E Então Nós Dançamos
Foto: Divulgação

Exibido na programação da 21° edição do Festival do Rio e atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, E Então Nós Dançamos era o longa indicado pela Suécia para concorrer a uma vaga no Oscar do ano que vem.

Delicado e belo, o filme de temática LGBTQ+ não ficou entre os pré-indicados à estatueta dourada em lista divulgada na semana passada, mas merece a atenção de qualquer apaixonado pela sétima arte.

Com direção e roteiro do sueco Levan Akin, o longa gira em torno do dedicado bailarino Merab (Levan Gelbakhiani), que treina a dança tradicional georgiana e quer estar entre os melhores no Georgian National Dance Ensemble.

Mas seu caminho não será nada fácil. Ele pratica a dança ao lado da sua amiga Mary (AnaJavakishvili) há muitos anos, e também tem a companhia de seu irmão David (Giorgi Tsereteli) no balé.

Fora a pressão por causa da intensa e extenuante rotina de treinos, o protagonista precisa lidar com a dificuldade financeira dentro de casa, que o obriga a trabalhar pesado em um restaurante e prejudica o seu próprio corpo.

Sempre no limite, Merab ainda descobre a tensão sexual que existe entre ele e o novo bailarino da sua escola, Irakli (Bachi Valishvili). Os dois aos poucos vão percebendo que pouco sabem sobre eles mesmos, ao passo que a competição aumenta entre todos os bailarinos que disputam as audições da Georgian National Dance Ensemble.

No meio disso tudo, Mary começa a desconfiar que algo está rolando entre Merab e Irakli, o que deixa a moça em posição bastante desconfortável. Tudo piora quando Merab é visto por um bailarino georgiano saindo de uma festa gay.

A partir daí, seus colegas conservadores passam a pegar no pé de Merab de uma forma que trará consequências devastadoras. Antes focado em ser o melhor, aquele que será escolhido pelo professor da escola, Merab já não sabe mais como reagir ou como seguir em frente com seu objetivo. Sua paixão por Irakli o torna dependente e perdido em meio ao caos de sua vida. O futuro, para ele, virou um mar de dúvidas e questionamentos.

A condução sensível da trama, as sequências de dança primorosas e a fotografia caprichada são alguns do elementos que cativam o espectador, que não precisa de muito esforço para torcer pelo personagem. A última cena, inclusive, é espetacular. E Então Nós Dançamos também passou pela Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes, em maio passado.

LEIA TAMBÉM: 11 filmes que estarão no Festival do Rio e brigam por uma vaga no Oscar