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Split com Dead Fish e Mukeka Di Rato, Promoção caricaturas Green Day, Resultado promoção FISTT

02 Mar/10 3 comentários | Arquivado em Notícias, Promoções, , , ,

Dead Fish e Mukeka Di Rato

(Clique nas fotos para ampliá-las)

Como a gente havia antecipado há algum tempo atrás, Dead Fish e Mukeka Di Rato, 2 dos maiores nomes do hardcore nacional estão lançando um Split em vinil pela nossa parceira Deckdisc.

O lançamento do EP será feito no dia 26 de Março quando o Dead Fish toca no Circo Voador no Rio de Janeiro e cada banda contribuiu com 2 faixas que nunca saíram em formato físico anteriormente.
“Michel Oghata” e “Múmia” do Dead Fish só estavam presentes nas coletâneas digitais da Deckdisc enquanto “Umbigo” e “Sonho Corrompido” saíram na versão japonesa do CD do Mukeka Di Rato.

O mais legal de tudo isso (como se todo o resto já não fosse muito bom) é que a arte foi feita pelo nosso parceiraço Mozine (Baixista do Mukeka Di Rato/Guitarrista e vocalista do Merda/Dono do império do mal Laja Records) inspirada em discos do cantor de MPB Taiguara, como esse aqui:

Ainda não há previsão de preço para o disco, mas assim que isso for definido junto com os pontos de venda, pode deixar que eu avisarei por aqui.


Promoção caricaturas Green Day

O nosso site parceiro TheNimrods.com está fazendo uma promoção que irá sortear 3 belíssimas caricaturas do Green Day feitas pelo desenhista Cialla.

A promoção tem curadoria do Tenho Mais Discos Que Amigos! e do Eu Resenho Shows. Para saber como participar, clica aqui! Vale muito a pena!


Resultado da Promoção com o FISTT

Finalmente o resultado da promoção do FISTT que irá dar 3 kits da banda com camiseta, button e adesivos está no ar!
Foram 537 participações em uma semana, coloquei pra sortear números no Random.org e o resultado ficou assim:

- Primeiro prêmio:

- Segundo prêmio:

PARABÉNS! Entrarei em contato com vocês para enviar os prêmios.

Havia também um terceiro kit para quem mandasse a melhor foto de Carnaval, com fantasia e tudo.
A foto vencedora foi essa do Tio Chico!

PARABÉNS!! Entrarei em contato com você também para enviar os kits.

Se você não ganhou, não desanime! Aqui no TMDQA! temos promoções rolando todas as semanas, é só ficar de olho e participar!



3 comentários | Arquivado em Notícias, Promoções, , , ,

Resultado promoção Laja Records e Entrevista com Jeff Rosenstock do Bomb The Music Industry!

17 Feb/10 15 comentários | Arquivado em Entrevistas, Promoções, , , ,

Resultado promoção Laja Records

Chegou a hora de saber quem levou o kit com 13 itens da Laja Records e Me First And The Gimme Gimmes!
Foram 480 participações entre twitter e orkut, e eu fiz o mesmo esquema de sempre. Planilhei cada participação e coloquei os números no site random.org para realizar o sorteio. E ficou assim:

Parabéns!!! Entrarei em contato para combinarmos o envio do kit com 13 itens de rock mais do que bacanas, ok??

O Mozine ainda foi gente boa e pediu pra sortear mais 2 pessoas que levarão chaveiros do Crackinho e bugigangas da Laja. São eles:

Parabéns Fernanda e Amauri, também entrarei em contato para enviar os prêmios.

E se você não ganhou, NÃO FIQUE TRISTE porque já está rolando outra promoção, dessa vez da banda FISTT, valendo 3 kits da banda com camisetas, buttons e adesivos. Clique aqui para participar!!!

Entrevista com Jeff Rosenstock

Jeff Rosenstock é o vocalista/letrista/produtor/guitarrista/tecladista e responsável pelo coletivo musical que atende pelo nome de Bomb The Music Industry!, banda que pra mim gravou o melhor disco do ano passado e que se destaca tanto por melodias inovadoras quanto por suas letras inteligentes.
É o tipo da banda, que como vocês verão pelos vídeos abaixo, atrai fãs cativos que berram as letras ao vivo, superlotam as casas de show e fazem diversos videoclipes da banda que podem ser encontrados no YouTube.

Além disso, ele ainda é dono da Quote Unquote Records, gravadora que lança todos seus álbuns de graça e aceita doações via PayPal, baseadas em quanto os fãs acham que a banda merece. É a casa por exemplo de Laura Stevenson And The Cans, banda folk liderada pela linda voz de Laura que conta com Jeff em alguns instrumentos.

Ele ainda era o vocalista de uma banda de ska chamada Arrogant Sons Of Bitches e está com um projeto paralelo chamado Kudrow.
Em Fevereiro ele está embarcando em uma turnê do Bomb The Music Industry! onde ele viaja com uma guitarra e um iPod, e chama fãs locais para serem o resto da banda. Pouco legal, eim?

Domingo retrasado eu mandei um e-mail para ele perguntando sobre uma possível entrevista e em menos de 2 horas, Jeff respondeu “e aí, vamos fazer agora?” e o resto está aí embaixo, uma entrevista, ou mais um bate-papo entre esse que vos fala e Jeff Rosenstock, que durou mais de 4 horas.

Espero que vocês aproveitem tanto quanto eu e conheçam ainda mais o trabalho do cara, que transforma em ouro praticamente tudo o que se envolve. Enjoy!


TONY-TMDQA!: hey cara, tá me lendo?
Jeff Rosenstock:
sim, tony! como você está?

TONY-TMDQA!: tudo certo!! calor pra caralho aqui, mas beleza. e você?
Jeff Rosenstock: tudo certo também, e tá meio frio aqui hoje. a gente tem hemisférios opostos!

TONY-TMDQA!: hahaha verdade! você está em Nova York?
Jeff Rosenstock:
Sim. Estou no Brooklyn.

