Angra
Foto: Divulgação/Henrique Grandi

Indiscutivelmente um dos grandes nome do Metal mundial, o Angra dispensa apresentações como patrimônio da música brasileira e continua carregando, com muitos méritos, a nossa bandeira através de inúmeras turnês mundiais, 9 discos de estúdio e quase 30 anos de carreira.

Em entrevistas recentes, Rafael Bittencourt anunciou que em breve um novo trabalho sairá. Será o terceiro com Fabio Lione nos vocais, além de Felipe Andreoli (baixo), Bruno Valverde (bateria) e Marcelo Barbosa (guitarra), que completam a sólida formação atual.

O italiano é o terceiro a comandar os vocais, após as passagens brilhantes de Edu Falaschi e do eterno Andre Matos, que nos deixou de forma precoce em junho do ano passado.

Uma boa forma de entender as diversas fases do Angra é um passeio breve ao longo de 5 videoclipes que mostram bem as características dos conceitos envolvidos em torno dos trabalhos da banda.

5 – “Magic Mirror” (2019)

A música faz parte do excelente ØMNI, último trabalho de estúdio, lançado em 2018, com Lione nos vocais e a atual formação. O disco foi o primeiro após a ida do guitarrista Kiko Loureiro para o Megadeth.

ØMNI traz uma das grandes características do Angra; a de se reinventar mesmo com algumas mudanças cruciais em seus integrantes, mantendo uma carreira sólida no quesito qualidade musical e conceitual.

4 – “Wishing Well” (2004)

O Angra tem um belíssimo currículo de baladas e “Wishing Well”, uma delas, faz parte de Temple Of Shadows, quinto disco da banda e um passo importantíssimo na discografia.

O álbum é o sucessor do clássico Rebirth, que marcou a estreia de Edu Falaschi nos vocais.

Em Temple Of Shadows, que trouxe faixas como “Spread Your Fire”, “Angels and Demons” e “The Temple Of Hate”, Edu se afirmou de vez como uma das grandes vozes do metal mundial e ajudava na continuação da escalada do Angra como um dos maiores nomes do estilo.

 

3 – “Make Believe” (1996)

Mais uma balada clássica da banda, “Make Believe”, do disco Holy Land, levou o Angra a alcances além do metal ao ter o clipe veiculado de forma incansável na MTV, inclusive com indicação ao VMB, na categoria Escolha da Audiência, em seu segundo trabalho.

O Brasil tinha mais um representante de peso no metal mundial e o disco era a prova da versatilidade em letras, harmonias e composições.

Holy Land conta a história do descobrimento do Brasil em 1500 com arranjos de música clássica, música brasileira e a força do metal melódico.

Disco obrigatório!

2 – “Rebirth” (2001)

Como sobreviver à saída de um vocalista do calibre de Andre Matos, além de sofrer as baixas de Luis Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria)?

O Angra se desfez aos pedaços e os remanescentes Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro responderam ao questionamento com o disco Rebirth, que trouxe a estreia de Edu Falaschi nos vocais, acompanhado de Felipe Andreoli (baixo) e Aquiles Priester (bateria).

O que era dúvida se tornou uma das maiores certezas de toda a história da banda e “Rebirth”, a música e o disco, se tornaram clássicos, com músicas que ainda se fazem presentes em qualquer apresentação do Angra e que estão entre as mais amadas pelos fãs.

1 – “Carry On” (1994)

O começo de tudo.

O maior clássico do Angra vinha logo em seu primeiro disco, Angels Cry, lançado em 1993, vendendo aproximadamente um milhão de cópias, ganhando disco de ouro e ficando na terceira posição no Japão, onde a banda é cultuada.

O Angra chegava com tudo, com um cartão de visitas extremamente poderoso, misturando power metal com a música clássica de Vivaldi e as raízes brasileiras de Luiz Gonzaga, em clássicos como “Angels Cry”, “Time”, “Never Understand” e até um surpreendente cover de “Wuthering Heights”, de Kate Bush.