terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Elton John, Freddie Mercury e Rod Stewart quase montaram supergrupo

Supergrupo com Elton John, Freddie Mercury e Rod Stewart
Fotos: Wikimedia Commons

Supergrupo dos sonhos, sim ou claro? Ao que tudo indica, Freddie Mercury quase se uniu a Rod Stewart e Elton John para um projeto musical.

Um amigo próximo do líder do Queen, o diretor Rudi Dolezal, fez a revelação recentemente. Dolezal trabalhou com o vocalista no clipe de “These Are The Days Of Our Lives”, em 1991, e se tornou próximo de Mercury, sendo convidado para festas em sua casa.

Em uma delas estavam Stewart e John, e o trio discutiu a possibilidade. Rudi declarou:

Freddie me convidava para suas festas privadas com frequência e, em um jantar, os convidados incluíram Rod Stewart e Elton John. Eu lembro que havia muita reclamação sobre outros artistas e sobre eles mesmos. Acho que Rod teve a ideia de formar um grupo chamado Nose, Teeth & Hair (Nariz, Dentes e Cabelo), porque Rod tinha um nariz grande, Elton tinha problemas com o cabelo e Freddie tinha aqueles dentes!

Quem também já falou sobre a ideia foi o próprio Rod Stewart em sua autobiografia lançada em 2012. Leia um trecho:

O Queen alugou uma casa em Bel Air, Los Angeles, por um tempo, e Elton e eu passamos uma longa noite lá com Freddie Mercury, um homem doce e engraçado que eu realmente adorava, discutindo a possibilidade de nós três formarmos um grupo. Um supergrupo. O nome que tínhamos em mente era Nose, Teeth & Hair, uma homenagem a cada um dos atributos físicos mais comentados. A ideia geral era que poderíamos aparecer vestidos como as Irmãs Beverley. De alguma forma, este projeto nunca chegou a nada, o que é uma perda profunda e duradoura da música contemporânea.

E é mesmo!

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Blessthefall diz que não confirmou shows divulgados na América do Sul

Blessthefall
Foto: Divulgação

Os norte americanos do Blessthefall estavam com a sua 4ª turnê sul americana aparentemente programada para Março deste ano, mas parece que não é bem assim.

Acontece que a turnê, viabilizada em nosso país pela produtora Gig Music e que já estava com ingressos à venda, foi desmentida pela própria banda hoje (21) através da sua conta oficial no Twitter.

Através de um comunicado oficial, o Blessthefall alertou os fãs para que não comprem ingressos e que as negociações da turnê ainda não haviam sido finalizadas (apesar de a banda estar tentando ao máximo tornar os eventos uma realidade).

Leia abaixo:

Para todos os nossos fãs latino americanos, nós vimos muitos de vocês com ingressos comprados para uma turnê que nunca foi concluída ou anunciada. Estamos trabalhando pesado para descer aí mas, por favor, não comprem nenhum ingresso para um evento que nós não apoiamos. Se você comprou ingressos, por favor verifique o reembolso com o seu local de compra. Amamos vocês e estaremos aí assim que pudermos!

Foram anunciadas três datas para shows no Brasil: dia 8 no Basement Cultural em Curitiba, 9 na The House em São Paulo e 10 de Março no Teatro Odisseia, no Rio.

A Gig Music também já se posicionou em relação ao ocorrido através de postagens nos eventos dos shows brasileiros no Facebook:

Informamos que a turnê do BLESSTHEFALL agendada para 8, 9 e 10 de março está oficialmente cancelada.

A produtora que estava fazendo a turnê pela América Latina da qual compramos os shows do Brasil, alegou problemas de logística com a banda. Tentamos reverter a situação, porém são vários países envolvidos e não conseguimos chegar a um acordo. Estamos tentando uma negociação, mas desta vez diretamente com a banda.

Pedimos sinceras desculpas a todos os fãs pelo transtorno. Não vamos medir esforços para trazer a banda em uma nova data.

Os ingressos comprados online serão automaticamente estornados (devolvidos) e quem comprou no ponto de venda, basta solicitar a devolução no mesmo local que comprou.

Apesar da má notícia para os fãs brasileiros da banda de metalcore, aparentemente a turnê ainda tem tudo para acontecer em um futuro próximo.

Charlie Brown Jr. esclarece show de reunião com “presença” de Chorão

Vídeo Charlie Brown Jr. sobre o retorno
Foto: Reprodução/Instagram

No último domingo (20), o Charlie Brown Jr. impressionou ao anunciar seu retorno aos palcos em um show gratuito.

A repercussão foi, em sua grande maioria, negativa, com muitos fãs dizendo se tratar de uma manobra para lucrar em cima da memória de Chorão e Champignon, vocalista e baixista da banda que se foram em 2013.

Adicionando à polêmica, o guitarrista Thiago Castanho, confirmado na apresentação, negou que teria qualquer participação no ato e ainda alegou: “não existe Charlie Brown Jr. sem Chorão”.

Agora, os membros do grupo e o filho do vocalista, Alexandre Abrão, usaram o Instagram da banda para esclarecer a história em um vídeo.

Nele, Alexandre explica que o projeto está nos planos desde 2014 — um ano após a morte dos músicos –, e que se trata de uma homenagem ao pai e ao legado do Charlie Brown Jr. Abrão entrega também uma surpresa da apresentação, dizendo que Chorão “estará presente” no show por meio do telão, cantando junto da banda.

O filho do vocalista ressalta ainda que o evento é completamente gratuito e faz um convite aos fãs do Charlie Brown que querem relembrar a carreira do grupo.

Alexandre ainda aborda as alegações de Castanho, revelando que o músico desistiu de participar pouco antes da confirmação do evento. Segundo Abrão, ele teve “motivos pessoais” para tomar a decisão, e pediu desculpas por divulgar que o guitarrista estaria doente.

Vale lembrar que, além do show que acontece no dia 25 de Janeiro (25) em São Paulo, no Vale do Anhangabaú, outras apresentações deve acontecer ainda este ano pelo Brasil.

Assista aos vídeos abaixo:

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#paz

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Juntos somos mais fortes 🤜🏼🤛🏼

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Nirvana: demo inédita de “Scentless Apprentice” surge na internet; ouça

Nirvana

Uma demo inédita de “Scentless Apprentice”, música do Nirvana, surgiu na Internet nos últimos dias.

Quem compartilhou a versão rara foi Rey Washam, baterista que passou por bandas como Scratch Acid e Daddy Longhead. O cara fez uma jam com Dave Grohl e Krist Novoselic em 1992, de onde saiu uma versão da faixa que seria lançada apenas no ano seguinte, no disco In Utero (1993).