TONY-TMDQA!: Legal! Eu moro em uma ilha quente chamada Florianópolis…
Jeff Rosenstock:
Isso parece demais, eu queria estar aí esse Inverno!

TONY-TMDQA!: Cara, quando quiser aparecer, você tem lugar pra ficar!
Jeff Rosenstock: Não me tente, eu posso aparecer por aí. A internet tá dizendo que É um lugar quente para passar as férias.

TONY-TMDQA!: A Internet está certa.
Jeff Rosenstock:
hahaha

TONY-TMDQA!: E não esqueça de trazer seu iPod e guitarra! (Nota do editor: Jeff Rosenstock costuma fazer uma turnê chamada “Bring Your Own Band”, onde ele viaja com um iPod e uma guitarra, e convida fãs das cidades para ser a banda de apoio, tocar TODAS as músicas que a platéia pedir e fazer covers aleatórias)
Jeff Rosenstock:
Talvez! Eu quase fiz uma turnê no Brasil uns anos atrás, e eu acho que tudo acabou dando errado.

TONY-TMDQA!: Sério? Com o Bomb The Music Industry! ?
Jeff Rosenstock:
Sim! Seria só eu, mas ao estilo “Bring Your Own Band”

TONY-TMDQA!: Espetacular!
Jeff Rosenstock: O cara que estava me ajudando foi muito bacana, eu estava trabalhando demais em uma publisher de livros e nessa época a gente conseguiu umas turnês com The Queers, The Slackers, Less Than Jake, etc. Não consegui lidar com tudo ao mesmo tempo, infelizmente


TONY-TMDQA!:
Eu vi o Less Than Jake em Curitiba há 2 anos atrás
Jeff Rosenstock:
Eu não faço ideia como bandas assim conseguem fazer isso.

TONY-TMDQA!: Por que?
Jeff Rosenstock: É muito bom!! Eles agendam shows na América do Sul. Ou seus agentes o fazem. É mais difícil pra gente como uma banda menor conseguir fazer algo assim juntos. A gente conseguiu algumas coisas na Europa, mas foi isso.

TONY-TMDQA!: Entendo. É que essas bandas eram muito grandes aqui há alguns anos atrás, e nunca tinham vindo pra cá. Então quando eles vieram, todo mundo da minha idade que curtia o som tava lá.
Jeff Rosenstock: Sim, aí um monte de gente queria vê-los. Posso imaginar.

TONY-TMDQA!: Eles tocaram pra 3.000 pessoas.
Jeff Rosenstock:
Eu sei que o Less Than Jake falou que os shows deles foram loucos aí embaixo. Mas é meio difícil fazer com pouco dinheiro.

TONY-TMDQA!: É, o show em Curitiba teve problemas. Superlotaram o lugar, venderam ingresso na hora, e acabou ficando complicado. A banda tocou só 30 minutos.
Jeff Rosenstock:
Me parece ruim. Mas parece que poderia ser divertido também. Eu não sei. Eu estaria feliz só de estar aí embaixo.

TONY-TMDQA!: Eu estava.. a banda que não estava. E eu aposto que você ficaria. Eu vi alguns videos seus no YouTube e a molecada grita loucamente as letras das músicas na sua cara. No próximo dia 11 de Fevereiro eu faço 25 anos e vou cantar “25!!!” loucamente também.
Jeff Rosenstock:
hahaha espetacular! Bom, nunca se sabe. Eu estou sempre tentando ir a lugares onde nunca estive.

TONY-TMDQA!: Então, você está saindo em turnê em 3 semanas. Você escolhe a molecada local pra ser sua banda de apoio? E todos os pedidos de música são atendidos, e toca covers aleatórias… Deve ser um longo e divertido show, huh?
Jeff Rosenstock:
É. Eu comecei fazendo por conta própria, porque eu queria viajar a lugares onde não era viável fazer com a banda inteira. Nunca pareceu TÃO estranho pra mim, porque ter o Bomb The Music Industry! como uma banda permanente não era uma realidade até tipo, 3 anos depois de formar o Bomb The Music Industry!. Então eu fiz isso na Inglaterra e na Irlanda e foi muito legal estar em lugares que eu nunca havia estado, sem contar que era muito legal estar sozinho e fazendo a parada. Aí quando eu voltei pra casa com dinheiro pro aluguel e pras contas, eu fiquei super surpreso. Então foi um negócio 100% positivo, e eu não vi motivos para não fazer o mesmo nos Estados Unidos. Quando você está tocando com 6 ou 7 pessoas diferentes, todo mundo tem que saber as mesmas músicas e quando o Bomb The Music Industry! tem tipo centenas de músicas, é difícil TODO MUNDO sabê-las. Além disso, se eu me sinto tipo “Cara, eu realmente queria que a gente pudesse tocar uma cover de Sleater-Kinney” porque eu estava ouvindo Sleater-Kinney naquele dia, eu posso fazê-lo em uma turnê com o iPod com poucas horas de programação.

TONY-TMDQA!: Nossa, eu adoraria ouvir uma cover de Sleater-Kinney tocada por vocês. De “A Quarter To Three”, talvez. Essa é a primeira vez que você faz esse esquema nos EUA?
Jeff Rosenstock:
Essa é a segunda vez que eu faço isso nos EUA. A primeira vez foi uma experiência tão estranha pra mim. Quando eu estava no Reino Unido o lance era correr pelas cidades, tentando achar a estação de trem e quando eu entrava no trem tudo estava bem, eu conseguia dormir e acordar algumas horas depois tentando achar o lugar do show baseado em quaisquer informações que me tivessem sido mandadas por e-mail. Nos EUA eu dirigi para todos os lugares, então eu tive que ser responsável durante os shows e não beber nada, e falar com as pessoas depois do show totalmente sóbrio, o que leva um tempo pra se acostumar. E estar sozinho e acordado fazendo a mesma coisa de 4 a 7 horas por dia pode ficar realmente bizarro. Eu comecei a ficar com medo de dirigir sobre pontes e comecei a ouvir “audiobooks”… Eu me tornei uma pessoa que eu nunca saiba que era! Foi doido!

