando “Numb/Encore” na BBC; assista

Jay-Z toca mashup com Linkin Park em homenagem a Chester Bennington
Foto: Reprodução/YouTube

Após passar alguns anos longe dos holofotes, o rapper Jay-Z retornou esse ano com um novo álbum, 4:44, onde trabalha com temas muito pessoais, que vão desde seus problemas com amigos próximos a polêmicas envolvendo sua família.

Agora, o músico está entrando em turnê para promover o trabalho, e uma das passagens recentes do rapper foi pela BBC, onde decidiu fazer uma bela homenagem a Chester Bennington, vocalista do Linkin Park que tragicamente faleceu em Julho desse ano.

O rapper sempre teve uma conexão forte com a banda, principalmente levando em conta que em 2004 os dois lançaram um EP colaborativo chamado Collision Course, onde suas músicas foram combinadas e remixadas.

Um dos hits do trabalho foi “Numb/Encore”, lançado como single e que chegou a receber até mesmo um Grammy na categoria de “melhor colaboração cantada e com rap”.

Sendo assim, Jay-Z tocou a faixa no Live Lounge, dedicando sua performance ao cantor. Você pode conferir o vídeo completo da apresentação logo abaixo.

Jim Carrey voltará para a TV com o diretor de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”

Jim Carrey

Após mais de vinte anos desde seu último grande papel em um programa de televisão, Jim Carrey está finalmente disposto a voltar para a pequena tela.

E não será para qualquer projeto: o ator se aliou a Michel Gondry, com quem trabalhou no aclamadíssimo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças — o qual rendeu a Gondry um Oscar –, para uma nova série.

Na série, Carrey fará o papel de Jeff, também conhecido como Mr. Pickles — um herói de uma série de televisão para crianças que também é dono de um império multimilionário. Mas as coisas não vão bem, uma vez que ele não consegue utilizar suas “habilidades” na televisão para solucionar as crises de sua própria família.

Enquanto Gondry tomará conta da direção dos 10 episódios da série, Dave Holstein irá escrever os roteiros. Embora não tenha outros detalhes confirmados até agora, sabe-se que a série será disponibilizada nos Estados Unidos pelo canal Showtime.

Sobre o papel, o CEO da Showtime David Nevins não poupou elogios ao icônico ator:

Ninguém interpreta um personagem como Jim Carrey, e esse papel — que é como assistir Humpty Dumpty After The Fall — irá deixar a audiência televisiva pensando em como conseguiram passar tanto tempo sem ele.

Com seu parceiro em ‘Brilho Eterno’ Michel Gondry para dirigir o projeto, nós estamos a caminho de uma experiência magnética, vulcânica e emocional.

“Queria ter crescido nessa época”: adolescentes reagem ao Green Day em vídeo; assista

Adolescentes reagem ao Green Day
Foto: Reprodução/YouTube

O canal do FBE no YouTube tem uma premissa básica: fazer um determinado grupo de pessoas reagir a um determinado assunto mostrando vídeos ou músicas para que cada um possa dar sua opinião “no calor do momento”.

E enquanto nós chegamos a publicar por aqui vários vídeos de crianças reagindo a grandes bandas do passado, como Guns N’ Roses, Red Hot Chili Peppers, AC/DC e Nirvana, agora foi a vez de adolescentes darem as suas opiniões a respeito de grandes hits do Green Day.

No caso, um grupo de jovens foi colocado para assistir a trechos de vários clipes da banda, incluindo músicas como “When I Come Around”, “Good Riddance (Time Of Your Life)”, “American Idiot” e “21 Guns”, para que pudessem ver a progressão musical do grupo.

O resultado foi unânime: todas as pessoas tiveram ótimas opiniões sobre os sons do grupo — embora muitas tenham zoado a produção dos clipes do trio. Inclusive, algumas até chegaram a dizer que sentiam “inveja” porque não cresceram na época do grupo, pois adorariam ter uma banda como eles como referência.

Você pode assistir ao divertido vídeo logo abaixo.

Roger Daltrey (The Who) lança no Brasil edição especial de sua marca de champagne

Roger Daltrey
Foto: divulgação

Roger Daltrey, vocalista do The Who, lançou essa semana no Brasil a sua champagne, que chega ao país em uma edição limitada e exclusiva. O evento de lançamento aconteceu em São Paulo, na casa do empresário João Cury, da Interfood, responsável pela distribuição da bebida no país. A edição especial da Champagne Cuveé Roger Daltrey tem o valor de R$1.199,00 e já está disponível em pré-venda através do site http://www.todovino.com.br.

Parte das vendas do produto será direcionada para a Teen Cancer America, ONG que o músico tem em parceria com seu parceiro de banda, Pete Townshend. A ONG tem como foco a humanização do tratamento da doença, para melhorar as vidas de adolescentes e jovens adultos com câncer.

“Estou muito animado por ter a oportunidade de expressar minha paixão pelo Champagne por meio desta Cuvée de edição limitada. Espero que gostem tanto quanto eu”, declarou Roger Daltrey.

Champagne Cuvée Roger Daltrey

Essa é a primeira vez que Roger e o The Who pisam em solo brasileiro. A banda se apresentou em São Paulo e hoje sobe ao palco do Rock in Rio.

Você pode ver como foi o show do SP Trip por aqui.

Que dupla: Davey Havok (AFI) e Chino Moreno (Deftones) conversam em entrevista

Chino Moreno, do Deftones, e Davey Havok, do AFI
Foto: Reprodução/YouTube

Em Maio, o AFI e o Deftones realizaram o sonho de muitos fãs ao fazer uma pequena turnê juntos pelo Reino Unido.

