sábado, 23 de março de 2019

Läjä Hardcore: selo capixaba divulga playlist com alguns dos seus principais nomes; ouça

Läjä Hardcore
Foto: Divulgação

Läjä Records, importante selo do underground nacional, foi convidada pela plataforma de distribuição musical ONErpm para criar uma playlist no Spotify com nomes do hardcore brasileiro e gringo.

Fábio Mozine, proprietário da Läjä, conta como criou a lista de músicas:

Tentei pegar músicas bem emblemáticas de cada banda. Como o nome da playlist é Läjä Hardcore, obviamente, busquei as bandas mais HC da Läjä, e das que não são tão desse estilo eu busquei as faixas mais pesadas e/ou rápidas.

Com artistas do Brasil, Japão, Estados Unidos e Uruguai, a playlist conta com nomes como Mukeka di Rato, Os Pedrero, Merda, D.F.C., Water Rats, Lo-Fi, Deb And The Mentals, Vivisick e Fuck On The Beach.

Ainda segundo Mozine, a lista ainda está em crescimento. “Pretendo de tempos em tempos ir adicionando mais músicas”, finaliza.

Confira clicando aqui!

LEIA TAMBÉM: Deb and The Mentals lança clipe de “Do It Now”; leia nossa entrevista com a banda

Dona Onete apresenta lenda paraense no clipe de “Festa do Tubarão”

Dona Onete apresenta lenda paraense no clipe de “Festa do Tubarão”
Foto: Bruno Carachesti / Divulgação

Enquanto prepara o lançamento de Rebujo, novo disco de sua carreira, Dona Onete divulga o single “Festa do Tubarão”.

A capital paraense tem uma lenda que conta que uma cobra enorme protege a cidade e vive escondida debaixo da Igreja da Sé. A partir daí nasce o clipe do single, que faz uma brincadeira de duplo sentido com a chegada de um tubarão na água doce da Baía do Guajará.

A obra também conta com o Boi de Máscaras Faceiro, patrimônio cultural de São Caetano de Odivelas, no nordeste do Pará. Ele é formado por Cabeçudos e Pierrôs que seguem o Boi-Bumbá e, no clipe, foi acompanhado pela Banda de Fanfarra Marajoara.

O vídeo, dirigido por Lírio Ferreira e Natara Ney, foi filmado no mercado Ver-o-Peso, na Ilha do Combú e na Marina Amazônia Legal.

A diretora explica que eles se encantaram com a força e intensidade da cultura paraense e como Dona Onete é uma defensora desses costumes tradicionais locais. “Ela é é militante, professora e foi secretária de cultura. Ela é linda, corajosa e tem uma história de vida que é exemplo para todos nós. O clipe ficou lindo e espero que vocês assistam e gostem”, finaliza.

Rebujo tem lançamento marcado para Maio.

Beto O’Rourke quer reunir o Mars Volta para sua campanha presidencial

Cedric Bixler Zavala (Mars Volta) e Beto O'Rourke
Fotos: Stephanie Hahne / Wikimedia Commons

Será que as próximas eleições americanas podem trazer o The Mars Volta… de volta? É isso que quer Beto O’Rourke, forte candidato à presidência dos Estados Unidos.

Durante sua atual campanha eleitoral, O’Rourke — que já tocou em uma banda com o vocalista Cedric Bixler-Zavala — foi questionado sobre a possibilidade e demonstrou um grande interesse.

Leia abaixo (via Consequence of Sound):

Ficaríamos honrados em ter o The Mars Volta tocando alguma coisa ao longo da campanha ou na posse. Cedric e Omar [Rodríguez-López]… esse grupo é um dos mais talentosos que existe, e eu estou realmente orgulhoso por serem de El Paso.

Assista ao vídeo do momento abaixo.

Beto O’Rourke

Vale lembrar que, como falamos por aqui anteriormente, Beto O’Rourke tem um passado na música, mais especificamente no punk rock. O cara chegou a fazer parte da banda Foss, com Bixler-Zavala. Nela, Beto era baixista e Cedric o baterista.

Depois que Beto perdeu a disputa pelo senado do Texas, o vocalista divulgou a seguinte mensagem:

Eu não me importo se você perdeu. Você os fez tremer com a simples perspectiva de mudança real. Você é um de nós. Eu não tenho nada além de respeito e admiração por você. Estou chorando. Eu só posso esperar que você concorra para presidente.

LEIA TAMBÉM: Beto O’Rourke, possível novo presidente dos EUA, vai a show do Metallica

Asking Beto O'Rourke the tough questions.

Posted by Joe Phillips on Tuesday, March 19, 2019

Netas de Ozzy Osbourne cantam “Crazy Train” em vídeo fofo; assista

Netas Ozzy Osbourne
Foto: Reprodução/Instagram

Enquanto se recuperar após levar vários sustos com sua saúde, Ozzy Osbourne ganhou uma baita dose de fofura em família.

Jack Osbourne, filho do cantor, publicou em seu Instagram um vídeo onde suas filhas mais velhas aparecem cantando e dançando “Crazy Train”, hit da carreira solo do vocalista do Black Sabbath.

Na legenda, o papai orgulhoso diz:

Essas garotas são hilárias.

Assista logo abaixo!

Ozzy Osbourne

O Príncipe das Trevas cancelou vários shows de sua turnê atual após passar por uma cirurgia e ser acometido por uma pneumonia.

Osbourne tinha apresentações marcadas na Europa, e tem rodado o mundo nos últimos anos com mais uma turnê de “despedida”.

Robert Trujillo promete que novo disco do Metallica “virá em breve”

Rob Trujillo (Metallica)
Foto: Reprodução/YouTube

Os fãs do Metallica podem comemorar, já que a banda não tem planos de demorar muito para lançar material novo.

Quem confirmou a notícia foi o baixista Robert Trujillo, em entrevista ao podcast The Music. Segundo Trujillo, a banda “fez uma promessa” de voltar ao estúdio o mais cedo possível. Leia um trecho:

[Será lançado] muito mais cedo do que os dois anteriores. Desta vez, acho que poderemos ir muito mais rápido, entrar no estúdio e começar a trabalhar. Quanto tempo? Eu não sei. Nós estamos em turnê sem parar. Já faz mais de dois anos. Em algum momento, com certeza, precisaremos dar um tempo. É a coisa certa a se fazer, porque estamos indo muito bem.

O baixista ainda afirmou que o Metallica vive criando material novo entre os shows, durante os ensaios.

Temos uma zona que chamamos de ‘The Tuning Room’, que é um espaço onde podemos tocar e nos aquecer antes do show. Estamos sempre com ideias e, mesmo que sejam apenas alguns segundos, tudo é gravado, sempre. E depois, claro, em casa, todo mundo tem ideias.

O último disco da banda é Hardwired… to Self-Destruct (2016), que veio oito anos após Death Magnetic (2008) — este, por sua vez, foi lançado cinco anos após St. Anger (2003).

S&M 2

Como te contamos por aqui, o grupo vai se unir mais uma vez à uma orquestra sinfônica para fazer uma “nova versão” de S&M, lançado em 1999.

Paul McCartney no Brasil: garanta já o seu ingresso

Paul McCartney
Foto: Divulgação

Tá chegando! Paul McCartney está prestes a desembarcar no Brasil com sua turnê The Freshen Up, e você ainda pode garantir seu ingresso.

As três apresentações — duas em São Paulo, nos dias 26 e 27 de Março, e uma em Curitiba, no dia 30 — ainda têm ingressos disponíveis no site oficial dos shows. Clique aqui para garantir o seu!