TONY-TMDQA!: hahahaha
Jeff Rosenstock:
Foi super divertido estar em uma situação que eu nunca havia estado.

TONY-TMDQA!: Super divertido de uma maneira estranha, eu acho. Dessa vez você vai fazer o mesmo esquema? Jeff Rosenstock: Sim, eu vou dirigir pra todos os lugares. Não há outra maneira de fazê-lo nos Estados Unidos. O transporte público interestadual é muito caro e o transporte público em cidades pequenas não é bom. A América não fez muito progresso no que se diz respeito a transporte público nas últimas décadas, o negócio só fica mais caro e menos conveniente. Todo mundo fica em casa e assiste TV. É FANTÁSTICO!


TONY-TMDQA!:
E twitta..
Jeff Rosenstock:
você sabe!

TONY-TMDQA!: Me fala um pouquinho sobre o Bomb The Music Industry! e como você surgiu com a banda após o fim do Arrogant Sons Of Bitches.
Jeff Rosenstock: A gente tava na última turnê do ASOB, visitando todos esses lugares que a gente nunca tinha ido e parecia que a gente estava ocupado demais contando camisetas, preenchendo planilhas, fazendo contas de matemática, fazendo buttons e esse tipo de coisa quando a gente chegava nos lugares de show. Não era particularmente divertido pra mim, e quando a gente voltou pra casa eu decidi que queria fazer algum tipo de projeto musical separado do comércio. O ASOB terminou poucos meses depois dessa turnê. Dave (nosso trombonista) queria voltar pra faculdade e acertar as paradas dele. Não fazia sentido fazê-lo com outra pessoa, o Dave era tão parte do ASOB quanto qualquer outro membro era, então o Bomb The Music Industry! virou mais o meu foco.


TONY-TMDQA!:
Vendo de fora, me pareceu como uma coisa natural, você até usava uma camiseta escrito “ASOB BROKE UP” nos últimos shows (aliás, eu não consigo achar essa camiseta em lugar nenhum! haha). Foi realmente natural ou alguém ficou chateado?
Jeff Rosenstock:
Definitivamente muita gente ficou chateada quando aconteceu. Isso aconteceu enquanto a gente tava em turnê no outro lado do país. A gente explodiu na van, eu falei que não queria mais vender música, o Dave disse que eu estava sendo louco, todo mundo tomou partido de cada um dos lados e a gente teve uma viagem muito muito longa de volta pra casa. Mas, quando a gente chegou em casa, a poeira eventualmente baixou e todos nós viramos amigos de novo quando o “Three Cheers” (“Three Cheers For Disappointment”) saiu. Eu acho que a gente até estava considerando ser uma banda em tempo parcial denovo quando o disco saiu, mas na última noite dos shows de lançamento do CD a gente tava sentado no CBGB autografando centenas de pôsters pra algum tipo de promoção de pré-venda, ou algo do tipo

TONY-TMDQA!: WOW
Jeff Rosenstock:
Tudo que qualquer um de nós queria era subir a rua pra ir até o bar e beber um com o outro, afinal, a gente tocou 3 shows maravilhosos, sendo que o último na porra do CBGB’S. Mas esse amigo nosso tava entrando, tentando ser nosso “gerente de merchandising”. Ele até me disse: “Eu vou cuidar do merch nos shows pra que você possa falar com os fãs pessoalmente”. E eu falei pra ele que realmente gostava de fazer o merch porque era o momento de conhecer as pessoas, eu trabalhei 4 anos nesse disco e estava muito feliz de entregá-los às pessoas. Se tornou essa coisa toda e estava girando em torno do comércio denovo, então a gente nunca mais tocou junto. Eu me mudei pra Georgia, a gente marcou um show de despedida um ano e meio depois disso pra que todo mundo que não tinha nos visto tivesse a oportunidade e a gente juntou alguns milhares de dólares pra ajudar a prima do nosso baterista que precisava de uma cirurgia muito séria. Todas as camisetas foram feitas pelos nossos amigos O Pioneers!!! (banda), que são donos da I Heart U Productions, eles nos deram quase todo o lucro delas. A gente tocou todas as músicas que a gente já havia escrito, especialmente as ruins. Pareceu uma boa hora pra parar de bater no cavalo morto.

TONY-TMDQA!: Deve ter sido um último show excelente. Eu preciso perguntar. Você vê isso acontecendo com o Bomb The Music Industry! ? Quero dizer, vocês estão começando a chamar a atenção das pessoas, e se esse tipo de coisa acontecer, você acha que pode lidar de outra forma agora?
Jeff Rosenstock:
A gente aprendeu a dar um passo pra trás com o BtMI!

TONY-TMDQA!: Como assim?
Jeff Rosenstock: Por um tempo a gente estava tocando em shows bem grandes. Eu acho que a gente tocou pra 2.000 pessoas uma noite, abrindo pro Less Than Jake. Mas os shows eram muito caros, eu sei que eu não conseguiria pagá-los. E não é pra culpar nenhuma das bandas que nos deixam abrir seus shows. Todos eles eram basicamente grandes fãs que queriam ajudar. Eu só acho que não era pra nós. Era difícil passar nossa mensagem anti-consumista em um lugar cercado por consumismo. Parecia que tudo que a gente falava era uma bosta e a gente poderia ter simplesmente vendido camisetas como todo mundo. Aí a gente parou de tocar em shows que não eram abertos a todas as idades e que não incluíam ingressos por 10 dólares ou menos.

TONY-TMDQA!: Isso é bem legal.
Jeff Rosenstock: Eu acho que se a gente soubesse que estaria fazendo esses primeiros shows, que foram com o The Slackers, a gente poderia ter utilizado o fato de um grande público um pouco melhor. Mas a gente estava tão feliz de tocar com todas essas bandas que a gente se divertia demais pra fazer algo produtivo, eu acho. Eu ainda não sei se esse foi o melhor plano, mas o que você vai fazer. Assim, até as bandas punk mais visivelmente políticas estão tocando shows só pra maiores de 21 anos ou coisas do tipo. Não importa o resultado, eu acho que foi uma coisa boa o fato da gente ter tido coragem pra bater o pé nesse sentido.