Para não deixar essa oportunidade passar em branco, a NME chamou Davey Havok e Chino Moreno, os líderes das bandas, para uma conversa casual onde discutem sobre suas influências, o amor pelo The Cure e até mesmo o dia em que se conheceram.

“A primeira vez que eu me lembro de ter visto você, eu estava no The Standard, na Sunset, e eu estava gravando algumas coisas do Team Sleep há muito tempo,” disse Chino. “Eu entrei no elevador e você falou tipo ‘Hey, meu nome é Davey’”.

“Eu com certeza estava tietando ele”, adicionou rapidamente o vocalista do AFI. “Bom, talvez, mas você foi super amigável. Eu fiquei tipo ‘Ah, legal’. Eu acho que era na época em que ‘Miss Murder’ [foi lançada] e sua presença na TV era bem constante,” completou Chino.

E esse é apenas um dos momentos onde os cantores se conectam com assuntos em comum. A entrevista inteira é excelente de assistir, com vários momentos onde a maior impressão que os dois passam é que eles simplesmente são ótimos amigos.

Você pode conferir o vídeo na íntegra logo abaixo.

Perda irreparável: Charles Bradley morre aos 68 anos

Charles Bradley
Foto de Charles Bradley via Shutterstock

Perdemos um dos grandes: o cantor Charles Bradley nos deixou aos 68 anos de idade.

Há alguns dias nós havíamos falado sobre como o músico cancelou uma turnê inteira que inclusive passaria pelo Rock In Rio pois havia descoberto que o câncer que tratou no ano passado voltou em outra parte do corpo.

Na ocasião, ele disse que se trataria e voltaria mais forte do que nunca, mas infelizmente Bradley não resistiu à doença.

Ao falar a respeito, um representante do cantor comentou:

Sempre um guerreiro, Charles lutou contra o câncer com tudo que tinha. Ele foi diagnosticado com câncer no estômago no outono de 2016 e fez o tratamento. Bradley voltou para a estrada esse ano após receber a notícia de que estava curado mas o câncer voltou recentemente, tendo se espalhado para o fígado.

Agradecemos por suas orações nesse período difícil. O Sr. Bradley sempre foi grato pelo amor que recebeu de seus fãs e esperamos que sua mensagem de amor seja lembrada e levada adiante.

Fará muitíssima falta. Que descanse em paz.

LEIA TAMBÉM: Charles Bradley e a melhor cover de Nirvana de todos os tempos

Carreira

A carreira de Charles Bradley tem uma linha do tempo bastante inusitada e só começou em 1996, quando ele já tinha quase 50 anos de idade, e resolveu criar um personagem chamado Black Velvet, com o qual imitava nomes como James Brown.

Foi só em 2011 que ele lançou um disco próprio, o primeiro da carreira, com No Time For Dreaming, e de lá pra cá, nesses últimos seis anos, ele alcançou respeito e admiração de fãs pelo mundo e da comunidade artística.

Com uma voz absurda, interpretação incrível e versões maravilhosas de nomes como Nirvana e Black Sabbath ele lançou mais dois discos, Victim Of Love (2013) e Changes (2016).

Depeche Mode arrepia com cover de “Heroes”, do David Bowie – assista

Depeche Mode - Heroes
Foto: Reprodução/Vevo

A gente já tinha contado aqui de quando o Depeche Mode deu início à sua turnê mundial com um setlist que tinha uma versão de “Heroes“, um dos vários clássicos de David Bowie.

Agora, para celebrar os 40 anos do lançamento do disco, a banda lançou um vídeo profissional da música e, na voz de Dave Gahan, o resultado ficou no mínimo emocionante.

Outra música gravada nesta mesma sessão foi “Going Backwards“, faixa de abertura do novo disco do Depeche Mode, Spirit, lançado em Março deste ano.

Assista ao vídeo abaixo e tente não se arrepiar.

Lembrando que os caras tocam no Brasil no dia 27 de Março de 2018, no Allianz Parque. Mais informações aqui.

Hoje, dia 23 de Setembro de 2017, marca os exatos 40 anos desde o lançamento de “Heroes” como single.

Japanese Breakfast lança RPG online baseado em seu novo álbum; confira

Japanese Breakfast - jogo
Foto: Reprodução

O Japanese Breakfast tem uma história bem recente.

A banda foi criada como um projeto paralelo de Michelle Zauner logo após sua mãe falecer. Ao passar um tempo em casa com seu pai, Zauner foi compondo músicas que resolveu lançar de forma casual através do Psychopomp, seu primeiro álbum de estúdio sob o novo nome, lançado ano passado.

No entanto, a banda acabou chamando a atenção da mídia e o disco ganhou admiração entre os fãs — fazendo com que o Japanese Breakfast se tornasse “uma banda de verdade” e começasse a fazer uma série de shows pelos Estados Unidos.

Agora, Michelle lançou seu segundo disco de estúdio, Soft Sounds From Another Planet. Com um som ainda mais polido, cativante e muito bem estruturado, a cantora está finalmente recebendo a atenção que merece e acaba de marcar uma turnê mundial, que passará pela América do Norte, Europa, Ásia e Austrália.

E para promover seu disco de uma forma bem distinta, Zauner acaba de lançar o Japanese BreakQuest, um RPG online onde os fãs precisam combater uma invasão alienígena. Para isso, o usuário deverá “treinar” a banda, montar equipamentos e lutar contra muitos vilões.

A trilha do jogo é uma versão MIDI do novo álbum do grupo, o que torna a experiência ainda mais autêntica. Você pode conferir o jogo clicando aqui.

SIGA O TMDQA!

21,767SeguidoresSeguir
1,500SeguidoresSeguir
56,910SeguidoresSeguir