sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Prophets of Rage critica o racismo em clipe elétrico de “Strength in Numbers”

Prophets Of Rage
Foto: Divulgação

A energética sétima faixa do disco homônimo do Prophets of Rage, “Strength in Numbers”, ganhou um clipe de tom crítico à situação política e social dos Estados Unidos.

O país que, recentemente viu os jogadores da NFL (Liga de Futebol Americano) ficarem de joelhos durante a execução de seu hino como protesto, voltou a viver intensos e acalorados debates sobre a opressão racial que acontece no território.

Formado em 2016 e apresentado ao mundo de maneira mais objetiva ao lançar, no mês passado, o primeiro álbum de estúdio da carreira, o supergrupo não foge às características dos projetos principais de seus integrantes (Rage Against The Machine, Cypress Hill, Public Enemy).

Chuck D, um dos membros do projeto, falou um pouco sobre a mensagem que o vídeo tenta transmitir e ainda levantou um questionamento sobre a oposição que está acontecendo a Colin Kaepernick (atleta responsável por dar início à onda de protestos contra o preconceito racial):

Quase nada pode ser superado se for feito em coletividade. Um movimento não é algo individual. A oposição que está sendo feita a Colin Kaepernick no mundo dos esportes é por causa do seu ato de ficar de joelhos ou por ser ‘o NEGRO’?

O videoclipe está disponível logo abaixo.

Strength In Numbers

Strength In Numbers"ALMOST anything can be built or toppled with a collective force. A movement is never about an individual. On the opposition of Colin Kaepernick in today's sports world, we ask ‘is it the KNEE or is it The NEGRO?'"- Chuck D

Posted by Prophets of Rage on Monday, October 16, 2017

 

The Breakfast Club terá edição com quase uma hora de cenas inéditas

The Breakfast Club
Foto: Divulgação

Os fãs de The Breakfast Club poderão adquirir uma edição especial do filme nos próximos meses.

Produzida pela Criterion Collection, empresa responsável por publicar materiais especiais de grandes nomes da TV e do cinema, a nova edição trará um acréscimo de 50 minutos ao tempo original do filme, devido à presença de cenas inéditas. Além disso, as imagens serão restauradas e exibidas em definição 4K (Ultra HD).

A novidade ainda vai trazer uma narração das anotações feitas por John Hughes, diretor do longa-metragem, durante a produção do mesmo. O filme tem previsão de lançamento para o dia 2 de Janeiro de 2018 e já está em fase de pré-venda.

Para ir administrando – ou não – a ansiedade, assista ao trailer abaixo:

Foo Fighters lança uma nova música, “Soldier”, por causa beneficente

Foo Fighters
Foto: Divulgação

O Foo Fighters mal acabou de lançar um novo disco de estúdio e já disponibilizou mais uma música inédita.

Trata-se de “Soldier”, que faz parte de um projeto que tem como objetivo arrecadar fundos para a Planed Parenthood.

A organização sem fins lucrativos trabalha com cuidados de saúde reprodutiva e orientação, principalmente para jovens, quanto a questões como as primeiras relações sexuais e gravidez.

Após o início do governo Trump, a Planned Parenthood passou a sofrer com cortes de dinheiro que vinham do governo, já que a base eleitoral Republicana do Presidente critica a instituição dizendo que tudo que eles fazem é providenciar aborto para jovens garotas, e agora diversas iniciativas têm aparecido para ajudar a ONG.

Artistas como St. Vincent, Bon Iver, John Legend, Sleater-Kinney e mais se juntaram para gravar músicas inéditas e disponibilizar 100% do dinheiro arrecadado com elas para a PP.

Uma caixa custando 100 dólares irá organizar tudo em discos de vinil de 7 polegadas e já está disponível por aqui.

A colaboração do Foo Fighters aparece com a inédita “Soldier” e você pode ouvi-la logo abaixo.

Foo Fighters - Soldier

Ingressos para shows no Brasil

Vale lembrar que em 2018 a banda de Dave Grohl e companhia vem ao Brasil acompanhada do Queens Of The Stone Age para shows em quatro cidades.

Você pode encontrar ingressos e parcelar tudo em até 12 vezes clicando aqui.

Quentin Tarantino sabia da conduta de Harvey Weinstein e está “envergonhado”

Quentin Tarantino e Harvey Weinstein
Fotos via Shutterstock

Quentin Tarantino está arrependido e envergonhado.

Pelo menos é o que diz o New York Times em uma nova matéria cujo assunto é Harvey Weinstein, figurão de Hollywood que trabalhou com o diretor em filmes como Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill Bill, Bastadors Inglórios e Os Oito Odiados.

Segundo o texto, o diretor “mais próximo a Harvey” em toda indústria do cinema disse em entrevista que sabia da conduta de abusos por parte do produtor e foi claro ao revelar que não estava ouvindo boatos ou informações de terceiros:

Eu sabia o suficiente para fazer mais do que fiz. Havia mais coisas do que os rumores normais, a fofoca normal. Não era algo que eu ouvia de outras pessoas. Eu sabia que ele tinha feito algumas dessas coisas.

Eu gostaria de ter me responsabilizado pelo que ouvi. Se eu tivesse feito o que deveria ter feito, teria que deixar de trabalhar com ele.

Dois acontecimentos em especial vieram à tona para Quentin Tarantino de forma bem clara: primeiro quando sua ex-namorada, Mira Sorvino, lhe contou sobre avanços de Weinstein para cima dela, incluindo contatos físicos forçados. Ele também sabia que Rose McGowan havia entrado em acordo judicial com o produtor por conta de atos parecidos:

O que eu fiz foi marginalizar os incidentes e tratá-los como coisas menores. Qualquer coisa que eu disser agora irá soar como uma desculpa horrível.

Há 22 anos, quando Tarantino começou a namorar Mira Sorvino, ela lhe contou que pouco tempo antes Harvey havia feito uma massagem sem a sua permissão, havia lhe perseguido em um quarto de hotel e aparecido de surpresa em seu apartamento no meio da noite.

LEIA TAMBÉM: America Ferrera e Reese Witherspoon dizem que sofreram abusos aos 9 e 16 anos de idade

Quentin disse que ficou “chocado e abalado”, mas entendeu que tratava-se de uma exceção e que Harvey estaria obcecado por Mira: “Eu não acreditava que ele faria essas coisas de forma tão aberta. Fiquei tipo, ‘Sério? Sério?'”

Desde que diversas atrizes resolveram contar suas histórias envolvendo abusos de Harvey Weinstein, muitos passaram a questionar o diretor de filmes aclamados como Pulp Fiction, já que a relação dos dois é muito próxima.

Além de distribuir seus filmes, Harvey ainda dava festas para Quentin como uma recente onde celebrou o noivado do amigo.

 

Lila Canta Carnaval: clássicos brasileiros ganham versões incríveis com a cantora

Lila Canta Carnaval

Há algum tempo a cantora Lila foi convidada pelo Canal Bis para participar do programa Versões, onde escolheu o carnaval como tema.

Junto com o produtor Lucas Vasconcellos e o baterista Gabriel Barbosa, apresentou releituras de clássicos com versões minimalistas e a sua própria cara, no que resultou em um trabalho incrível.

Lila gostou tanto de tudo isso que resolveu lançar 3 das 12 músicas em um EP chamado Lila Canta Carnaval e gravou as versões como elas foram imaginadas para o programa na televisão.

Dessa forma, “Anunciação” de Alceu Valença ganhou um arranjo com rhodes e beat eletrônico. “De ladinho”, de Ivete Sangalo, virou uma jam e “Swingue da Cor”, de Daniela Mercury, mistura cavaco-banjo, guitarra e bateria.

Com estreia exclusiva hoje aqui no TMDQA!, você pode ouvir o EP de Lila, que estará nas plataformas de streaming nos próximos dias, logo abaixo.

 

Vídeo: Bon Iver se apresenta para apenas uma fã em sessão acústica

Bon Iver - Justin Vernon tocando para uma fã
Foto: Reprodução / YouTube

O que você faria se tivesse a oportunidade de assistir a uma apresentação do seu artista favorito feita só para você?

Entre cada um dos shows do festival Michelberger Music, em Berlim, a organização do evento “sequestrou” uma pessoa da plateia e a levou, vendada, para uma pequena sala e a colocou sentada à frente de um dos artistas do line-up, que então fazia uma pequena apresentação intimista apenas para aquela pessoa.

A primeira delas a ser compartilhada contou com Justin Vernon, conhecido pelo seu trabalho no Bon Iver. Na ocasião, Vernon reinventou a canção “8 (circle)”, do seu último álbum 22, A Million, para uma fã sortuda.

Você pode conferir a intensa performance logo abaixo.

Thundercat mostra toda a sua proficiência no Tiny Desk, da NPR; assista

Thundercat no Tiny Desk, da NPR
Foto: Jennifer Kerrigan/NPR

Thundercat acaba de gravar uma apresentação para o Tiny Desk, quadro da NPR que convida diversos músicos para fazer sessões intimistas no próprio escritório da rádio.

Na ocasião, o músico apresentou três canções de seu mais recente álbum de estúdio — Drunk, lançado em Fevereiro. As três faixas escolhidas foram “Lava Lamp”, “Friend Zone” e “Them Changes”, e você pode conferir as três na íntegra a seguir.

Além do sucesso alcançado com Drunk, a trajetória de Thundercat nos últimos anos está sendo incrível. Em 2015, o músico foi o alvo de muitos elogios após sua contribuição na obra-prima To Pimp A Butterfly, álbum de Kendrick Lamar que acabou sendo unanimemente louvado pela crítica e rendeu dezenas de prêmios ao rapper.

Vale lembrar que a carreira solo do músico se iniciou após passar nove anos sendo o baixista do Suicidal Tendencies, famosa banda de crossover thrash. Ou seja: do pop ao hip-hop, do thrash ao R&B, o músico possui um catálogo de dar inveja e que promete agradar fãs dos mais variados estilos.

Dê uma chance e conheça um pouco mais do trabalho dele logo abaixo.

Set List:

1. “Lava Lamp”
2. “Friend Zone”
3. “Them Changes”

Cena inédita de “Singles” tem Pearl Jam e Matt Dillon dando boas risadas

Pearl Jam em Singles
Foto: Reprodução / YouTube

Em 1992 o diretor Cameron Crowe lançou um filme chamado Singles, onde contou histórias baseadas em jovens que moravam em Seattle quando o grunge explodiu.

Quem faz parte do elenco é o ator Matt Dillon, que junto de Eddie Vedder, Stone Gossard e Jeff Ament, todos do Pearl Jam, tem uma banda chamada Citizen Dick.

O site Alternative Nation publicou, através do PearlJamOnline, um vídeo com uma cena extra do filme (conhecido como Vida de Solteiro aqui no Brasil) onde a Citizen Dick aparece reclamando de críticas e dizendo que ainda assim fará um grande show em Portland.

LEIA TAMBÉM: edição comemorativa da trilha de Singles tem inéditas de Chris Cornell, Mudhoney e mais

Matt Dillon faz o papel do vocalista que reclama de tudo e enquanto ele esbraveja os músicos de verdade dão boas risadas até ouvirem a ordem de corte do diretor.

Você pode assistir logo abaixo.

Trailer: Dave Mustaine (Megadeth) faz a voz de vilão em filme de terror à la Jogos Mortais

Halloween Pussy Trap Kill Kill!
Foto: Reprodução / YouTube

Halloween Pussy Trap Kill! Kill! é o nome de um novo filme de terror que será lançado em breve e conta com algumas fórmulas bem manjadas.

A história gira em torno de uma banda que toca na noite de Halloween e tem problemas com a sua van, sendo “resgatada” por um homem em um posto de gasolina.

Acontece que esse cara leva todo mundo para um galpão onde uma figura assustadora controla os destinos de cada um a partir de atividades que envolvem sangue e outras tantas coisas nojentas.

Como o Loudwire bem descreveu, parece uma “versão punk rock” de Jogos Mortais, e quem faz a voz do vilão é Dave Mustaine, vocalista do Megadeth.

Você pode ver a sinopse e assistir ao trailer do filme logo abaixo.

Na noite de Halloween uma banda de rock só com meninas chamada Kill Pussy Kill se aventura para fazer o maior show da carreira. Entretanto, antes de pegar a estrada elas involuntariamente irritam um homem. Infelizmente esse homem é um gênio do mal que irá procurar vingança.

O gênio do mal consegue enganar as meninas e levá-las para sua Casa do Inferno, e quando elas acordam após desmaiarem por conta de um gás, se encontram presas em uma sala onde há uma série de dispositivos que pode matá-las bem como uma série de armas que podem ser usadas em outras pessoas.

As regras são simples: avance por todas as três salas e você estará livre. A pegadinha é, para avançar para a próxima sala, alguém deve morrer!

Com o relógio correndo e o gênio do mal assistindo, a pergunta é… você está disposto a matar para ficar vivo?

Megadeth no Brasil

A banda irá desembarcar para shows no Brasil ao final de Outubro e começo de Novembro.

Garanta seu ingresso parcelado em até 12x clicando aqui.

Podcast TMDQA! #13 – Os “rockistas” e o sertanejo

Podcast TMDQA! #13
(ilustração: Henrique Codonho com imagem de divulgação)

Com o Rock in Rio e o São Paulo Trip, grandes nomes do rock vieram para o Brasil. Algumas dessas bandas, embora não tenham produzido nada de relevante nos últimos anos, arrastaram multidões nas duas maiores cidades do país. Por esses e outros motivos, grupos como Bon Jovi, Guns N’ Roses e Def Leppard levaram a alcunha de “rock farofa”.

Esses casos levantaram uma questão: existe alguma diferença significativa entre o som dessas bandas e o trabalho feito pelas duplas sertanejas brasileiras?