Em um texto que acompanha o vídeo postado pelo músico, Washam revela:

Eu nunca tinha conhecido Dave ou Kurt ou Krist, embora eu soubesse que o Kurt era fã de uma banda em que eu costumava tocar, o Scratch Acid. A jam foi bem discreta, mas eu tive que tocar a bateria de Dave do jeito que ele tinha arrumado para si mesmo. Krist apareceu e foi divertido para todos. Esta é apenas uma parte de uma sessão de duas horas. Mais tarde naquela noite fomos ver o Guns N’ Roses no Kingdome. Dave me colocou no show e um pequeno problema começou [ali]. Talvez alguns egos [grandes] demais no lugar. Eu acho que a gravação fala por si. Dave tomou a decisão certa de ter Taylor [Hawkins] tocando bateria no Foo Fighters e não eu. Ele nunca me pediu para tocar com ele novamente depois daquela noite. Eu ainda acho que ele é um cara legal.

Ouça a sessão logo abaixo, com “Scentless Apprentice” ao minuto 24:35.

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Gravadora rompe com R. Kelly após acusações de crimes sexuais

R. Kelly em 2016
Foto via Shutterstock

R. Kelly tomou uma bota da Sony Music, a gravadora com a qual tinha contrato.

A decisão vem após diversas acusações de abuso sexual contra o músico — as denúncias contém estupro, assédio, culto sexual, agressão e mais. O caso ganhou ainda mais repercussão após o lançamento do documentário Surviving R. Kelly.

O selo alegou, ainda, que “promete” não lançar mais nenhum material novo do cantor. Kelly assinou com a Sony em 2012 e lançou quatro álbuns com a RCA, subsidiária da gravadora. O último foi 12 Nights of Christmas, de 2016.

Nas redes sociais, o selo estava sendo pressionado para tomar uma atitude com relação ao músico. Artistas como Lady Gaga e Phoenix retiraram músicas com R. Kelly dos serviços de streaming e download, além de terem se pronunciado sobre a ação.

De acordo com Don Russell, consultor do cantor, Kelly ainda tinha dois álbuns em seu contrato com a Sony, mas não deve entrar com um processo contra a gravadora. Segundo Russell, o artista quer que “todos estejam felizes”.

LEIA TAMBÉM: Filha de R. Kelly se pronuncia sobre denúncias contra o pai: “monstro”

Foo Fighters anuncia streaming de show pré-Super Bowl com vídeo hilário

Dave Grohl Foo Fighters Super Bowl
Foto: Reprodução/YouTube

A grande atração do Super Bowl neste ano é o Maroon 5, mas os fãs de rock poderão curtir um showzão do Foo Fighters um dia antes.

A banda se apresenta em um evento que antecede a final da NFL em Atlanta, nos EUA, com transmissão ao vivo pela internet. A apresentação integrará o evento Super Saturday Night, que rola no dia 2 de Fevereiro com exibição pelo perfil da DirecTV no Twitter.

O melhor de tudo, porém, foi o vídeo que a banda divulgou para anunciar a novidade.

No clipe de 5 minutos dirigido por Dave Grohl, o grupo vira um time de futebol americano cheio de problemas chamado The San Fernando Jackalopes. Tem bêbado, criminoso, hippie, engomadinho e por aí vai.

Além do Foo Fighters, o vídeo ainda conta com personalidades como Curt Menefee, famoso comentarista americano.

Assista abaixo!

LEIA TAMBÉM: Dave Grohl e Rob Trujillo tocam com o Audioslave em tributo a Chris Cornell – vídeos

Inscreva sua banda: Festival Midem (Cannes) oferece “acelerador de carreira” para novos artistas

MIDEM

Um dos grandes desafios para novos artistas em 2019 é a compreensão de que não basta ter talento e conteúdo produzido para ser reconhecido. Existe a necessidade de buscar conexões com profissionais da indústria cultural, exercitar o famigerado (mas ainda importante) networking e tratar a sua arte de forma empresarial como se fosse uma marca/produto e se fazer visto.

Existe uma série de iniciativas já pelo Brasil de eventos e feiras que dão espaço para artistas emergentes e profissionais da indústria criativa se encontrarem e “trocarem figurinhas” (como a Semana Internacional da Música em São Paulo), mas é interessante ficar atento às oportunidades que o mercado global oferece também: uma feira de grande prestígio que está com inscrições abertas para o seu programa de aceleração de artistas emergentes é a Midem, que está chegando à sua 52ª edição entre os dias 4 e 7 de Julho na cidade de Cannes, França – também famosa por sediar o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions e o Festival de Cinema de Cannes.

Midem Artist Accelerator

Mas, o que é esse programa de aceleração?

O Midem Artist Accelerator é uma plataforma criada para dar suporte a empresários, agentes, managers, selos e editoras que querem tanto expandir a carreira dos seus artistas globalmente, quanto descobrir talentos novos, independente da sua nacionalidade.

Todo ano, 11 artistas promissores são selecionados por um comitê artístico formado por profissionais consagrados da indústria para performances na magnífica praia de Cannes. Além disso ocorrem uma série de conferências e palestras com esses profissionais e sessões de treinamento com mentores da indústria. Para os interessados em ingressar no programa, as inscrições estão abertas com prazo até o dia 3 de Fevereiro através desse link.

Brasil já esteve lá

Se você acha que um evento desse porte está longe demais da sua realidade e das suas ambições, não se esqueça que o Far From Alaska foi encarar o desafio de se expor na edição de 2016 do festival, como documentamos em conversa com eles em ocasiões anteriores. Os potiguares também foram selecionados para uma apresentação no Midem.

#Repost @midem.official (via @repostapp)・・・Go @farfromalaska! Rocking the #midem50 Opening Night Party #midem #bynight

Posted by Far From Alaska on Saturday, June 4, 2016

Mais informações também podem ser encontradas através do site oficial do Midem. Desejamos a todos boa sorte!

Kanye West e YNW Melly unem forças na inédita “Mixed Personalities”; assista

Kanye West e YNW Melly no vídeo de
Fonte: Reprodução/Youtube

Já temos a primeira aparição de Kanye West do ano!

Dessa vez o rapper se juntou a YNW Melly na música “Mixed Personalities”, que faz parte do novo trabalho de Melly divulgado recentemente, intitulado We All Shine.

O novo disco de YNW Melly é o sucessor de I Am You, que foi lançado em Agosto do ano passado. Pouco tempo depois, no dia 17 de Janeiro, o rapper já havia divulgado seu novo álbum que possuem 15 faixas, incluindo a parceria com Kanye West.

Vale lembrar que Kanye lançou seu último disco em 2018 ao lado de Kid Cudi no projeto Kids See Ghosts e tem planos de lançar seu novo disco, Yandhi, ainda esse ano depois de adiar a data de lançamento do mesmo.

