Renato Russo
Foto: Divulgação
 

11 de Outubro de 1996 é uma data que muito provavelmente os fãs de Rock Nacional que viveram o estilo nos Anos 80 e 90 dificilmente irão esquecer: nesse dia, o Brasil perdia Renato Russo.

O icônico músico nascido no Rio de Janeiro tornou-se a voz de uma das bandas (ame ou odeie) mais conhecidas da história do país, a Legião Urbana, e ao entoar as canções do grupo sobre tantos assuntos pessoais, tornou-se também a voz de uma imensa geração.

Com performances exclusivas no palco, uma língua afiada e nenhuma vontade de esconder o que sentia, Renato Manfredini Junior, o Renato Russo, foi-se cedo demais aos 36 anos de idade, por conta de complicações da AIDS, e definitivamente seria uma voz atuante até hoje em dia caso estivesse vivo.

 

Carreira de Renato Russo

Com a Legião Urbana, Renato lançou uma série de discos icônicos como Legião Urbana, Dois, Que País é Este e As Quatro Estações, mas na carreira solo também se reinventou e marcou época.

Seu primeiro disco sozinho, por exemplo, é The Stonewall Celebration Concert, de 1994, com canções de nomes como Nick Drake, Bob Dylan e Billy Joel e a ideia de celebrar os 25 anos da Rebelião de Stonewall, um marco na luta da causa LGBT+ acontecido em Nova York.

O disco foi um dos primeiros do país a ser gravado completamente em um computador e parte dos seus lucros foram revertidos para instituições como Viva Cazuza, Greenpeace e mais.

No segundo álbum solo, outra abordagem interessante: Renato Russo resolveu celebrar a ascendência italiana e lançou Equilíbrio Distante, trabalho de 1995 onde canta sons como “Strani Amori”, popularizada por Laura Pausini, que deu visibilidade ao trabalho.

Apenas um ano depois, em 1996, Renato Russo nos deixaria e provocaria um imenso sentimento de tristeza em milhões de fãs no Brasil inteiro, já que seu trabalho era visto por muitos como um verdadeiro porto seguro.

Faz falta.

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