Se cantamos a plenos pulmões os hits mais manjados das bandas de fora, por que não podemos reconhecer os sucessos pop daqui? Há uma questão de classe nessa discussão? Quando vamos parar de discutir qual gênero é melhor e olhar para a música brasileira como um todo?

Nossa página oficial é o SoundCloud, que você encontra no player abaixo. Também estamos em todos os agregadores, como iTunes, Deezer e Podflix. É só jogar “TMDQA!” na busca pra nos encontrar.

Vem trocar ideia! Mande uma mensagem de voz pro WhatsApp (11) 98947-8056 que no próximo episódio você vai ao ar!

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Ficha técnica

Duração: 58’25”
Apresentação e edição: Rafael Teixeira
Comentários: Tony Aiex e Daniel Pandeló Corrêa
Vinhetas: Natália André
Ilustrações: Henrique Codonho

Links

Resenha de Paul McCartney em São Paulo – TMDQA!
Resenha do festival Radioca, em Salvador – TMDQA!
Humorista inglês critica Donald Trump no YouTube
Questão levantada por jornalista carioca no Facebook
Legião Urbana se apresentando no Perdidos na Noite – TMDQA!
Royal Blood zoa playback em TV japonesa – TMDQA!

Músicas (em ordem)

Kevin MacLeod – “Slow Burn”
Paul McCartney – “Live And Let Die” (ao vivo no Brasil)
Bon Jovi – “Never Say Goodbye”
Jorge e Mateus – “Se o Amor Tiver Lugar”
Simone e Simaria – “Regime Fechado”
Radiohead – “Lotus Flower”
Taylor Swift – “Our Song”
Red Hot Chili Peppers – “Californication”
Smashing Pumpkins – “Cherub Rock”
Raça Negra – “Será”

St. Vincent faz grande cover de “London Calling”, do The Clash; ouça

St. Vincent

Na semana passada a sempre excelente St. Vincent lançou MASSEDUCTION, seu novo álbum de estúdio.

Desde então, a cantora entrou no ciclo de promoção de seu novo disco, com uma série de shows marcados na América do Norte e na Europa.

Recentemente ela apareceu no programa de Jools Holland, no Reino Unido, onde tocou um clássico country com o apresentador e ainda mostrou parte de seu novo material.

Agora, a artista participou do programa da apresentadora Annie Mac na BBC Radio 1 munida apenas de violão e voz, onde fez uma bela apresentação acústica dos singles “Los Ageless” e “New York”.

Mas a maior surpresa do mini-show foi um excelente cover de “London Calling”, grande clássico do The Clash. Mesmo não contando com a icônica linha de guitarra da música, a cantora fez um ótimo trabalho adaptando a canção para o seu estilo.

Você pode conferir o resultado logo abaixo. O cover de “London Calling” começa a partir dos 18 minutos no player da BBC, e um usuário subiu a versão também em um vídeo.

Dot Legacy, com os franceses mais brasileiros do rolê, lança novo EP

Dot Legacy
Foto: Divulgação

Dot Legacy é uma banda francesa de rock alternativo que há algum tempo tem seu nome ligado ao Brasil e agora está deixando essas ligações ainda mais próximas.

O grupo assinou com a brasileira Elemess (Far From Alaska, Supercombo, Ego Kill Talent) e está lançando um novo EP chamado Stereo, que tem cinco faixas incluindo uma batizada em Português, “Vivendo Só”.

Além disso, os caras vêm ao Brasil para uma série de shows em Novembro e Dezembro, e têm a presença confirmada no Festival Do Sol (que rola entre 11 e 12 de Novembro em Natal) e integra a lista de showcases da Semana Internacional de Música de São Paulo, entre 06 e 10 de Dezembro.

Você pode ouvir o novo EP do Dot Legacy, Stereo, com exclusividade no TMDQA! logo abaixo.

Resenha: John Mayer encontra o amor de São Paulo em sua “busca por tudo”

John Mayer no Brasil
Foto: Divulgação / Allianz Parque

A essa altura de sua carreira, depois de 7 discos de estúdio lançados e 8 Grammys na conta, devemos tratar John Mayer com os devidos e merecidos créditos: ele é definitivamente um dos principais e melhores guitarristas em atividade hoje em dia, assim como um brilhante compositor de músicas pop.

O homem respira música e seus riffs, solos, hooks e timbres impecáveis que passeiam com naturalidade do pop ao blues parecem ter sido criados para doutrinar a geração que foi apresentada à música a partir do início dos anos 2000 e que talvez não tenha se familiarizado com nomes de guitarristas lendários como Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan, B.B. King e Buddy Guy – referências declaradas de Mayer e facilmente reconhecíveis ao longo de sua discografia e de suas performances ao vivo.

E que performances. Se formos julgar pela dessa última quarta-feira, 18 de Outubro, em São Paulo no Allianz Parque, fica evidente que John está vivendo a sua melhor fase.

O guitarrista veio ao Brasil para promover seu último lançamento, o excelente disco The Search For Everything, marcado por uma mistura de todas as sonoridades que o tornaram conhecido até agora: o Pop mesclado com Blues, Folk e até uma pitada de Country Music.

Sua primeira passagem pelo país foi em 2013, com uma apresentação na Arena Anhembi em São Paulo e com um set de 1 hora na 4ª edição do Rock in Rio no Rio de Janeiro. Agora, John veio preparado para uma turnê sul-americana mais robusta com 5 datas no Brasil, e que teve início na capital paulista.

E o fim de tarde quente bem no meio da semana parecia pedir por um show ao ar livre e uma oportunidade de sair do trabalho, escola ou faculdade um pouco mais cedo, mas por volta das 20h o público paulistano ainda começava a chegar aos seus lugares dentro do estádio palmeirense de forma tímida. Até o momento do show de abertura do duo mexicano Rodrigo Y Gabriela, podíamos observar grandes porções vazias em todos os setores, da pista à cadeira superior.

A dupla de violeiros, desconhecida da maioria da plateia (e que não teve o seu nome inserido na comunicação do show em momento algum), não parecia se importar muito com o fato e aproveitou a oportunidade de tocar em um grande estádio fazendo o seu set instrumental, composto de arranjos com sonoridade latina muito marcante acompanhadas de dedilhados rápidos e toques de percussão no próprio corpo de seus violões. Com um sorriso no rosto da hora que entraram no palco à hora que saíram, Rodrigo e Gabriela se despediram então para a entrada da atração principal.

Por volta das 21h20, com o estádio mais lotado, porém ainda distante de sua capacidade total, fomos apresentados à turnê de The Search For Everything, que através de projeções nos telões do palco tratou o espetáculo como um filme: os créditos iniciais revelaram o elenco (músicos de apoio e equipe de produção), capítulos definidos (John trouxe de volta a estrutura “banda completa / set acústico / trio de blues” que ficou marcada pelo DVD ao vivo Where The Light Is: Live in Los Angeles) e o nome do grande protagonista tomou a tela para dar início ao show.

O 1º capítulo abriu a noite com a talentosa banda de John Mayer (que contava com David Ryan Harris e Isaiah Sharkey nas guitarras, Tiffany Palmer e Carlos Ricketts como vocalistas de apoio, Larry Goldings no teclado e os talentosos Pino Palladino e Steve Jordan no baixo e na bateria, respectivamente) apresentando composições do disco novo como “Helpless”, “Moving On and Getting Over” e “Changing” sendo muito bem recebidas pelo coral da plateia, que cantava os sons como se fossem velhas conhecidas já. O grupo intercalou o set com algumas favoritas de longa data do público em um medley de “Why Georgia?” e “No Such Thing”.

Com muitas bexigas na pista mais próxima ao palco sendo jogadas para o céu, o público paulistano ainda aproveitou para puxar um “Parabéns pra Você” (em inglês) para o guitarrista, que acaba de completar 40 anos de idade.

O 2º capítulo da performance esvaziou o palco e deixou John e seu violão responsáveis por um set acústico de 3 músicas: o seu hit “Daughters”, “Emoji of A Wave” e um cover da música “Free Fallin'”, de Tom Petty, que já esteve presente no set de Mayer em outras ocasiões, mas que foi executada pela primeira vez desde o falecimento do cantor e dedicada à sua memória.

O 3º ato da noite foi precedido de um vídeo introdutório sobre o retorno do John Mayer Trio aos palcos, formação que também conta com Pino Palladino e Steve Jordan na cozinha e que já lançou um belo disco ao vivo em 2005 (Try!). O trio representa a vertente mais voltada ao Blues das composições do guitarrista, e onde realmente podemos testemunhar a virtuosidade da sua relação com o instrumento. Os músicos transformaram um estádio de futebol em um pequeno clube de blues e de forma muito confortável lançaram grandes jams embaladas pelos solos de Mayer em músicas como “Everyday I Have The Blues”, “Who Did You Think I Was?”, “Vultures” e “Crossroads”, cover de Eric Clapton.

John Mayer, Pino Palladino e Steve Jordan em ação.

O capítulo final da “busca por tudo” de John Mayer em São Paulo trouxe uma reprise da banda completa ao palco, onde então presentearam os fãs apaixonados e barulhentos com músicas do disco ContinuumBorn and Raised Battle Studies.

Antes de partir para o bis, Mayer agradeceu por todo o amor que recebe do Brasil pessoalmente e através das mídias sociais – disse que sempre lê os comentários pedindo “come to Brazil” pelo seu celular antes de dormir, e que no que depender dele retornará ao nosso país para sempre. Ainda aproveitou para fazer uma reflexão sobre os seus 40 anos e deixou um conselho da experiência para os mais novos:

Passamos a vida desejando que situações chatas ou incômodas passem rápido. Todos nós temos trabalhos, ficamos presos no trânsito, reclamamos de voos muito longos ou queremos que a semana acabe mais depressa. E no fim, com isso só estamos desejando menos tempo. E ao desejar menos tempo, a vida passa depressa e quando nos damos conta, temos 40 anos. Então o meu conselho é, nunca desejem ter menos tempo…

E com um clima muito harmonioso e emotivo entre artista e público, a banda de John Mayer partiu para as duas últimas músicas da noite: “Dear Marie” e “Gravity”. A última foi tomada por um belo espetáculo da plateia que acendeu as lanternas de seus celulares e iluminou por completo o estádio, fazendo até com que a produção do show desligasse as luzes do palco para que todos aproveitassem o momento:

Quando as luzes da galera iluminam o estádio ao som de “Gravity”: é disso que a gente tá falando!😍🎵

Posted by Allianz Parque on Wednesday, October 18, 2017

 

Após 2h de show e com esse encerramento grandioso, John Mayer se despediu de São Paulo e esperamos que tenha achado aqui um pouco mais das respostas que procura em sua busca por tudo. Com certeza encontrou uma boa demonstração do amor que os fãs na cidade sentem pelo músico.

A turnê sul-americana de The Search For Everything ainda passa por Belo Horizonte (20/10), Curitiba (22/10), Porto Alegre (24/10) e encerra sua fase brasileira no Rio de Janeiro (27/10).

Você pode encontrar ingressos e parcelá-los em até 12x clicando aqui.

Setlist:

“Born and Raised” estava presente no repertório, porém não foi executada no show, assim como “You’re Gonna Live Forever in Me”

 

Pessoas Estranhas: músicos da INKY lançam seu EP de estreia

Pessoas Estranhas (Foto por Daniel Liu)
Foto por Daniel Liu

No começo de 2017 a banda paulistana INKY pegou todo mundo de surpresa quando, após lançamentos e shows celebrados, anunciou um hiato por tempo indeterminado.

Cerca de seis meses após o anúncio oficial, temos o primeiro gostinho do que músicos da banda têm feito desde então, e ele vem com o projeto Pessoas Estranhas.

Estão na formação Guilherme Silva (Voz / Baixo) e Stephan Feitsma (Guitarra / Voz), que gravaram o primeiro EP Cansei de Ser Humano ao lado de Bruno Bruni (Teclas) e Nico Paoliello (Bateria).

Segundo Guilherme, tudo começou quando os dois estavam com saudades de tocar e começaram a compor de forma despretensiosa: “quando fomos ver, já tínhamos algumas músicas”.

No dia 02 de Novembro o Pessoas Estranhas fará seu show de estreia na Casa do Mancha, às 20 horas. A banda irá tocar 7 músicas próprias e fará algumas jams.

Você pode ouvir o lançamento de estreia da banda com exclusividade aqui no TMDQA! logo abaixo.

Homofóbicos criticam campanha inspirada em arco-íris do Pink Floyd por “propaganda gay”

É, amigos. Vivemos em tempos difíceis.

No último dia 16 a empresa Polenghi resolveu fazer uma propaganda engraçadinha do seu produto mais importante, o Polenguinho, e publicou uma imagem no Facebook inspirada em The Dark Side Of The Moon, clássico do Pink Floyd que retrata uma experiência de Isaac Newton publicada em 1672 (!).

Trocando por um Polenguinho o prisma que recebe um feixe de luz e o divide em diversas cores visíveis ao olho humano, a marca fez um trocadilho e mandou:

Dark Side da Fominha: você não vai parar de ouvir até comer um Polenguinho.

Acontece que 2017 é o ano do ódio, estamos voltando à idade média e as pessoas realmente não se preocupam em ler nada antes de saírem comentando por aí, e muitos homofóbicos resolveram criticar a imagem dizendo que se tratava de “Propaganda Gay”.

Segundo o “raciocínio” dessas pessoas, já que a ação tinha um arco-íris, obviamente tratava-se de ativismo da causa LGBT+, então comentários enfurecidos começaram a aparecer na página da marca, que lidou muito bem com o caso todo.

Comentários no post do Polenguinho
Foto via Exame

Em comentário na mesma publicação, eles disseram que “prezam pela paz, respeito e igualdade” em sua comunidade, e passaram a responder diversos comentários com mensagens pró LGBT+, dizendo que homofóbicos não serão tolerados por ali.

Disclaimer: Nossa equipe criativa teve como inspiração a capa do álbum The Dark Side of The Moon, da banda Pink Floyd, para “brincar” com o conceito de fominha, tão utilizado quando o assunto é Polenguinho. Prezamos pela paz, pelo respeito e pela igualdade em nossa comunidade aqui. Embora não tenhamos feito alusão ao movimento LGBT+, temos máximo respeito pela causa. Contamos com todos que adoram o queijinho mais querido do Brasil desde mil novecentos e bolinha para fomentar uma comunicação afetuosa e fluída por aqui! Obrigado.

Nessas horas eu fico só imaginando a raiva que essas pessoas sentem quando o Sol aparece no céu depois da chuva. Eu, hein.

Em tempo, nós aqui do TMDQA! também temos máximo respeito pela causa LGBT+ e somos contra qualquer tipo de discriminação.

Cuidado com a burra!

Dark Side da Fominha: você não vai parar de ouvir até comer um Polenguinho.

Posted by Polenguinho on Monday, October 16, 2017

 

Gord Downie (The Tragically Hip) morre aos 53 anos e comove o Canadá

Gord Downie
Foto de Gord Downie via Flickr

O músico Gord Downie, líder da banda canadense The Tragically Hip, acaba de falecer aos 53 anos de idade devido a um câncer no cérebro.

Após sua morte, a família do músico compartilhou uma bela declaração em sua homenagem:

Ontem à noite, Gord silenciosamente faleceu com seus queridos filhos e família por perto.

Gord sabia que esse dia iria chegar — a sua decisão foi de passar seu tempo precioso do jeito que sempre passou — compondo música, criando memórias e expressando profunda gratidão pela sua família e amigos por uma vida bem vivida, frequentemente selando isso com um beijo… nos lábios.

Gord disse que viveu muitas vidas. Como músico, ele viveu ‘a vida’ por mais de 30 anos, com muita sorte de ter feito boa parte disso com seus amigos do ensino médio. Em casa, ele também trabalhava intensamente sendo um bom pai, filho, irmão, marido e amigo. Ninguém trabalhava tanto em todas as partes de sua vida como Gord. Ninguém.

Nós gostaríamos de agradecer a todo mundo na KGH e Sunnybrook, os colegas de banda de Gord, sua equipe de empresários, amigos e fãs. Obrigado por toda a ajuda e apoio recebido nos últimos dois anos.

Obrigado a todos por todo o respeito, admiração e amor que vocês deram ao Gord ao longo dos anos — isso tocou o coração dele e ele levará isso consigo enquanto caminha pelas estrelas.

Te amamos para sempre, Gord.

A família Downie

Além disso, o primeiro ministro canadense Justin Trudeau fez uma conferência de imprensa sobre a morte do músico. Com lágrimas nos olhos, o político não conseguiu controlar a emoção e afirmou: “Eu achava que conseguiria aguentar isso, mas não consigo. Dói.”

Falando sobre Downie como um amigo, o chefe de estado entrou em detalhes sobre o quanto o músico significava para o Canadá, e também o impacto que sua falta fará. “Nós somos um país menor sem Gord Downie nele”, completou.

Você pode conferir a declaração completa de Trudeau logo abaixo.

The Tragically Hip

Embora nunca tenha alcançado um grande sucesso internacional, o Tragically Hip foi uma das maiores bandas da história do Canadá. No ano passado o grupo lançou seu último álbum de estúdio, Man Machine Poem, e fez o que planejava ser sua última turnê.

O último show dela aconteceu em Toronto e foi transmitido online e também através de um dos maiores canais de televisão do Canadá. Ao todo, cerca de 12 milhões (!) de pessoas assistiram ao show — cerca de um terço de toda a população canadense.

Descanse em paz, mestre!

“Triste e desnutrido”: guitarrista do Radiohead adota descrição em perfil oficial

Jonny Greenwood, do Radiohead
Foto via Wikimedia Commons

Há alguns dias a gente falou por aqui sobre como uma apresentadora do canal Fox News descreveu o Radiohead.

Ao falar sobre a indicação da banda para fazer parte do Hall da Fama do Rock And Roll, ela disse que “como se trata de fama e não de talento”, a banda deve entrar, e ainda completou dizendo que é atraída por homens “estranhos, tristes e desnutridos”, e que todos eles sempre foram fãs de Radiohead.

Ainda segundo Kat Timpf, ela passou a vida inteira fingindo que gosta da banda de Thom Yorke e companhia para ficar com esses homens.

Quem adotou a descrição da moça foi o guitarrista Jonny Greenwood, que aparentemente tem se divertido com as piadas em relação à própria banda.

Em seu perfil oficial no Twitter, Jonny adicionou a seguinte descrição:

minha vida em jatos de orgulho… ‘estranho, desnutrido e triste’ (fox news – *cospe três vezes*)

Você pode assistir à declaração de Kat logo abaixo.

Perfil de Jonny Greenwood no Twitter

Também pode (e deveria) ver um vídeo que o próprio Jonny compartilhou recentemente com ninguém menos que Bob Esponja “explicando” a carreira do Radiohead.

Liam Gallagher explica como esqueceu letra de clássico dos Beatles

Liam Gallagher - For What's Worth (Ao Vivo)
Foto: Reprodução / YouTube

Há pouco mais de uma semana, Liam Gallagher errou a letra de “Come Together“, dos Beatles, em uma apresentação ao vivo. A ocasião era a apresentação da banda Foo Fighters como headliner do festival CalJam. A apresentação foi uma simulação de um supergrupo, com os membros do Foo Fighters, Liam e Joe Perry, do Aerosmith.

Dave Grohl e Taylor Hawkins já se pronunciaram sobre o que aconteceu. Mas um incidente desses não poderia passar sem uma explicação do próprio, certo? A revista Vulture conversou com Liam sobre o ocorrido em San Bernadino. De acordo com o cantor, o micão se tratou de um engano.

Para Gallagher, a ideia era tocar uma outra música dos Beatles. Ele subiu no palco preparado para cantar “I Am the Walrus“, do álbum Magical Mystery Tour. Quando percebeu o erro, Liam diz ter se questionado “Quem? O quê? Por quê?”. Já era tarde demais.

Liam ainda falou que bebeu bastante antes de entrar no palco. Para se defender, ele falou também que não costuma cometer esse tipo de erro e que leva shows muito a sério:

Não sou do tipo que sobe no palco e canta as músicas sem um ensaio de verdade antes. Especialmente agora com as mídias sociais, as coisas levam um tempo para serem esquecidas.

Após perceber que era a música errada, ele resolveu deixar isso claro para o público e ergueu o papel com a letra da música. Quando se deu conta de que não conseguiria cantar a segunda parte, ele convocou uma fã para subir ao palco e “acompanhá-lo” na performance. Logo depois, o cantor se jogou no público.