LEIA TAMBÉM: Kanye West desistiu do Coachella por palco gigante e banheiros químicos

Ozzy Osbourne lança boneco de morcego com a cabeça “mordida”

Ozzy Osbourne mordendo morcego
Foto: Reprodução/YouTube

No último domingo (20), Ozzy Osbourne comemorou o aniversário de 37 anos da infame mordida na cabeça do morcego com um item pra lá de engraçadinho.

O músico lançou um boneco de pelúcia do animal com uma cabeça “destacável”. Sim, agora você pode arrancar a cabeça do morcego na sua própria casa. Além disso, o bichinho ainda traz a logo de Ozzy no peito. A coisa mais fofa (e macabra)!

No tweet anunciando a novidade, Osbourne escreveu:

Hoje é comemorado o 37° aniversário de quando eu mordi a cabeça de um morcego! Celebre com esta pelúcia comemorativa com uma cabeça destacável.

O item custa aproximadamente R$ 150 (U$ 40) e já está esgotado no site oficial do músico — outros lotes devem ser disponibilizados em breve.

O incidente com o morcego aconteceu no dia 20 de Janeiro de 1982, durante uma apresentação de Ozzy Osbourne no Veterans Memorial Auditorium, em Iowa. Na ocasião, segundo ele mesmo, o vocalista achou que um fã tivesse jogado um animal de borracha no palco. Ele descobriu de uma forma bem sangrenta que o bicho era de verdade.

Confira o tweet com a imagem do brinquedo logo abaixo!

LEIA TAMBÉM: Ozzy Osbourne critica Tony Iommi e diz que “superou” o Black Sabbath

Lançamentos nacionais: Bia Ferreira, Igor de Carvalho, Multidão

Bia Ferreira
Foto: Divulgação

Após o lançamento de seu ótimo single de estreia, “Eu Boto Fé”, Bia Ferreira está de volta. A artista colocou toda a sua personalidade em uma versão de “Filosofia”, clássico de Noel Rosa.

O single faz parte do programa Filosofia e Arte, do canal Arte 1, que estreou dia 14 de dezembro, e foi lançado pela Biscoito Fino (RJ).

Bia Ferreira define seu trabalho como Música de Mulher Preta. Ela faz uso de sua arte para educar, conscientizar e passar informações sobre as demandas de luta do movimento anti-racismo no Brasil. O EP de estreia da artista tem previsão de lançamento para janeiro de 2019.

Igor de Carvalho

Lançamentos nacionais: Bia Ferreira, Igor de Carvalho, Multidão
Foto: Divulgação

Com muita provocação e consciência, o pernambucano Igor de Carvalho lança o single “Absurdo Ser Normal”. A faixa é a primeira amostra do novo álbum do cantor.

Composta pelo próprio Igor, a canção tem um refrão tomado pela repetição e propõe a ideia de um mantra ocidental. “Acho interessante o repetir das palavras para criar um tipo de memória sonora, facilitando a identificação do ouvinte”, revela o músico.

Cabeça Coração, segundo disco do artista, tem previsão de lançamento para Janeiro. O trabalho conta com participações de Johnny Hooker, Zélia Duncan e do português Manel Cruz.

Multidão

Lançamentos nacionais: Bia Ferreira, Igor de Carvalho, Multidão
Foto: Divulgação

Avançando no discurso crítico à atual situação política nacional, o projeto Multidão lança “Desordem e Protesto”, seu segundo single.

O paulistano Digo Amazonas, idealizador do projeto, explica que a faixa surgiu para cutucar a ferida do falso nacionalismo e da onipresente falsidade na política brasileira. “Queria que esse clipe fosse um lembrete do que significou 2018 e da angústia coletiva que estamos vivemos enquanto brasileiros”, conta.

Multidão surge no país como uma plataforma colaborativa de artistas que usam da música, cultura e ativismo para tratar temas da sociedade brasileira. A intenção do projeto é que mais singles e conteúdos sejam lançados durante o ano de 2019.

Lançamentos nacionais: LILT, The Ones Who Care, Montanas Trio, Vitor Pirralho, Vish Maria

LILT
Foto: DIvulgação

A banda LILT traz ao mundo o primeiro disco Solis. Dispensando letras, a sonoridade desse trabalho mistura uma imersão cósmica com elementos do fusion rock instrumental. A proposta da banda cearense é proporcionar ao ouvinte uma viagem pelo espaço sideral a bordo de uma sinfonia cósmica em que ritmos, timbres e efeitos são protagonistas.

O trio também contou com a parceria de Billy Graziadei, dono do Firewater Studios, em Los Angeles (EUA), onde co-produziu e mixou o disco de estreia e sucessor do EP Spacelapse (2015). Ouça:

The Ones Who Care

The One Who Care
Foto: Divulgação

O coletivo The Ones Who Care lançou recentemente o segundo single, intitulado “I’ll Never See You Again”.

O duo mineiro, formado por Pedro Theodoro Vitor Siqueira, traz uma sonoridade emo lo-fi, com referências do post e pop-punk. No clipe, a banda mostra um padrão estético, que remete aos sentimentos nostálgicos e misantrópicos e contrasta com as filmagens analógicas. Assista:

 

Montanas Trio

Montanas Trio
Foto: Divulgação

A banda maringaense Motanas Trio lançou o terceiro disco da carreira, Serviço Comunitário.

Gravado, mixado e masterizado no Pé de Manga Studios, localizado em Maringá, pelo experiente músico e produtor Stone Ferrari, a banda mostra uma nova fase com uma sonoridade mais madura. O trio traz à tona temas mais fortes que outrora, mas sem perder o balanço e descontração que sempre esteve presente em suas composições.

Sendo este o terceiro lançamento oficial desde 2013, a banda ousou na experimentação de envolver mais músicos no trabalho, fugindo da estética power trio de rock. Para tal, foram convidados 11 músicos amigos da banda que fizeram total diferença na construção de cada faixa. Do rock clássico ao baião, e também do funk 70 ao afrobeat, o disco percorre ritmos distintos ao longo de seus 44 minutos com muito groove e riffs de guitarra. Ouça:

Vitor Pirralho

Vitor Pirralho
Foto: Reprodução/Facebook

Tratar da questão indígena no contexto atual político e social do nosso país se transformou numa coisa urgente e o novo clipe do rapper alagoano, Vitor Pirralho chegou em boa hora. “Rumos e Rumores” é a canção escolhida para dar o start no lançamento de seu terceiro disco A invenção é a mãe das necessidades, que conta com a participação especial do grande cantor Ney Matogrosso.

