my chemical romance
Divulgação
 

Eu não estou bem, eu prometo!

Sem sobra de dúvidas, o My Chemical Romance é um dos principais nomes que popularizou o gênero emo e o transformou em um dos queridinhos de quem foi adolescente nos anos 2000, deixando saudade nos corações de quem viveu essa época desde que abandonou os palcos em 2013.

Surgido nos anos 80 derivado de subgêneros do punk, o emocore hoje em dia é muito mais associado à geração do meio dos anos 2000 (liderada pelo MCR ao lado de nomes como Fall Out BoyParamore e Panic! At the Disco) do que às duas primeiras ondas, que abrigam vários excelentes nomes como Rites of Spring Sunny Day Real Estate.

Grande parte disso se deve ao icônico — clássico, talvez — disco Three Cheers for Sweet Revenge, lançado pela banda em 2004 depois de um primeiro álbum pouco bem sucedido (e pouco lembrado) dois anos antes.

A partir desse momento, o emo passou a ser enxergado como um movimento de contra cultura marcado pelo uso de delineadores, calças apertadas e, em alguns casos, até rolês em cemitérios. Mas o emo do MCR vai muito além disso e merece — muito! — ser lembrado por sua sonoridade.

Singles que marcaram época

Three Cheers for Sweet Revengetem sua sonoridade muito baseada no hardcore e no pop punk, gêneros que estavam bem em alta na cena punk naquele momento, e músicas como “Thank You for the Venom” resumem muito bem isso.

O álbum também trouxe singles que marcaram a carreira da banda como “The Ghost of You” e a incrível “I’m Not Okay (I Promise)”, um hino que conseguiu misturar muito bem o emo com o pop, e cujo lançamento como single em conjunto com o vídeo que lançou moda foi há quase exatos 15 anos, no dia 13 de Setembro de 2004.

Essa música foi o grande salto na carreira da banda, já que pela primeira vez eles haviam emplacado um sucesso nas paradas americanas.

Ainda assim, existe uma outra música que talvez tenha sido mais importante para consolidar a estética sonora e visual que o emo iria adotar pelos anos subsequentes: a faixa de abertura do disco, “Helena”, que segundo os próprios integrantes “definiu sobre o que o álbum era” e “revelou o lado sombrio” da banda.

Tanto é que o vocalista Gerard Way acabou se tornando o símbolo de uma geração, para o bem ou para o mal. O cara passou a ter a sua imagem inevitavelmente associada ao gênero, tanto pelos jovens que o viam como um ídolo quanto pelos adultos mais conservadores que o encaravam como uma personificação da juventude rebelde.

Além dos singles

Apesar da enorme popularidade dos singles e da eterna associação do My Chemical Romance com essas músicas, é preciso evitar reduzir essa obra prima dos anos 2000 a essas 4 canções.

A forte influência do punk/hardcore aparece firme em faixas como “Give ‘Em Hell, Kid” e “Hang ‘Em High”, mostrando que os caras sabiam bem o que estavam fazendo. Mais ainda, a ambientação burlesca de “You Know What They Do to Guys Like Us in Prison” também foi certa influência em bandas próximas, como o Panic! At the Disco.

Em resumo, o Three Cheers for Sweet Revenge pode não te agradar e pode ser criticado por vários motivos; mas a importância do álbum que ajudou a definir um dos maiores movimentos dos anos 2000 não pode ser menosprezada.

Prepare seu delineador e clique no player ao final da matéria para relembrar esse discão!

My Chemical Romance

Longe dos palcos desde Março de 2013, existem fortes rumores “vazados” pelos Jonas Brothers de que a banda estaria pensando em uma reunião; o vazamento não agradou o guitarrista Frank Iero. A boa notícia é que os caras continuam bons amigos e se juntam todos os anos para comer um churrasco.

Enquanto nenhuma confirmação dos rumores aparece, o que nos consola é a reunião de Gerard com o guitarrista Ray Toro para gravar um cover de “Happy Together”, dos The Turtles.