Então eu pensei ‘Quer saber? Foda-se!’. E pulei na galera. Então, sim: eu esqueci a letra. Mas, se sequer lembro das minhas letras, imagina confundir duas músicas do Bealtes.

 

Enquanto isso…

Isso não ofusca o bom momento que a carreira de Liam vive atualmente. Seu primeiro álbum solo, As You Were, bateu recorde de 20 anos ao vender 16 mil cópias em vinil na sua semana de lançamento.

Liam se apresentará na próxima edição do Lollapalooza Brasil. De acordo com recém-divulgado lineup separado por dias, o cantor se apresentará no domingo (dia 25), mesmo dia do The Killers, iz Khalifa, Francisco, El Hombre, BRAZA e muito mais.

Pato Fu experimenta e diverte no show de lançamento de Música de Brinquedo 2

Pato Fu
Foto: Tiago Lima/Divulgação Sesc

Aproveitando o feriado prolongado e o Dia das crianças, o Pato Fu fez show de lançamento de seu disco Música de Brinquedo 2, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo. Ao total foram 8 sessões que aconteceram da quinta-feira (12) até o domingo (15) e todas tiveram ingressos esgotados.

Com 25 anos de estrada, a banda mineira ainda encontra métodos para se reinventar. O projeto Música de Brinquedo é um deles. Na apresentação desta quinta-feira (12), com a banda inteira fantasiada, o grupo mostrou um repertório formado em maioria pelas músicas do novo álbum. Instrumentos de brinquedo, fantoches e crianças cantando dão todo um charme ao show.

Crianças essas que são um ponto que merece destaque. É legal demais vê-las se divertindo com clássicos da época que seus pais ainda nem tinham chegado à puberdade. Bate logo aquela vontadezinha de construir família e ter filhos para levá-los lá. Ponto para o projeto que aproxima dos pequenos, sem pedância, grandes músicas da nossa história.

A banda abre muito adequadamente com “Palco”, de Gilberto Gil. Não poderia ser de outra maneira, não é? E já emenda com uma inacreditável versão de “Livin’ La Vida Loca”, de Ricky Martin. A essa altura já era possível ver o público mais animado, até contagiado pelo pop latino transmutado em música com ares infantis.

Pato Fu
Foto: Tiago Lima/Divulgação Sesc

Outra coisa bem divertida é a interação do fantoches, Groco e Ziglo, entre si e também com os integrantes do grupo. Nesse ponto, Fernanda Takai brinca dizendo que eles estiveram na praia no intervalos entre os discos. As crianças adoram e respondem imediatamente com fartas risadas.

Seguindo com essa mistura que só o Pato Fu consegue fazer e apresentando o repertório do novo álbum, o grupo tocou canções como “Kid Cavaquinho” e a já clássica “I Saw You Saying (That You Say That You Saw)”, dos Raimundos. Antes de “Rock da Cachorra”, Takai comenta como essas músicas fazem parte do imaginário social e inspiram as pessoas a falar para eles “Ah, essa é do meu tempo!”.

Apesar das novidades, o show também tem espaço para os sucessos da banda como “Depois” e “Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!”, sempre acompanhadas em coro não só dos pais mas também das crianças presentes.

O experimentalismo sem afetação do show é uma atração à parte. Ouvindo o disco você imagina que é legal todo o lance dos brinquedos e miniaturas de instrumentos, mas ver esses sons sendo feitos assim ao vivo é uma experiência incrível para todos que não enxergam barreiras na música. Esse é o caso de “Severina Xique-Xique”, na qual o baterista usa apenas uma galinha e um pinto de brinquedo e utiliza os sons emitidos por eles, e “Every Breathe You Take”, onde são usados canos de papel para criar a sonoridade.

Sem titubear, um show divertidíssimo, leve e indicado tanto para pais, filhos e também para quem não é nenhum dos dois mas quer tirar um tempinho pra espairecer com música de qualidade e despretensiosa. Quando a turnê passar por sua cidade, não deixe de ir. É aquele tipo de espetáculo que a gente guarda para sempre com carinho na memória.

Assista ao Black Sabbath tocando “Paranoid” pela última vez

Ozzy Osbourne
Foto: Reprodução / YouTube

O Black Sabbath divulgou nesta quarta-feira (18) uma gravação ao vivo, muito provavelmente a última, de Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) tocando um dos maiores clássicos da banda: “Paranoid”.

Presente no segundo álbum do Sabbath, a faixa alcançou o 4º lugar da UK Singles Chart e ficou entre as 100 mais reproduzidas nos Estados Unidos na época. Além disso, o hit é considerado o 4º maior de todos os tempos do Hard Rock pela VH1. A canção ficou atrás de “Whole Lotta Love”, “Back in Black” e “Welcome to the Jungle”.

A filmagem da apresentação que encerrou a turnê de despedida da banda, The End, foi feita em Birmingham, na Inglaterra, no início do ano. Em fase de pré-venda, o Blu-Ray será lançado no dia 17 de Novembro.

Confira a performance abaixo:

Björk entra em detalhes sobre assédio sexual de um “diretor dinamarquês”

Björk
Foto: Divulgação

Durante a última semana, Hollywood foi alvo de atenção no mundo todo após o produtor de filmes Harvey Weinstein ser acusado, por dezenas de vítimas, de diversos atos de assédio e abuso sexual.

Isso também incentivou várias mulheres envolvidas no mundo da música a denunciar atos similares cometidos por artistas. Uma delas é Björk, que chegou a escrever uma declaração comentando sobre um caso de assédio sofrido por um “diretor dinamarquês” durante os sets de filmagens de um longa.

Acontece que, para quem acompanha sua carreira, não é muito difícil descobrir que Björk esteja se referindo a Lars Von Trier, com quem trabalhou no filme Dancer In The Dark, de 2000. Inclusive, após estrelar o filme, a cantora havia comentado que a experiência tinha sido tão estressante que isso teria a desmotivado para continuar uma carreira no ramo cinematográfico.

Agora, em uma nova carta, ela entrou em detalhes sobre o tipo de assédio sofrido durante as filmagens. Segundo a cantora, Lars passou meses fazendo contato físico indesejável — com abraços e contatos contra sua vontade.

Quando ela teria falado para ele parar com o contato, o diretor teria criado uma confusão no set, chegando a quebrar móveis na frente da equipe de filmagens.

Além disso, Björk ainda afirmou que Lars costumava sussurrar “ofertas sexuais com descrições gráficas” no seu ouvido, às vezes até mesmo em frente à esposa do diretor. E em uma noite, enquanto filmavam na Suécia, ele teria ameaçado subir a sacada do quarto de hotel da cantora com intuitos sexuais, mas ela acabou se escondendo no quarto de uma amiga.

Quando contatado, o diretor negou as acusações da artista e ainda acusou Björk de ser “a pessoa difícil de lidar” no set de filmagens.