TONY-TMDQA!: Sabe, quando eu tinha 17 anos eu normalmente falaria “blah, seus vendidos de merda blablabla”. Hoje eu vou ouvir o álbum da banda, não importa em qual selo ela saiu e vou gostar ou não de como ele soa. Simples assim.
Jeff Rosenstock:
Sim, mas você paga pelo álbum?

TONY-TMDQA!: Normalmente eu baixo ele primeiro, e se eu gosto, eu compro. Mas eu sou um colecionador e fã de música, não sei se a maioria das pessoas age assim.
Jeff Rosenstock:
Eu não sustento lançamentos de gravadoras grandes, e é difícil às vezes porque tem uma dúzia de artistas em gravadoras grandes que eu gosto muito.


TONY-TMDQA!: Então você não compra discos de gravadoras grandes?
Jeff Rosenstock:
Mas eu sei que eles não ganham muito dinheiro com a venda de discos, e eu sei que a indústria de discos americana gasta uma grande parte do dinheiro em processos por downloads ilegais, onde eles processam mães solteiras do interior e crianças de 13 anos e coisas do tipo, por quantidades de dinheiro exorbitantes, só pra provar um ponto.

TONY-TMDQA!: SIM! É só pra provar um ponto. Não há mais objetivos que isso.
Jeff Rosenstock:
Uma vez o Joe Strummer disse: “cada dólar que você gasta é um voto.” Essa frase sempre ficou comigo. É verdade. As pessoas falam sobre como elas não têm poder verdadeiro porque a democracia é uma farsa, votar não conta de verdade, bla bla bla. Mas, no que se trata da América, nós vivemos em uma sociedade capitalista. Então você pode colocar seu dinheiro em coisas que aprova ou pode tomar o caminho preguiçoso e dizer “Eu não posso fazer diferença. Ninguém pode fazer diferença”.

TONY-TMDQA!: Então, foi nisso que você pensou quando abriu a Quote Unquote Records (gravadora de Jeff que disponibiliza todos os discos de graça, e você paga o que acha que a banda merece via PayPal)?
Jeff Rosenstock:
Eu acho que sim. Foi realmente pensado como uma extensão do Bomb The Music Industry! para as bandas dos meus amigos. Eu percebi que dar nossa música de graça nos permitia fazer turnês de sucesso, as pessoas conheciam nossas músicas e tal. Ela nunca foi baseada em volta do capitalismo, então eu não acho que seja justo dizer que a Quote Unquote começou com essa mensalidade. Ela foi baseada em volta das pessoas ouvirem nossas músicas. Eu adicionei o lance de doação porque eu pensei “hey, talvez a gente consiga pagar o website e fazer gravações melhores”.


TONY-TMDQA!:
Sim, eu citei a Quote Unquote por causa da frase do Strummer que você mencionou. Tipo, cada dólar doado é um sinal de positivo pra vocês continuarem fazendo melhor e lançando mais música. Eu amo o modelo de vocês, lançando músicas baseadas em doações e também lançando cópias físicas em LP. Eu acho que acaba servindo para todos os tipos de fãs de música por aí.
Jeff Rosenstock:
A gente sempre aceitava doações em shows se as pessoas quisessem fazê-lo, então fez sentido aplicar isso na gravadora também. Na verdade eu meio que gostava mais quando a gente nem tinha LPs! A gente podia ser mais “ofensivo” com tudo. A gente fazia nossa barraquinha de merchandising nos shows, e colocava um pôster gigante escrito “NÃO COMPRE NADA”.

TONY-TMDQA!: Pelo que eu vejo na Internet, YouTube e etc., nós fãs de BtMI! somos bastante leais. As pessoas têm doado dinheiro regularmente?
Jeff Rosenstock:
A gente recebe várias doações e isso ajuda a gente a pagar pelo combustível nas turnês e também pagar horas de estúdio. Normalmente a gente recebe uma doação louca e gigante e algumas outras menores em um mês, ao invés de várias pequenas doações. Mais ou menos uma em cada 1.000 pessoas que baixam os discos faz uma doação. É meio desapontador, mas como eu disse a gente não liga muito pra essas coisas.

TONY-TMDQA!: E não deveriam, já que as outras 999 pessoas vão conhecer suas músicas, e talvez ir a shows, cantar junto, comprar uma camiseta e coisas do tipo.
Jeff Rosenstock:
Claro.

TONY-TMDQA!: Como você vê todo esse lance da volta do vinil?
Jeff Rosenstock:
A gente meio que entrou nisso BEM na hora que estava explodindo, então funcionou bastante pra gente. Mas também era muito estranho ver alguns LPs nossos sendo vendidos entre 10 e 100 dólares no eBay, especialmente quando você está quebrado sem dinheiro.

TONY-TMDQA!: hahahaha que bizarro.
Jeff Rosenstock:
Eu acho que é mais uma moda, em um sentido. Eu sou um comprador de discos e colecionador há algum tempo, e eu nunca entendi a necessidade de ter versões diferentes de um álbum. Eu sempre pensei que um disco mais do que qualquer outra coisa representa o momento que você o comprou, e o momento em que ele foi gravado. Eu poderia passar pela minha coleção de discos e te dizer exatamente onde eu comprei quase todos eles. Talvez “moda” não seja a palavra certa, eu só acho que não entendo. Mas eu sou sempre muito grato quando uma pessoa compra um disco do Bomb.