O clipe coloca a narrativa em imagens e traz a fusão do passado com o futuro. Ney Matogrosso faz o papel de um pajé que recebe informações do futuro e vê que há muita luta para o povo indígena nos próximos anos. O mensageiro do futuro que coloca em uma garrafa um pen drive com todas essas informações também é visto como um subversivo e sofre as consequências de seu ato quando descoberto. Assista:

Vish Maria

Vish Maria
Foto: Ketlen Lomazzi

A banda goiana Vish maria inaugura o ano com o lançamento do single “Medrusa”.

Com produção assinada por Luís Calil, a canção traz uma sonoridade voltada ao psicodélico, e um vocal melódico, mesclando toda a potência dos metais, solos de violão e referências do rock progressivo setentista, deixando, assim, um resultado incrível. Ouça:

Lançamentos nacionais: Yustedes, Johnny Lipe, Erik Lenfair, Melyra

Yustedes - Brasil64
Foto: Reprodução/YouTube

Projeto do artista Rodrigo Pareja, YUSTEDES vem ao mundo com a canção “Brasil64”.

Ao integrar o novo EP que tem previsão de lançamento ainda para esse ano, a canção propriamente dita traz uma dura crítica a atual (ou não) realidade política do Brasil. Em uma sonoridade única, o projeto mistura sotaques adquiridos da vida de Rodrigo no Panamá, no Brasil e no Uruguai.

Ouça:

Johnny Lipe

Johnny Lipe
Foto: Reprodução/Facebook

Aos 18 anos, o multi-instrumentista e compositor Johnny Lipe traz ao mundo seu novo EP, intitulado excentricidade / loucura. 

O EP tem uma sonoridade voltada lo-fi e com características de shoegaze, dream pop e rock psicodélico, cujas referências são enraizadas em grandes bandas, como My Bloody Valentine Mutantes. 

Para ouvir o EP do artista, clique aqui.

Erik Lenfair

Erik Lenfair
Foto: Divulgação

O artista Erik Lenfair ousa e acerta em seu mais novo single, “A Hot Night in the Bar”.

Com influências voltadas ao hip-hop e música mexicana, o artista retrata a vida de verão no Rio de Janeiro de uma forma mais caricata. Erik, em parceria com o produtor Elisio Freitas, se desprende de uma visão mais triste do seu último single, traz uma letra mais envolvente e o resultado ficou ótimo.

Ouça:

Melyra

Melyra
Foto: Vladimir Mello

Com formação inteiramente feminina, a Melyra une peso e riffs poderosos em Saving You From Reality.

Maturidade e peso se refletem nas 10 faixas do disco de estreia. O álbum conceitual traz como temática central a fuga da realidade como forma de escapar dos problemas, ou mesmo de não enlouquecer. Atual e pulsante, o disco mostra que o metal nacional continua firme, forte e necessário.

Gestado durante dois anos, SYFR reflete as emoções e pensamentos das integrantes da banda. Ouça:

Novos vídeos: The 1975, Frank Carter e Norma Jean

Novos vídeos: The 1975, Frank Carter e Norma Jean
Foto: Reprodução/Youtube

O quarteto inglês de indie pop The 1975 continua a todo vapor divulgando A Brief Inquiry into Online Relationship, seu bem recebido terceiro disco de estúdio, lançado em novembro de 2018, sobre o qual o frontman Matthew Healy conversou conosco recentemente.

É dele a nova faixa de trabalho da banda, “I Like America and America Likes Me”, que ganhou um lyric video cheio de grafismos, texturas e efeitos, resultando em um trabalho interessante de se ver. Confira logo abaixo!

Em tempo, vale lembrar que o grupo volta no começo de Abril deste ano ao Brasil para se apresentar no Lollapalooza 2019 e em um show solo no Rio de Janeiro.

Frank Carter

Frank Carter & The Rattlesnakes
Foto: Divulgação/Facebook

Frank Carter, vocalista conhecido por ter participado de bandas como Gallows e Pure Love, preparou para este ano mais um lançamento com seu atual projeto, Frank Carter & The Rattlesnakes, anunciado em 2015 após a pausa nas atividades do Pure Love.

No dia 3 de Maio, a banda que conta ainda com Dean Richardson, Tom ‘Tank’ Barclay e Gareth Grover lançará seu terceiro registro de estúdio, End of Suffering, que tratá 12 faixas inéditas e participação especial do influente guitarrista Tom Morello (Rage Against The Machine, Audioslave) em “Tyrant Lizard King”.

Abaixo, assista ao videoclipe de “Crowbar”, primeira música de trabalho de Frank Carter & The Rattlesnakes com seu novo disco.

Norma Jean

Foto: Divulgação/Facebook
Norma Jean

Enquanto não surge com um novo disco cheio, a banda norte-americana de metalcore Norma Jean liberou o videoclipe de “Children of the Dead”, faixa inédita.

A música vem como bônus da versão deluxe do álbum mais recente do quarteto, Polar Similar (lançado originalmente em 2016), que recentemente ganhou um edição limitadíssima a 500 cópias em vinil.

Assista ao video de “Children of the Dead” logo abaixo e garanta sua cópia da edição deluxe de Polar Similar aqui.

Roteirista de “A Rede Social” diz que o filme deve ganhar continuação

A Rede Social Poster (Facebook, Mark Zuckerberg)
Foto: Divulgação

Que o Facebook fez e continua fazendo história ninguém dúvida. Exatamente por isso, o roteirista Aaron Sorkin está considerando fazer uma continuação do filme A Rede Social, lançado em 2010.

O longa conta a história da criação do Facebook e de como Mark Zuckerberg teve a ideia da grandiosa rede social. Na época, Zuckerberg era estudante em Harvard e pensou em criar a plataforma com o intuito de avaliar a beleza das alunas, como forma de se vingar após sua namorada ter terminado o relacionamento.

Mark Zuckerberg foi interpretado pelo autor Jesse Eisenberg, e o filme ganhou oito indicações ao Oscar, levando o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Original e Melhor Edição de Filme.

Sobre a ideia de fazer a sequência, Sorkin comentou que:

Muita coisa muito interessante e dramática aconteceu desde que o filme termina com a resolução do processo dos gêmeos Winklevoss e Eduardo Saverin.

Agora é aguardar para ver se em breve veremos nas telonas a continuação desta história.

Hozier anuncia novo álbum, “Wasteland, Baby” e primeiro single; confira detalhes

Capa de Hozier
Foto: Reprodução

Quatro anos depois de seu álbum de estreia, o irlandês Hozier anunciou através do Twitter que retorna este ano com Wasteland, Baby, novo trabalho de estúdio que será lançado em 1º de Março.

O cantor ganhou fama com a faixa “Take Me To Church”, presente em seu primeiro EP, lançado em 2013. O segundo disco de inéditas chega na esteira do EP Nina Cried Power, de 2018.

Seu EP mais recente mostrou a direção que Hozier tomaria com o novo disco, e o primeiro single, “Almost (Sweet Music)”, traz a inconfundível voz do cantor e dá uma prévia do que vem pela frente com Wasteland, Baby.

