20 melhores introduções de baixo
Fotos via Wikimedia Commons
 

Não é incomum lembrarmos de um instrumento específico quando lembramos de uma canção.

Muitas vezes, é a introdução da música que a torna marcante – e, consequentemente, é o instrumento que realiza essa introdução que passa a lembrar instantaneamente a faixa. Pensando nisso, o TMDQA! resolveu fazer uma série de listas com as melhores introduções de todos os tempos.

Como seria impossível ranquear misturando instrumentos, iremos separá-los. A regra é simples: a música precisa começar com o instrumento em questão, no máximo acompanhado de algum outro mas sempre com o escolhido predominando.

Dessa vez, escolhemos o baixo. Muitas vezes passando despercebidos, os baixistas do rock acabam muitas vezes não recebendo o devido valor – por isso, resolvemos escolher apenas linhas deste gênero, já que outros como o funk e o jazz se tornariam uma competição até injusta.

Veja a seguir a nossa lista, feita com inspiração em um vídeo do músico e produtor Rick Beato mas adaptando para as nossas escolhas.

20. Ghost – “From the Pinnacle to the Pit”

Uma das bandas mais prolíficas do rock nesta última década, o Ghost terminou de conquistar o público que ainda resistia ao seu som com o ótimo Meliora (2015). Além disso, o disco também trouxe a incrível “From the Pinnacle to the Pit” e uma das melhores aberturas de baixo da história recente do gênero.

19. Rage Against the Machine – “Bullet in the Head”

Simples e marcante, a linha de Tim Commerford ecoa por quase toda a canção e dita a melodia de uma das mais importantes e melhores músicas do Rage Against the Machine. Ainda bem que logo menos poderemos ver isso ao vivo novamente!

18. Jane’s Addiction – “Mountain Song”

Por toda a sua capacidade inovadora, o Jane’s Addiction é uma banda extremamente subestimada. Ouvir uma canção como “Mountain Song” e pensar que ela foi lançada em 1988 é assustador! E parte disso vem da icônica abertura feita no baixo por Eric Avery, que saiu da banda eventualmente e assumiu o posto de baixista no Garbage. Ele ainda passou por Nine Inch Nails Smashing Pumpkins. Tá bom ou quer mais?

17. Radiohead – “The National Anthem”

Tempo quebrado, repetições incontáveis e uma distorção inconfundível. Essa foi a estratégia de Colin Greenwood para a incrível linha de baixo de “The National Anthem” – cuja abertura é repetida por toda a canção, dando o tom paranoico que a banda buscava.

16. Descendents – “Myage”

Representando toda uma geração do punk rock, o Descendents entra aqui com a ótima abertura de “Myage”. Aliás, essa linha é uma das mais legais do lendário Tony Lombardo.

15. Muse – “Hysteria”

Nos anos mais recentes, Chris Wolstenholme foi um dos nomes que mais despertou interesse entre os baixistas do mainstream. Mesmo utilizando vários recursos inusitados em canções como “Madness” e explorando timbres diferentes, é pela distorcidíssima introdução de “Hysteria” que ele ficou mais marcado.

14. Iron Maiden – “Wrathchild”

Quando se fala de metal e baixo, instantaneamente o nome Steve Harris surge. Claro que não podia faltar uma linha dele nessa lista, e a escolhida foi obviamente “Wrathchild”.

13. Megadeth – “Peace Sells”

Um dos riffs mais legais dessa lista, “Peace Sells” mostra que há sim um belo espaço para o baixo mesmo no heavy metal. Mandou bem demais, David Ellefson!

12. Dead Kennedys – “Holiday in Cambodia”

Klaus Floride é um dos baixistas mais prolíficos da cena punk, e é claro que tinha que estar por aqui também. A abertura de “Holiday in Cambodia” é icônica, além de excelente.

11. TOOL – “Schism”

Maynard James Keenan é um cara exigente. Para estar na banda do cara desde 1995, Justin Chancellor fez por merecer e, além de suas ótimas linhas em praticamente todas as músicas do TOOL, ainda providenciou uma introdução maravilhosa e icônica para “Schism”.

10. Alice in Chains – “Would?”

Talvez não seja a melhor, mas é bem possível que “Would?” seja a mais identificável da lista. O timbre incrível do saudoso Mike Starr e a linha de abertura da canção são absolutamente inconfundíveis.

9. Primus – “Jerry Was a Race Car Driver”

Unindo técnica e uma criatividade pouco antes vista, Les Claypool é um dos caras que mais revolucionou o baixo. Enquanto talvez sua melhor performance seja em “Tommy the Cat”, a introdução mais marcante é sem dúvidas o riff muito doido de “Jerry Was a Race Car Driver”. Ah, e ele ainda canta enquanto toca, beleza?

8. Beastie Boys – “Sabotage”

Os Beastie Boys ganharam fama por serem pioneiros na mistura de rap e rock, e a linha de baixo que introduz “Sabotage” traduz isso perfeitamente. É certamente uma das obras mais icônicas do saudoso Adam Yauch – mais conhecido como MCA.

7. Red Hot Chili Peppers – “Around the World”

Era impossível deixar Flea de fora dessa também, né? Apesar de “Nobody Weird Like Me” e “Higher Ground” serem ótimas introduções – talvez, para alguns, até melhores do que essa – “Around the World” precisa de apenas uma nota para ser reconhecida.

6. Queen – “Another One Bites the Dust”

Quem assistiu ao filme Bohemian Rhapsody sabe como foi difícil para o baixista John Deacon conseguir exercer sua criatividade no Queen. Felizmente, o espaço foi eventualmente conquistado e assim surgiu “Another One Bites the Dust”.

5. Motörhead – “Ace of Spades”

A pancada inicial do baixo de “Ace of Spades” fala por si só. Crua e voraz, a linha de Lemmy Kilmister é uma das mais marcantes da história do rock and roll. Mais um que deixou saudade!

4. Aerosmith – “Sweet Emotion”

Tom Hamilton não é exatamente conhecido como um dos maiores baixistas do rock, mas ele caprichou demais em “Sweet Emotion”. A introdução é uma das linhas mais diferentes do gênero, além de ditar todo o tom mais sensual da canção.

3. Pink Floyd – “Money”

Outro que não poderia faltar por aqui é Roger Waters. O lendário baixista do Pink Floyd conseguiu um feito incrível: criar uma linha de baixo inesquecível e marcante usando um inusitado compasso 7/8.

2. Black Sabbath – “N.I.B.”

Aqui dá pra escolher se você quer que o solo de baixo – batizado de “Bassically” – de Geezer Butler faça parte da introdução ou não. Mesmo que não, ainda assim o início de “N.I.B.” é possivelmente um dos baixos mais simples e marcantes da história do rock.

1. Metallica – “For Whom the Bell Tolls”

Apesar dessa lista ter despertado muitas saudades de grandes músicos, talvez a maior de todas seja Cliff Burton. O baixista do Metallica transcendeu os limites do instrumento e “For Whom the Bell Tolls” é o exemplo perfeito disso – apesar de, talvez, outras linhas como “Anesthesia (Pulling Teeth)” e “Orion” serem até mais interessantes.