O Halloween está aí e é época de assistir a filmes de terror, certo? Para algumas pessoas, não. Se você é desses que foge de susto como o diabo foge da cruz, os filmes de zumbi podem ser uma opção. Apesar de um ou outro pulo de pavor, em geral eles conseguem puxar para a ação. Alguns deles são até ótimos filmes de comédia!

Então, para garantir pelo menos um pouquinho de suspense no Dia das Bruxas, listamos 7 filmes de mortos-vivos que podem ser boas opções de entretenimento para você e seu grupo de amigos que não são chegados em espíritos, demônios, etc. Mas já fica o aviso: vai ter sangue e tripas voando, membros arrancados, maquiagens nojentas… tudo que o manual do bom filme de zumbi pede.

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Todo Mundo Quase Morto: filme de zumbi pode ser gore, mas também pode ser engraçado (Foto: Divulgação)

Zumbilândia

Zumbilândia foi um grande sucesso quando lançado, em 2009. Parte do reconhecimento veio pelos nomes dos emergentes Jesse Eisenberg e Emma Stone, que se consolidaram como protagonistas em Hollywood nos anos seguintes, além das participações de Woody Harrelson e Bill Murray interpretando ele mesmo.

A produção, em si, se destaca por ser muito engraçada, especialmente nas formas criativas de matar os mortos-vivos. Zumbilândia é divertido sem precisar ser genial e isso conta muito.

 

REC

Um filme que manteve a vibe de terror foi REC. Além de apostar na temática mais assustadora, a franquia ainda foi ousada por apostar no gênero found footage. Lançado em 2007, o filme espanhol correu grande risco de ser apenas mais um naquele mar de filmes de terror que tentaram beber na fonte de A Bruxa de Blair.

No entanto, a produção conseguiu agradar tanto a crítica quanto o público, mesmo com o modesto orçamento de 1,5 milhão de euros.

 

Todo Mundo Quase Morto

Outro filme de comédia na lista é Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead), precursor de Zumbilândia. Dirigida por Edgar Wright, a produção foi roteirizada e protagonizada por Simon Pegg. Esses dois caras são os grandes atrativos do filme, que tecnicamente é muito bom e homenageia com muita competência os filmes de George Romero.

A direção de Wright é bastante característica, com movimentos de câmera inusitados e bem executados – como os planos sequência logo no início do apocalipse, nos quais o personagem nem percebe o que está acontecendo ao seu redor. A história pode não ser a mais criativa de todas, mas o retrato do fim do mundo visto do ponto de vista de um “idiota” e não de um “herói” é muito engraçado.

 

Invasão Zumbi

Perseguição de mortos-vivos em um trem-bala na Coreia do Sul. A aleatoriedade do roteiro de Invasão Zumbi (ou Train to Busan ou Busanhaeng) já chama a atenção, mas incrivelmente este se tornou um excelente filme de zumbi. E olha que os filmes do gênero já estavam mais do saturados quando foi lançado, em 2016, no Festival de Cannes.

A trama acompanhava um homem e sua filha, durante uma viagem de Seul para Busan. No meio do caminho, uma doença começou a se espalhar e não deu tempo nem de questionar o que estava acontecendo, apenas correr pela sobrevivência. E isso é bacana: o filme não precisou focar na questão social, o que seria terrivelmente repetitivo, para ser interessante.

Esta é uma ótima alternativa às produções hollywoodianas e uma forma de conhecer um pouco mais do cinema sul-coreano, que é riquíssimo. 

 

A Noite dos Mortos-Vivos

O clássico dos clássicos, A Noite dos Mortos-Vivos foi quem consolidou o caminho trilhado pelos filmes de zumbi nas décadas finais do século XX. Dirigido por George Romero, o filme independente foi lançado em 1968 e foi o primeiro da famosa trilogia de zumbis do diretor. Na época, houve um grande impacto por causa da violência, além da qualidade do suspense construído e de detalhes como críticas sociais e desafios à tradição.

Certamente é um clássico que deve ser assistido pelo menos uma vez na vida e já fica o alerta para um dos finais mais impactantes da história do cinema.

 

Despertar dos Mortos

Segundo filme da trilogia dos mortos, Despertar dos Mortos foi outro grande marco na história do cinema de terror. Em 1978, Romero passou do preto-e-branco para o colorido e a narrativa apocalíptica se manteve em um alto nível, bastante original para a época e batendo pesado nas críticas sociais que o tema pode suscitar.

Este é o favorito de vários fãs por aí, tanto que inspirou Edgar Wright e Simon Pegg quando fizeram Todo Mundo Quase Morto (ou Shaun of the Dead, referência óbvia ao título em inglês Dawn of the Dead).

 

Dia dos Mortos

Fechando a trilogia do “pai dos zumbis” no cinema, Dia dos Mortos já tem um Romero mais experiente. Apesar de ter esgotado boa parte do tema nos filmes anteriores, o roteiro consegue se manter bastante tenso.

Aqui, a mitologia zumbi chega a um nível avançado de domesticar os mortos-vivos. Pensando bem, ainda tem um quê de crítica social e isso basicamente mostra o porquê de George Romero ser a maior referência nesse gênero.