TONY-TMDQA!: Os discos de vinil do Bomb The Music Industry! são simplesmente maravilhosamente bonitos. Quando o assunto é cores de discos, não há nada mais legal que o “Get Warmer” ou o “To Leave Or Die In Long Island”. Que tipo de interferência artística você tem nos álbuns da banda?
Jeff Rosenstock: Eu faço toda a arte e decido em quase todas as cores. Às vezes a gente recebe vinil colorido/reciclado de cores randômicas e aí não há decisão, e a Asbestos Records fez uma ou duas prensagens de alguns discos que eu não sabia das cores. Mas é basicamente minha escolha. Especialmente o que foi lançado pela Asian Man. Eles nos deram controle pra decidir qual cor cada prensagem terá, e eles nos deram o controle pra dizer “Hey, a gente não vai fazer um milhão de cores diferentes” para um disco como o “Scrambles”.


TONY-TMDQA!: Eu amo o pacote de “Scrambles”.
Jeff Rosenstock: Obrigado, cara!

TONY-TMDQA!: E também amo a versão transparente/manchas azuis do “Get Warmer”. É excelente.
Jeff Rosenstock
. Obrigado. Tem também uma versão transaprente/branca e uma transparente/verde dessa aí.

TONY-TMDQA!: E um novo álbum? Eu sei que você tem músicas novas, eu amei a que você postou no tumblr (“Struggler”).
Jeff Rosenstock: O “Scrambles” levou um tempo muito grande pra sair, por causa da arte, da produção do pacote e tudo mais. Então eu acho que antes de podermos lançar um novo álbum, a gente vai ter que pensar em como não fazer isso denovo, pra fazer algo que seja menos exaustivo e não sinta como um grande peso tirado dos nossos ombros quando o disco sair. Para que a sensação seja “Fuck yeah! A gente tem um novo álbum”. Só pra mudar um pouco as coisas. (Nota do editor. Poucos dias depois dessa entrevista os caras disponibilizaram na Quote Unquote Records um EP só de músicas inéditas chamado “ADULTS!!!: SMART!!! SHITHAMMERED!!! AND EXCITED BY NOTHING!!!!!!!” Tava escondendo o jogo? hehe)

TONY-TMDQA!: Entendi. Além disso o “Scrambles” é recente né, não tem nem um ano, certo? É que a gente sempre quer ouvir música nova de vocês.
Jeff Rosenstock: Hahaha. Obrigado. A gente tá fazendo tudo o mais rápido que pode!

TONY-TMDQA!: Espero que sim! Eu escolhi o “Scrambles” como o melhor álbum de 2009, qual foi o seu?
Jeff Rosenstock:
O novo do Andrew Jackson Jihad. Ele é TÃÃÃÃÃÃÃÃOOO BOOOOOOOM.

TONY-TMDQA!: “Can’t Maintain” ? Eu acho que estou perdendo tempo então, porque não é a primeira vez que alguém fala bem desse disco e eu ainda não ouvi.
Jeff Rosenstock:
Eu não sei se o disco se deu tão bem quanto deveria. Definitivamente vale a pena dar uma conferida.

TONY-TMDQA!: E o Green Day, cara? O que aconteceu com nosso amado Green Day? Assim, o American Idiot é excelente, mas esse novo álbum…
Jeff Rosenstock:
Pra mim sempre parece que eles fazem bons álbuns porque eles tinham alguma coisa a provar pra quem tava falando merda deles. Mas eu acho que quando você vira a maior banda do mundo, é difícil ter qualquer tipo de “humildade” na súa música… simplesmente se torna inacesível.

TONY-TMDQA!: Eu adorei como eles se tornaram uma banda gigantesca com o American Idiot. Um álbum ótimo, sólido e político. Com “21st Century Breakdown” parece que eles tentaram fazer um American Idiot Parte 2, roubando riffs deles mesmo.
Jeff Rosenstock:
Bom, eles ainda lançam mais álbuns bons do que a maioria das bandas.

TONY-TMDQA!: Sobre seus projetos paralelos, como você se reuniu para formar o Kudrow e lançar um EP?
Jeff Rosenstock: Mike, Dave e eu somos amigos. A maioria das pessoas no Bomb moram em Long Island e eu estava procurando uma banda que fosse local pra poder tocar, então a gente poderia ensaiar e tal. E naquele momento, Mike e Dave não tinham muito acontecendo, e era inverno então não tinha muito o que fazer, aí a gente começou uma banda. Aí eu encontrei meu amigo Pete, a gente saiu para tomar umas e ele disse “Quando eu vou lançar um álbum do Kudrow?” e eu disse: “Oh, eu não sei, você foi a terceira pessoa a nos perguntar, então talvez você vai ser a terceira a lançá-lo?”. E ele disse “Foda-se, eu moro no Brooklyn, vai ser tão fácil!”. E eu disse “Você está certo! Você mora no Brooklyn! Vai ser tão fácil.”. E foi assim. É divertido porque o Pete e a Ernest Jennings (gravadora que lançou o EP) não lançam coisas que soam como o Kudrow, então a gente é basicamente a única banda punk no selo. Tudo por lá é muito diversificado.

TONY-TMDQA!: O que você acha da volta do Blink-182? Não o título da música.. haha (O Kudrow tem uma música chamada “Blink-182 Reunion”. Eu vi uns vídeos de alguns shows da turnê de volta e muitas vezes parece que eles estão fazendo aquilo por quaisquer motivos que não são se divertir. O que você acha?
Jeff Rosenstock:
Eu não os vi ao vivo, então eu não sei. Eu não me importei muito com o último álbum, então uma volta do Blink-182 não era a coisa mais importante do mundo pra mim. Com certeza, eu amei essa banda nos seus melhores dias, mas desde que eu fui sortudo o suficiente para vê-los duas vezes em seu ápice, não é terrivelmente importante pra mim ver o material dessa volta. Eu acho que se eles estivessem fazendo músicas punk bestas sobre pais sendo injustos e fodendo sua mãe e coisas do tipo, não faria mais sentido nenhum Então como qualquer coisa, eles podem fazer o que eles quiserem, não me afeta. Não faz com que os seus discos mais antigos sejam menos importantes pra mim.