Confira o single, capa e tracklist do novo álbum:

Capa de Hozier "Wasteland, Baby"
Foto: Divulgação

Tracklist de Wasteland, Baby – Hozier:

01. Nina Cried Power (Featuring Mavis Staples)
02. Almost (Sweet Music)
03. Movement
04. No Plan
05. Nobody
06. To Noise Making (Sing)
07. As It Was
08. Shrike
09. Talk Refined
10. Be
11. Dinner & Diatribes
12. Would
13. Sunlight
14. Wasteland, Baby!

Charlie Brown Jr. anuncia retorno para show gratuito; guitarrista rebate

Charlie Brown Jr.
Foto: Divulgação

Uma notícia pegou os fãs do Charlie Brown Jr. de surpresa neste último domingo (20).

Alexandre Abrão, filho do falecido vocalista Chorão, anunciou o retorno da banda para um show gratuito em São Paulo e uma nova turnê em 2019. A volta vem quase seis anos após a morte de Chorão e do baixista Champignon, já que ambos se foram em 2013.

A apresentação de retorno acontece já no dia 25 de Janeiro, próxima sexta-feira, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo.

Segundo nota da Folha, Abrão disse em comunicado:

O Chorão é único e insubstituível. Dia 25 teremos intérpretes e convidados especiais para serem porta-vozes dos grandes sucessos da banda, que marcaram gerações.

A princípio, foram confirmados os músicos Heitor Gomes (baixo), Marcão Britto (guitarra), Pinguim Ruas (bateria) e Thiago Castanho (guitarra) na formação — Castanho, entretanto, negou sua participação nestes shows.

Em um vídeo em seu Instagram, o músico falou sobre comentários de que não participaria por estar doente, e deixou claro:

Estou aqui pra dizer sobre o comentário no Instagram a meu respeito, que estou doente e não vou participar do show do dia 25, que é a ‘volta’ do Charlie Brown Jr. O Charlie Brown Jr. não vai voltar, porque Charlie Brown Jr. sem Chorão não existe. Eu não estou doente, tô com muita saúde e não faço parte desse tributo. Um abraço a todos. Paz.

Já sobre quem assume os vocais, para o show em São Paulo estão confirmados Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Di Ferrero (NXZero), Digão (Raimundos), Panda (La Raza) e Supla. Para a turnê, Alexandre informou que outros convidados revezarão o microfone.

Confira o pôster divulgado pela banda ao fim da publicação.

Charlie Brown Jr.

Uma das bandas que mais fez história no Brasil, o Charlie Brown Jr. tem um repertório gigantesco de hits que tomaram o país de assalto.

Na discografia estão discos como Transpiração Contínua Prolongada (1997), Preço Curto… Prazo Longo (1999), Bocas Ordinárias (2002), Tamo Aí na Atividade (2004), La Família 013 (2013) — o último –, entre outros.

Chorão se foi no dia 6 de Março de 2013, vítima de uma overdose acidental. Já Champignon faleceu apenas seis meses depois, em 9 de Setembro, vítima de um suicídio.

LEIA TAMBÉM: Charlie Brown Jr.: vídeo mostra primeira reunião após retornos de Champignon e Marcão

Poster Charlie Brown Jr Retorno SP
Foto: Divulgação

King Crimson confirma show no Palco Sunset do Rock In Rio 2019

King Crimson In The Court
Foto: Divulgação

Agora é oficial: o King Crimson está confirmado no line-up do Rock in Rio 2019!

A lendária banda de rock progressivo usou sua página no Facebook para compartilhar a agenda do ano. Lá na última linha está a data no Brasil, confirmando que o grupo toca no dia 6 de Outubro, o último dia, no Palco Sunset.

Neste mesmo dia do evento estão confirmadas também as bandas Muse, Imagine Dragons, Nickelback Os Paralamas do Sucesso.

King Crimson

Em 2019, a banda comemora 50 anos de carreira — e o show no Rock in Rio deve ser centrado na comemoração.

Formado em 1969, o grupo tem discos marcantes como In the Course of the Crimson King (de 1969), In the Wake of Poseidon (1970) e Lizard (1970), Lark’s Tongues in Aspic (1973), Discipline (1981), Beat (1982), Three of a Percect Pair (1984) e mais.

O último álbum lançado pela banda é The Power to Believe (2003).

Hoje, o guitarrista Robert Fripp é o único integrante da formação original.

Here's the latest and most comprehensive list of King Crimson's touring schedule for 2019. There are still a few dates…

Posted by King Crimson on Sunday, January 20, 2019

Princess Nokia e Soulja Boy acusam Ariana Grande de plágio na música “7 rings”

Ariana Grande 7 Rings
Foto: Reprodução/YouTube

O kissuco ferveu para Ariana Grande na noite da última sexta-feira (18).

A rapper Princess Nokia publicou um vídeo (agora deletado) em sua conta do Twitter em que acusa a cantora pop de plagiar sua música no novo single “7 rings”, lançado por Ariana mais cedo na sexta-feira.

No vídeo, Nokia compara a canção pop com “Mine”, faixa de sua mixtape 1992, lançada em 2018. “Isso te parece familiar? Porque parece bem familiar pra mim”, ironiza a rapper. “Esta não é a música que eu fiz sobre mulheres negras e seus cabelos? Hmmm… parece coisa de branca.”

O vídeo foi deletado após a repercussão e acusações de que a própria Princess Nokia teria plagiado a cantora Kali Uchis. E entre ataques e defesas de seus respectivos fãs, alguns internautas chegaram à conclusão de que as duas faixas têm o mesmo flow de “Pretty Boy Swag”, do Soulja Boy.

O próprio parece ter percebido isso, pois mandou uma mensagem direta a Ariana no Twitter, chamando a cantora de ladra:

Será que essa história ainda vai dar pano pra manga? Ouça e compare as três faixas abaixo por conta própria.

LEIA TAMBÉM: Ariana Grande, “thank you, next” e o “hino dos relacionamentos modernos”

Na televisão: Jeff Tweedy, MØ e Sharon Van Etten

Jeff Tweedy ao vivo no Jimmy Kimmel
Foto: Reprodução/YouTube

Jeff Tweedyfrontman do Wilco, esteve no programa de Jimmy Kimmel recentemente e fez uma bela apresentação ao vivo, acompanhado de seus dois filhos, Sam e Spencer.

A banda tocou “I Know What It’s Like”, faixa presente no último trabalho solo de Tweedy, WARM. Confira o vídeo:

MØ no The Tonight Show
Foto: Reprodução/YouTube

Forever Neverland, lançado em Outubro de 2018, foi o primeiro trabalho inédito da dinamarquesa em quatro anos, e foi a faixa “Blur” que a cantora levou ao palco do The Tonight Show na última semana.