Paul retorna ao país para divulgar seu lançamento mais recente, Egypt Station, depois de uma apaixonada passagem pelo Brasil em 2017. Desde a primeira vinda do músico em 1990, somam-se mais de 20 apresentações por aqui.

Confira todas as informações sobre os shows abaixo, assim como os recados que Macca enviou ao público brasileiro!

Paul McCartney no Brasil

SÃO PAULO
Data: terça-feira, 26 de março de 2019
Data: quarta-feira, 27 de março de 2019
Horário: 20h30
Local: Allianz Parque – Rua Turiassú, 1840 – Perdizes, São Paulo (SP)
Duração: Aproximadamente 1h40
Ingressos: A partir de R$ 200
Classificação etária: De 10 a 15 anos permitida a entrada acompanhado de responsável. A partir dos 16 anos é permitida a entrada desacompanhada.
Abertura da casa: 16h

CURITIBA
Data: sábado, 30 de março de 2019
Horário: 21h30
Local: Estádio Couto Pereira – R. Ubaldino do Amaral, 37 – Alto da Glória, Curitiba – PR
Duração: Aproximadamente 1h40
Ingressos: A partir de R$ 130
Classificação etária: De 10 a 15 anos permitida a entrada acompanhado de responsável. A partir dos 16 anos é permitida a entrada desacompanhada.
Abertura da casa: 17h

The Offspring vai resgatar sonoridade antiga em novo disco, diz vocalista

The Offspring no Rock In Rio
Foto: Wallace Mendonça / Estácio

O The Offspring está mexendo com o coração de seus fãs ao falar de seu novo disco.

Em recente entrevista, o vocalista Dexter Holland revelou que o álbum, sucessor de Days Go By (2012), tem uma sonoridade parecida com o material antigo do grupo.

Conversando com a Kerrang!, o músico revelou:

Soa como o nosso som antigo! É isso que eu preciso dizer, certo? Não sei muito bem como descrevê-lo. Eu acho que é punk rock, mas aí a gente joga algumas músicas que não são o que você normalmente esperaria. Temos bastante coisa rápida lá, mais algumas coisas que você não esperaria da gente. Mas estou realmente muito feliz com [o álbum]. Não está completamente finalizado, apenas 98%. Então estamos tentando fazer um plano para lançá-lo. Estamos no processo de fazer isso, mas nossa, acho que deve sair por volta [de Setembro].

O frontman ainda relembrou que o Offspring agora é uma banda independente, já que encerrou seu contrato com a Sony Music depois de sete discos lançados.

The Offspring

Quem também já deu a letra que o novo disco da banda deve chegar logo é o guitarrista Noodles, como te mostramos por aqui.

A última vez do grupo em terras brasileiras foi em 2017, como atração do Rock in Rio daquele ano. Uma nova turnê por aqui foi prometida para Março deste ano, mas nunca chegou a ser confirmada.

Sandy e Junior anunciam shows extras após esgotarem ingressos em 30 minutos

Sandy e Junior 2019
Foto: Divulgação

Os fãs de Sandy e Junior surtaram na madrugada desta sexta-feira (22), já que milhares enfrentaram uma fila online interminável e não conseguiram comprar seu ingresso para a tão esperada reunião da dupla.

Agora, para o alívio de uma boa parcela de sua fanbase, os irmãos anunciaram dois shows extras em São Paulo e no Rio de Janeiro. As apresentações acontecerão nos dias 2 (RJ) e 25 de Agosto (SP).

A venda dos ingressos para esses shows começará no dia 29 de Março, a partir da 0h01 no site da Ingresso Rápido, e 10h nas bilheterias oficiais de cada cidade. Haverá uma pré-venda, exclusiva para clientes cartão Elo, nos dias 27 e 28 de Março.

Sucesso de vendas

Foram necessários apenas 30 minutos para que todos — eu disse todos! — os ingressos das 10 apresentações da dupla acabassem.

Em determinado momento, a fila no site chegou a mais de 400 mil usuários online, e muitos fãs foram ao Twitter reclamar que não conseguiram concluir sua compra.

Confira todas as datas abaixo e boa sorte!

Sandy e Junior – Turnê Nossa História

Recife (Classic Hall) – 12 de Julho
Salvador (Arena Fonte Nova) – 13 de Julho
Fortaleza (Centro de Convenções) – 19 de Julho
Brasília (Nilson Nelson) – 20 de Julho
Rio de Janeiro (Jeunesse Arena) – 2 e 3 de Agosto
Belo Horizonte (Estádio do Mineirinho) – 17 de Agosto
São Paulo (Allianz Parque) – 24 e 25 de Agosto
Curitiba (Pedreira Paulo Leminski) – 31 de Agosto
Manaus (Studio 5) – 13 de Setembro
Belém (Hangar) – 14 de Setembro

Pra dançar chorando: Tuyo lança remix de “Solamento” com Lucas Estrela

Tuyo - Pra Curar

Se tem uma coisa pela qual a banda curitibana Tuyo ficou conhecida é a capacidade de exacerbar emoções através de suas canções.

Com músicas nas quais se abre ao mundo ao mesmo tempo em que abraça o ouvinte, o trio faz de suas letras e instrumentais faixas que conversam, comovem e transformam.

É justamente o caso de “Solamento”, um dos maiores hits da curta mas prolífica carreira da Tuyo, onde a personagem fala sobre a perda de um amor da forma mais sincera possível enquanto leva os ouvintes e as ouvintes às lágrimas.

Acontece que agora, se depender desse novo remix para a canção, pelo menos será possível dançar chorando (ou chorar dançando), já que “Solamento” ganhou uma versão retrabalhada pelo incrível guitarrista paraense Lucas Estrela, cujo lyric video tem sua estreia exclusiva hoje aqui no TMDQA!.

Tuyo e Solamento

A canção aparece no primeiro lançamento da banda, o EP Pra Doer, disponibilizado em 2017. Com mais de 1 milhão de plays no Spotify, a sua versão acústica em um belíssimo vídeo também é sucesso no YouTube, com mais de 4 milhões de visualizações.

Nessa nova versão, a arte de capa foi reimaginada pelo grafiteiro e ilustrador Dedeh Farias, conterrâneo de Lucas Estrela.

Vale lembrar que em 2018 a Tuyo lançou seu primeiro disco de estúdio, Pra Curar, e com ele apareceu na lista dos 50 melhores discos nacionais do TMDQA! em uma das primeiras posições.

Dona Cislene lança clipe de “Bateu Bonito”, seu novo single; assista agora

Dona Cislene por Thiago Mello
Foto: Thiago Mello

Novidade boa lá para os lados do Dona Cislene!

A banda brasiliense lança hoje (22) o single e clipe de “Bateu Bonito”, primeira inédita desde “Anunnaki”, lançada ainda em 2018.

Na faixa, a banda deixa seu rock energético um pouco de lado e explora uma vertente mais leve e fluida de sua sonoridade, sem colocá-la dentro de uma caixa. Bruno Alpino, vocalista da banda, explicou essa nova fase:

Quando criamos uma música e levamos para estúdio não pensamos aonde ela se enquadra, se é rock, se é hardcore, se é folk, se é reggae… só fazemos do jeito que acreditamos ser melhor para a música.

A canção ainda ganhou um baita clipe, com clima de verão e combinando bastante com a faixa. O vídeo foi gravado em Prainha, no Rio de Janeiro, em um cenário ensolarado e cheio de vida. O casal de atores Diego Goullart, que atualmente está no ar com Malhação (TV Globo) e Jade Cardozo são os protagonistas do clipe.

