Drik Barbosa
Foto: Bruno Trinidade
 

Está oficialmente no mundo!

A cantora paulista Drik Barbosa tem conquistado cada vez mais fama por conta de seu inquestionável talento e de letras que falam sobre o que precisa ser dito. Agora, essa percepção pode ser ampliada graças ao lançamento de seu homônimo disco de estreia. Lançado na última sexta (11), o álbum mostra uma face mais pop de Drik, mas não renega em momento algum o talento da cantora para o rap.

Lançado pela Laboratório Fantasma, o trabalho tem produção de Grou e direção de Evandro Fióti. Anteriormente, também pela Laboratório, Drik lançou o EP Espelho. Na época do lançamento, conversamos com Drik, onde batemos um bom papo sobre representatividade.

 

Força e agilidade

É preciso ser forte e ágil para ser uma mulher negra no Brasil. Drik tem essa força, e resolveu transmiti-la ao mundo com suas canções. O disco dá voz a essas pessoas silenciadas pelo sistema, e faz isso de forma dançante e reflexiva ao mesmo tempo.

Ao comentar sobre o álbum de estreia, a cantora conta:

Eu não tenho como falar pelas pessoas. Cada um tem seus porquês e seus motivos, mas talvez eu possa trazer o problema para a gente discutir naquele momento, transformar através das músicas.

Discos bons esbanjam sinceridade, e é isso que a cantora faz ao dar trilha sonora para momentos de sua vida, como fica claro desde faixa de abertura “Herança” até a faixa final “Sonhando“, onde Drik reconhece suas conquistas como parte da realização de um sonho.

Enquanto isso, sua acessível sonoridade pop flerta com elementos urbanos e contemporâneos ao abordar a cultura musical afro-brasileira. O disco chega a abraçar também o funk 150 BPM, o dancehall o R&B.

 

Participações

Drik Barbosa ganha ainda mais notoriedade graças ao time de participações que roubam a cena em seu trabalho. Logo na primeira faixa já temos a participação de Anna Tréa. Em  “Liberdade“, temos versos cantados por Luedji Luna e R.A.E. O grupo ÀTTØØXXÁ faz parte da dançante “Tentação“, enquanto Gloria Groove e Karol Conká também dão voz à já divulgada “Quem Tem Joga“.

A segunda metade do disco conta a participação de Denise de Paula em “Renascer“. É também na metade final que nos deparamos com versos de Emicida e de Rael, ambos nomes icônicos da atual cena do rap brasileiro, na faixa “Luz“. Reafirmando essa benéfica parceria, foi o próprio Emicida quem compôs “Sonhando”.

Ouça o álbum na íntegra logo abaixo: