sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Noel Gallagher sai da zona de conforto e lança seu melhor trabalho pós-Oasis

Noel Gallagher's High Flying Birds - Who Built The Moon
Foto: Divulgação

Hoje, 24 de Novembro, foi lançado oficialmente o terceiro disco do Noel Gallagher sob a alcunha Noel Gallagher’s High Flying Birds.

O Who Built the Moon?, nome que foi retirado de um livro que Noel nunca leu – segundo o próprio – é o seu melhor trabalho desde que o Oasis fechou as portas em 2009.

O disco foi co-produzido pelo irlandês David Holmes, um músico com nome forte na música eletrônica, e isso fez toda a diferença.

Na audição do disco — com direito a uma coletiva com o próprio Noel — que estivemos presentes em um estúdio de São Paulo no mês passado, o músico disse que David o instigava a fazer coisas diferentes. “Isso aqui soa muito como Oasis”, disse o produtor, ao que Noel respondeu “Então isso é ótimo, não é?” “Não, vamos tentar algo diferente”, retrucou Holmes.

Noel Gallagher
Foto: Lawrence Watson

Leia nossa entrevista exclusiva com Noel Gallagher!

O resultado foi um disco moderno, que tira totalmente Noel Gallagher de sua zona de conforto e mostra que ele pode ir muito além em sua carreira solo.

Da abertura grandiosa e com influências de Kanye West em “Fort Knox”, à flautinha “irritante pra caralho” (palavras dele) na grudenta “Holy Mountain”, à psicodelia de “It’s a Beautiful World” até a sexy “Be Careful What You Wish For”, Noel está preparado para as críticas e desaprovação do público. E ele não liga pra isso.

Outro grande destaque é a épica “The Man Who Built the Moon”, que traz um clima denso nos versos com um refrão repleto de violinos e refrão marcante, fazendo dessa uma das melhores composições da carreira inteira do britânico.

Os fãs saudosistas de Oasis vão reclamar, dizer que está “muito pop” ou que “faltam guitarras” e as comparações com o As You Were, disco de estreia em carreira solo de seu irmão mais novo, Liam Gallagher, serão inevitáveis, não só pelo fato de terem lançado discos no mesmo ano e com um mês e meio de diferença (As You Were saiu no dia 6 de Outubro), mas porque Liam entregou exatamente o que os fãs queriam: guitarras, canções diretas e sem firulas.

No fim das contas temos que agradecer que ambos estão ativos e lançando bons trabalhos, cada um dentro de sua proposta e momento de vida, mas, nesse embate, Noel Gallagher saiu na frente por arriscar e mostrar que o “pop cósmico” do Who Built the Moon? é um dos grandes momentos de sua carreira que já dura quase 30 anos, independentemente das opiniões que o disco irá gerar.

Com 7 horas de música, Ray-Ban irá mostrar nova linha que celebra liberdade de expressão e identidade

Ray-Ban

A Ray-Ban é uma das marcas mais tradicionais e conhecidas do planeta, e suas linhas icônicas de óculos atravessam gerações sendo símbolos, muitas vezes, de nomes ligados à música.

Mantendo a tradição de quebrar os paradigmas, esse ano a Ray-Ban quer que as pessoas mostrem que são genuínas, se abram com o mundo e sejam elas mesmas, sem códigos, normas e regras. Se identificou?

Não à toa a marca irá organizar uma festa gratuita em São Paulo para divulgar a nova linha BLAZE, e o evento irá acontecer no Rooftop 5, com atrações como Jaloo, Tropkillaz, DJs do selo Selvagem e mais surpresas.

Ao falar sobre o evento, a diretora de Marketing da Luxottica no Brasil, Kellen Dall’Anese, cravou:

O evento #BlazeYourself tem como principal inspiração a linha Blaze, uma inovação de Ray-Ban. Esta inspiração se desdobra desde a cenografia do espaço até a seleção dos artistas e parceiros do projeto. O evento convida o público a um verdadeiro mergulho no universo Ray-Ban e promete inspirar os convidados através de uma experiência ousada e iluminada.

Longas horas de música

O #BlazeYourself irá começar às 17 horas e serão nada mais, nada menos do que sete horas seguidas de muita música. Além dos DJs Millos Kaiser e Trepanado, da disputadíssima Selvagem, irão se apresentar os sempre sensacionais Jaloo e Tropkillaz, no que promete ser uma noite das mais divertidas na capital paulista.

A inspiração principal para a cenografia do evento, é claro, será a linha Blaze, de Ray-Ban, e tudo estará representado com um jogo de espelhos e luzes que terão o colorido dos óculos com azul, rosa, verde, preto e dourado.

Já na carta de drinks estarão opções assinadas pelo bar Buraco, da Vila Buarque, famoso pelas receitas à base de chá de inspiração oriental, e as comidinhas serão do Holy Burger, com seus premiadíssimos sanduíches e sobremesas.

Serviço

#BLAZEYOURSELF @ Rooftop 5
Data: 25 de novembro, sábado – a partir das 17 horas até meia noite
Local: Rooftop 5 – Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05426-100
Atrações: Selvagem, Jaloo e Tropkillaz
Entrada gratuita mediante cadastro e confirmação no site (esgotado!), limitada a 500 pessoas
Proibida a entrada de menores de idade no evento
Se beber, não dirija! Recomendamos que você vá transporte público ou táxi ao evento.

Vídeo: Chad Smith “abandona” palco após fã o chamar de Will Ferrell

Chad Smith e Will Ferrell

A “rivalidade” entre o baterista Chad Smith e o ator Will Ferrell é tão grande que, um dia, os dois chegaram até a fazer um duelo de baterias durante o programa de Jimmy Fallon — com direito a roupas iguais e tudo mais.

Aos olhos do público geral, os dois são muitos parecidos — e em um evento recente, um fã de Smith chegou a zombá-lo na frente de toda a plateia. Após um grito de “Will Ferrell!” vindo do público, o baterista gritou “cala a boca!” e decidiu “abandonar” o palco.

No entanto, tudo não passava de uma brincadeira. Após os fãs chamarem Smith pelo seu verdadeiro nome, o músico voltou ao palco e decidiu “retribuir” o favor chamando a atenção do fã.

Ei, quem é que disse isso? Filho da mãe. Olha aqui, você é músico? O que você toca? É isso aí, você me chama de ‘senhor’ como se eu tivesse 100 anos de idade. O que toca? Ah, é um baterista. Por que você disse isso? Por que você me ama? Você me ama e [ainda assim] diz, ‘Will Ferrell’.

Eu não sou Will Ferrell, seu idiota! Estou brincando. Eu não ligo, eu acho o máximo. Eu sou famoso pra caralho por causa do Will Ferrell, foda-se aquele cara, né! Eu fiz parte de uma modesta banda de rock por um tempo, e então um idiota vem e fala ‘Oh, você se parece com…’ e a próxima coisa que você percebe é que as pessoas estão na rua falando pra você ‘Hey cara, você é realmente engraçado’.

O melhor é que tudo foi gravado e você pode assistir ao momento na íntegra logo abaixo.

Sia une atores de “It – A Coisa” e “Stranger Things” em novo clipe; assista

Sia - clipe com atores de Stranger Things e It - A Coisa
Foto: Twitter

A cantora Sia acaba de lançar um novo álbum natalino, intitulado Everyday Is Christmas. Ao longo das últimas semanas, o trabalho chegou a ser divulgado através de singles como “Snowman” e “Ho Ho Ho”.

Agora, a canção “Santa Is Coming For Us” acaba de receber um novo clipe cheio de estrelas. Dentre elas, as crianças Sophia Lillis e Wyatt Oleff, que fizeram parte do elenco do filme It – A Coisa, além de Caleb McLaughlin, conhecido pelo seu papel em Stranger Things.

Além disso, o vídeo também conta com a participação de Kristen Bell, Henry Winkler, Dax Shepard, JB Smoove e Susan Lucci. Você pode conferir o divertido resultado logo abaixo.

Jim Carrey entra em detalhes sobre sua luta contra depressão

Jim Carrey

Ao longo de sua carreira, Jim Carrey teve uma longa luta contra depressão.

Em 2004, em uma entrevista ao CBS News, Carrey já havia entrado em detalhes sobre os problemas que enfrenta por conta da doença. Na ocasião, o músico comentou:

Existem picos, existem pontos baixos. Mas todos estão meio que moldados e alisados, e é como se fosse um pequeno nível de desespero no qual você vive. Onde você não tem nenhuma resposta, mas está vivendo ‘ok’. E você consegue sorrir no trabalho, sabe? Mas é um pequeno nível de desespero, sabe?

Agora, o ator mais uma vez comentou sobre sua saúde mental. Ao conversar com o jornal i, Carrey falou que “nesse ponto, não tenho depressão”.

Não existe [mais] uma experiência de depressão. Eu tive isso por anos mas agora, quando a chuva vem, ela não fica pra valer. Ela não fica mais tempo o suficiente para me imergir e me afogar.

O ator recentemente foi o tema de um novo documentário da Netflix sobre o papel que fez interpretando o comediante Andy Kaufman no filme Man On The Moon, que rendeu diversos prêmios ao ator — incluindo um Globo de Ouro.

Procure Ajuda

Vale sempre lembrar que, se você está passando por momentos difíceis e precisa de alguém para conversar, conheça o trabalho do CVV, o Centro de Valorização da Vida.

O CVV realiza apoio emocional e trabalha para prevenção de suicídios, contando com várias pessoas disponíveis 24 horas para conversar com você sobre qualquer tipo de assunto — sob total sigilo.

Caso interesse, você pode contatar o CVV ligando para o número 141, por Skype, Chat Online, Email ou então indo a um dos postos de atendimento, cuja lista completa você pode encontrar por aqui.

Vídeo: Liam Gallagher dedica música a Prince em show de Minneapolis

Liam Gallagher
Foto: Divulgação

Liam Gallagher, com a turnê do álbum As You Were, recentemente visitou a cidade de Minneapolis, em Minnesota. Aproveitando que trata-se da cidade natal de Prince, o cantor prestou uma homenagem a essa lenda. Na ocasião, Gallagher cantou a canção do Oasis, “Live Forever”, do álbum Definitely Maybe, de 1994.

“Eu acho que vocês querem viver para sempre, certo?”, perguntou Liam, brincando com o nome da música. Depois disso, ele dedicou formalmente a música a Prince e começou a cantar, acompanhado do público cantando junto a plenos pulmões.

 

Deja vú?

Em 2016, durante apresentação em Glasgow, na Escócia, Noel Gallagher dedicou também a canção “Live Forever” para Prince. O evento aconteceu um dia após sua morte, em Abril do ano passado.

Antes de começar a homenagem, que ficou caracterizada por luzes roxas, Noel ainda mencionou sua ex-banda Oasis:

Já estive em uma banda antes. Tivemos um álbum chamado ‘Standing on the Shoulders of Giants’ (‘em pé nos ombros dos gigantes‘). E um desses gigantes era o Prince. Então vocês vão me ajudar a homenagear esse grande homem cantando comigo ‘Live Forever’.

Confira abaixo a dedicatória de ambos os irmãos.

Punho do Rock And Roll: Brian Johnson volta a falar de Malcolm Young

Muse com Brian Johnson no Reading 2017
Foto: Reprodução / Instagram

Brian Johnson, o ex-vocalista do AC/DC, já havia comentado sobre a morte de seu antigo colega de banda, Malcolm Young, que faleceu nesse último sábado aos 64 anos.

Agora, ao conversar com a Rolling Stone, Johnson entrou em maiores detalhes sobre a sua carreira no AC/DC — incluindo o processo seletivo que fez para entrar na banda, a gravação de “Back In Black” e muito mais.

Em determinado ponto da entrevista, o cantor lembrou um pouco sobre Malcolm e sua relação com o guitarrista:

Malcolm deu um punho ao rock n’ roll. Ele dava um chute na bunda dele. As pessoas sempre perguntavam ao Mal, ‘Como você consegue fazer esse som, cara?’, e o Malcolm simplesmente não falaria nada ou simplesmente não conseguiria explicar. Ele só dizia, ‘Nós só tocamos’. Eu costumava ficar perto dele no final de ‘Let There Be Rock’, onde tinha esse grande encerramento e a música só crescia e crescia. Malcolm geralmente chegava a usar duas palhetas durante apenas aquela música. Ele gastava elas. Ele era o guitarrista mais preciso.

Você pode conferir a entrevista na íntegra clicando aqui.

Fotógrafo de Lil Peep faz um belo vídeo tributo ao rapper

Lil Peep - vídeo tributo
Foto: Reprodução / YouTube

Na semana passada o jovem rapper Lil Peep faleceu aos 21 anos devido a uma suposta overdose de remédios controlados.

Desde então, o músico recebeu diversas homenagens de amigos, colegas da indústria e também de sua mãe, que disse estar “muito orgulhosa de tudo o que seu filho conquistou em sua breve vida”.

Agora, o fotógrafo de Lil Peep reuniu uma série de belas imagens da vida do músico em um vídeo tributo, sob a trilha sonora de “Downtown”, um dos hits do rapper. Nele, Peep passa por um corte de cabelo, anda de carro com os amigos e toca em diversos shows.

No começo do vídeo, o rapper afirma: “Você não espera que nada disso vá acontecer mas você não chega aqui sem batalhar. Quando você chega aqui, não é como se estivesse surpreso por estar aqui — é como se pensasse ‘porra, eu fiz tanta coisa'”.

Peep começou a conquistar notoriedade ao longo dos últimos meses pelo seu estilo único de misturar influências da música emo, letras introspectivas e rap. Seu primeiro (e único) álbum de estúdio havia sido lançado em Agosto desse ano.

Assista ao vídeo logo abaixo.

Vocalista do Avenged Sevenfold quer que o Linkin Park siga em frente sem Chester Bennington

M. Shadows, do Avenged Sevenfold
Foto de M. Shadows via Shutterstock

M. Shadows, o vocalista do Avenged Sevenfold, acaba de comentar sobre o futuro do Linkin Park em uma nova entrevista com Eddie Trunk.

Embora fãs estejam um tanto divididos na questão do grupo continuar sua carreira ou não após a trágica morte do vocalista Chester Bennington, Shadows é favorável à ideia de que o grupo tem “todo o direito de seguir em frente”.

Primeiramente, o cantor entrou em detalhes sobre sua relação com a banda, falando sobre sua amizade com Mike Shinoda e sobre o fato de ter ouvido One More Light, o mais recente álbum de estúdio do Linkin Park, antes de ser lançado:

Eu não conhecia muito bem o Chester; eu meio que o conheci brevemente, creio. Mas eu sou bem amigo do Mike Shinoda e do Dave [Farrell]. Eu e o Mike nos encontramos todo verão na época do Coachella e no Desert Trip ano passado, quando teve o Roger Waters, Paul McCartney e tudo mais. Então ele geralmente vem até a minha casa e nós passamos o fim de semana juntos. Na verdade, ele tocou esse álbum inteiro para mim antes de ser lançado, e ele era bem assustador na época, mesmo ouvindo as demos do Chester no disco. E após tudo isso acontecer, é simplesmente de quebrar o coração.

Eu acho que o Mike sabe que nós passamos por situações parecidas — mesmo que a morte do The Rev [baterista do Avenged Sevenfold] não tivesse sido um suicídio, você ainda está perdendo um amigo bem jovem. É insano.

Em seguida, M. Shadows comentou sobre a possibilidade da banda seguir em frente sem Bennington:

Eles são seres humanos e têm uma vida longa pela frente. E eu acho que se eles amam tanto assim a música, eles têm todo o direito de seguir em frente. Conhecendo Mike tão bem como eu o conheço, ele sempre foi, na minha opinião, o líder da banda — o cara que faz as coisas acontecerem, o cara que faz as demos serem gravadas, o cara que é obcecado por cada detalhe daquela banda.

É difícil perder Chester; ele era facilmente um dos melhores vocalistas da nossa época. Na época em que eu ainda estava crescendo, só de assisti-los ao vivo, ele era impecável no que fazia. E será difícil mas, ao mesmo tempo, Mike é um cara muito trabalhador, dedicado à banda e já pôs tanto tempo naquilo que eu não consigo vê-lo acabando com tudo agora.

Por fim, o músico falou que todos os membros da banda são “caras muito legais” e pediu aos fãs da banda que “deem a eles um tempo para se recuperar”:

Eles vão saber o que parece certo e o que parece errado. Seria uma pena se eles simplesmente parassem de gravar juntos. Eu não sei se sob um nome diferente ou se eles manteriam o nome do Linkin Park. Mas o Mike é a grande força naquela banda. Ele é meticuloso — ele é obcecado por todos os detalhes, desde a gravadora até o produtor que eles estão usando para fazer as batidas ou até mesmo o tipo de músicas que irão gravar — e eu simplesmente não consigo vê-lo abandonando isso. Eu não acho isso possível, e eu acho que seria uma pena se ele fizesse isso.

Você pode ouvir o podcast na íntegra clicando aqui.

Você concorda? Quem seria um bom nome para substituir Chester Bennington?

Vale lembrar que M. Shadows foi um dos convidados especiais do recente tributo que o Linkin Park fez a Chester Bennington com um show de quase três horas.

Na televisão: veja apresentações de Portugal. The Man e Vic Mensa

Portugal. The Man
Foto: Reprodução/Youtube

O Portugal. The Man, que lançou um dos grandes discos de 2017 com Woodstock, apresentou o hit “Feel it Still” no programa The Late Late Show With James Corden. A música é o maior sucesso da banda, ficando várias semanas seguidas no topo das paradas.

Assista!

Vic Mensa

Vic Mensa
Foto: Reprodução/Youtube

O jovem rapper Vic Mensa esteve no programa Late Show With Stephen Colbert e apresentou a música “We Could Be Free” acompanhada de um coral e quarteto de cordas. A música faz parte do seu disco de estreia, The Autobiography.

Power trio com ar setentista, Hammerhead Blues vive “dia de fúria” em novo clipe

Hammerhead Blues
Foto: Divulgação

O ano de 2017 está repleto de bons lançamentos do rock nacional, e ainda conta com uma leva impressionante de bandas fazendo sons muito competentes em um idioma que não nos pertence, mas no qual estamos ficando cada vez mais fluentes.

Artistas como Far From Alaska, Ego Kill Talent e Corona Kings tem constantemente dado as caras com seus novos materiais por aqui como professores de inglês mais do que proficientes em seus instrumentos, e o power trio paulistano Hammerhead Blues surge como mais uma boa referência para a lista.

A banda, formada por Luiz Cardim (Guitarra), Otávio Cintra (vocal/baixo) e Willian Paiva (Bateria), respira um ar de hard rock setentista, psicodélico e ao mesmo tempo stoner, e lançaram o seu primeiro disco, Caravan of Light agora no segundo semestre de 2017 através do selo Abraxas Records. O trabalho da banda paulistana é uma amostra da proficiência frenética dos 3 músicos, que lançam mão de uma série incansável de riffs bem trabalhados de baixo e guitarra, encorpados pelos ritmos quebrados e rápidos de bateria ao longo das 9 músicas do álbum.

O Hammerhead Blues ainda lançou um clipe para o single “Rat”, onde vivem empregados em um “dia de fúria” contra o seu empregador, vivido pelo ator Pascoal da Conceição, o eterno Dr. Abobrinha da série infantil dos anos 90, Castelo Rá-Tim-Bum. Produzido pela Vela Forte Filmes e com direção de Renan Paiva, o material serve como um ótimo cartão-de-visitas para o power trio. Assista abaixo:

O disco Caravan of Light também está disponível no Spotify:

Nick Cave, Roger Waters e Brian Eno discutem polêmico show em Israel

Nick Cave no Primavera Sound 2013
Foto de Nick Cave via Shutterstock

Nós havíamos comentado recentemente que o cantor Nick Cave estava sendo o alvo de críticas após marcar (e realizar) um show na cidade de Tel Aviv, em Israel.

Em uma carta aberta, Roger Waters, Thurston Moore e muitos outros artistas pediam para que Cave “reconsiderasse” a decisão, citando o boicote cultural que estão promovendo contra o país por conta das decisões do governo local. Desde então, Cave decidiu responder aos músicos através de uma conferência de imprensa.

Nela, o músico contou a história de quando Brian Eno o havia contatado há três anos para assinar a lista do boicote à Israel. “De uma forma intuitiva eu não queria assinar aquela lista, tinha algo que me parecia errado com ela”, disse. Após considerar as implicações e as razões de ambos os lados, Cave decidiu que seria “covarde” se não tocasse em Israel na turnê atual.

Então, no final das contas, existem duas razões por eu estar aqui. Uma é que eu amo Israel e as pessoas daqui, e a outra é que eu quero me colocar contra qualquer pessoa que quer censurar e silenciar músicos. Então, de certa forma, dá pra dizer que o BDS [organização por trás do boicote] me fez querer tocar em Israel.

Além disso, Cave ainda mencionou Waters diretamente, afirmando ser injusto que músicos “tenham que passar por uma espécie de humilhação pública” se decidirem ir contra a ideologia do cantor.

Agora, tanto Waters como Brian Eno resolveram responder às afirmações de Cave com uma nova declaração, e Waters comentou:

Nick acha que isso é sobre censura de música? O quê? Nick, com todo o respeito, sua música é irrelevante para essa questão social, assim como a minha, assim como a do Brian Eno, assim como a do Beethoven. Isso não é sobre música, é sobre direitos humanos.

Nós, centenas de nós, apoiadores do BDS e dos direitos humanos ao redor do mundo nos juntamos em memória de Sharpeville, Wounded Knee, Lidice, Budapest, Ferguson, Standing Rock, Gaza e colocamos os punhos no ar em protesto.

Nós lançamos nossos óculos no fogo de sua despreocupação arrogante e esmagamos nossas pulseiras na rocha de sua indiferença implacável.

Em uma outra carta, Brian Eno deu a sua visão sobre a causa:

A posição do BDS é simples: Israel tem consistentemente — e generosamente — utilizado intercâmbio cultural como uma forma de ‘hasbara’ (propaganda) para melhorar a imagem do país pelo mundo e para ‘mostrar o lado mais bonito de Israel’, nas palavras do ministro de relações exteriores. A campanha do BDS está simplesmente pedindo aos artistas que não façam parte dessa campanha de propaganda.

Não tem nada a ver com ‘silenciar’ artistas — uma acusação que eu acho um tanto irritante quando usada num contexto onde milhões de pessoas são permanentemente e grotescamente silenciadas. Israel gasta centenas de milhões de dólares em hasbara, o seu lado do argumento é transmitido em alto e bom som. Juntando isso com a tática de julgar qualquer tipo de crítica como ‘antisemita’, isso transmite uma imagem bem desbalanceada do que está acontecendo.

 

As declarações dos músicos foram apoiadas pela associação Artists For Palestine UK, que acusou Cave de “dar conforto aos injustos”.

Nick Cave usou a oportunidade de uma conferência de imprensa em Israel para falar sobre ‘silenciamento’. As pessoas ao redor do mundo ficarão surpresas de ler que Cave escolheu não falar sobre o julgamento da poeta palestina Dareen Tatour ou da perseguição do jornalista Makbula Nasser em Israel; ou da prisão indefinida de artistas, jornalistas e defensores dos direitos humanos palestinos sem qualquer denúncia ou julgamento após a ocupação do West Bank; ou da negação de licenças para que músicos palestinos ou pacientes com câncer possam sair de Gaza.

O Artists for Palestine UK acredita que são palestinos que conhecem o significado de humilhação diária e silenciamento. Nós lamentamos que, em uma terra de injustiça, Nick Cave esteja dando conforto aos injustos.

Cave ainda não respondeu às últimas declarações de Waters e da organização.

“Não vai rolar”: Victoria Beckham fala sobre retorno das Spice Girls

Spice Girls
Foto via Wikimedia Commons

Há um certo tempo, um boato sobre um possível retorno das Spice Girls tomou conta da internet. De acordo com as especulações, as cinco ex-integrantes se reuniriam para uma turnê mundial e para gravar um novíssimo álbum de estúdio.

Acontece que Victoria Beckham, em depoimento ao programa norte-americano This Morning, negou os rumores.

Não vai rolar. Chega um momento em que você precisa aprender a dizer ‘foi bom enquanto durou’.

Na entrevista, Victoria ainda falou sobre a ideologia do Girl Power, que fez com que o grupo ficasse conhecido e ganhasse destaque nos anos 90. “O Girl Power sempre vai estar por aí, e é algo em que ainda acreditamos”, comenta.

No entanto, Mel B, Emma Bunton, Mel C e Geri Halliwell não podem mais contar com Victoria, o que impediria o reencontro da formação original completa.

Atualmente, Beckham está completamente focada em sua carreira na indústria da moda. Aparentemente, para ela, as Spice Girls ficaram para trás.

 

Não foi dessa vez (de novo)

Uma tentativa anterior de reunir o grupo teria sido frustrada em 2016, diante da falta de interesse de Victoria. Um outro boato diz que o grupo se reuniria ainda este ano, em comemoração ao aniversário de 20 anos do single “Wannabe“. Na ocasião, Beckham teria contratado advogados para impedir judicialmente o tal retorno.

O último encontro das Spice Girls se deu no encerramento das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Siso fala sobre o amor em single em parceria com Letrux

Siso fala sobre o amor em single em parceria com Letrux
Foto: Reprodução / Youtube

O músico, cantor e compositor mineiro Siso lançou recentemente o single “O Amor é 1 Arma de Destruição em Massa”. A faixa é resultado de sua parceria com a carioca Letícia Novaes, a Letrux.

A canção, escrita pelo próprio cantor, brinca com os efeitos de um amor avassalador na vida de uma pessoa, que desconcerta ao mesmo tempo que se faz necessário.

Além de fazer participação especial nos vocais, Letrux também declama trechos de duas obras da escritora francesa Anaïs Nin: Fogo e Henry & June, ambas compiladas a partir dos diários da autora.

O single é uma amostra do que está por vir em Saturno Casa 4, álbum de estreia de Siso. O registro também inclui a canção “Saudade”, mais uma faixa inédita composta por Letrux e outra com participação especial da cantora Paula Cavalciuk.

Ouça sessão incrível do At The Drive-In nos estúdios da BBC

At The Drive-In

Esse ano, o At The Drive-In finalmente lançou seu primeiro álbum em mais de 17 anos — in•ter a•li•a.

Desde então, o grupo embarcou em uma extensa turnê mundial para promover seu novo trabalho. Agora, a banda foi até o Maida Vale Studios, da BBC Radio 1, onde fez uma breve sessão para o programa Rock Show With Daniel P Carter.

Lá, a banda tocou quatro músicas de seu novo álbum, incluindo os singles “Governed By Contagious” e “Hostage Stamps”.

Você pode ouvir a sessão logo abaixo.

Setlist:

1. “Hostage Stamps”
2. “No Wolf Like The Present”
3. “Governed By Contagions”
4. “Call Broken Arrow”

Conversamos com Ian Gillan: “Quem vai definir o legado do Deep Purple será o público”

Deep Purple

Nos últimos anos, o Deep Purple foi uma das bandas estrangeiras mais presentes nos palcos brasileiros. Os veteranos ingleses, pioneiros no hard rock, têm uma relação de amor clara com os fãs daqui. E isso ficou claro na conversa que tivemos por telefone com o bem-humorado vocalista Ian Gillan.

Dono de uma das vozes mais famosas do rock e de uma carreira realmente invejável, Ian demonstra muita empolgação para essa nova vinda na que pode ser a tour de despedida da banda. O Deep Purple se apresenta em Curitiba (12/12), em São Paulo (13/12) e Rio de Janeiro (15/12) dentro do evento Solid Rock, ao lado de Cheap Trick e Tesla.

Confira nossa conversa abaixo:

TMDQA!: Olá, Ian! Uma honra conversar com você! Obrigado pelo seu tempo.

Ian Gillan: Eu que agradeço.

TMDQA!: Nos últimos anos, o Deep Purple tocou algumas vezes no Brasil. Alguns fãs até brincam que vocês já poderiam ter uma casa por aqui. O que atrai mais vocês no Brasil e no seu público por aqui?

Ian Gillan: Olha, eu não sei descrever direito. É algo além do fã apaixonado, é algo… maior. O que sinto no Brasil é especial. É algo que eu senti em pouquíssimos lugares do mundo. Lembro de sentir algo parecido quando estivemos em Beirute pela primeira vez. É uma cultura única, com ritmo no ar. Quando você chega aí no Brasil parece que o ar é diferente, tem música no ar. Isso anima muito a gente a voltar. Isso, somado ao comprometimento gigante do nosso público daí e aos welcome drinks com limão muito fortes que sempre nos dão (Risos). Pena que acho que não aguento mais! Sempre gostamos de estar no Brasil e estamos muito felizes por voltar.

TMDQA!: Eu li alguns artigos dizendo que essa pode ser a última grande tour da banda. Isso deixou os fãs ao mesmo tempo ansiosos e meio desesperados. O que eles podem esperar desses shows?

Ian Gillan: Eu odeio dizer isso, pois parece preguiçoso, mas… o mesmo de sempre. Mas o que é isso? Bem, são dois elementos que gostamos de unir: velharias, ou seja, as faixas que os fãs querem ouvir, e materiais obscuros que muitas vezes nem temos noção do que é até a hora do show. Fora que incluímos faixas recentes, dos dois últimos álbuns. Mas sabe, ao vivo, o que mais me mexe, o que é mais importante é a improvisação, seja nos solos, no modo como entregamos essas músicas, sabe? Muitas vezes, nessas turnês, tocamos as mesmas músicas muitas vezes e temos que manter aquilo vivo e fresco em respeito ao público que está ali ouvindo essas faixas pela primeira vez.

Isso da improvisação é tão importante, que costumo pensar que o Deep Purple é uma banda instrumental… (pausa) Isso é algo estranho de se ouvir do vocalista da banda, né? (Risos). Mas o poder do som da banda vem dali, sabe? Esses dias mesmo, fizemos dois shows com o mesmo setlist em cidades na Alemanha. Um teve mais ou menos 1h40 e o outro mais de 2h. E com as mesmas músicas. Gosto muito disso.

TMDQA!: Na semana passada vocês lançaram um primeiro volume de gravações ao vivo da tour do Infinite. Como vai ser esse projeto? Já tem outros volumes por vir?

Ian Gillan: Olha, para ser sincero, eu não tenho ideia! (Risos) Eu não ouço essas gravações, eu não gosto. Gosto do palco, mas não de reviver aqui. Nem o Made In Japan (icônico álbum de 1972). Quando saio da tour, gosto de pensar em outras coisas que não são ela. Falo de futebol, de política, de filmes. Não tenho interesse mesmo. Penso sempre na próxima coisa.

TMDQA!: Muito bom isso! Ainda mais pensando que ano que vem a banda completa 50 anos! Isso é meio século de música! Antes de tudo, parabéns!

Ian Gillan: Obrigado!

TMDQA!: Depois de tudo que vocês passaram, como você vê o legado da banda?

Ian Gillan: Tá aí outra pergunta que não sei. Para ser honesto, sei que como todo músico, somos meio egoístas. Queremos que as pessoas gostem da gente, mas pensamos antes em nós mesmos. No que gostamos. Sempre achei que é isso que importa. Que no final, não importa o que fizermos. Tudo vai sumir um dia. Talvez o que se destaque da nossa obra para fãs e músicos futuros seja algo que não estávamos pensando.

Às vezes me perguntam qual é a minha música favorita do Deep Purple e sinto que esperam alguma resposta, algum clássico… E isso muda todo dia. Tem vezes que respondo alguma música anterior ao Deep Purple ou da minha época do (Black) Sabbath, só de brincadeira (Risos).

Acho que nosso legado muda todos os dias. Quem vai definir o legado vai ser quem veio depois de nós, o público, outros músicos e vocês, jornalistas. Nosso destino não está nas nossas mãos.

TMDQA!: O nome do nosso site é Tenho Mais Discos Que Amigos. E sinto que para muitos fãs de vocês, os seus álbuns são amigos. Você tem algum disco favorito ou isso também muda todo dia?

Ian Gillan: Muda todo dia! (Risos) Depende do humor, se estamos tocando alguma faixa obscura de algum disco ao vivo. Teve uma vez, no Japão, que me perguntaram isso duas vezes no mesmo dia e disse álbuns diferentes. Mas não tava mentindo. Era o meu favorito naquele momento. Se tivesse que falar um, agora, seria o Deep Purple in Rock (1970). Mas pra mim isso é tão difícil… Acho que é por isso que gosto tanto de rádio. É só ligar lá que eles escolhem as músicas para mim! (Risos)

Deep Purple no Brasil

Você pode encontrar ingressos para a turnê Solid Rock, com Deep Purple, Cheap Trick e Tesla, clicando aqui.

As bandas tocam em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro em Dezembro.

Conversamos com Noel Gallagher em SP: “esse disco é a declaração definitiva de onde estou”

Noel Gallagher em São Paulo
Foto: Carlos Bastos/Universal Music

Nosso contato com Noel Gallagher foi feito em duas partes. Primeiro, na quinta-feira, 19 de Outubro, tivemos a oportunidade de ouvir metade do disco novo do cara, Who Built the Moon?, que sai no dia 24 de Novembro. E eis que de repente, não mais que de repente, Noel entra na sala para uma coletiva surpresa com os jornalistas presentes em um estúdio em São Paulo.

A conversa foi mediada por Zeca Camargo, durou cerca de 30 minutos e, claro, a abordagem principal foi o novo disco cuja metade tínhamos acabado de ouvir.

Perguntamos ao Noel se ele estava esperando alguma reação negativa por parte dos fãs com a direção que este novo disco tomou e se ele já havia considerado levar o Oasis pelo mesmo caminho em algum momento. A resposta veio, e com direito a uma indireta ao seu irmão Liam Gallagher.

Sim, estou esperando reações negativas, principalmente de pessoas que usam parkas. Quanto à segunda parte da pergunta… Todos os indivíduos no Oasis, exceto um, têm um gosto musical variado, mas no coletivo, como uma banda, éramos bastante retos com o que queríamos. E acho que esse é um dos principais motivos de não estarmos mais juntos, porque não acho que os integrantes estivessem se expressando. Mas é engraçado, porque todos nós ouvimos todo o tipo de música, mas quando estamos juntos como um grupo, a gente faz o rock de estádio. Então por exemplo, se eu levasse até o estúdio uma música como ‘The Death of You and Me’, nem fodendo eles ficariam interessados, mas era assim que era. Acho que você precisa se liberar de uma situação que você esteve na maior parte de sua vida musical e seguir coisas de uma forma diferente, tocar guitarras diferentes… É como eu digo, se você comer a mesma coisa no café da manhã todos os dias, você fica de saco cheio, precisa variar de vez em quando.

Em outro ponto da entrevista o questionamos sobre o fato de que ele sempre fechou seu shows com “Don’t Look Back in Anger“, mas nesta turnê com o U2 ele escolheu “AKA… What a Life” para os encerramentos. Há um motivo pra isso?

Vou te falar qual é o motivo. O pessoal da minha banda perguntou por que eu continuava fechando os shows com ‘Don’t Look Back in Anger’ porque ela é pesada demais, virou uma música pesada demais. A música é ótima, um clássico, posso tocá-la de algumas maneiras; acústica, elétrica… agora estou tocando uma versão acústica. E acho que ‘AKA… What a Life’ tem uma alegria e as pessoas precisam lembrar que ainda têm uma vida para viver, você ainda tem que passar pelo amanhã, viver os próximos anos. Não há motivo para olhar para trás.

Pois bem. A segunda parte ficou por conta da entrevista exclusiva que fizemos com o cara no domingo, 22 de Outubro em um hotel na região do Morumbi, não muito longe do estádio onde ele tocaria poucas horas depois. Seria o terceiro da série de quatro shows que o U2 fez em São Paulo na turnê de comemoração aos 30 anos do disco The Joshua Tree, com Noel sendo a atração de abertura.

Confira na íntegra o nosso papo com ele, que estava falante, bem humorado e solícito com variados assuntos abordados, incluindo quais discos ele considera os seus melhores amigos!

TMDQA!: Desde 2011 você lança seus discos sob a alcunha de Noel Gallagher’s High Flying Birds. Como você imaginava que seria o seu trabalho pós-Oasis? A decisão de usar o High Flying Birds é relacionada a não colocar o seu nome como o foco principal do projeto?

Noel Gallagher: (breve silêncio). Acho que eu penso que lancei três discos. Gosto de como tudo está se saindo e não acho que deveria voltar atrás. Tenho que fazer um disco de cada vez e então cada disco tem me dado mais confiança para fazer o próximo. Então onde estou agora, hoje em dia, o futuro me mostra ser bom pra cacete. Estou curtindo muito. Curto a liberdade de poder fazer o que eu quiser. Isso é o principal.

TMDQA!: Você poderia nos explicar o motivo por trás do nome do disco, Who Built the Moon??

Noel Gallagher: É o título de um livro – que eu nunca li – mas eu gosto do nome. O livro é sobre a hipótese de que a lua é um objeto que foi colocado ali por alguém. A pessoa que escreveu esse livro certamente assistiu a Star Wars, talvez várias vezes, e ficou tipo, “É, aquela estrela! Ela é parecida com a lua!”. Achei o título ótimo.

TMDQA!: Você acha que este álbum é o que mais te representa no sentido de terem todas as influências que você teve durante sua carreira?

Noel: Sim. Esse é o que me representa melhor. Na verdade, sabe por que eles chamam discos de “registros” [‘records’]? Porque é um registro de onde você estava na época que você o lançou. Então esse é a declaração absoluta e definitiva de onde estou no momento e eu concordo! Toda a música que já ouvi na vida apareceu nesse disco.

TMDQA!: Falando novamente sobre o novo disco. Você mencionou que ele foi gravado na Irlanda e você foi até lá para trabalhar com o David Holmes, que também é DJ e um nome conhecido na cena da música eletrônica, que já fez remixes para o U2, Primal Scream e até Ice Cube. Como vocês se conheceram e começaram a colaborar? Você acha que alguém como ele, que tem bastante familiaridade com a música eletrônica, te ajudou a expandir a sonoridade do álbum?

Noel: Eu o conheci através do Primal Scream e decidi trabalhar com ele porque eu tinha acabado de começar a fazer o Chasing Yesterday (2015), meu último álbum, e queria que ele estivesse envolvido naquele projeto e ele disse que não queria se envolver nesse porque prefere estar por perto desde o começo.

A influência dele neste disco é maior do que a de qualquer outra pessoa. Tive um grande conhecimento de música eletrônica, e ele tem mais ainda por ser um DJ. A influência dele está no estilo e a minha está nas músicas. A influência dele foi de ter a certeza de que nada que eu escrevesse fosse ter a mínima relação com o Oasis ou qualquer coisa que eu tenha feito antes. Ele encontrava os detalhes do que eu fazia, focando nas coisas menores que viraram algo grande.

TMDQA!: Desde o seu primeiro lançamento solo, é possível notar uma influência cósmica na parte visual e até em algumas músicas – principalmente as novas. Isso é uma escolha sua?

Noel: Os visuais. É, quer dizer, o cara que fez a capa do disco não é nem um artista profissional, ele é o meu carteiro! (risos). Ele ouviu o disco e disse, “é isso que eu penso”. E me mostrou; essa não foi a primeira ideia que tivemos. Ele disse, “a ideia é tudo parecer bem psicodélico.” E eu adorei.

Sabe, se um cara te apresenta várias ideias e até ideias musicais e elas são psicodélicas, bem, elas não são boas! Eu não usaria só porque são psicodélicas, tipo, foda-se. Tem de ser bom.

Então não existe sentido em fazer um disco cósmico, não vejo dessa forma. Eu o vejo como um disco pop. E não faria sentido gravar um disco só por gravar. As músicas têm de ser boas porque você sobe no palco e as toca para as pessoas. E isso que foi ótimo de trabalhar com o David. Ele nunca tocou ao vivo, e estou pouco me fodendo pra isso, ele tinha as ideias malucas e eu ficava tipo, “Ei, ei, ei, calma”, sabe? Deixe eu primeiro absorver o que você está dizendo e tentar fazer com que tudo faça sentido. E então chegamos a um lugar onde ambos ficamos felizes.

TMDQA!: O Be Here Now foi relançado no ano passado com duas músicas novas nele, “If We Shadows” e “Untitled”. O que você acha dessas duas faixas? Por que elas não foram lançadas em 1997?

Noel: Ah… Não sei?! “If We Shadows“… Não sei, talvez eu não tenha finalizado ela. Algumas músicas ficam de lado porque… Não sei qual é, ou foi na época, o motivo específico, mas deve ter tido algum.

Sabe, as músicas nesse projeto, o material finalizado, o David Holmes ama pra cacete e ele fica tipo, “Por que você não lança?” e eu respondo “Ah, não sei, tem alguma coisinha nela que eu não gosto”. Pode ser algo geral ou específico.

Deve ter tido um motivo, mas não lembro qual.

Noel Gallagher

TMDQA!: Você disse em entrevistas que esta turnê com o U2 tem sido como férias para você. Como tudo começou e como é um dia típico com eles? Aparentemente cada dia é diferente do outro, já que eles estavam andando pelas ruas de São Paulo ontem e até gravaram vídeos.

Noel: Eu conheço o Bono há bastante tempo. Estávamos no sul da França, curtindo, e ele disse, “Você sabe que vou fazer esse lance com o The Joshua Tree no ano que vem” e eu fiquei tipo, “Nossa, legal pra caralho!” (faz movimento de comemoração com os braços) e me perguntou o que eu faria no próximo ano e eu disse que estaria no estúdio. Ele falou que se meu disco estivesse pronto a tempo, eu iria com eles para fazer alguns shows. E eu aceitei.

De início seriam apenas alguns poucos shows pela Europa, mas então virou algo “Vocês querem ir para a América do Sul?” e eu fiquei tipo, “claro que sim!” e foi tudo muito casual.

Se meu disco tivesse saído eu não acho que estaria aqui. Acho que o melhor lugar para mim, se meu disco tivesse sido lançado, seria não estar em turnê com o U2. Mas eu gostei, porque eu não tinha disco saindo, nada para promover, só pelo prazer de tocar.

E a segunda parte é que não existe um dia típico com eles. Tudo muda, a cada cinco minutos. Amanhã estaremos indo para o Rio para um casamento. E depois voltamos e tudo muda e é isso, algo pode acontecer hoje à noite. É um caos.

TMDQA!: Se você tivesse de escrever um release sobre seu próprio disco, como você o descreveria em uma frase para chamar a atenção das pessoas?

Noel: Pop cósmico.

TMDQA!: O Who Built the Moon? tem nomes como Paul Weller e Johnny Marr. Você já trabalhou com o Johnny antes, mas não com o Paul no High Flying Birds. Ele é um ótimo músico que possui influências que vão do punk ao new wave. Como é trabalhar com alguém como ele nesse importante estágio de sua carreira solo?

Noel: Conheço o Paul há uns 20 anos, trabalhei em muito do material dele. Sabe, ele tocou em “Champagne Supernova“. É ótimo, ele é um amigo, e é muito engraçado. Sonhei com ele na noite passada!

TMDQA!: Sério?

Noel: Sonhei que ele usava um tapa olhos igual um pirata! Doido, né?

TMDQA!: Sim!

Noel: E o Johnny eu conheço desde antes dele ficar famoso. Ele tocou na “Ballad of the Mighty I” e tal. Eles são meus amigos, eu ligo para eles pra ter uma ajuda. Por sorte, para mim, eles dizem “claro, com certeza”.

TMDQA!: Desde o início do High Flying Birds você tem retrabalhado algumas músicas do Oasis, como “Revolution Song”. Você tem a intenção de fazer isso com outros b-sides, como “Shout it Out Loud” e “Full On”?

Noel: Não, não tem mais nenhuma. No primeiro disco teve…

Stop the Clocks“?!

Stop the Clocks” não era uma música do Oasis, era uma demo. As únicas músicas realmente do Oasis… É, talvez “Stop the Clocks” fosse lançada em algum disco do Oasis. “I Wanna Live in a Dream (In My Record Machine)“, “Lock All the Doors“, “Revolution Song” e é isso.

TMDQA!: Você fará o seu último show aqui no Brasil com o U2 na quarta-feira. Como tem sido os últimos dias em relação aos compromissos com a imprensa e o tempo livre? Você teve tempo de conhecer alguns lugares de São Paulo e aprender algumas palavras em Português?

Noel: Sim, estivemos em um lugar ótimo. Não ontem, mas na outra noite. Um restaurante chamado Maní.

TMDQA!: Não conheço.

Noel: Ah, é inacreditável!

TMDQA!: Posso imaginar.

Noel: E na noite anterior fomos a um outro lugar porque a esposa do Adam (Clayton, baixista do U2) é brasileira e nos mostrou uns lugares.

TMDQA!: Você postou aquela foto do Ringo Starr com o Pelé em uma parede.

Noel: Sério?

TMDQA!: Sim!

Noel: Não lembro! (risos). Vi mais coisas de São Paulo nessa viagem do que em qualquer outra. Devo dizer que ela é bem estilosa. Tem muita coisa legal de se ver e muito trânsito também. É fantástico, um lugar ótimo.

TMDQA!: Como você escolhe as músicas do Oasis no setlist?

Noel: Para tocar?

TMDQA!: Sim. Você prefere tocar só os hits ao invés de…

Noel: O material mais obscuro.

TMDQA!: É.

Noel: (longa pausa) É, não sei. Digo, é fácil com “Don’t Look Back in Anger” e “Wonderwall“. Quando eu entrar em turnê novamente…

TMDQA!: Acho que “Falling Down” seria uma ótima escolha.

Noel: Provavelmente vou tentar “Falling Down” e “The Importance of Being Idle” novamente. Talvez algum material menos desconhecido.

TMDQA!: “Flashbax”.

Noel: “Flaxhbax” provavelmente não! (risos). Depende. Depende de como você se sente a respeito da música. Se é uma música que é o Liam quem canta, como quando começamos a tocar “Champagne Supernova”. Eu só comecei a tocar um dia no ensaio e o resto da banda me acompanhou e eu fiquei tipo, “essa música é muito boa”. E daí você tem essa coisa de “vamos tentar para ver o que o público acha” e o público enlouqueceu, então mantivemos no setlist.