Você pode conferir a carta completa da cantora logo abaixo.

in the spirit of #metoo i would like to lend women around the world a hand with a more detailed description of my…

Posted by Björk on Tuesday, October 17, 2017

 

Em clipe, BRAZA presta homenagem a populações tradicionais da Amazônia; assista

BRAZA - Moldado em Barro

O BRAZA divulgou o videoclipe para a faixa “Moldado Em Barro”, que integra o disco Tijolo Por Tijolo, lançado esse ano. O clipe foi gravado no Rio Tapajós, no Pará, e é dedicado aos povos tradicionais da Amazônia.

O vídeo traz belas imagens dos integrantes em meio à paisagem natural e da população local. A direção do trabalho é da própria banda em parceria com Marcio Isensee, que já havia trabalhado como fotógrafo do Forfun.

Ao falar sobre a homenagem à população da Amazônia, a banda declarou:

Este vídeo é dedicado às populações tradicionais da Amazônia. Povos que, com coragem e determinação, preservam suas culturas e tradições. Indígenas, Ribeirinhos, Quilombolas e Seringueiros que mantêm viva a maior floresta equatorial do planeta, e a esperança por um modelo de desenvolvimento econômico e social sustentável e justo.

Assista ao vídeo:

Atração do Lollapalooza Brasil, LCD Soundsystem toca “Tonite” na TV americana; assista

LCD Soundsystem no programa de Jimmy Kimmel
Foto: Reprodução / YouTube

Embora tenha retomado suas atividades no final de 2015, esse ano marcou o verdadeiro retorno triunfal do LCD Soundsystem.

A banda de James Murphy passou os últimos dois anos gravando o sucessor de This Is Happening, de 2010. Agora, American Dream finalmente foi lançado, recebendo elogios unânimes da crítica e rendendo o primeiro álbum número 1 das paradas americanas para o grupo.

Para aproveitar o embalo, a banda entrou na estrada para promover o disco, em uma extensa turnê mundial que virá ao Brasil em Março, como parte do festival Lollapalooza.

Durante essa série de shows, o grupo encontrou um tempo para fazer uma residência no programa do apresentador Jimmy Kimmel, onde começou os trabalhos com o single “Tonite”.

Você pode conferir o vídeo da performance logo abaixo.

Assédio sexual não: Carrie Fisher enviou língua de vaca para produtor de Hollywood

Carrie Fisher, de Star Wars

Carrie Fisher, atriz da aclamada série de filmes Star Wars, foi relembrada em um debate sobre um assunto intolerável: assédio sexual – tema que ganhou destaque após Harvey Weinsten, empresário do mundo do cinema, ser acusado da prática do crime por várias atrizes.

Em entrevista a uma estação de rádio do estado do Arizona, Heather Ross, roteirista e amiga pessoal de Fisher, relembrou um caso em que foi vítima e ganhou uma “forcinha” de Carrie para se vingar do autor da prática.

Ross contou que durante um jantar com um produtor de Hollywood, foi colocada à força dentro do carro do executivo.

LEIA TAMBÉM: America Ferrera e Reese Witherspoon dizem que sofreram abuso aos 9 e aos 16 anos

Duas semanas após ter contado o acontecido para Carrie, Heather afirmou ter recebido uma mensagem sobre o que a atriz fez em resposta ao ato:

Aproximadamente duas semanas depois, ela me mandou uma mensagem que dizia: ‘Eu o vi na Sony Studios. Eu sabia que provavelmente ele estaria por ali, então fui pessoalmente ao escritório dele e o entreguei uma caixa com embalagem da Tiffany [marca de roupa].’

A roteirista, então, perguntou sobre qual era o conteúdo da caixa:

Eu perguntei para ela o que tinha dentro da caixa, e ela me respondeu: ‘Tinha uma língua de vaca do Jerry’s Famous Deli [restaurante de Los Angeles] com um recado que dizia, ‘Se você tocar na querida Heather ou em outra mulher de novo, a próxima entrega vai ser de alguma coisa sua numa caixa bem menor.’

Confira o áudio da entrevista abaixo.

The Maine e a cultura do Meet & Greet: “Por que pagar para conhecer outros humanos?”

The Maine
Foto: Divulgação

O The Maine, banda de pop-punk norte americana, postou uma longa coluna através do seu perfil no Medium, onde pondera sobre a relação atual entre bandas e fãs, e como a queda de faturamento geral na indústria da música supostamente “força” artistas a repassarem a conta final para que os fãs paguem através de uma série de serviços e produtos “premium” que podem ser oferecidos no dia dos shows, entre eles, o famigerado e polêmico Meet & Greet.

A banda faz uma grande análise sobre como a boa relação com os fãs desde o início de sua carreira permitiu com que a longevidade do The Maine fosse sustentada pelos mesmos, que se sentiam acolhidos e envolvidos com a banda, sem nenhum custo adicional para conhecê-los. No fim, levantam a grande questão: você deveria mesmo ter que pagar para conhecer outros seres humanos?

Confira a coluna traduzida na íntegra, abaixo:

“Por que você pagaria dinheiro para conhecer um ser humano? Conheça os seres humanos que se chamam The Maine, de graça”

Enquanto nos preparamos para começar a nossa turnê “Modern Nostalgia” no fim desse mês, nós refletimos sobre os nossos últimos 11 anos como banda, e pensamos sobre como as coisas estão mais empolgantes do que nunca agora. Muito desse sentimento vem da liberdade criativa que temos para fazer o que nós bem entendemos, sabendo que teremos o apoio daqueles que ouvem a nossa música. Nossos fãs nos carregam de um álbum para o próximo. É surpreendentemente simples. Nós construímos uma relação com os nossos fãs que não somente nos ajudou a manter a nossa carreira, mas tem sido crucial nos momentos em que temos que dar um passo adiante. Tudo parte da ideia de que, se você é fã de algo, você não deveria falir só para apoiar isso.

Vamos retomar a 2007. Nossa banda saiu de Phoenix (Arizona, EUA) para tocar alguns shows que nós mesmos marcamos na Costa Leste. Era a nossa primeira vez tocando as nossas músicas longe de casa, e alguns shows nem chegaram a acontecer devido à falta de promoção ou pelos poucos ingressos vendidos. Nós nem ligamos. Para nós o importante era estar na estrada tentando tocar na frente do maior número de pessoas possível. Com show ou sem show, nós só queríamos tocar e conhecer qualquer pessoa que pudesse estar interessada na nossa banda. Eu aprendi muito nessa turnê.