TONY-TMDQA!: Eles fizeram dois dos melhores discos de pop-punk de todos os tempos, e nada vai mudar isso, não importa qual cantor famoso e bem conceituado eles chamem pra cantar no seu disco. Por que o título da música “Blink-182 Reunion” no “Lando” (EP da banda Kudrow)?
Jeff Rosenstock:
É uma música sobre se sentir estranho tentando ter o melhor dos dois mundos, a liberdade que você tem quando é adolescente e a liberdade que você tem quando é adulto.

TONY-TMDQA!: Jeff, muito obrigado por responder meu e-mail tão rápido e fazer essa entrevista.
Jeff Rosenstock:
Oh, obrigado por passar seu tempo falando comigo.

TONY-TMDQA!: Eu sou muito feliz porque faço parte de uma cena onde a maioria dos meus ídolos é legal assim, e você é um deles.
Jeff Rosenstock:
Aw…. obrigado, cara! E eu posso conversar com você sobre ir ao Brasil um dia desses eim, então fica esperto!

TONY-TMDQA!: Se você fizer isso eu seria mais do que feliz em te hospedá-lo por aqui! Obrigado, novamente, e deixe uma mensagem aos seus fãs brasileiros! =D
Jeff Rosenstock: Uma mensagem para o Brasil… hm, eu nem acredito que alguém no Brasil sabe que eu estou fazendo o que eu estou fazendo, que a gente está fazendo o que a gente está fazendo! Muito obrigado por prestar atenção, e tenha em mente que o que a gente faz é simples e qualquer um pode fazê-lo desde que você não se deixe abater e comece a se sentir derrotado. ENTÃO VÁ FAZER ALGUMA COISA, BRASIL! SIM!!



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Promoção FISTT, Cokie The Clown, The Get Up Kids, Overkill, 3, Greenland Is Melting

17 Feb/10 5 comentários | Arquivado em Notícias, Promoções, , , , , , , , , , , , , , , , ,

Promoção FISTT

Ah, o Carnaval…
Aquela época do ano onde todo mundo adora os 4 dias de folga, ,quando as mulheres mostram muito mais que a Geisy, quando os indies colocam “Todo Carnaval Tem Seu Fim” do Los Hermanos no repeat e quando nós, roqueiros, juramos de pé junto que odiamos a festança.

Enfim, aqui no TMDQA!  a gente não vai deixar o espírito carnavalesco cair, com a mais nova promoção de uma das melhores e mais longevas bandas de punk rock / hardcore melódico desse país, o FISTT!

O FISTT está lançando finalmente seu novo álbum “Como fazer inimigos…” (muitos de vocês já baixaram as MP3, mas agora é no formato físico finalmente) e o destaque do álbum nessa época do ano é para a música “CARNAVAL”.

A faixa é uma espécie de “Jesus Of Suburbia” da roça, ou ainda um “The Decline” do interiô, e traz 8 minutos e 43 segundos do que há de melhor no hardcore melódico brasileiro com letra sobre o Carnaval, e participações especialíssimas do Fabrizio Martinelli (ex-Hateen) e do Rodrigo do Dead Fish.

Já aperta o play agora e vai ouvindo o som enquanto você descobre como ganhar 3 KITS com Camiseta + Bottons + Adesivos da banda.

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

Lembrando que o disco sai no comecinho de março via Blast / Sony (ok,  agora chamem os FISTTs de vendidos) e em breve teremos mais promoções por aqui!

Dois kits serão sorteados via Twitter, e o outro será em uma espécie de concurso cultural.
Para participar é o seguinte:

Via Twitter

Siga, obrigatoriamente, os usuários @mdiscosqamigos e @fistt , para que possamos contabilizar as participações.
Twitte até 3 vezes por dia cada uma das frases abaixo:

O CARNAVAL já acabou mas eu continuo curtindo com o @fistt e @mdiscosqamigos ! http://ow.ly/18eT6
Não gosta de CARNAVAL? O @mdiscosqamigos e @fistt vão te provar o contrário: http://ow.ly/18eT6
Escola de samba que nada! Nesse CARNAVAL só deu @fistt e @mdiscosqamigos ! http://ow.ly/18eT6


Concurso Cultural

Vai levar o outro kit quem mandar a foto mais legal com uma fantasia de Carnaval!
Pode ser véia, recente, de roqueiro, de axé, tanto faz! Só tem que ser uma foto sua, e a melhor será julgada por mim e pelo glorioso F. Nick do FISTT, ok?

Mande as fotos para tony27+fistt@gmail.com para participar.

A promoção vai até a Quarta-Feira que vem, então participe!!



Cokie The Clown

O South By Southwest é um festival que mistura música, filme e interatividade em Austin, Texas e acontece todo ano desde 1987. O festival é uma espécie de Virada Cultural, com vários eventos acontecendo ao mesmo tempo na cidade, e a Fat Wreck Chords vai estar lá marcando presença.

No site de notícias dos caras eles postaram esse flyer aí com os nomes das bandas que estarão no anexo do clube Emo’s fazendo seus shows. Riverboat Gamblers, Teenage Bottlerocket, Dead To Me, Smoke Or Fire, Tony Sly (No Use For A Name), Banner Pilot e Cobra Skulls eu conheço, mas Cokie The Clown?


Até onde sabemos Cokie The Clown é o personagem-palhaço de Fat Mike (Dono da Fat Wreck / NOFX), que até rendeu um EP de mesmo nome, o que será que Mike está aprontando dessa vez?

É esperar pra ver e procurar vídeos no YouTube quando esses aparecerem em Março.

The Get Up Kids

Essa semana o Get Up Kids anunciou o que nós fãs esperávamos, um novo EP com faixas inéditas para 2010!
O disco será chamado “Simple Science”, terá 4 faixas e sai em Abril, após 6 anos desde o último lançamento de novas da banda, o disco “Guilt Show”.

Pra alegria dos colecionadores, eles informaram que serão várias cores de vinil em 12 polegadas e ainda uma versão em CD.