Mas é, só depende de como você se sente. Não existe uma regra. Por sorte, todas as músicas que escrevi são bastante famosas, então isso já é um começo.

TMDQA!: Nosso site chama Tenho Mais Discos que Amigos, que levado para o Inglês fica “I Have More Records Than Friends”.

Noel: (Risos)

TMDQA!: Acreditamos que os discos são nossos amigos e estarão lá nos melhores e piores momentos de nossas vidas. Você tem mais discos que amigos?

Noel: Sim. Qualquer pessoa que tiver mais amigos do que discos é… nossa, imagina.

TMDQA!: Quais álbuns marcantes você consideraria como seus melhores amigos?

Noel: (longa pausa)

TMDQA!: É difícil escolher um só.

Noel: É. (longa pausa). É difícil escolher um só.

TMDQA!: Podem ser dois ou três.

Noel: Discos que eu conheço todas as letras?

TMDQA!: Isso.

Noel: The Wall do Pink Floyd. The Queen is Dead do The Smiths. Nevermind the Bollocks do The Sex Pistols. O primeiro disco do The Stone Roses. Changes do David Bowie, esse é tipo o melhor do Bowie. É, acho que é isso.

TMDQA!: Ótimas escolhas!

Noel: Obrigado.

Os 50 melhores discos de 2017 segundo a britânica NME

Lorde - Melodrama

Começou!

Estamos no final de Novembro e daqui pra frente iremos nos deparar com várias listas de final de ano, principalmente aquelas que elegem quais são, nas opiniões de cada um dos veículos, os 50 melhores álbuns de 2017.

Aqui no TMDQA! as listas estão sendo modeladas e enquanto elas não chegam, reproduzimos algumas de nomes importantes mundo afora.

É o caso justamente do veículo britânico NME, que acabou de publicar a sua lista com aqueles que considera os 50 melhores discos do ano.

A ausência mais sentida fica com o novo de Noel Gallagher, que sai amanhã (24/11), e por outro lado discos como de Arcade Fire, Gorillaz, Beck e Lana Del Rey aparecem em posições de respeito mesmo não tendo agradado tanto assim a crítica mundo afora.

Veja o Top 50 da NME em 2017 logo abaixo.

50 – Thundercat – Drunk
49 – Laura Marling – Semper Femina
48 – Kaitlyn Aurelia Smith – The Kids
47 – Kiran Leonard – Derevaun Seraun
46 – The XX – I See You
45 – The Moonlandingz – Interplanetary Class Classics
44 – The Big Moon – Love In The 4th Dimension
43 – Phoenix – Ti Amo
42 – Protomartyr – Relatives In Descent
41 – Fever Ray – Plunge
40 – (Sandy) Alex G – Rocket
39 – The War On Drugs – A Deeper Understanding
38 – Alt-J – Relaxer
37 – Jay-Z – 4:44
36 – Creeper – Eternity, In Your Arms
35 – Queens Of The Stone Age – Villains
34 – Mura Masa – Mura Masa
33 – Kasabian – For Crying Out Loud
32 – Princess Nokia – 1992
31 – Taylor Swift – Reputation
30 – Beck – Colors
29 – Arcade Fire – Everything Now
28 – Methyl Ethel – Everything Is Forgotten
27 – Foo Fighters – Concrete And Gold
26 – Bleachers – Gone Now
25 – Kelly Lee Owens – Kelly Lee Owens
24 – Perfume Genius – No Shape
23 – Sampha – Process
22 – Kevin Morby – City Music
21 – Sheer Mag – Need To Feel Your Love
20 – Paramore – After Laughter
19 – Tyler, The Creator – Flower Boy
18 – Gorillaz – Humanz
17 – Alvvays – Antisocialites
16 – King Krule – The Ooz
15 – Vince Staples – Big Fish Theory
14 – Stormzy – Gang Signs & Prayer
13 – The National – Sleep Well Beast
12 – Loyle Carner – Yesterday’s Gone
11 – St. Vincent – MASSEDUCTION
10 – Liam Gallagher – As You Were
09 – Wiley – Godfather
08 – Lana Del Rey – Lust For Life
07 – SZA – CTRL
06 – J Hus – Common Sense
05 – LCD Soundsystem – American Dream
04 – Father John Misty – Pure Comedy
03 – Kendrick Lamar – DAMN.
02 – Wolf Alice – Visions Of A Life
01 – Lorde – Melodrama

Jay-Z interrompe show para dizer a uma menina de 9 anos que ela pode ser presidente

Jay-Z interrompe show para dizer à menina de 9 anos que ela pode ser presidente
Foto: Reprodução / YouTube

Esse ano, o rapper Jay-Z fez seu aguardado retorno ao estúdio e lançou 4:44, seu mais recente álbum.

O disco mostra um lado mais introspectivo do músico, onde o rapper lida com temas como racismo, causas sociais e também problemas pessoais. Desde então, ele embarcou em uma turnê pela América do Norte que, nesse último fim de semana, passou pela cidade de Cleveland.

O show contou com um momento muito especial, onde Jay-Z avistou uma garota de 9 anos na plateia e resolveu compartilhar um conselho muito importante:

Você pode ser quem você quiser nesse mundo. Nesse momento, os Estados Unidos é mais sexista do que é racista, mas você, garotinha, tem o potencial de ser a próxima presidente dos Estados Unidos, acredite nisso.

Levando em conta que o rapper é pai de três crianças, é provavelmente seguro afirmar que Jay-Z deve estar pensando muito no futuro que a sua geração está deixando para as crianças. Em diversas ocasiões, ele já havia comentado sobre o que pensa sobre Donald Trump e o estado político atual dos Estados Unidos.

Depois de dar o conselho, ele ainda pediu para que a garota o ajudasse a fazer uma contagem regressiva, para então começar a tocar “Ni**as In Paris” — e a menina foi à loucura.

Você pode conferir um registro do momento logo abaixo.

Linkin Park lança vídeo oficial de tributo a Chester Bennington

Tributo ao Linkin Park
Foto: Reprodução / YouTube

Há alguns dias o Linkin Park fez um showzão para celebrar a vida e a obra do saudoso Chester Bennington.

A banda contou com convidados como KoRn, System Of A Down, Alanis Morissette, Blink-182, Bring Me The Horizon e muito mais, e fez um espetáculo de quase três horas tocando clássicos da banda e até música inédita.

Mike Shinoda e sua trupe foram agraciados pela presença de fãs do mundo inteiro e agora o Linkin Park disponibilizou um vídeo oficial para relembrar como tudo aconteceu em Los Angeles em uma noite mágica.

Você pode assistir logo abaixo.

Nick Carter, do Backstreet Boys, nega alegações de estupro

Nick Carter
Foto de Nick Carter via Shutterstock

Hoje mais cedo nós publicamos por aqui que Nick Carter, conhecido pelo seu trabalho na boy band Backstreet Boys, foi acusado de estupro pela cantora e atriz Melissa Schuman.

Segundo a ex-integrante do Dream, os empresários dos dois sugeriram que ambos começassem um namoro pois isso seria bom para publicidade, mesmo que ela já fosse comprometida.

Os dois teriam ido a um apartamento, e lá Nick teria forçado Melissa a fazer sexo com ela.

O músico emitiu uma nota falando a respeito do caso e negou as acusações, dizendo que está “chocado e triste” com tudo isso:

Estou chocado e entristecido pelas acusações da Sra. Schuman. Melissa nunca expressou para mim durante o tempo em que estávamos juntos ou a qualquer momento desde então que o que fizemos não foi consensual. Nós chegamos a gravar uma música juntos e nos apresentamos juntos, e eu sempre tive muito respeito por ela e apoiei a Melissa tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Essa é a primeira vez que estou ouvindo sobre essas acusações, quase duas décadas depois. Causar desconforto e dor a alguém é o oposto da minha natureza e de tudo pelo que eu prezo.

