Roman Polanski em Cannes, 2017
Foto de Roman Polanski via Shutterstock

Desde os anos 70, o nome Roman Polanski – que atualmente está com 86 anos – tem sido visto como controverso. Tudo começou quando a mídia divulgou notícias de que o diretor de clássicos como “O Bebê de Rosemary” e “Chinatown” havia estuprado uma garota de 13 anos. A jovem afirma que foi sedada pelo cineasta e em seguida submetida a uma relação sexual. Desde então, Polanski tem sido envolvido em diversos casos de abuso.

Mesmo tendo seu nome aparecendo junto da palavra “estuprador” em várias reportagens, parece que a premiação francesa César Awards (considerada o “Oscar da França”) – que ocorreu no dia 28 de Fevereiro – resolveu ignorar todo este histórico do diretor. Polanski concorreu a 12 estatuetas com seu último longa “O Oficial e o Espião” e acabou levando 3, sendo uma delas de Melhor Diretor.

O cineasta (minimamente sensato) não compareceu à premiação por receio de sua segurança e medo de ser “linchado”. Quando foi anunciada sua vitória como Melhor Diretor, vários convidados da cerimônia resolveram sair da premiação e ir embora. Dentre eles estava a atriz francesa Adèle Haenel, uma das protagonistas de “Uma Jovem Em Chamas”. Em seguida, motivados pela atitude da artista, vários outros participantes foram vistos se levantando e indo embora.

Um vídeo do momento do protesto dos convidados foi postado no Twitter.

Mais Protestos contra Roman Polanski

Os protestos contra o diretor já ocorrem há tempos. No ano passado, um artista de rua chamado Sabo vandalizou um outdoor de “Era Uma Vez em… Hollywood” que se encontrava nas ruas de Los Angeles.

A intervenção se tratou de uma substituição dos rostos de Brad Pitt e Leonardo Dicaprio pelos de Roman Polanski e Jefrey Epstein (também acusado de abuso sexual) e a alteração do nome do filme para “Era Uma Vez em… Pedowood”, que pode ser traduzido como algo do gênero “cidade dos pedófilos”.

E aí fica a polêmica questão: é possível separar a obra de um abusador?