Assista:

Sharon Van Etten

Sharon Van Etten no Jimmy Kimmel Live
Foto: Reprodução/YouTube

A cantora nova-iorquina esteve no Jimmy Kimmel Live! na última quarta-feira (16) para uma apresentação nostálgica de “Seventeen”, canção que faz parte de seu novo álbum, Remind Me Tomorrow. O disco foi lançado na sexta-feira (18).

Confira a performance de Sharon:

Leo Fazio mostra o lado negro da música brasileira em seu primeiro disco; ouça

Leo Fazio Sangue Pisado
Foto: Divulgação

Para fazer um grande álbum não basta ser um grande músico, coisa que com certeza Leo Fazio é. Mas para construir o seu primeiro trabalho solo, o jovem cantor paulista foi além e entregou-se a uma busca dentro de si e dentro também da música brasileira para encontrar a sua essência como artista.

Dono de voz extremamente ímpar, tão diferenciada que pode até gerar estranheza, Fazio já tinha chamado atenção em seu EP Três por 1 Real, lançado no ano passado e ainda antes, na banda Molodoys. Porém, é em Sangue Pisado & A Música do Século XXI que descobrimos que temos aí um grande nome em nossa música para ser observado.

Saindo de seu conforto em São Paulo, Leo Fazio foi até Juiz de Fora/MG para buscar inspirações para esse disco.

Talvez em Minas ele tenha se inspirado em Milton Nascimento e no Clube da Esquina, as suas influências nostálgicas podem ter trazido um pouco da tropicália de Caetano, Gil e Mutantes. Mas foi em um verdadeiro trabalho de garimpo que ele se deu com Jocy de Oliveira, peça importantíssima para esse álbum.

E aqui vale o adendo: aos 23 anos, Jocy já era uma pianista celebrada e solista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 1959, ano em que João Gilberto e Chega de Saudade inauguram a bossa nova como a mais nova música popular brasileira, Jocy já apresenta um trabalho ambíguo a esse novo gênero: A Música do Século XX.

O seu único trabalho dentro da música popular, visto que a artista dedicou toda sua carreira, antes e depois disso, para a música erudita e experimental, esse álbum se utiliza de várias características das canções de João Gilberto mas com um porém: as letras não falavam de amor e solidão, mas sim de questões menos sutis, como suicídio, roubo, incêndio, mortes e crimes, algo que nunca foi relacionado com a bossa nova em toda a sua história.

Essa ambiguidade que Jocy tem com a música popular brasileira pode ser vista também no mais novo trabalho de Leo Fazio. Que além de fazer referência ao disco da cantora no próprio título de seu álbum, também realiza uma releitura de “Sofia Suicidou-se”, canção presente em A Música do Século XX, trazendo a sua linguagem para os dias de hoje.

A partir dessas buscas e descobertas, Sangue Pisado & A Música do Século XXI se mostra sombrio, amargurado e muito original.

Além de sua versão da canção de Jocy, nesse álbum Fazio nos apresenta outras ótimas canções, como: “Cobra-coral”, single desse trabalho, a literal “Porra”, a dylanesca “Balada do Anjo de Barro”, um flerte maior com o popular em “Serenata” e a derradeira instrumental “Do Katendê”, uma homenagem ao mestre capoeirista Moa do Katendê, assassinado durante o período eleitoral, em outubro de 2018.

Podemos dizer que temos em Sangue Pisado & A Música do Século XXI uma obra de não tão fácil ingestão e entendimento, mas de uma autenticidade inquestionável em composição, arranjo e letras. Um verdadeiro garimpo na música brasileira e no que há de mais íntimo da subjetividade sombria de um grande artista.

 

Novas músicas: Astronoid, Dream Theater e Walk The Moon

Astronoid
Foto: Divulgação/Karen Jerzyk

O quarteto de post-metal Astronoid irá lançar um álbum homônimo no início de Fevereiro e já está dando uma prévia do que vem por aí.

“A New Color” é a primeira faixa de Astronoid e mostra as diversas influências da banda. Ouça abaixo:

Dream Theater

Foto via Shutterstock

Em Fevereiro, o Dream Theater lança Distance Over Time, seu décimo quarto álbum de estúdio.

“Fall Into The Light” é o segundo single divulgado pela banda de metal progressivo. Confira:

Walk The Moon

Foto: Divulgação

“Timebomb” é o primeiro single dos norte-americanos do Walk The Moon desde o último álbum, What If Nothing, lançado em 2017.

A música surfa na mesma vibe dançante que apresentou a banda ao mundo em 2014. Ouça logo abaixo:

Boogarins retorna com o álbum “Sombrou Dúvida” em Maio

Boogarins
Foto: Reprodução

Um dos nomes que mais chamam atenção no cenário brasileiro dos últimos anos, o Boogarins ressurge neste primeiro semestre com o sucessor do ótimo Lá Vem A Morte (2017). O novo material se chama Sombrou Dúvida, e será lançado em 10 de Maio.

E, na esteira do lançamento, a banda goiana leva seu neopsicodelismo ao exterior, com shows na Inglaterra em Julho, e Polônia em Agosto, no OFF Festival. O disco também terá distribuição mundial através do selo Overseas Artists.

Confira a capa e a tracklist de “Sombrou Dúvida”:

Foto: Divulgação/Facebook

Tracklist:

01. As Chances
02. Sombra ou Dúvida
03. Invenção
04. Dislexia ou Transe
05. A Tradição
06. Nos
07. Tardança
08. Desandar
09. Te Quero Longe
10. Passeio

16 anos depois, Bill Murray e Sofia Coppola retomam parceria em novo filme

Bill Murray e Sofia Coppola em
Foto: Reprodução

Em 2003, Sofia Coppola dirigiu Bill Murray no elogiado Encontros e Desencontros, ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original e segundo título do currículo da diretora.

E agora, 16 anos depois do sucesso do longa, também estrelado por Scarlett Johansson, a dupla retoma a parceria na película On The Rocks.

O lançamento será uma parceria da Apple com a produtora independente A24, responsável pelo sucesso Moonlight. A trama gira em torno de uma jovem mãe que precisa lidar com um pai playboy enquanto se aventura por Nova York. Rashida Jones está confirmada como a protagonista do filme, contracenando com Murray.

Coppola assina a direção e produção do filme, ao lado de Youree Henley, com quem trabalhou em Bling Ring e O Estranho que Nós Amamos, último filme lançado por Sofia em 2017.

Arctic Monkeys toca faixas de “Tranquility Base Hotel & Casino” em apresentação exclusiva; assista

Arctic Monkeys no Austin City Limits TV
Foto: Reprodução/YouTube

Os britânicos do Arctic Monkeys participaram de um especial do programa Austin City Limits neste sábado (19), onde tocaram um pequeno set de músicas do álbum Tranquility Base Hotel + Casino, lançado em 2018.