Vídeo: Hot Water Music toca Bouncing Souls com músico da banda

Hot Water Music com o guitarrista do Bouncing Souls
Foto: Reprodução / Youtube

Logo após lançar seu mais recente álbum de estúdio Light It Up, o Hot Water Music decidiu marcar uma série de shows ao redor do mundo — incluindo aqui no Brasil.

No entanto, a banda recentemente divulgou que o guitarrista Chris Wollard estava passando por problemas de saúde e precisaria se ausentar de algumas apresentações. Para substitui-lo, Chris Cresswell (The Flatiners) foi chamado para cobrir a agenda da banda nos Estados Unidos, enquanto Chris DeMakes (Less Than Jake) virá ao Brasil com o grupo para um show em Dezembro.

Nesse último fim de semana, a banda se apresentou com Cresswell em Nova York e preparou algumas surpresas para os fãs. Uma delas foi colocar “For Those About To Rock” do AC/DC para tocar antes de subir ao palco, como uma homenagem ao guitarrista Malcolm Young — que faleceu nesse último fim de semana.

A outra foi chamar o guitarrista Pete Steinkopf, da banda The Bouncing Souls, para fazer um cover da canção “True Believers”, lançada pela banda de Pete.

Você pode conferir um vídeo desse encontro e tambem o setlist completo da apresentação — para já se aquecer para o show no Brasil — logo abaixo.

Setlist:

1. Remedy
2. Never Going Back
3. A Flight and a Crash
4. Jack Of All Trades
5. State of Grace
6. Sweet Disasters
7. Poison
8. Sympathizer
9. Mainline
10. One Step to Slip
11. Drag My Body
12. Vultures
13. Rooftops
14. Better Sense
15. Paper Thin
16. It’s Hard To Know
17. Complicated
18. Turnstile
19. Trusty Chords

Encore:
20. Wayfarer
21. True Believers (The Bouncing Souls cover)

7 coisas incríveis que iremos ver na festa #BLAZEYOURSELF

Tropkillaz

No próximo dia 25 de Novembro a Ray-Ban irá promover uma festa chamada #BLAZEYOURSELF no Rooftop 5, em São Paulo.

O evento tem como objetivo divulgar a nova linha BLAZE, que estimula as pessoas a mostrarem que são genuínas, se abrirem com o mundo e agirem como elas mesmas, sem códigos, normas e regras. Se identificou?

Pois bem, nós separamos por aqui sete coisas incríveis que estamos ansiosos para ver na festa, já que estaremos por lá para te mostrar tudo. Vem com a gente!

 

1 – 7 horas de música!

Jaloo

A festa irá rolar das 17 até a meia noite, com uma seleção incrível de artistas brasileiros e DJs.

2 – As atrações são das melhores

DJs da Selvagem

Tá preparado? Jaloo, Tropkillaz e os concorridíssimos DJs da Selvagem irão embalar a festa durante toda a noite.

3 – Comes e Bebes

Holy Burger

Lá na #BLAZEYOURSELF os drinks ficarão por conta do Bar Buraco enquanto a comida será do Holy Burger. Que tal?

4 – Adeus, sociedade!

#BLAZEYOURSELF

A ideia é se libertar, mostrar sua identidade e se afastar das convenções da sociedade. Para tanto, a ordem será mostrar a sua cara, aproveitar o som, se divertir e conhecer a nova linha #BLAZE, que virá acompanhada de cores incríveis.

5 – BLAZE

Linha BLAZE, da Ray-Ban

O evento será todo inspirado na nova linha da Ray-Ban, mais um lançamento icônico da marca que aparece cheio de cores e estilo.

6 – Rooftop 5

Rooftop 5

O local da festa #BLAZEYOURSELF é incrível e fica no topo do Instituto Tomie Otahke, em Pinheiros, um local privilegiadíssimo para aproveitar o final de semana.

7 – Novas experiências

Ray-Ban

O que não vai faltar na festa são oportunidades para conhecer gente bacana, se divertir, pular, cantar e dançar. Novas (e incríveis) experiências estarão garantidas junto com a proposta da Ray-Ban, marca que é conhecida por sua ligação com a música há tantos anos.

Blaze

Linha BLAZE, da Ray-Ban

Você pode conhecer a nova linha Blaze, da Ray-Ban, por aqui.

Cedric Bixler-Zavala acusa Juliette Lewis de omissão em casos de estupro

Cedric Bixler-Zavala e Juliette Lewis

A gente tem falado por aqui nos últimos dias sobre como Cedric Bixler-Zavala, vocalista de bandas como At The Drive-In e The Mars Volta, tem falado bastante a respeito do ator Danny Masterson.

Há alguns dias o músico passou a denunciar a estrela de séries como That 70’s Show e The Ranch, alegando que sua esposa, Chrissie Bixler-Zavala, é uma das quatro vítimas de estupro do cara, e que desde que as denúncias foram feitas, a Igreja da Cientologia passou a tentar abafar o caso, fazendo até mesmo ameaças à família de Cedric.

Há algumas horas publicamos por aqui sobre como uma música do último disco do ATDI, “Incurably Innocent”, fala justamente sobre o caso, citando até o endereço do “Centro de Celebridades” da Igreja da Cientologia em Los Angeles.

Cedric não para de falar sobre o assunto em sua conta oficial no Twitter, e agora ele aproveitou um tweet da atriz e cantora Juliette Lewis para acusá-la de omissão.

Na mensagem publicada no dia 08 de Novembro, Juliette parabeniza Rose McGowan pelo livro Brave, e agradece por Rose “ser quem ela é”.

McGowan foi uma das primeiras mulheres a denunciar publicamente o mega produtor Harvey Weinstein, que depois sofreria uma série de denúncias de abusos e seria afastado da própria empresa e da Academia responsável pelo Oscar.

Ontem, Cedric citou o tweet de Juliette Lewis parabenizando Rose, e disse:

E que tal o posicionamento #bravo que a minha esposa tomou no último ano Juliette? Assim que Juliette Lewis descobriu que a minha esposa denunciou Denny Masterson por estuprá-la junto com três outras vítimas, Juliette ficou ao lado da sua igreja e manteve silêncio. Por favor, explique.

Chrissie Bixler continuou a conversa respondendo ao marido:

Ela é o tipo de feminista que apoia as mulheres desde que isso não exponha seu culto e seus crimes. #fraude #desapontante

Cedric ainda seguiu:

Às vezes você precisa chamar as falsas feministas que escolhem as suas causas. Nós sempre estivemos a uma ligação telefônica de distância. Ela consegue me ligar quando quer usar ex-integrantes do Mars Volta que odeiam a Cientologia em seus discos, mas a política de Xenu a proíbe de enfrentar problemas verdadeiros.

Parece que essa história ainda vai longe.

Pelo menos no Twitter, onde Cedric tem feito as publicações, Juliette Lewis não se manifestou a respeito.

Promoção: concorra a discos de vinil de George Michael

Discos de vinil de George Michael

No dia 25 de Dezembro de 2016, nós perdemos um dos maiores talentos da história da música pop quando George Michael nos deixou.

O músico que trabalhou com a arte desde 1981 até o dia em que faleceu nos deixou diversos grandes singles e álbuns, e impactou gerações que viveram os anos 80 e 90 através de suas canções.

Pois bem, nós descolamos três discos de vinil de Listen Without Prejudice Vol. 1, lançado originalmente em 1990 com singles como “Praying For Time”, “Freedom! 90” e “Heal The Pain”.

Para participar, você deve deixar um comentário aqui embaixo/Facebok respondendo a pergunta:

  • “A música já te ajudou a superar algum preconceito? Como?”

Os autores das duas histórias mais incríveis, selecionadas por aqui, irão levar um vinil cada um para casa, e a resposta com mais envolvimento nos comentários (Curtir, Amei) também irá levar um.

Participe!

A promoção irá até o dia 30/11.

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