Eu aprendi como agradecer alguém por prestar atenção na nossa música. Eu acho que o ponto é, nós decidimos ir atrás de conhecer pessoas, e nós as conhecemos. Em alguns shows foram 4 pessoas. Em outros foram 40. Era a primeira vez na minha vida que alguém chegava e me pedia para eu assinar o meu nome em um pedaço de papel. Nós nem sabíamos na época, mas esse seria um passo muito importante para a nossa banda. Até esse ponto, a única interação que tínhamos com os nossos fãs era na internet. Nós passávamos horas todos os dias respondendo comentários e interagindo com os fãs, mas dessa forma só conseguíamos chegar até certo ponto. O contato tangível, frente-a-frente e as conexões pessoais que tivemos naquelas turnês iniciais fez a diferença. Posso dizer isso porque até hoje eu encontro pessoas todas as noites que me dizem com grandeza de detalhes o que foi que eu disse a elas no nosso último encontro quando eu estava na cidade delas. Eu posso não lembrar de todos os detalhes, mas eles lembram. Eu sei que o que nós dizemos a essas pessoas é importante para elas. Nesse ponto da história você poderia avançar o tempo até chegar no presente e eu tenho certeza que em qualquer momento desses últimos 10 anos que você pausasse para conferir, nós estávamos do lado de fora dos nossos shows apertando mãos e tirando fotos com os fãs.

Mas vamos avançar para a nossa primeira turnê grande como banda de apoio. Essa realmente abriu os nossos olhos. Os shows eram gigantescos, nós estávamos vendendo uma quantidade grande de camisetas e nos divertindo demais. Conforme as coisas progrediam nós começamos a reparar em algo. As bandas mais conhecidas do line-up estavam cobrando pelos eventos Meet & Greet. Muito dinheiro (além de comprar uma camiseta, algo em torno de 20 dólares a mais) só para ganhar 5 segundos com a banda e depois você era liberado. É aí que rola uma ruptura. Existem duas formas de ver isso. Eu vou explicá-las.

Primeiro, okay, eu entendo. A indústria da música está em declínio, tudo está pegando fogo, meu deus ninguém compra discos mais, o que nós vamos fazer? A resposta mais comum para essa pergunta esses dias seria taxar os fãs. Deixem que os fãs paguem mais dinheiro por ingressos, merchandising, e vamos cobrar dinheiro pra quem quer uma foto com a banda. Você está se adicionando (você, um ser humano) à lista de produtos disponíveis. Pense um pouco nisso. Pague dinheiro e me conheça (ou nos conheça). Parabéns, você se tornou um ser humano com uma etiqueta de produto. Agora você se encontra na posição de dizer ‘nós jamais faríamos isso com os nossos fãs’ e você está absolutamente certo. Se os fãs pararem de pagar esses preços ‘premium’, você pode dizer adeus ao ônibus confortável de turnês, membros experientes da sua equipe, e provavelmente à sobrevivência no longo prazo da sua banda. 

Agora vamos pensar sobre isso de uma perspectiva diferente. Qual é o objetivo de longo prazo? Se você quer fazer parte de uma banda por um bom tempo, por que não parar por um segundo e pensar sobre como essas decisões tomadas agora podem impactar a sua carreira ao longo do tempo? Se somente houvesse um jeito de se entregar um pouco mais e garantir que os fãs se sintam satisfeitos, leais, e parte de algo maior.

Talvez exista um jeito.

Talvez isso seja o que nós fizemos. Nós continuamos fazendo a mesma coisa, todas as noites. Não importa se somos headliners ou a banda de abertura, nós estávamos lá na pista conversando com os nossos fãs pela maior quantidade tempo possível. É isso. Eles contam para os amigos sobre, seus amigos vêm com eles no próximo show. Os shows consequentemente ficam maiores, a comunidade de fãs se expande, nós ainda fazemos turnês de ônibus, e eu estou escrevendo esse artigo através da conexão de banda larga que eu pago na casa que eu comprei pra mim. O meu ponto é que você não tem que repassar o custo da queda de lucro na venda de discos diretamente para os seus fãs. Você tem que ser criativo. 

Em 2015 nós anunciamos a turnê ‘Free for All (Gratuita Para Todos). A ideia era que qualquer um que quisesse nos ver tocando as nossas músicas podia participar. Sem compromisso. O show é gratuito, tudo o que você tem que fazer é aparecer. Nós sentimos que se a sua situação financeira permitia que você pudesse ouvir a nossa música, mas não assistir a ela ao vivo, você devia ter uma chance de poder presenciar os dois. Nós tivemos que ser criativos com os locais e casas de show, mas no fim a turnê aconteceu e foi uma das melhores que nós já fizemos. A melhor parte? Não tem desculpa. Se você é um fã e mora perto o suficiente, tudo o que você tem que fazer é se deslocar até o show. Não somente nós estávamos ganhando o respeito dos nossos fãs, mas nós estávamos tentando chegar até eles de formas que nós nunca havíamos conseguido antes. A CNN escreveu uma matéria sobre o que nós fizemos, como se fazer algo de graça para as pessoas fosse algum tipo de conquista inovadora. Ao mesmo tempo, nós estávamos garantindo que essas pessoas iriam retornar e nos dar apoio no futuro (desde que o nosso show fosse bom). E para nós, não havia pressão. Nós estávamos nos divertindo. Não existia um valor de ingresso que criasse uma expectativa inalcançável e nós conseguimos sair dessa com um um pouco de pensamento fora da caixa. 

Eu acho que no fim do dia, tudo é sobre como você decide se posicionar. Não existe nada errado em estar em uma banda e querer lucrar com ela ao mesmo tempo. O que realmente importa para nós é o lado real e tangível das coisas. As pessoas não deveriam ter que pagar uma quantidade absurda de dinheiro em ingressos, ou para conhecer um ser humano. Nós queremos que os nossos fãs sintam que eles são parte de algo maior, e que eles não tem que falir para apoiar a nossa carreira. O suporte que nós já recebemos nos permite torcer as regras e fazer as coisas do jeito que queremos. Esse suporte nos guiou criativamente e prolonga a nossa longevidade. Então sim, se você toca em uma banda e quer saber mais sobre como nós conseguimos fazer isso acontecer, você pode falar conosco pessoalmente sempre que quiser. Nós seremos os cinco caras esperando do lado de fora dos nossos shows, de graça

The Maine

Já vimos exemplos curiosos de fãs que pagam preços exorbitantes, além do valor de ingressos e merchandising adquiridos nos shows, para segundos de encontros constrangedores e fotos com distância física de mais de 1 metro entre fã e artista. Uma prática altamente questionável, pois soa como extorsão na maioria das vezes.

Por outro lado também já cobrimos promoções e casos como os de Bryan Adams, Linkin Park e Bring Me The Horizon que optaram por formatos menos abusivos (ou gratuitos) de Meet & Greet com os fãs no Brasil. O Incubus é outra banda que trata o assunto de forma inovadora, pois o valor cobrado pelo Meet & Greet é totalmente destinado à sua ONG, Make Yourself Foundation – que se envolve com causas diversas que vão do combate ao Câncer de Mama, construção de moradias e resgate e adoção de animais domésticos.

E você, leitor do Tenho Mais Discos Que Amigos, qual é a sua opinião sobre o tema? Já participou de algum Meet & Greet (no Brasil ou em outro país)? Deixe o seu relato pra gente nos comentários da matéria e vamos tentar expandir a discussão para dentro da nossa realidade.

 

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