A banda se apresenta no festival de mesmo nome em Outubro, que também terá nomes como Paul McCartney, Metallica e The National no line-up.

Confira as performances de “Tranquility Base Hotel + Casino” e “The Ultracheese” logo abaixo:

Anthony Green nos fala sobre retorno ao Saosin: “tem que ser 100% divertido”

saosin-anthony-green-entrevista
Foto: divulgação

Um dos principais nomes da cena do emo/post-hardcore norte americano desde o início dos anos 2000, o Saosin está prestes a desembarcar no Brasil para a sua primeira turnê sul americana, como noticiamos aqui no TMDQA! em Agosto do ano passado.

O quarteto vem ao nosso continente no início de Fevereiro para tocar músicas de todos os seus discos e promover o álbum Along The Shadowo primeiro com o vocalista Anthony Green de volta à formação da banda desde 2004.

O carismático frontman, dono de uma voz aguda singular com um alcance invejável, já havia falado conosco sobre polarização política, música clássica e a segunda vinda do Circa Survive ao Brasil em entrevista que rolou em Setembro do ano passado. Essa semana, mais uma vez ligamos para Anthony para relembrar os momentos vividos no Brasil em 2018 e saber mais sobre todo o vai-e-vem na carreira do Saosin, relações recém-solidificadas com o antigo vocalista Cover Reber e expectativas para a estreia da sua banda original em terreno sul americano.

Leia após o player!

TMDQA: E aí Anthony, tudo bem? Já com saudades daqui?

Anthony Green: Bom falar com vocês de novo! Estou muito bem, obrigado. Empolgado por poder retornar ao Brasil.

TMDQA: Agora que já se passaram alguns meses desde os shows do Circa Survive no Brasil, quais foram os sentimentos que ficaram após essa segunda passagem pelo nosso continente? 

Anthony Green: Nós nos divertimos muito, adoramos tocar na América do Sul. Os shows sempre são incrivelmente empolgantes.

TMDQA: Dessa vez você vêm ao país com o Saosin, após um retorno à formação como vocalista, e também será responsável por abrir os shows com o seu material solo. Como você lida com a mudança de dinâmica entre esses dois projetos e o Circa Survive? Quais são as diferenças e semelhanças entre cada um?

Anthony Green: Eu acho que tudo que envolve as duas bandas é muito diferente, mas a energia é comparável. Eu diria que a energia das performances com o Saosin é muito mais pra cima, consistente e às vezes os shows se tornam mais intensos. Acho que essa intensidade dos shows não se traduz muito na estética das performances, mas sim no que diz respeito à música ser mais rápida, agressiva, então o andamento do show é mais intenso. A energia emocional nas performances das duas bandas é muito similar.

TMDQA: O Saosin tem um som um pouco mais “agressivo” mesmo, quando comparamos com a sonoridade do Circa Survive, que é mais melódica e tem todo esse clima das ‘ambiências’ que vocês criam ao vivo.

Anthony Green: Exato, concordo totalmente.

TMDQA: Vocês já estão vivendo esse ciclo do último álbum, Along The Shadow, há 3 anos.  Como tem sido a resposta da cena, dos críticos e dos fãs desde o seu lançamento até hoje, tanto nas mídias sociais quanto pessoalmente, em shows e meet & greets ao redor do mundo?

Anthony Green: Todo mundo com quem eu conversei, e isso pode ser meio tendencioso já que não conheço tanta gente assim, mas as pessoas parecem ter gostado muito. Eu falo como um fã da banda, e eu era um fã do Saosin enquanto o Cover [Reber] era o vocalista, e sou um admirador do som que a banda faz em geral. Como eu vivi o ponto de vista de um outsider dessa formação por um tempo, eu quis fazer um disco do qual eu me orgulhasse , como um fã — e hoje eu me sinto orgulhoso do que construímos.

TMDQA: Você pode nos contar um pouco mais sobre os desafios na gravação desse disco, levando em consideração que você estava vindo de um hiato na formação do Saosin desde 2004  e que nesse meio tempo a banda ainda perdeu um guitarrista [Justin Shekoski, também ex-The Used]?

Anthony Green: O louco é que foi muito parecido com a forma que gravamos o nosso primeiro EP [Translating The Name, 2003] juntos. Beau [Burchell, guitarra] escreveu todo o instrumental daquele primeiro EP, e ele e o Chris [Sorenson, baixo] escreveram todas as músicas do último disco. Justin nunca chegou a compor com a banda, ele só chegava para gravar e tocava muito em cima do que já tinha sido escrito. Então nós acabamos escrevendo muitas músicas dessa forma: os caras me mandavam uma ideia, e ao invés de estar com eles lá na Califórnia em um estúdio de madrugada, eu gravava de um estúdio local com o meu produtor, Will Yip, aqui onde moro, fazendo vocais para umas músicas e enviando de volta para eles.

Então foi assim que gravamos o disco, tiramos um tempo para nós durante o verão e aproveitamos esse processo de ficar enviando faixas um para o outro.

TMDQA: E qual é a sua “sede” hoje em dia, onde fica o seu estúdio?

Anthony Green: O estúdio onde eu gravei é o Studio 4 na Filadélfia e é um lugar incrível. Eu tento ir lá sempre que posso, o Will ou algum outro produtor fica trabalhando com outros artistas ao longo do dia e ele tenta encaixar um horário para mim sempre que está disponível à noite – se isso não for matar ele de cansaço, é um cara ocupado.

TMDQA: Mas a banda nunca se reuniu por completo presencialmente para gravar durante essas sessões do Along The Shadow?

Anthony Green: Ah claro, nós escrevemos algumas músicas juntos antes de tudo começar. Eu fui para a Califórnia fazer alguns shows com eles e nós começamos a escrever ali músicas que acabaram entrando para o disco como “Control and The Urge To Pray” ou “Illusion & Control”, alguma delas. A primeira música que eu escrevi [para esse disco] foi durante um ensaio. Estávamos ensaiando e eles me mostraram essa ideia nova que ainda não tinha vocais e disseram ‘ei, a gente tava brincando com essa ideia aqui e queríamos saber onde você consegue chegar com ela’, eu comecei a escrever a letra na hora e rolou, foi muito divertido.

TMDQA: Eu perguntei isso porque me parece sempre melhor quando todos estão no mesmo espaço físico na hora de gravar. Às vezes você está gravando uma linha de vocal e o guitarrista fala “uhm…acho que isso não está funcionando. E se fosse em outro tom?” ou algo assim, mudando a dinâmica da gravação.