Alpino ainda deu mais detalhes sobre o lançamento para o TMDQA!, leia:

Sempre que eu escutava a canção aqui em casa me vinha algo de litoral, algo com mar, praia, sol, ela é bem ensolarada. E, por mais que eu tentasse pensar para ser gravado em Brasília eu achava que não casava. Nosso cerrado é muito bonito, ‘pago um pau’ pra vegetação que temos aqui, mas não conseguia visualizar isso sendo gravado aqui. Veio essa ideia de levar para outra cidade, pro litoral, que tem mais a ver com a gente, história, show, e aí na hora veio o Rio de Janeiro, de onde minha família é. Foi tudo muito em cima da hora.

Eu lembro de falar com os meninos o que pensei. Maior coincidência, o diretor do clipe que eu tinha pensado é do RJ e os atores, Diego Goullart, que está em Malhação agora, Jade Cardozo, namorada dele, os dois atores. Tudo começou a se encaixar e ficaram mais perto de acontecer e… aconteceu.

Fomos na loucura, pegamos o carro um dia antes do clipe, chegamos, fizemos um dia de viagem, mais de 12 horas. Foi o tempo de dormir e às 4horas estávamos gravando. Poder voltar para Brasília e, dois dias depois receber ele editado fez a gente olhar pra trás e ter certeza de que toda essa loucura e correria valeu a pena.

É o nosso clipe, em questão de produção e fotografia, mais bem elaborado que temos até hoje, foi um clipe que a gente quis dar espaço para o que a música contava do enredo do casal, não fizemos questão de aparecer tocando, então abrimos esse espaço para explorar a canção. E, no final, fizemos essa inserção para mostrar a gente como ‘brother’ do Diego, dando ainda mais a ideia de ‘Bateu Bonito’, como uma frase de um amigo pra outro, falando da relação dele com a menina, foi um clipe muito ‘vibe’ de fazer, as coisas aconteceram da melhor forma e estamos muito felizes e ansiosos pra lançar a música.

Assista! Ouça “Bateu Bonito”, novo single do Dona Cislene, em diversas plataformas clicando aqui.

Nando Reis anuncia disco de covers de Roberto Carlos e lança single; ouça “Amada Amante”

Nando Reis

O cantor Nando Reis está para lançar um disco em homenagem ao rei Roberto Carlos, intitulado Não Sou Nenhum Roberto, mas às Vezes Chego Perto.

O trabalho, que será lançado no dia 19 de Abril, contará com versões de diversos clássicos de Roberto e Erasmo — um deles é “Amada Amante”, que se tornou o primeiro single do disco.

A gravação da faixa foi feita por Nando, Pupillo (bateria), Lucas Martins (baixo), Alex Veley (piano, rhodes, backing vocals) e conta com uma participação especial de ninguém menos que Edgard Scandurra, do Ira!, nas guitarras.

“Amada Amante” veio acompanhada de um clipe que você pode conferir logo abaixo.

A produção do disco ficou por conta de Pupillo, com direção artística de Marcus Preto. Para acompanhar o novo material, Nando entrará na estrada com uma nova turnê intitulada “Esse Amor Sem Preconceito”, que estreia no dia 1º de Junho em Belo Horizonte e deverá percorrer o país até o final de 2020.

Frankenchrist lança belíssimo clipe para “Two Skies”; assista agora

Foto: Reprodução.

Em Novembro do ano passado, a Frankenchrist lançou o seu segundo EP chamado No Love.

A banda formada em Chapecó (SC) e atualmente estabelecida em São Paulo faz um som muito interessante, urgente e barulhento numa mistura de shoegaze com post-rock.

E nessa sexta (22) a banda lança com exclusividade aqui para o TMDQA! um belíssimo clipe para “Two Skies”, canção presente nesse EP.

Com produção de Gabriel N. Andreolli (que também é guitarrista e vocalista da banda), o clipe se passa em Buenos Aires, onde Gabriel trabalhou com cinema até ano passado. O clipe também conta com a direção e edição de Dani San e direção de fotografia de Higino Herrera, ambos parceiros e amigos do vocalista.

Segundo o próprio Andreolli:

As referências estéticas vieram de diretores como Gaspar Noé e Wong Kar-Wai. O vídeo retrata a multiplicidade contemporânea e crueza dos sentimentos humanos frente aos relacionamentos dessa era, transitando entre a fuga, a realidade e a saúde mental do personagem.

Para esse clipe, a Frankenchrist conta com dois atores argentinos, Santiago Scauso e Pilar Fridman, que participam da premiada obra portenha Cyan, escrita e dirigida pela própria Pilar. Scauso atua também no filme argentino recém estreado, Te Quiero Tanto Que No Se.

Você pode conferir “Two Skies” abaixo:

A Frankenchrist estará presente no evento que marca a estreia da renomada banda americana Cloud Nothings no Brasil, no dia 12 de abril em Chapecó (SC), que também já falamos por aqui.

Lollapalooza Brasil anuncia Planeta Lolla, área dedicada a ações de sustentabilidade

Lollapalooza Brasil 2019

Sustentabilidade é uma pauta importante dos dias atuais, e o Lollapalooza Brasil sabe disso. Sempre prezando pelo menor impacto ambiental possível, a edição de 2019 contará com o inédito Planeta Lolla. O espaço tem como objetivo incentivar ações sustentáveis dentro do Autódromo de Interlagos.

Ciente de sua responsabilidade social ao juntos vários jovens a cada ano, o festival tentará conscientizar o maior número possível de pessoas a evitar impactos no meio ambiente. Isso será feito através de stands que estarão espalhados pelo Lolla, iniciativas em parceria com Greenpeace, WWF-Brasil, National Geographic, Ampara Animal e Cabelegria.

Cada marca, em seu stand próprio, irá propor atividades divertidas e, ao mesmo tempo, que conscientizem.

Participe das atividades e ganhe lembranças

As atividades propostas pelas marcas são uma forma de alertar sobre o estado crítico do mundo e o perigo proporcionado pela poluição. Com óculos de realidade virtual que objetiva mostrar a importância da reciclagem e da preservação dos oceanos e das florestas, o Greenpeace também propôs o projeto Rock’n Recycle, que consiste em recolher lixo em troca de prêmios. Maneiro, não é?

Já a ONG brasileira WWF-Brasil focou na preservação dos animais em seu stand. Lá, serão distribuídas adesivos-tatuagens de panda, símbolo da entidade. O público também poderá fazer uma pintura facial personalizada, para se conectar com o Planeta.

O National Geographic vai proporcionar uma experiência chocante, mas necessária. Usando fones de ouvido, o público vai conseguir escutar o som feito por plástico nos oceanos. Além disso, um game interativo desafiará você a acertar garrafas plásticas dentro de lixeiras recicláveis.

Os animais também são o foco da ação Somos Todos Vira-Latas, da Ampara Animal. Além da possibilidade de simular animais em fotos (que poderão ser levadas para casa), o participante da experiência poderá consultar um especialista em sobrenomes em uma brincadeira que mostra que as pessoas também podem ser “vira-latas”.

Por fim, a Cabelegria, uma ONG que arrecada cabelos para pacientes com câncer, terá um stand próprio para quem estiver disposto a doar seus cabelos, com um corte mínimo de 20cm. Os fios serão transformados em perucas.

E aí? Gostou da iniciativa? Se você for ao Lollapalooza, é super válido dar uma passada para conferir! O festival acontece nos próximos dias 5, 6 e 7 de Abril, em São Paulo. Você pode conferir valores e condições de pagamento dos ingressos para o evento e garanti-los por aqui para não ficar de fora da festa.

Liniker e os Caramelows versam sobre carinho e afeto no incrível “Goela Abaixo”

Capa de
Foto: Divulgação

Parece que foi ontem que a banda Liniker e os Caramelows conquistou a internet com o vídeo de “Zero” e, logo mais, nos deixou boquiabertos com o álbum de estreia Remonta. Mas acontece que muito tempo se passou. De lá para cá, o grupo cresceu, ganhou fama e preparou o segundo álbum de estúdio.