Uma das faixas que deve fazer parte do EP é “Petty Pretty Things” (vídeo abaixo), nova música que eles gravaram para a Daytrotter Session e têm tocado em shows ao vivo por aí.

E como de notícia boa ninguém se cansa, dei uma fuçada e a banda twittou no final do ano passado o scan de uma página na Alternative Press onde a revista cita os lançamentos do Get Up Kids como uns dos mais antecipados de 2010. E eu digo no plural porque a revista traz o EP para a Primavera (no hemisfério norte, e como acabei de citar, essa parte tá cumprida) e ainda um Full-length no Outono (também no hemisfério norte, então seria nossa Primavera).

Viva o Get Up Kids!


Overkill

“Killbox 13″ é o décimo segundo disco de estúdio da banda de thrash metal Overkill, mas recebeu esse nome porque na contagem dos caras, esse é o décimo terceiro, se levarmos em consideração o EP “Overkill” de 84. Algo como a contagem de mil gols do Romário e a oficial, saca?

Fato é que esse disco foi lançado originalmente em 2003 e ganhou no ano passado nova roupagem em CD dourado, totalmente remasterizado. Além disso, uma capa com leves diferenças em relação à original também foi utilizada e o disco vem em uma caixinha Digipak.

Pra completar, foram feitas só 1000 dessas. O link oficial é esse aqui.

3

Eu aposto que o nome do 3, banda de rock/metal norte-americana já lhes deve ter causado uma série de problemas, já que não é nada chamativo e muitas vezes pode até parecer um erro de digitação ou algo do tipo.

O que me chamou a atenção foi o álbum “Revisions”, lançado no final do ano passado pela Metal Blade Records, como forma de encerramento de contrato com os caras, já que a grande Roadrunner Records os contratou para um disco novo já em 2010.

A posição oficial da banda é que esse disco faz uma releitura de várias músicas da carreira que eles nunca haviam gravado antes de forma oficial, e eles sentiram que elas precisavam ganhar vida em novas revisões. Fato é que ao invés de usar a manjada tática de disco de hits, eles foram pelo caminho do disco de b-sides, mas com mudanças em cada uma das músicas para encerrar o contrato com a Metal Blade. Achei interessante.

O link oficial para o disco é esse aqui.


Greenland Is Melting

Muitas vezes o punk, o folk e o country parecem andar de mãos dadas, apesar da aparente diferença sonora que trazem consigo. Desde ex-vocalistas de bandas punk fazendo carreira solo e se dando bem com o estilo (como Chuck Ragan, ex-Hot Water Music e Tim Barry, ex-Avail), até a adoração da maioria dos nomes da cena por Johnny Cash, há evidências claras de como os estilos se unem de forma harmoniosa.

O mais recente caso de amor entre esses gêneros atende por Greenland Is Melting, uma banda que só pra variar um pouquinho vem de Gainesville, Flórida e toca um folk/alt-country/bluegrass de primeira, aumentando seu nome a cada show que fazia em casas punk ao redor dos EUA.

E justamente por essa atenção que estava adquirindo a Paper+Plastick Records resolveu apostar nos caras e contratá-los para seu casting. No fim do ano passado foi anunciada a contratação da banda, e imediatamente o disco “Our Hearts Are Gold, Our Grass Is Blue” foi disponibilizado na página da gravadora para download.

Não há versão física (ainda) pois esse disco já havia sido lançado pela banda e não teria sentido trabalhar em cima dele, ao invés disso a banda está gravando novas músicas.

No site oficial dos caras é possível ouvir tudo em streaming ou baixar o disco em arquivos digitais de altíssima qualidade. E vale a pena! O link é esse aqui.

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Promoção Pacotão Laja Records + Crackinho + Me First And The Gimme Gimmes, Evelyn Evelyn (Dresden Dolls, Nirvana, My Chemical Romance), Suicidal Tendencies, Pixies, Cult Of Luna, Mariachi El Bronx

07 Feb/10 6 comentários | Arquivado em Notícias, Promoções, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Gosta de escrever sobre música e quer um espaço para fazê-lo??
Chegou a hora!!
O Tenho Mais Discos Que Amigos! está recrutando 2 pessoas para integrar sua equipe e escrever sobre música, discos, lançamentos, novidades e tudo mais que envolve o dia-a-dia do TMDQA!

Venha fazer parte da equipe! Saiba como clicando aqui.

Promoção Laja Records + Crackinho + Me First And The Gimme Gimmes

Chegou a primeira promoção do ano no Tenho Mais Discos Que Amigos! , e pra variar tem um monte de prêmio bacana pra vocês!!
Nosso querido parceiro Mozine, da Laja Records disponibilizou algumas bugigangas muito legais da sua gravadora pra gente sortear aqui, aí eu resolvi montar um kit com (quase) tudo que ele mandou e organizar a Promoção Pacotão Laja Records + Crackinho + Me First And The Gimme Gimmes.

Dá uma olhada em tudo que vem no kit:

  • CD “Os Pedrero – Sou Feio Mas Tenho Banda!”
  • CD split “Merda/D.F.C. – O Ludo De Satã”
  • Livro “Guitarra e Ossos Quebrados” de Quique Brown
  • Marcador de páginas “Guitarra e Ossos Quebrados”
  • Munhequeira (eles ainda fazem isso?) do Merda
  • CD split “Leptospirose/Merda – lecker!”
  • Buttons Mukeka di Rato, Laja Records e Quique Brown
  • Pôster do Merda “Tour 2005″

São DEZ prêmios de uma das gravadoras independentes que mais trabalha no país e só com item muito bom!

O último CD d’Os Pedrero é demais, com participação do pessoal do Dead Fish e Matanza.
O split do Merda com o D.F.C. tem um dos melhores encartes que eu já vi! É literalmente um tabuleiro para jogar “O Ludo De Satã”, postarei mais fotos ainda essa semana em outro post.
O livro do Quique Brown conta a história da turnê europeia do Leptospirose com o Merda, e como tudo acabou em (desculpe o trocadilho infame) merda, quando um acidente interrompeu a viagem antes do previsto.

