Spotify Escuta as Minas
Foto: Reprodução/YouTube
 

O feminismo é uma das causas sociais de maior destaque na atualidade e, mesmo com todas as intempéries, vem modificando de forma positiva o cenário musical inclusive no Brasil.

É claro que, na linha de frente, atuando em cima dos palcos, vemos artistas mulheres que dão destaque a esse movimento com muita expressão, mas os números de mulheres atuando nos backstages, áreas técnicas de produção e de promoção ainda é muito baixo.

Podcast TMDQA! #48 – Mulheres no mercado da música + projeto Escuta as Minas, do Spotify

Foi esse o assunto que pautou o episódio 48 do Podcast TMDQA! onde debatemos esse cenário em nosso país e ainda contamos com entrevista de Negra Li, mentora da Casa de Música Escuta as Minas, projeto do Spotify que falaremos um pouco mais daqui a pouco.

Esse episódio você pode conferir clicando no player logo abaixo, ou procurar por nós no Spotify, Apple Podcasts ou seu agregador preferido. Siga-nos também no Instagram e Facebook.

Para darmos um gostinho de toda informação que você pode conferir melhor no nosso podcast, listaremos aqui quatro iniciativas que estão mudando o local de atuação das mulheres na indústria musical.

Casa de Música “Escuta as Minas” – Spotify

Escuta as Minas, do Spotify Brasil

Esse projeto encabeçado pela gigante do streaming, que inclusive inspirou o nosso programa, já foi até comentado por aqui.

O Escuta as Minas é um estúdio montado em São Paulo. Ali, até o final de 2019, 24 artistas mulheres irão gravar singles com equipe inteiramente feminina.

Além disso, elas também têm um workshop por semana com temas que vão desde como cuidar das redes sociais até como marcar shows.

E a cada ciclo de produção, contam com uma madrinha, entre elas: Liniker, Maiara e Maraisa, Pocah, Priscilla Alcantara e a já citada Negra Li.

“Deixa Ela Pôr a Mão no Seu Som” – Toca do Bandido

Foto: Divulgação

Constança Scofield é a gestora da Toca do Bandido, um dos mais relevantes estúdios musicais do Rio de Janeiro.

Lá, nesse ano, ela iniciou um projeto chamado “Deixa Ela Pôr a Mão no Seu Som”, em que dá descontos para quem contratar mulheres do áudio para gravações, mixagens, engenheiras de áudio, produtoras musicais e até mesmo musicistas, arranjadoras, compositoras e diretoras artísticas.  Assim, Constança busca aumentar a atuação feminina na cadeia do som e da música.

Women’s Music Event

Foto: Banner do evento

Liderado pela jornalista e DJ Claudia Assef e a advogada/manager de artistas Monique Dardenne, o Women’s Music Event é um projeto que atualmente atua em quatro ramificações.

A primeira delas é a conferência, que acontece em março de todo ano. Outra é a área de conteúdo, hoje com muito foco nas redes sociais. A terceira é a mais conhecida de todas, com o prêmio dedicado a mulheres da indústria, chamado Women’s Music Event Awards. E já a quarta ramificação é o cadastro de profissionais do ramo, que em novembro será lançado no formato de aplicativo.

O intuito desse projeto é mostrar que existem, sim, profissionais mulheres nas diversas áreas dentro da indústria.

Sêla

Foto: Divulgação

O Sêla é um coletivo de São Paulo criado pela cantora e compositora Camila Garófalo, que começou como gravadora independente e hoje atua como agência de consultoria para mulheres na música, em diversos âmbitos da cadeia produtiva, já tendo realizado diversos eventos.

Além disso, elas atuam também com a Coletânea SÊLA de Produtoras Musicais, que deseja reunir um panorama atualizado da produção musical feita por mulheres no Brasil num único álbum digital, levando em consideração a pluralidade e seus diferentes discursos através de linguagens sonoras distintas e assinaturas que representam suas vivências e localidades.

Esse coletivo também contempla projetos como o Mulheres Na Música, iniciativa que movimenta informação sobre o mercado musical feminino.