Lançado hoje (22), Goela Abaixo dá continuidade ao legado que a banda está deixando para a soul music nacional. Mais imediato e atual, o álbum narra diferentes camadas do amor e de uma relação saudável.

Um disco mais polido e mais direto

Remonta, o disco de estreia do grupo, foi lançado em 2016. Foi o belo resultado de um processo de cerca de quatro anos, indo desde a adolescência de Liniker ao começo de sua vida adulta.

Com Goela Abaixo, foi um pouco diferente. Com produção do baixista Rafael Barone, as canções foram majoritariamente compostas já em estúdio, sendo mais atuais, mais polidas e mais diretas. As relações pessoais, mas mais especificamente o amor, foram o tema central das letras de forma muito transparente, e um delicioso recheio para os confortáveis arranjos instrumentais.

Explosão de ritmo como uma ótima primeira impressão

Por falar em instrumental, o disco tenta criar certo suspense sobre o que estaremos prestes a ouvir. “Brechoque“, que abre o disco, é puramente guiada por vozes. Isso continua até o refrão da faixa seguinte, a já divulgadaLava“. Os instrumentos pegam de surpresa nas repetidas vezes em que o verso “E assim mesmo nasce” é cantado.

Ressaltando o rhythm and blues, chega a faixa “Beau“, que mistura inglês com português em seu refrão. A faixa ainda traz levadas latinas, que transformam a música em uma gostosa confusão romântica e fluida, como todo bom relacionamento deve ser.

O ritmo desacelera em “De Ontem“, que narra uma bela história amorosa ao mesmo tempo em que conta com versos belos (e passíveis de se tornar legendas de publicações em redes sociais) como “Me sambe no Carnaval”.

Logo depois, a calmaria continua com “Boca“, mas tem momentos contados. Em uma das melhores e mais imprevisíveis canções do álbum, o eu lírico pede calma, mas demonstra-se agitado e ressalta o desejo por liberdade. O groove invade à música conforme é dito que dentro de sua boca tudo buzina. O exterior tenta passar serenidade, mas é do lado de dentro que o sentimento verdadeiramente fala. Com direito a uma guitarra funkeada e solo de metais, a parte instrumental é claramente um dos pontos forte de Goela Abaixo.

A canção seguinte, “Bem Bom“, conta com a participação de Mahmundi e sua inconfundível voz nos refrães. A narração de uma gostosa reciprocidade amorosa e de uma série de declarações continuam com “Calmô“, outra faixa que já havia sido divulgada antes.

“Não se trepa em 15 minutos”

Se estávamos falando de ter calma na música anterior, “Textão” chegou no disco para enfatizar que a pressa é inimiga da perfeição. A canção abre mão dos instrumentais para deixar a poesia falar por si só. São claras as referências ao ato sexual, mas a reflexão vai além e nos faz pensar que devemos aproveitar bem o tempo quando estamos amando.

Após a “bronca”, o instrumental volta disfarçado com um piano que até então não tinha ganhado destaque. “Claridades“, ao invés de relatar os “bem bons” de se estar com alguém, nos ensina que deve-se combater as dificuldades de uma relação. Em uma das melhores performances vocais de Liniker no álbum, é dito que “amar é pra se corrigir e não perder a paz estrela da manhã”.

A mesma pegada continua em “Amarela Paixão“, que também se apoia majoritariamente nas vozes de Liniker e Renata Éssis. Depois, o eu lírico oferece sua casa para o pretendente fazer uma visita em “Intimidade“. Novamente, o tempo é dito como algo que deve ser bem aproveitado. Aliás, a noite passou tão rápido que a canção é encerrada com um “bom dia”.

“Goela que te engole se você bobear”

A finalização do álbum ficou por conta de duas faixas instrumentais que conversam muito bem entre si em termos instrumentais. Com um baixo marcante, mas não deixando o piano de lado, “Gota” tem um cenário chuvoso, mais um motivo para se passar mais tempo com o pretendente.

O solo que finaliza a música entrega para a conclusão do disco em “Goela“. A faixa conta com a participação de um coral feminino composto por, entre várias artistas, Juliana Strassacapa (da Francisco, el Hombre), Tássia Reis e Natália Nery.

Se até aqui você se questionou sobre o motivo do nome do álbum, aqui está: goela abaixo é engolir, é consumir o outro. Mas não leve para o lado sexual ou canibalista da coisa. Trata-se de absorver o outro em sua plenitude. Confiar, consumir, procurar entender, respeitar, amar… Tudo isso com calma e com afeto. É necessário entender o outro, ser transparente e não ter medo de se mostrar para o mundo.

Vamos deixar vocês com umas das palavras finais do disco. O álbum, no geral, é bem claro em sua mensagem, e conta isso através de versos serenos e afetuosos. Mas vale enfatizar tal necessidade:

Carinho.

Um ano sem Miranda: o legado que o “guru da música brasileira” deixou

Miranda
Foto: Reprodução/Instagram

Se você é inserido no mundo da música brasileira, com certeza já deve ter escutado algo cuja produção foi assinada por Carlos Eduardo Miranda. E após um ano de sua morte, seu nome ecoa por aí.

Formado em jornalismo e com o amor pela música desde criança, Miranda uniu o útil ao agradável e atuou fortemente na cena musical brasileira desde os anos 1980. Se você cresceu nos anos 90 assistindo à ascensão do manguebeat na MTV e até ficou sem entender, nos anos 2000, que Cansei de Ser Sexy foi uma das bandas brazucas que alçaram voos internacionais, saiba que tudo isso se deveu a esse cara.

Lançou muitas bandas através do selo Banguela Records, Excelente Discos e se tornou pioneiro no Brasil ao criar a plataforma musical Trama Virtual, em 2004. Raimundos, Nação Zumbi, Skank, Móveis Coloniais de Acaju e até Boogarins tiveram “dedo” dele. Podemos concluir que o Miranda é basicamente uma entidade.

Além disso, seu nome também foi estampado em rede nacional ao ser jurado de alguns programas de calouros do SBT, e certamente você já deve tê-lo visto dormindo em alguma audição bem zoada. Com uma carreira peculiar, em destaque por ter sido crítico de filmes pornográficos, Miranda nos ajudou a enxergar a miopia cultural que acontecia e revolucionou toda a transgressão musical que o Brasil teve.

Entre homenagens — como nosso podcast! — e trabalhos a serem divulgados, seu legado ainda se faz firme muito além dos estúdios.

Em meados de 2016, como parte de um trabalho acadêmico, tive o prazer de entrevistá-lo. Tivemos um papo edificante e com muito bom humor, que você pode conferir logo abaixo, após a imagem.

Bananada-miranda

O que difere entre fazer música e falar sobre música? 

Miranda: Falar sobre música não precisa de muita coisa, além de propriedade e noção do que você quer expressar sobre, e sempre atento ao que o leitor busca. Já em questão de fazer música você precisa entregar algo a mais, que vem da alma e da sua prática. Como diz o ditado, “falar é fácil”, buscar fazer é sempre algo muito maior.

De que forma seu trabalho como jornalista na revista Bizz o fez tornar-se um crítico e especialista na área da música? 

Miranda: Eu não acreditei em ser crítico ou especialista nisso, eu fiz aquilo porque era o que eu tinha para fazer, tenho paixão na música e estudei para trabalhar nisso. Sem contar que eu gostava da revista e acompanhava, porém, sempre tentei fazer com que as pessoas desconfiassem dos críticos. Acho que tem que conhecer a pessoa que está te falando e ouvi-la, não seguir o que ela argumenta como verdade absoluta.