Anthony Green: Eu concordo totalmente com você, definitivamente existe uma energia que fica faltando quando não estão todos lá fisicamente. Mas existe algo muito legal também em todos poderem ter o seu próprio espaço para tentar coisas diferentes de forma criativa, e todos estavam encorajando isso o tempo inteiro. A música começava finalmente a tomar forma e todos amavam o resultado, então foi uma experiência muito positiva ao mesmo tempo.

TMDQA: Após a saída do [ex-vocalista] Cover Reber, o Saosin passou por várias especulações até fechar negócio com o seu retorno. Tiller Pearson [Tides of Man] queria muito o emprego, houve especulação sobre Charles Furney [Secret and Whisper] assumir a sua função também. Mesmo quando você voltou a cantar com a banda, levou um tempo até que oficializassem o seu retorno. Foi um processo estranho de alguma forma, ou a decisão de retornar ao Saosin foi fácil de ser tomada?

Anthony Green: Não existiu um processo, nós meio que só voltamos para tocar alguns shows. Não estávamos cogitando virar uma banda de novo ou gravar um disco. Tudo meio que acabou acontecendo de um jeito orgânico. Não existiu um momento onde alguém virou e falou “e aí, isso é oficial agora?”. Nós só estávamos tocando, em algum ponto alguém disse “seria bem legal fazer mais disso”, eu só concordei e todos nós nos conectamos de um jeito que não havia a necessidade de dizer isso com palavras. A ideia de gravar um disco veio da mesma forma com que ela sempre surge, é tão divertido tocarmos música juntos que isso só acaba acontecendo.

A pressão foi zero para fazer isso, nós só fizemos porque era divertido. Ninguém tinha que fazer isso. Mesmo agora com as turnês, ninguém foi obrigado a participar delas. Nós quisemos ir pra América do Sul tocar, porque a energia é demais, os fãs são malucos e incríveis, mesmo que só tenham 20 pessoas lá o show vai ser doido e o melhor que você já tocou na vida, então o Saosin tem que ser assim: 100% divertido pra gente. Nunca será aquela banda que é focada na carreira comercial e tenta ser conceitualmente gigantesca com algum propósito maior que a música, é só um projeto incrivelmente divertido no qual nós podemos pular, tocar hardcore e transmitir bons sentimentos.

TMDQA: E a nossa percepção de fora é que Saosin tem sido assim mesmo, desde o início.

Anthony Green: Exato! Na verdade é até melhor agora do que sempre foi, porque temos a vantagem de termos evoluído em uma relação que já foi muito complicada no início, e agora como adultos temos esse sentimento de gratidão uns pelos outros. Quando nós voltamos, havia esse sentimento incrível onde nós estávamos muito felizes pelo simples fato de ainda podermos tocar e fazer música juntos, e ainda é assim todo dia. Eu creio que Beau e Chris acharam que não teriam mais uma banda, eu achava que jamais tocaria essas músicas de novo e elas significam muito pra mim. Creio que o fato de todos nós termos nos reconectado nesse momento das nossas vidas e podermos ter um projeto musical divertido que criamos e nutrimos ao longo dos anos, juntos ou separados, é algo que nos torna muito sortudos.

TMDQA: Em Dezembro do ano passado durante shows comemorativos de fim de ano, o Cover [Reber, ex-vocalista do Saosin] se uniu a vocês no palco para uma performance das músicas “You’re Not Alone” e o clássico “Seven Years”. Como foi que isso aconteceu?

Anthony Green: Nós estávamos planejando alguns shows e ficamos sabendo que o Cover estava prestes a lançar uma banda nova [Dead American] e seria legal se eles tocassem com a gente. Fizemos vários shows na Califórnia ano passado e nós acabamos tocando uma das músicas que ele havia gravado com o Saosin e foi muito divertido, algo com o qual eu me conectei muito. Como eu sou um fã do Saosin também, não só o vocalista, eu queria ver ele ali cantando e dando a sua contribuição. Voltando ao tema de estarmos mais velhos, mais maduros, nós dois conseguimos deixar pra trás muitas coisas que estavam acontecendo, que envolviam o relacionamento dele com a banda, o meu relacionamento com a banda, e nos focamos em celebrar a música juntos, como pessoas que podem olhar a situação de uma perspectiva única e externa: a de estar na banda, depois ser removido dela, observar a banda do lado de fora, do público, e depois poder voltar pra dentro da formação de novo, tocando.

Eu não me surpreenderia se nos uníssemos de novo para tocarmos mais músicas juntos. Estamos sempre abertos a evoluir e fazer coisas novas. Ele [Cover] é um cara incrível e me sinto feliz em poder ter me conectado com ele.

TMDQA: Como mencionamos antes, você vai dividir essa turnê entre o seu material solo na abertura dos shows do Saosin. Esse material será acústico somente com você no palco ou haverão outros músicos acompanhando? O que podemos esperar?

Anthony Green: Não, vai ser só eu tocando. Acho que vai ser um jeito mais suave e tranquilo de iniciar a noite, uma forma boa para eu poder aquecer a minha voz. E de uma forma bem egoísta, estou feliz por poder tocar minhas músicas para as pessoas que estarão lá nos shows.

TMDQA: Você tem uma das vozes agudas com mais personalidade que conheço, e tem um alcance vocal bastante invejável, além de gritar um bocado no Saosin. Quais são os “rituais de manutenção” que você tem que fazer para não danificar suas cordas vocais antes de cantar por uma hora e meia toda noite?

Anthony Green: Não fale muito, tente comer alimentos saudáveis, acho que não beber nem fumar são sempre hábitos bons, ter uma boa noite de sono ajuda bastante você a manter a sua voz.

TMDQA: Vocês supostamente tocarão músicas de todos os discos nessa turnê. Isso envolve as que não tiveram os vocais gravados por você?

Anthony Green: Muito possivelmente. Eu não quero estragar as surpresas, mas provavelmente, sim.

TMDQA: Agora que eu imagino que o ciclo do Along The Shadow esteja chegando ao fim, quais são os planos para o Saosin em 2019? Além das turnês, vocês lançarão algum material inédito?

Anthony Green: Esse ano de 2019 para o Saosin vai ser muito tranquilo. Eu não posso dizer exatamente o que estamos planejando, porque paralelamente tem muito material novo sendo preparado com o Circa Survive, mas quando a hora chegar, haverão mais músicas novas do Saosin em algum momento no futuro. Eu não sei dizer quando, mas vamos deixar rolar e tirar o nosso tempo para criá-las.

TMDQA: Anthony, foi um prazer falar com você de novo e mal podemos esperar para vê-lo em ação com o Saosin aqui no Brasil mês que vem.

Anthony Green: O prazer foi todo meu. Se cuidem e vemos vocês nos shows em breve.

Saosin + Anthony Green no Brasil – Tour 2019

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