Além disso, o Mozine também falou que vai disponibilizar chaveiros do seu filho/mascote/menor-aprendiz-da-laja-records, o muito simpático Crackinho.
Nessa primeira etapa sairá 1 chaveiro para o ganhador do kit e mais DOIS para quem ficar em segundo e terceiro, mas a ideia é fazer sorteios frequentes no twitter do TMDQA! e no da Laja.

E como eu não poderia deixar de colocar a minha participação na parada, quem ganhar o kit ainda leva um pôster importado e oficial do Me First And The Gimme Gimmes e um CD importado da banda de ska japonesa Potshot, o “’til I Die”.

São 13 prêmios no total, entre 3 CDs, 2 pôsters, 1 livro e muito mais coisas bacanas! Corre e participa.

Para participar, a galera do twitter tem que obrigatoriamente seguir os usuários @crackinho , @lajarex e @mdiscosqamigos, e pode escrever até 5 vezes CADA UMA das mensagens abaixo:

“Mais viciante que o @crackinho só o @mdiscosqamigos e a @lajarex !! Que delícia!!!! http://ow.ly/14Qxg”
“Queria tanto ganhar esses 13 prêmios do @mdiscosqamigos , @lajarex e @crackinho ! http://ow.ly/14Qxg”
“Nem quero saber desses 13 prêmios de Merda do @mdiscosqamigos , @lajarex e @crackinho ! http://ow.ly/14Qxg”

Quem entrar na nossa comunidade do Orkut e postar uma frase com Crackinho, Discos e Laja Records (até 5 frases por dia) também vai concorrer! Poste a frase no tópico “PROMOÇÃO PACOTÃO LAJA RECORDS”.

A promoção vai até o Domingo de Carnaval (Ê-LA-IÁ) e cada twittada vale um cupom para o sorteio final.
Boa sorte a todos!!!


Evelyn Evelyn (Dresden Dolls, Nirvana, My Chemical Romance, Andrew W.K.)

O Evelyn Evelyn é um projeto paralelo de Amanda Palmer, a integrante feminina do dueto de punk-cabaré Dresden Dolls.
Ela chamou o multi-instrumentista Jason Webley e após um EP em vinil de 7 polegadas em 2007, eles estão lançando agora em 2010 seu primeiro álbum de estúdio , chamado “Evelyn Evelyn” .
O disco será lançado em 30 de Março e o que mais chamou a atenção foi uma declaração da banda essa semana dizendo que haverá participações de dezenas de figurões da música americana nesse disco.
Frances Cobain (filha de Kurt Cobain), Gerard Way do My Chemical Romance, Andrew W.K., Franz Nicolay do Hold Steady, Reverend Peyton, Tegan And Sara e até mesmo Weird Al Yankovic, além de vários músicos de outras bandas gravaram vocais para esse disco e fizeram com que o mundo todo ficasse sabendo do projeto.

No MySpace da banda é possível acompanhar o trabalho e ficar de olho em quando a pré-venda será disponibilizada. Saindo versões em vinil, postarei aqui.


Suicidal Tendencies

Há um tempo atrás eu postei sobre o relançamento de “Suicidal Tendencies”, da clássica banda de mesmo nome em vinil colorido, mas não tinha informações das cores do LP. A nossa querida e atenciosa leitora Angélica Albuquerque me passou, via twitter, o link da PunkVinyl que tem essa foto lindona aí do disco em vinil roxo.
Devo dizer que essa cor está muito legal, uma das mais bonitas que já vi até hoje.

Além dessa versão, também achei o discão em um LP metade cinza e metade vermelho, como na foto aí acima. O link para a loja é esse aqui.


Pixies

Foi reprensada a coletânea “Pixies”, obviamente do Pixies, lançada originalmente em 2002.
O disco traz 9 faixas que apareciam na primeira fita demo dos caras, chamada de “Purple Tape” pelos fãs. Versões originais do clássico “Here Comes Your Man”, e de faixas como “Down The Well” e “Build High” estão nesse álbum.

A nova prensagem está limitada a 1.500 cópias, sendo 500 em vinil roxo, 500 em vinil verde e 500 em vinil laranjado. Pra finalizar o vinil é de 180 grama, qualidade de primeira. O link é esse aqui.


Cult Of Luna

A Earache Records é mais uma que adere ao vinil e começou a campanha “First Time On Vinyl”, onde irá relançar clássicos do seu catálogo que nunca tiveram versão em vinil anteriormente nesse formato e em várias edições especiais.

A barulhenta Cult Of Luna está participando dessa iniciativa e dois discos da banda estão ganhando novas versões.

“Cult Of Luna” originalmente de 2001 tem versões em LP duplo com vinil vermelho, laranjado ou marrom/transparente. Honestamente achei essa versão em vinil marrom muito legal, combinando demais com a capa.
Além disso, a arte do disco é exclusiva a esse lançamento, diferente da original, e a caixa é em formato gatefold.

“The Beyond”, o segundo álbum da banda, lançado em 2003 também ganhou versão especial nos mesmos moldes.
São LPs duplos em vinil amarelo, cinza ou transparente, com arte também exclusiva e caixa gatefold.

O link para esses presentões aos fãs são esse aqui e esse aqui.


Mariachi El Bronx

Bandas paralelas existem aos montes, mas normalmente se tratam de trabalhos isolados de um ou outro integrante da banda que está meio de saco cheio e quer fazer um som diferente.
O pessoal do The Bronx, que normalmente toca hardcore resolveu gravar um disco totalmente diferente, ao melhor estilo Mariachi, como se fosse um álbum normal da banda, com seus membros originais e tudo mais.

A “única” coisa que eles fizeram foi mudar o nome da banda para Mariachi El Bronx, para dessa maneira divulgar o disco homônimo do Bronx versão mariachi.
O disco saiu no final do ano passado em CD e LP, e o link  é esse aqui.


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