Como era para você ver algumas bandas independentes lançadas tanto pelo Banguela quanto pelo Excelente se consolidando no mainstream naquela época? 

Miranda: Foi uma realização pessoal, porque meu sonho era exatamente mostrar que a cena alternativa tinha grande potencial, muita gente se sentia representada por aquilo e não tinha acesso, e logo mostrar ao mainstream que podia ser mais do que se estava vendo ali. Era um momento de crise para o pop no mainstream e essas bandas vieram trazer um “vento novo”, sacudindo legal.

Nessa “parceria” que você teve com o pessoal do Titãs através do selo Banguela Records, como você vê a contribuição desse selo no cenário musical brasileiro? 

Miranda: Acho que foi muito importante naquele momento e deixou um legado de que dá para acreditar em si, sem grandes recursos, ser corajoso e meter a cara. Até o filme, o “Sem Dentes”, mostra muito isso, que tem que ser doido, saber arriscar e não ter medo das coisas, é isso que faz ser maior, ao representar de fato aquela época na música brasileira.

Como você interpreta a expressão “O Brasil nunca foi tão rock ‘n roll”, sobre a época de 1994? 

Miranda: É um ponto de vista, já que eu nunca consegui julgar isso, mas eu posso dizer que o rock nunca foi tão brasileiro, já que eles estão dizendo o contrário só para causar efeito. Aquilo é o rock com uma cara muito brasileira, como teve nos anos 70, na era do Tropicalismo, com Alceu Valença, Novos Baianos, que eram voltados para a vertente do rock. E já nos anos 90, acontece a mesma coisa, porém em outra proporção, com o manguebeat, com Raimundos e outras bandas. Contudo, tinha outras bandas também que imitavam as de fora, como sempre teve.

Sabemos bem que uma das principais vias que fomentam a cena independente na internet são as plataformas musicais, logo não podemos deixar de citar a “pioneira” Trama Virtual. Como sucedeu a importância desse site para as bandas? 

Miranda: Eu me sinto muito honrado de ter tido a oportunidade de desenvolver junto com uma equipe maravilhosa a Trama Virtual, já que sempre foi um sonho antigo e eu vivia enchendo o saco lá na Trama, onde eu tinha o selo. Eu queria fazer algo para internet, algo que abraçasse os artistas, que fosse de uma maneira que eu enxergava. Já existia algumas plataformas lá fora, como o Garage Band, só que todas eram muito impessoais, e sempre busquei algo muito pessoal, dedicado às pessoas que estavam na rua, que viam os artistas e que ouviam tudo o que estava pela cidade, então todo o catálogo da Trama são bandas que a gente ouviu, viveu e participou, fomos aos shows, e isso fez muita diferença. Eu vejo hoje que ajudou muitos artistas a crescerem, a começar pelo Cansei de Ser Sexy que foram lançados por nós, o NX Zero e a Fresno que foram bandas que acrescentaram muito e se propagaram ali, por consequência também ajudaram a Trama Virtual a evoluir, foi uma “via de mão dupla”. E são coisas assim que me dão muito orgulho, foi importante para uma geração.

Qual foi o legado deixado da plataforma para sua vida profissional? 

Miranda: Foi algo muito mais pessoal que profissional. Dar oportunidade para tanta gente e a experiência que até hoje fica na minha cabeça, com novas possibilidades e maneiras de se pensar isso e poder disseminar isso como uma forma de propagar coisas boas para quem é amante da música é uma recompensa inestimável para mim.

O que foi deixado (tanto bom quanto ruim) com o fim do site? 

Miranda: Nas circunstâncias em que a Trama surgiu, ela foi pioneira no quesito das plataformas e deixou um legado “do caralho” no cenário musical nacional, já que tinha um material disponível de mais de 70 mil bandas, e propriamente para as bandas também, porque o site surgiu num momento onde não tinha grandes alternativas para a divulgação. Já de ruim, o fim por si só, até então a gente concorria com grandes plataformas para as bandas divulgarem seus trabalhos, mas encerramos com dignidade. Não digo que eu não apareça um dia com algum tipo de plataforma de novo como a Trama, ou que tenha alguma relação com o que eu aprendi lá, isso está sempre vivo em mim.

Como um produtor que tem uma visão que busca sempre o que é novo, “o que pode estourar”, que aspecto você atribui ao que parece ser novidade? 

Miranda: Eu busco não exatamente o novo, mas busco aquilo que tem alma, que tem algo a dizer, que me instiga. Falar de novidade hoje em dia é uma coisa muito relativa porque a música é toda feita de repetição, de cópias. Mas mesmo assim eu tento coisas que desafiam os padrões ou que sejam muito bem-feitas. Eu não sei de fato como definir o novo, já que parte muito do ponto de vista de alguém, já que tudo nem sempre é realmente novo ou quer dizer que seja algo bom. Geralmente pode ser muito inovador, mas um pé no saco.

Em meio a um cenário “eclético”, como as bandas de rock independente do cenário atual têm buscado sua representatividade ou visibilidade? 

Miranda: Antes existia filtros muito apertados, que eram o estúdio, a gravadora, a TV, a rádio. E hoje não é tão limitado assim, o filtro é mais você mesmo, teu poder de realização, então acho que hoje o cenário está mais na mão do próprio artista, até mesmo o acesso à tecnologia e a variedade de material são muito maiores agora, e a tendência de as bandas buscarem sua visibilidade é cada vez mais acessível e crescente. E a cena tem crescido cada vez mais, bandas fazem parcerias umas com as outras o tempo todo, como no caso da Scalene, Supercombo e Far From Alaska. A galera tem investido pesado nisso, não só as bandas, mas muitas produtoras e festivais que tem o intuito de fomentar essa cena, como no caso do Móveis Convida, Bananada e o Festival DoSol.

Tem uma frase sua que diz: “tudo sempre dá certo, tem gente que não nota”. Essa frase pode ser destacada em relação ao cenário do rock não ter tanta visibilidade televisiva quanto os outros estilos? 

Miranda: Sim, com certeza! Mas já teve, quando o rock foi moda, nos anos 80, por exemplo, tinha muita visibilidade televisiva, todas as bandas de rock estavam na TV. Inclusive na MTV, que foi a “casa do rock” durante muito tempo, logo os outros gêneros ficaram em segundo plano. Hoje é a vez do R&B, sertanejo e derivados em primeiro plano. A ideia é que cada tempo que tem sua expressão, e a de hoje com certeza não é o rock.

Com tanta transformação musical nos últimos 20 anos, você vê as bandas de rock que hoje fomentam o cenário nacional tornando-se clássicas? 

Miranda: Eu acho que tem novos clássicos em andamento, vários artistas que vão ficar para sempre, eu tenho certeza disso, mas definir quais são é difícil agora, porque tudo acontece dependendo dos caminhos que as coisas tomarem, mas eu vejo que, enquanto as coisas estão com muito frescor, eu acho até ofensivo chamar de clássico, mas novos clássicos estão se configurando sim.

Como está e como vai ser o futuro do cenário do rock brasileiro? 

Miranda: Eu nunca penso na música como “rock brasileiro”, eu acho isso um termo muito restritivo, mas eu penso na música brasileira mesmo como um todo. Nos anos 70, por exemplo, a gente chamava o Kraftwerk de rock eletrônico, pois até então era rock para gente, assim como Alceu e Novos Baianos eram. Hoje, em meio a tantas subdivisões, já não é mais rock, Kraftwerk é o pai da música eletrônica, ninguém mais associa ao rock. Isso é tudo visão de época, eu acho que é uma questão relativa. Por isso me trato da música brasileira, que é uma música rica, bastante variada, que tem muito a ser explorado e ser apresentado ao mundo.

Muitos “dinossauros do rock” argumentam que o rock está morto ou chegando ao fim. Para você, o rock está morto?

Miranda: Confesso que sou um dos que falam que o rock está morto, por que se o roqueiro fala que o rock é como uma tradição, que precisa ser honrada, ele morreu. O rock não foi feito para ter tradição, nasceu para revolucionar. Então a lógica é basicamente essa: morreu! E mesmo vale para o rock brasileiro: o espírito que tinha no rock — transgressivo, sexual, drogado, perigoso — está no funk. O rock atualmente é música de pai de família, virou música de “véio broxa”. Lógico que tem um monte de banda boa, é óbvio, e espero que tenha cada vez mais, até mesmo para todos os gêneros, mas o rock é música de véio. Eu sou um deles!

Miranda – #Bananada20

Miranda permanece em nossos corações com sua mensagem de bom humor, humildade e transgressão musical. O Mídia Ninja registrou em vídeo tudo que esse mestre nos ensinou em vida. Miranda, o #Bananada20 é pra você! #MirandaEterno

Posted by Festival Bananada on Saturday, May 12, 2018

Salve, Miranda.

Tame Impala surpreende com a inédita “Patience”; ouça

Tame Impala no festival Mad Cool 2018
Foto do Tame Impala via Shutterstock

O Tame Impala está de volta!

Quatro anos após o último disco de estúdio da banda de Kevin Parker, Currents, um single chamado “Patience” foi lançado e já está disponível nas plataformas de streaming.

Vale lembrar que nos últimos anos Parker tem trabalhado com nomes do pop como Mark Ronson e Lady Gaga, e parece que os traços do gênero o influenciaram bastante, já que é possível ouvi-los na nova música que tem um pé nos Anos 80.

Ouça a nova música do Tame Impala logo abaixo, na playlist oficial do TMDQA!

Tame Impala

Após alguns anos se dedicando a outros projetos, Kevin Parker decidiu voltar com tudo na condução do Tame Impala, tanto que irá tocar em grandes festivais como o Coachella, onde será headliner ao lado de Childish Gambino e Ariana Grande.

“Pai da guitarra surf”: Jack White, Slash e mais artistas homenageiam Dick Dale

Dick Dale
Foto: Reprodução/Instagram

Há alguns dias, tivemos a triste notícia da morte de Dick Dale, lenda do surf rock.

Seu repertório e estilo influenciaram (e ainda influenciam) grandes artistas. Vários músicos prestaram homenagens a Dale em suas redes sociais, celebrando o seu legado.

Jack White, através do perfil de sua gravadora, a Third Man Records, postou uma foto do guitarrista e contou sobre como seus sons o influenciaram. Ele conta que sempre gostou de tocar a faixa “Nitro“, e lamenta nunca ter tido a chance de conhecer pessoalmente Dick Dale.

Na postagem, Jack lembrou um dos instrumentos de Dale:

Eu lembro de viajar de Pontiac para Detroit por conta própria para vê-lo tocar quando tinha dezesseis anos. Aquela Fender brilhante dourada dele precisa ser pendurada em algum lugar especial.

Quem também prestou uma breve homenagem foi Brian Wilson, um dos fundados do Beach Boys. O álbum Surfin’ U.S.A., de 1963, conta com uma cover da versão de Dick Dale do clássico “Misirlou“, lançada no ano anterior.

Entre outros artistas que usaram as redes sociais para relembrar o legado de Dale, estão Brian May (Queen), Mike Mills (R.E.M.) e Slash. May chamou o guitarrista de “Pai da guitarra surf”, e destaca o seu inovador estilo de tocar, que mescla velocidade, cordas grossas, energia e muito echo.

Descanse em paz, mestre Dick Dale!

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RIP Dick Dale – Father of the Surf Guitar. We all owe you. Rock on. 💥💥💥 Look how his guitar is strung ! He’s left handed, but plays essentially a right handed guitar – except for the controls and ‘horns’. So his heavy bass-end strings are at the lower edge of the fretboard. This means his fingers could never fall in the same shapes as the rest of us. Maybe this led him to use those low notes more often and more forcefully than everyone around him. But his highly distinctive sound comes from his very fast up-and down action in the picking hand (sometimes confusingly referred to as ‘tremolo’, in reference to the similar-sounding traditional Flamenco Spanish guitar technique, which is actually done in a very different way, with multiple fingernails). And a lot of echo effect. And thick strings. And a lot of energy !!! Check out his early hit ‘Miserlou’. Wild !!! I wish I’d met him. But truly we all benefit from his trailblazing. Bri

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Catfish and the Bottlemen lança mais um clipe em preto e branco; confira “2all”

Clipe de
Foto: Reprodução / Youtube

Recentemente, a banda galesa Catfish and the Bottlemen divulgou informações sobre o seu terceiro álbum de estúdio. Intitulado The Balance, o disco tem previsão para o dia 26 de Abril.

O lançamento contará com 11 músicas inéditas. Além das já divulgadas, “Longshot” e “Fluctuate“, o grupo continua aquecendo os fãs. Recentemente, divulgaram o novo single “2all“.

Em mais um clipe em preto e branco, a banda é mostrada tocando em um lugar aparentemente inabitado. A narrativa e proposta do vídeo lembram o clipe de “Longshot”, lançado no início do ano. Ambos mostram a banda viajando de carro por lugares desertos.

A banda teve sua primeira passagem pelo Brasil em 2017, quanto tocou no Lollapalooza. Quem sabe o novo lançamento deles anima os integrantes por uma nova vinda?

Confira abaixo o clipe e a tracklist de The Balance:

The Balance (Catfish and the Bottlemen):
1 – “Longshot”
2 – “Fluctuate”
3 – “2all”
4 – “Conversation”
5 – “Sidetrack”
6 – “Encore”
7 – “Basically”
8 – “Intermission”
9 – “Mission”
10 – “Coincide”
11 – “Overlap”

Instituto Olga Rabinovich oferece bolsas e mentoria para profissionais do audiovisual

Instituto Olga Rabinovich lança Projeto Paradiso
Instituto Olga Rabinovich lança Projeto Paradiso

Nesta próxima segunda-feira (25), acontece em São Paulo, no Unibes Cultural, o lançamento do Projeto Paradiso, que vai oferecer bolsas e mentoria para profissionais do audiovisual brasileiro. Idealizado pelo Instituto Olga Rabinovich, entidade sem fins lucrativos, o projeto tem como objetivo a criação de grandes histórias conectadas com seu público.

Intitulado “Relevância em uma nova realidade”, o lançamento trará a participação especial da finlandesa Johanna Koljonen, autora do livro Nostradamus Report, com previsões sobre as tendências da indústria audiovisual no mundo. As oportunidades do Projeto Paradiso são voltadas tanto para novos como para experientes profissionais do mercado.

A iniciativa terá foco nas áreas de roteiro e desenvolvimento e inteligência de audiências, através de apoios customizados a projetos em desenvolvimento, cursos, workshops e seminários. Para a concessão das bolsas, os organizadores mapearam e estabeleceram parcerias com instituições de referência no Brasil e também no exterior, com capacidade para financiar profissionais brasileiros aprovados nas iniciativas.

A primeira bolsa internacional consiste em uma maestria em escrita criativa para roteiro audiovisual na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba. Já a segunda será entregue ao lado das Mulheres do Audiovisual e anunciada no dia do lançamento, em 25/3. A última oportunidade contemplará uma iniciativa internacional proposta no Festival de Berlim voltada para diretores em seu terceiro filme.

“Queremos formar e fortalecer uma comunidade de profissionais que trabalham para um audiovisual pulsante, feito de qualidade e alcance, que gera recursos e reforça a presença do talento brasileiro em casa e no mundo. Buscamos as pessoas que, com os apoios certos, exploram e aprimoram todo seu potencial. Talentos que, juntos, colocam a indústria em movimento e fazem o cinema brasileiro mudar de lugar”, afirma Josephine Bourgois, diretora executiva da Instituição.

O Instituto Olga Rabinovich teve a ideia de lançar o Projeto Paradiso a partir de um diagnóstico do mercado audiovisual nacional. Foram mais de 80 entrevistas com profissionais do setor, realizadas ao longo de 12 meses. A entrada para o lançamento do Projeto Paradiso é franca, sujeita à lotação da casa. É necessário a confirmação por meio do rsvp@ior.org.br.

SERVIÇO:

Lançamento do Projeto Paradiso

Quando: 25.03, às 19h
Local: Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2500, Sumaré – São Paulo)
www.projetoparadiso.org.br

Fantastic Negrito fez história no palco do Cine Joia em SP; resenha e fotos

Fantastic Negrito
Foto: Stephanie Hahne

Fantastic Negrito é pura entrega. Disso não há mais dúvidas.

Aconteceu na noite chuvosa desta terça-feira (19), no Cine Joia, em São Paulo, o tão aguardado show do cantor americano, uma parceria entre a produtora ShowMe e o TMDQA! como parte das comemorações de 10 anos do site. Com uma plateia dividida entre aqueles que já eram fãs e os curiosos, o clima ainda era de uma expectativa incerta sobre o que viria pela frente. Ao que me parece, nada poderia ter preparado o público para o que aconteceu naquele palco.

Às 21h25, o fantástico (há!) Xavier Amin Dphrepaulez surgiu com sua banda igualmente fantástica, recebidos por gritos da galera que, a aquela altura, já enchia o Cine Joia.

Fantastic Negrito @ São Paulo, 2019

Começando com a paulada “My Time In L.A.”, o músico se mostrou animado com a resposta da plateia, já encantada com a performance do cara. O show seguiu com “Bad Guy Necessity”, faixa do elogiado Please Don’t Be Dead (2018), seguida por um medley de “Working Poor” e “The Stuit That Won’t Come Off”.

Em vários momentos, Negrito fazia questão de inserir discursos políticos e de cunho social “travestidos” de poemas e letras improvisadas, falando sobre racismo, opressão, machismo, entre outros assuntos. Cada inserção deste tipo na apresentação foi aplaudida fortemente pelo público.

O show ainda seguiu com canções como “Scary Woman”, “Hump Through The Winter”, “A Boy Named Andrew”, entre outras, em um setlist que equilibrou muito bem os discos do cara. Em sua discografia, ele traz os títulos Fantastic Negrito (2014), The Last Days of Oakland (2016) e Please Don’t Be Dead (2018).

No fim do primeiro ato do show, Negrito mandou ver em uma cover de “In The Pines” (ou “Where Did You Sleep Last Night”), do Leadbelly, fazendo sua própria interpretação da letra da canção.

Em determinado momento da noite, o cantor “atiçou” a plateia, dizendo que o público mexicano o havia feito “suar mais”. A galera tomou a fala como desafio e, a partir daí, o artista passou a interagir cada vez mais com os brasileiros e pedir para que repetissem, em coro, diversos trechos de sua canção. O jogo funcionou para ambos os lados, e o músico chegou até a criar uma canção de improviso com a palavra “obrigado”, tamanha sua gratidão com o público receptivo.

Depois de saírem do cenário, Fantastic Negrito e sua trupe de músicos talentosíssimos ainda voltaram para o bis, tocando os hits “Plastic Hamburger”, “The Duffler” e “Bullshit Anthem”, as faixas mais conhecidas da noite e que fizeram a galera cantar em uníssono.

Se no fim nós ganhamos do público mexicano de verdade, eu não sei. O que sei é que este monstro da música saiu do Brasil com mais fãs do que tinha quando chegou, e fãs apaixonados. A plateia saiu de alma lavada — além da chuva! –, elogiando e querendo mais.

Volte mais vezes, Fantástico!

Confira a galeria de fotos e o setlist abaixo

Fantastic Negrito @ São Paulo, 2019

Setlist Fantastic Negrito

Frank Iero anuncia novo disco e faz referência ao My Chemical Romance em inédita; ouça

Frank Iero and the Future Violents - Young And Doomed
Fonte: Reprodução/Youtube

Frank Iero, guitarrista da finada My Chemical Romance, anunciou através de seu Instagram nessa terça-feira (19) que seu novo disco de estúdio está por vir!

Dessa vez contando com sua nova banda, os Future Violents, o disco se chamará Barriers e tem data de lançamento prevista para o dia 31 de Maio.

Mas não é só isso! Para dar um gostinho aos fãs, Frank também liberou a inédita e raivosa “Young And Doomed”, que já conta com um videoclipe igualmente raivoso para combinar.

Além disso, na letra também temos uma menção que os fãs acreditam ser para Gerard Way, vocalista do My Chemical Romance, onde Iero canta o trecho “and I promise that I’m not okay” e logo em seguida diz “espere, este é o outro cara”, se referindo a Gerard e ao hit clássico “I’m Not Okay (I Promise)”, da banda.

Frank Iero no Brasil

Vale lembrar também que, em breve, Frank Iero And The Future Violents estarão em terras brasileiras, como já contamos por aqui.

Abaixo você confere a capa do disco e o clipe do novo single!

 

Frank Iero Barriers
Foto: Divulgação

Bruce Dickinson descarta aposentar o Iron Maiden: “nunca morreremos”

Bruce Dickinson (Iron Maiden)
Foto: Reprodução/YouTube

Os dias de estrada do Iron Maiden ainda estão muito longe de acabar.

Bruce Dickinson, frontman da influente banda, esteve recentemente no talk show espanhol Late Motiv e conversou com o apresentador Andreu Buenafuente sobre a carreira do Iron Maiden e sua contribuição à música.

Questionado sobre aposentadoria da banda, o vocalista fez uma analogia curiosa, mas que tem a ver com sua formação como piloto de aviões:

No que me diz respeito, eu não vejo nenhuma razão para nos aposentarmos. Como um piloto de aeronaves, eu sempre ouvi que ninguém morre num avião. Mesmo se a cabeça de um cara estiver separada do corpo, ele não está morto porque… se alguém diz ‘A cabeça desse cara caiu’, você responde ‘Bem, ele está morto?’ E aí dizem ‘Bom, ele não está morto até que alguém legalmente diga que ele morreu’. Então, ninguém morre até que alguém se levante e diga ‘Sim. Ele está definitivamente morto’. ‘Ha! Você é o responsável, então. Você matou ele.’ Então, é o mesmo com bandas de rock’n’roll. Nós nunca morreremos. Mesmo quando estivermos mortos de verdade, nós nunca morreremos.

Confira a entrevista na íntegra ao fim da publicação.

Iron Maiden no Brasil

A banda vem ao país como headliner do dia do metal no Rock in Rio 2019, no dia 04 de Outubro. As vendas começam no dia 11 de Abril, às 19h.

Emilia Clarke revela ter sofrido dois aneurismas nos últimos oito anos

Emilia Clarke como Daenerys em Game of Thrones
Foto: Internet/Divulgação

Parece que até os bastidores de Game of Thrones oferecem grandes emoções. A atriz Emilia Clarke revelou, em um artigo para a New Yorker, que sobreviveu a dois aneurismas enquanto gravava a série. Essa foi a primeira vez em que ela falou sobre o problema de saúde que a obrigou, inclusive, a passar por uma cirurgia cerebral.

O primeiro incidente aconteceu pouco antes da estreia da primeira temporada da série da HBO, em 2011. Com o período de gravações já encerrado, ela sentiu fortes dores de cabeça antes de um treino em sua academia, em Londres.

Tentei ignorar a dor e continuar, mas não conseguia. Falei para o treinador que precisava de uma pausa. De alguma forma, depois de me arrastar até o vestiário, cheguei ao sanitário, caí de joelhos e vomitei violenta e volumosamente”, contou a atriz. “Ouvi a voz de uma mulher vindo da cabine ao lado, perguntando se estava tudo bem. Não, não estava. Ela me ajudou e me colocou em posição de recuperação. Aí tudo ficou barulhento e embaçado. (…) Alguém achou meu celular, ligou para os meus pais e falou para eles me encontrarem na sala de emergência do hospital.

O relato é inquietante. Segundo Emilia, o diagnóstico foi rápido: hemorragia subaracnoide (sangramento súbito no espaço entre o crânio e o cérebro) que, por sua vez, foi causada por um pequeno aneurisma (dilatação de um vaso sanguíneo do cérebro). Logo chegou um documento para autorizar a cirurgia cerebral, que veio a acontecer no Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia, em Londres. Na época, ela tinha apenas 24 anos.

Estatisticamente, um terço das pessoas diagnosticadas com esse tipo de hemorragia sequer sobrevive. Depois da cirurgia, foram quatro dias até ela sair da UTI e a expectativa dos médicos era observar as próximas duas semanas. Se a atriz passasse sem maiores complicações, seriam altas as chances de recuperação.

Emilia disse que, em um dos exercícios cognitivos no período de recuperação, ela não conseguia se lembrar do próprio nome completo. “Ao invés disso, palavras que não faziam sentido saíram de minha boca e eu entrei em pânico. Nunca experimentei medo como aquele”, contou. Esse quadro, chamado afasia (dificuldade para expressar certas palavras) durou uma semana.

A atriz que dá vida a Daenerys demorou um mês para sair do hospital. Porém, como se não bastasse, ela foi informada que havia outro aneurisma, menor, do outro lado do cérebro e que podia “explodir” a qualquer momento.

Pouco depois, ela retornou aos sets de Game of Thrones e avisou seus chefes — David Benioff e D.B. Weiss, da HBO — que não queria se tornar objeto de discussões, por isso manteve segredo do público. A segunda temporada foi gravada e, àquela altura, Emilia tinha que conviver com dores constantes, morfina para amenizá-las, um segundo aneurisma que poderia ficar dormente e inofensivo, mas também poderia causar grande estrago novamente.

game of thrones season7-trailer
Foto: Youtube/Reprodução

O segundo incidente veio em 2013, depois de encerrada a terceira temporada da série. Por causa do segundo aneurisma, ela fazia exames de rotina com frequência. Em um deles, foi descoberto que ele havia duplicado de tamanho e uma nova cirurgia seria necessária, porém, mais simples que a primeira.

O problema foi que a atriz acordou “gritando de dor”. A cirurgia deu errado, um novo sangramento aconteceu e, se não houvesse outro procedimento imediato, seriam poucas as chances de sobrevivência. Esta segunda parte foi muito mais invasiva, partes do crânio dela foram substituídas por placas de titânio e lá se foi mais um mês internada, em recuperação.

“Em determinados momentos eu perdia a esperança, não conseguia olhar ninguém nos olhos. Tinha uma ansiedade terrível e ataques de pânico”, contava o relato na New Yorker.

A reabilitação após a segunda cirurgia, porém, foi além das expectativas. Hoje, ela disse estar totalmente curada. Com o artigo na revista norte-americana, Clarke procurou servir de exemplo para pessoas que passaram pelas mesmas dificuldades. “Por favor, acreditem em mim: sei que não sou a única, que não estou sozinha. Inúmeras pessoas sofreram muito mais, e com nenhum auxílio que eu tive tanta sorte de receber”, disse.

“Há algo de gratificante por chegar ao fim de ‘Thrones’. Estou muito feliz por ver o final dessa história e o começo do que quer que esteja chegando”, concluiu.

A última temporada de Game of Thrones estreia no dia 14 de abril, na HBO. Confira o trailer:

Petição para erguer estátua de Keith Flint (The Prodigy) tem mais de 8 mil assinaturas

Keith Flint com o Prodigy em 2012
Foto de Keith Flint via Shutterstock

Uma petição online pedindo para que seja erguida uma estátua de Keith Flint, frontman do The Prodigy, na cidade de Braintree foi assinada por mais de 8 mil fãs.

O texto fala da importância do vocalista, que faleceu em 4 de Março, e da banda para a cidade inglesa, além de ressaltar a importância do diálogo aberto sobre saúde mental.

Keith Flint era um ícone, uma lenda na indústria musical. Ele teve um efeito muito grande nas pessoas ao longo dos anos, sua energia e paixão quando estava no palco e fora dele era mágica. Ele era uma pessoa verdadeira e amável também, e todos ficamos profundamente tristes com a notícia de sua morte.

Saphya Gower, autora da petição, pretende apresentá-la para o conselho municipal da cidade, para que o músico ganhe uma representação pública. “Uma estátua de Keith é necessária para olhar por Braintree e continuar inspirando pessoas a correrem atrás de seus sonhos”, reflete.

A geração dos meus pais tinha The Beatles e The Rolling Stones. Minha geração teve o The Prodigy, Manchester tem Oasis, Braintree tem The Prodigy.

Uma porta-voz do conselho municipal de Braintree sinalizou que, assim que a petição for entregue ao órgão, o conselho procurará maneiras de lembrar a contribuição de Flint para a cidade. “Ele é uma parte da nossa herança cultural”, disse.

Devido à morte do vocalista, diversas músicas do The Prodigy voltaram à parada da Billboard na última semana. A causa da morte foi revelada por autoridades poucos dias após o ocorrido.

O Inimigo lança clipe para “Sempre Perigosa Sem Piedade (SP)”; assista

O Inimigo por Victor Balde
Foto: Victor Balde

O Inimigo — banda com membros do Ratos de Porão, CPM 22 e mais está prestes a lançar seu terceiro disco de estúdio e acaba de divulgar o primeiro single de trabalho.

Contrariedade chega no dia 17 de Maio pela Hearts Bleed Blue (HBB), e é o primeiro lançamento do grupo com o novo vocalista Wellington Marcelo, que substituiu Alexandre Fanucchi em 2016.

A primeira faixa divulgada é “Sempre Perigosa Sem Piedade (SP)”, que ganhou um clipe dirigido por André Calvente.

O guitarrista Juninho Sangiorgio nos falou um pouco sobre o single:

São Paulo transmite medo, surpresas, tensão. Entender todas essas sensações e saber lidar com isso todos os dias é uma tarefa delicada. ‘Sempre Perigosa Sem Piedade’ retrata essa nossa relação em forma de música. Agressividade e bonitas palavras combinaram perfeitamente para descrevermos como é viver nessa insana metrópole.

Assista ao fim da publicação!

O Inimigo

A banda iniciou suas atividades em 2001, e tem na bagagem, além de uma demo lançada em 2002, os álbuns Cada Um em Dois (2003), Imaginário Absoluto (2012), e os EPs Todos Contra Um (2006), Personalidades Plásticas (2013), Desaba (2015) e o Inner Ear Session (2018).

Sobre o projeto, Sangiorgio explica:

Vivemos isso intensamente e a banda expõe nossa postura. Acreditamos que através da música vidas podem ser mudadas e vivemos num meio onde existem alternativas reais para escapar da realidade dura que o sistema nos confina.